08 janeiro 2013

Ideias para os próximos anos



http://projetual.com.br/sete-dicas-para-voce-ter-boas-ideias/

Vamos iniciar uma rubrica de ideias para Fafe. Independentemente dos programas eleitorais das forças políticas, creio que a sociedade civil pode ter uma palavra a dizer.
Começamos com a cultura:

- Dar continuidade à feliz ideia da actual exploração, nas suas mais variadas vertentes, do Teatro-Cinema. Não se mexe no que está a correr bem: formou-se um conceito, tornou-se um espaço respeitado, fidelizou-se um certo público, apesar de poder ser feita mais publicidade.  
- Aproveitamento das iniciativas levadas a cabo através das Jornadas Literárias, personificadas em Carlos afonso, que representaram uma mobilidade dos públicos sem precedentes.
- Incentivar os programas de desenvolvimento rural semelhantes ao de Aboim.
- Aproveitar o know-how da Atrium Memória que muito tem feito por Fafe, ao nível do levantamento arqueológico do Concelho. Criação dos respectivos itinerários com indicações geográficas devidamente estruturados.
- Recuperação do Castro de Santo Ovídio (obviamente nomeando como responsável Jesus Martinho), com a criação de um contexto mutltimédia, direccionado para as escolas, a edificar no local ou aproveitando as infraestruturas existentes na Casa da Cultura ou no edifício do Grémio.
- Aglomeração dos museus existentes em Fafe, imprimindo-lhes um sentido e uma dinâmica própria. Tentar conjugar a cronologia histórica de Fafe, aproveitando os estudos de Daniel Bastos, Artur Coimbra e Artur Leite (peço desculpa se me estiver a esquecer de alguém), com o espólio existente nos museus.
- Criação do museu textil, como Rui Freitas aqui escreveu.

Outras ideias serão bem-vindas. Aproveitem o espaço dos comentários.

António Daniel

23 comentários:

Alex disse...

Descontinuar a infeliz ideia de trazer "estrelas" do espectáculo que cobram "cachets" altos, já que isso torna o Teatro-Cinema economicamente insustentável.


Apoiar grupos de teatro, de música, de todas as outras formas de manifestação artística e de cultura. Preferia que em vez de se trazer cá os artistas se fizesse cá a arte.



P.S. - Caro anónimo que não assina o "post", parabéns, aqui está um texto anónimo do qual o Artur Coimbra não vai reclamar.

P.S. 2 - Será que não assina para não se nomear (responsável)?

António Daniel disse...

Alex, sempre atento. Não dá hipóteses para distrações... Ainda bem.

Alex disse...

pensei que o autor era outro :)

Para texto sobre ideias, estamos a falar muito de nomes.

Tivemos a capital europeia da cultura a passar aqui ao lado e nada (pouco?) foi aproveitado por Fafe. Não é preciso inventar a roda. Basta ter estado atento e copiar e adaptar o que for adequado.

Repetindo-me, é melhor fazer cultura do que "assistir" à cultura. O objectivo deve ser o envolvimento da população e das associações locais. E para isso não é preciso muito dinheiro.

Pedro Miguel Sousa disse...

Já defendi algumas vezes mas penso que é oportuno referir novamente aqui, e vai ao encontro com o que o Alex disse, Fafe tem programação mas não tem produção. FAFE PRECISA DE PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA para se afirmar e para isso tem de criar e interagir mais com outros espaços, outras cidades e até outros países, porque neste momento Fafe só é grande em Fafe.

A minha proposta: Produção Cultural e Artística (Teatro, Performance, Dança, Música, Cinema...)

Pedro Miguel Sousa disse...

Hoje apareceu isto no facebook, parece-me ilustrar o que defendo em cima:
http://programavai.blogspot.com.br/2012/12/vai-lanca-edital-2013.html

António Daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Daniel disse...

Alex, nomear alguns nomes é da mais elementar justiça. Mas, percebo o que quer dizer. Quanto à necessidade de fazer cultura, é verdade, embora já exista casos interessantes, como serve de exemplo a escola de música e outras colectividades que têm usufruido do espaço do Teatro- Cinema.
O Pedro tem toda a razão, falta produção artística e cultural, nas suas mais variadas vertentes. Seria interessante abrir o espaço da casa da cultura como pequenas escolas de formação das mais variadas artes, fazendo protocolos com a escolas do Concelho ou com instituições que têm executado alguma coisa nas áreas. É preciso alguma imaginação. Já agora, o Pedro, como tem experiência, podia ajudar a concretizar melhor as ideias.

