27 dezembro 2013

Fafe na Rota da Contrafacção


Cerca de um milhão de artigos apreendidos e um cálculo global de aproximadamente 700 mil euros. São estes os números apresentados pela ASAE como resultado da operação "Laika", que permitiu desmantelar uma rede de contrafacção de roupa e calçado que funcionava entre Portugal e Espanha. Foram identificados 37 locais de produção e constituídos 91 arguidos, 23 deles em Portugal. Entre as apreensões contam-se quatro armas de fogo, 50 munições e um colete balístico.
O director-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, disse que os locais de produção se situavam no Norte do país, zona tradicionalmente afecta à produção de vestuário e calçado. Foram identificados pontos de produção em Guimarães, Barcelos e Fafe. Algumas destas fábricas partilhavam a realização de peças legais e contrafeitas, trabalhando durante parte do dia nos produtos para os quais se encontravam licenciadas e posteriormente em falsificações de marcas. Por esta razão, alguns dos locais cessaram apenas a sua produção ilícita e continuam a desenvolver a sua actividade "lícita e licenciada".
"Os produtos saíam das fábricas embalados e etiquetados com preço, fazendo entender ao cliente que o produto era genuíno", afirmou o comissário Hugo Tavares. Foram apreendidos, entre outros, produtos das marcas Gant, Puma, Nike, Adidas e Lacoste e também os cunhos com os quais foram fabricados, o que, nas palavras do comissário, permite cessar a contrafacção. Em Espanha, onde foram detidas 99 pessoas, foi identificada uma rede de elementos marroquinos que se abasteciam de produtos em Portugal e que seriam depois colocados no circuito comercial.
Para Pedro Portugal Gaspar, esta operação é um sinal de combate e desmantelamento da contrafacção e tem um importante "valor de protecção dos agentes económicos titulares de marcas". Os produtos encontram-se actualmente guardados por constituírem prova do processo. Terminado o processo, depois de retirada qualquer identificação de marca, o destino dos produtos será provavelmente a distribuição e entrega a instituições de solidariedade social.

In www.publico.pt

26 dezembro 2013

Museus...


Arganil prepara-se para ter em 2014 o Museu Internacional do Rali.
http://desporto.sapo.pt/motores/artigo/2013/12/26/c_mara_de_arganil_quer_instalar_.html

Para o efeito, a autarquia admite recorrer aos fundos comunitários e avançar com diversas parcerias, incluindo com o Automóvel Clube de Portugal. «Neste museu, pretendemos expor alguns dos carros que marcaram a história dos ralis e passaram pelo concelho», revelou Ricardo Alves, o atual presidente da câmara. Este espaço museológico da Cerâmica Arganilense disporá ainda de «uma componente interativa», com recurso às novas tecnologias, incluindo «simuladores que ajudarão a recriar o ambiente dos ralis».

Uma ideia interessante que só tenho pena que não seja realizada em Fafe. Nem sei muito bem para que serve um museu da emigração ou um museu do automóvel que pouco têm feito para atrair turistas, escolas e "amantes" da cultura a Fafe. Sabemos todos que Fafe é a capital do rali de Portugal mas parece que é Arganil que vai ficar com um Museu dedicado ao tema. Não estaria na hora de fazer algo mais pelo museu do automóvel ou fazer uma coisa parecida ao que será feito em Arganil?

Rui Silva

23 dezembro 2013

21 dezembro 2013

Raul Cunha em Entrevista



Raul Cunha é o novo presidente da Câmara Municipal de Fafe. Venceu as últimas ‘autárquicas’ por apenas 17 votos de vantagem e fez uma coligação pós-eleitoral com PSD, partido a quem entregou pastas importantes como o Plano Director Municipal, obras particulares e concessões de água e saneamento. O independente eleito pelo PS assume “unidade na acção” com os sociais democratas.

P - A sua vitória tangencial como independente numa lista do Partido Socialista foi também quase problemática para um partido que tinha maioria absoluta na Câmara Municipal de Fafe.
R - É como diz. Tivemos uma vitória por 17 votos mas em democracia por um voto se ganha e por um voto se perde. O que me tranquiliza é que esta vitória deve ter sido a mais escrutinada no país. Houve várias contagens e foi confirmada pelo Tribunal Constitucional duas vezes.

P - Com mais consequências do que a diferença de votos é o facto de o PS ter perdido a maioria absoluta e ser obrigado a um entendimento político com o PSD.
R - Nós entendemos que um município precisa de ter alguma estabilidade para poder enfrentar os problemas e as grandes dificuldades que atravessa nesta altura. Uma vez que eleitorado decidiu retirar a maioria absoluta ao PS, haveria que respeitar os resultados das eleições e procurar os entendimentos para uma maioria estável através de um protocolo de entendimento entre o PS e o PSD. O acordo envolve-me a mim e o primeiro candidato do PSD, Eugénio Marinho, mas também as comissões políticas concelhias do PS e do PSD.