Pedro Miguel Sousa disse...

António Daniel, já entreguei uma proposta de dinamização de uma Escola primária (em Regadas) em tempos ao Vereador da Cultura através da minha associação Club Alfa. Esta serviria de sede da associação para dinamizar atividades culturais e artísticas (embora localizadas). Mas, como tem sido prática comum, as escolas são vendidas por um valor simbólico às juntas de freguesia. Como é lógico: o projeto não avançou!
Há juntas que ou são eles a fazer, para se mostrarem ou masis ninguém pode fazer... e eu sou da oposição!

Contudo, penso que nas próximas semanas estará online uma proposta de um projeto educativo que apresentei e foi aprovado e ilustrará bem o que poderia ser feito. Logo que possível, enviarei o link.

Pedro Miguel Sousa disse...

Nota: Para não criar dúvidas, o projeto foi aprovado em Coimbra e não em Fafe!

Miguel Correia disse...

Eu revejo-me na ideia, não me revejo é na forma como ela foi apresentada!
É do género, “o espetáculo é aberto ao público, contudo os lugares para assistir estão marcados”…
Não creio, nem quero sequer admitir que as figuras fafenses se resumam a 3 ou 4 nomes, não que tenha alguma coisa contra os aqui mencionados, pelo contrário, reconheço-lhes “obra feita” a uns mais que outros, talvez também porque o seu “peso” político não seja idêntico. Mas isso daria muito que falar…
Apesar de não conhecer pessoalmente Carlos Afonso, diviso os seus feitos, e pelas parcas intervenções públicas que lhe conheço, parece-me um homem dedicado às causas culturais, com iniciativa e validade de atuação, mais interessado no trabalho, do que nas aparições publicas, contrariamente a outros… (sempre assim foi e sempre assim será, uns trabalham outros recolhem os “louros”. Carlos Afonso indubitavelmente é dos que trabalham).
Jesus Martinho é sem réstia de dúvidas um homem “mal aproveitado”, desde que me conheço enquanto “pessoa” conheço a “luta” que travou e trava pela conservação do legado histórico, “substitui-se” demasiadas vezes à responsabilidade que deveria ser assumida pelo executivo municipal, no que à conservação museológica ou que qualquer outro legado diz respeito.
Mas como as coisas não mudam, os fafenses devem ter iniciativa, como esta que aqui foi “deixada”, na qual não me revi na forma pelo já enumerado, mas que subscrevo por completo derivado do conteúdo!
Um bem-haja aos fafenses que não se acomodam!

Miguel Correia

António Daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Daniel disse...

Miguel, só referi esses nomes porque me interessa o que fizeram. Aproveitando bem as oportunidades que tiveram, desenvolveram um conjunto de ideias que se tornaria mais interessante se conjugado com outros. Esqueci-me do Miguel Monteiro (que me desculpe) e com o museu da emigração que continua a ser virtual. Mas imagine o que seria uma temática enquadrante da história local com todo o acervo literário e material que Fafe possui?

Pedro Miguel Sousa disse...

Caros amigos,

Fafe precisa de tudo o que aqui foi dito e sobretudo de uma coisa chamada "Política Cultural", um projeto.
As pessoas vão fazendo umas coisas, lançando uns livros, mas é tudo focalizado nuns momentos de fama, com os artigos e fotos nos jornais, e pronto.
Traçar um plano obrigava, pelo menos, a respeitar o património que o Martinho tanto defende nos seus blogues e depois dar-lhe vida com atividades: culturais, artísticas (teatro, performances, dança, música...), literárias...

Fafe não precisa de mais 'cimento', mas de sair do 'mais do mesmo'. Já repararam que as atividades dos vários pelouros são quase sempre as mesmas há tantos anos?

Não estará na hora de abrir as portas a outros públicos? Não seria mais benéfico para Fafe provocar a Capital Europeia da Cultura, nem que fosse para um ou outro espetáculo em Fafe, mas se não fosse possível, pelo menos levar lá artistas de Fafe?

A sensação que temos de Fafe é que as pessoas trabalham num círculo fechado e por isso só eles são notícia. Pode dar jeito aos políticos, mas em nada engrandece a cidade. E mais, onde não há crítica e confronto não há interesse por parte das Academias. Logo, ninguém comenta lá fora o que se faz cá dentro. É a pior coisa que pode acontecer a um artista.