P - Quer dizer que, para além do entendimento a nível da vereação, há um acordo partidário?
R - Devo sublinhar isso. Há aqui a procura de uma certa unidade na acção. O acordo reflecte-se na Assembleia Municipal.

P - Não sente que o seu mandato pode sair fragilizado com este acordo, por ter cedido pastas importantes da gestão municipal aos vereadores da oposição. Noutros concelhos onde não se verificou uma maioria absoluta, optou-se por não haver acordos de governação…
R - Nós achamos que o facto de não termos maioria e o quadro de dificuldades financeiras que temos no país obrigavam a uma estrutura estável no município. Entendemos a participação do PSD no executivo não no sentido ‘nós e eles’. Distribuímos as pastas que acordámos com o PSD e agora temos um único governo do município. Estamos todos no mesmo barco a enfrentar os problemas que temos no município.

P - Esse entendimento com o grupo Independentes por Fafe foi tentado?
R - Não houve qualquer abordagem da nossa parte ou da parte deles. Penso que ficou um bocadinho a marca das divergências e da forma como decorreu o processo eleitoral. O que nós não entendemos foi a forma como decorreu a contestação aos resultados eleitorais, com acusações de fraude. Da nossa parte, houve sempre uma postura de seriedade. Mas isso é passado e os vereadores independentes têm tido uma postura de aproximação e discussão dos problemas.

P - Os relatos que têm surgido das primeiras reuniões de Câmara dão conta de um clima de entendimento. As acusações sobre o processo eleitoral estão dissipadas?
R - Pela minha parte foi um página do passado que virámos. Eu compreendo que, se não é muito simpático ganhar por 17 votos, deve ser muito pior perder pelo mesmo número. Alguma frustração entende-se, agora houve excessos que não facilitaram o diálogo quando foi preciso negociar alguns entendimentos. O PSD manifestou, logo na noite eleitoral, abertura para um entendimento com o PS.

P - Como analisa a redução dos votos no PS em Fafe, um concelho tradicionalmente socialista?
R - Há algumas circunstâncias menores e outras que eu considero mais importantes. Por um lado, a necessidade que o eleitorado teve de mudança. Por outro lado, as divisões no PS. Eu aceitei entrar neste processo de boa fé e para unir o PS. O que é facto é que uma parte do PS não se reviu na solução que a comissão política apresentou com o meu nome e, de uma forma mais ou menos ostensiva, fez alguma contestação à nossa candidatura. Houve também a questão dos independentes, que muitas vezes não são independentes, têm origens políticas bem conhecidas, mas que passaram como independentes. O PS teve que fazer um esforço grande para chegar à vitória.

P - Não é militante do PS. Está a pensar filiar-se?
R - Já me fizeram essa pergunta várias vezes. Costumo responder que esta é uma questão dos dois lados. Nem eu tenho sentido necessidade de me filiar no PS, nem o PS tem necessidade da minha filiação.Temos colaborado bem. Não é um assunto que esteja em cima da mesa.

P - Tendo em conta as divergências que houve no PS nas últimas eleições, teme que as mesmas acabem por ter reflexo no seu mandato?
R - Não temo isso. O PS teve eleições internas muito recentemente. O novo presidente, Francisco Lemos, é um dos elementos que desde a primeira hora me apoiou. A nova comissão política é de consenso. Não sinto nenhuma quebra de solidariedade em relação ao grupo camarário.

P - Não teme a manutenção do grupo Independentes por Fafe como força política?
R - Encontro uma grande diversidade de origens ideológicas nesse grupo: ex-comunistas, pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda, sociais democratas e ex-socialistas. Falta-lhe alguma coesão ideológica, mas pode ser que não seja questão muito premente. Vamos aguardar.

P - Há quem considere que cedeu pelouros importantes da gestão municipal ao PSD, partido que terá um peso na vereação superior à sua expressão eleitoral.
R - A escolha dos pelouros para distribuir pelos vereadores foi feita mais na base das competências das pessoas do que propriamente estar a pesar à grama qual a força relativa de cada grupo no executivo. É uma aprendizagem em Fafe termos mais do que uma força política a governar a Câmara. Estamos a fazer um esforço para que o executivo seja coeso. Passámos a ter reuniões semanais de trabalho.

P -Portanto, não vai ser difícil elaborar o plano de actividades e orçamento para 2014.
R - A dificuldade advém do tempo para os fazer. Começámos mais tarde. Em termos legais podíamos ter adiado esse trabalho para Fevereiro, mas é preferível começar o ano com um orçamento do que governar o município em duodécimos durante dois meses.

P - Quais são os eixos estratégicos do plano e orçamento da Câmara de Fafe para 2014?
R - Como poderá facilmente perceber-se, partimos do princípio de que este será o ano zero da nossa governação. É normal que os municípios tenham um esforço acrescido nos anos eleitorais. É ponto de honra cumprir os compromissos que vêm de trás e concluir projectos que se iniciaram no ano anterior. Vamos ter necessidade de reforçar a nossa preocupação com as questões sociais, o emprego, a habitação, o apoio aos idosos.