Ou isto muda de rumo e mentalidades ou Fafe vai permanecer estupidamente só!

Até lá, vamos fazendo nós a crítica, o confronto, o debate, nesta 'Academia do Blog Montelongo'.

António Daniel disse...

Tem toda a razão, Pedro.

António Daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Daniel disse...

Possivelmente seria desejável que fossemos meros assitentes. Mas ficaríamos com a consciência pesada. Ainda se olha de soslaio para quem refile e, acima de tudo, quem se interesse por alguma diferença. O mundo da cultura, não é só em Fafe, é um mundo de egos sobredimensionados, para o bem e para o mal. Aquilo que o Pedro diz mais não é do que a exigência democrática da produção cultural, dando espaço para outros que poderão fazer melhor. Há que criar condições. A essência da democracia está na ideia da possibilidade de alguém fazer melhor do que nós.

Jesus Manuel Pires Martinho disse...

Na minha modesta opinião, a Cultura em Fafe só melhorará quando a mentalidade da maioria dos fafenses for alterada e os “barões” deixarem de se servir de Fafe, dando lugar a quem quer trabalhar por Fafe, desinteressadamente e sem “preconceito partidário”. Desculpem-me, o desabafo, mas ficaria “entalado” se não manifestasse o meu inconformismo pela passividade de uma comunidade “paroquiana” que só se manifesta publicamente quando se afasta o “pastor” (leia-se cura). Relativamente aos reparos feitos à minha pessoa, digo que, os bons consolam-me o espírito e os maus dão-me energia para continuar na luta por uma Terra que também é minha e gostaria de ver culturalmente emancipada.
Quero, finalmente, deixar aqui bem claro que sou imune a qualquer “contágio” político-partidário e religioso… sou um inveterado defensor da nossa herança Cultural que muitos teimam em ignorar ou menosprezar.

Miguel Summavielle disse...

Deixo mais algumas ideias/contributos para a discussão que já se vai mostrando profícua:
1. Extinguir a Naturfafe e utilizar as verbas canalizadas para esse organismo para, de facto, promover o concelho;
2. Estabelecer parcerias com as salas de espetáculos regionais, potenciando a agenda cultural;
3. Criar um protocolo com a Universidade do Minho no sentido de assegurar o estudo e tratamento de todo o património arqueológico do Concelho, definindo um plano de investimento e salvaguarda a uma década;
4. Apoiar determinadamente a Academia de Música “José Atalaia” e as Bandas de Revelhe e Golães, polos dinamizadores da cultura musical;
5. Promover a certificação da gastronomia regional - vitela assada e pão-de-ló;
6. Procurar desenvolver a atividade artesanal com a palha, utilizando o exemplo de sucesso que está a ser a cortiça.

António Daniel disse...

Jesus Martinho, Bingo!!!
Miguel, excelentes ideias apesar de algumas serem exequíveis com os recursos humanos do concelho.

Anónimo disse...

bilheteira on line no cine teatro para acabar com os amiguismos

Amilcar disse...

palha......
onde está o meu comentário?
censura??!!!...

Miguel Summavielle disse...

Caro "Amilcar",
Não creio que tenha percebido que se trata de uma atividade artesanal com bastante implantação em Travassós e freguesias vizinhas.
Penso que seria interessante que designers de moda e de objetos de decoração “olhassem” e encontrassem novas utilizações para este produto do nosso artesanato.
Não creio que defenda que deixemos de promover o pão-de-ló porque os ovos, a farinha, o açúcar… não são produzidos no nosso concelho.

Amilcar disse...

o que quero dizer é isso mesmo, deveriamos ser nós a cultivar a nossa própria palha, mas nem para isso somos capazes,conforme dizia no ''coment'' que foi apagado.
Esse trabalho artesanal está em vias de extinção, não estou a ver esta geração a trabalhar a palha tal como os nossos ''avós'' de Travassós(falo pq sei, tenho-os na familia).
Gostava de ver esta nova geração a trabalhar os campos das nossas freguesias que se encontram adormecidos, mas não vejo politicas de quem de direito nem vontade de trabalhar(é duro, eu sei).
Então, limitamo-nos a dar ideias culturais para continuar o regabofe de gastos supérfluos apenas para satisfazer uma parte da sociedade Fafense.
Mãos ao trabalho sff!!!