P - Disse na sua tomada de posse que o período das grandes obras também terminou em Fafe. Isso decorre do facto de o concelho já estar bem servido de equipamentos públicos e de infra-estruturas, ou é consequência da situação financeira do país e das câmaras municipais?
R - O sublinhar o apoio às pessoas, à cultura, ao turismo, às questões sociais não é novidade. Já há dez anos nós reconhecíamos que as infra-estruturas pesadas estavam a ficar prontas e que tínhamos de investir noutros valores e noutras preocupações. Iremos caminhar seguramente para uma sociedade que valoriza mais os aspectos sociais, culturais e do turismo do que propriamente as infra-estruturas. Claro que nós, em Fafe, ainda temos alguns problemas, nomeadamente ao nível do saneamento básico. O quartel da GNR também já não tem condições para os agentes exerceram a sua actividade. A construção do novo quartel vai arrancar no próximo ano em terreno cedido pelo município. Outro dos investimentos grandes é na área da habitação. Nós temos de continuar o nosso programa de recuperação de habitação degradada.

P - Através da atribuição de cheques às famílias?
R - Não é bem isso. A política inaugurada por mim enquanto vereador da Acção Social foi criar um programa municipal que concedesse uma comparticipação da autarquia para melhorar as condições de habitação que não fosse uma esmola. Com determinadas condições, a Câmara fiscaliza a obra, faz o projecto e o acompanhamento social das famílias. O bairro social da Cumieira está a precisar de uma intervenção pesada. Já está sinalizado no próximo orçamento para, quando tivermos acesso ao novo quadro comunitário de apoio, apresentarmos uma candidatura.

P - No último ano tem sido falada a transferência do Hospital de Fafe para a Santa Casa da Misericórdia. Como está esse processo?
R - A questão do Hospital tem-se arrastado desde 2006. O Hospital de Fafe, no final da década de 80, era distrital tipo 1, com poucas valências e muito dependente do exterior. Os vários governos começaram a achar que este tipo de hospitais não fazia sentido. O Hospital de Guimarães está a dez minutos de distância. Foi criado o centro hospitalar com pólos em Guimarães e Fafe e pareceu-nos, na altura, que essa seria a melhor solução para o Hospital de Fafe não perder a sua diferenciação técnica. Pensávamos que o assunto estava resolvido e, de repente, começam a surgir notícias de que o centro hospitalar seria amputado do Hospital de Fafe. Isto é que nos parece estranho. Em que é que foi baseada esta decisão? Quais são os ganhos que se vão conseguir com a passagem do Hospital de Fafe para a Misericórdia?

P - A sua opinião enquanto médico corresponde à do político?
R - Eu ainda não consegui descobrir os estudos que demonstram que isto é útil! O que me disse recentemente a senhora provedora da Misericórdia é que também ficou surpreendida por que é que Fafe foi escolhido.

P - Não há uma reivindicação da Misericórdia de Fafe para gerir o Hospital?
R - O que eu percebi é que a Misericórdia aceita colaborar nisso. Não partiu da iniciativa da Misericórdia querer ficar com o Hospital.

P -O que é que o preocupa, havendo na região vários hospitais geridos por misericórdias?
R - Não é a mesma coisa termos um hospital privado com acordos com o Serviço Nacional da Saúde, ou ter um Hospital da rede pública. A minha luta não é por o Hospital de Fafe estar ou não no Serviço Nacional de Saúde, a minha luta é por ter um Hospital em Fafe que preste serviços de saúde de qualidade.

P - Parece-me que estamos a especular sobre não decisões.
R - Acho que há um decreto-lei que enquadra este tipo de cedência às misericórdias.

P - Outros autarcas da região têm manifestado preocupação pelo encerramento de serviços públicos nos seus concelhos. Em Fafe, para além do Hospital, há outras preocupações?
R - O que está a acontecer é, a pretexto da crise, um movimento de centralização de como não me lembro. Era mais ou menos pacífico na sociedade portuguesa que um movimento de regionalização ou descentralização permitiria gerir melhor os recursos e as necessidades das pessoas. Por causa da crise, o Ministério das Finanças tem sido o motor de um movimento nacional de recentralização. Não concordo. Penso que é possível, com os meios electrónicos de controlo, fazer uma gestão de proximidade mais eficiente e controlada do ponto de vista financeiro.

P - Não há nuvens no horizonte quanto ao encerramento de serviços em Fafe?
R - Há. A reforma judiciária está a esvaziar o Tribunal de Fafe; ao nível dos cuidados primários de saúde, extinguiu-se o Agrupamento de Centros de Saúde de Terras de Basto.

P - O esvaziamento processual do Tribunal tem sido notório?
R - O que me dizem os profissionais é que a reforma judiciária em curso está a esvaziar o Tribunal de competências e que este está a ficar com questões menores. Não se está a pôr ainda a questão do encerramento. Tenho programado um encontro com dirigentes dos vários serviços públicos no sentido de sabermos em que ponto está a situação de cada um. A tradição de separar muito o que é competência das autarquias das competências do poder central retira capacidade de reivindicação aos responsáveis que estão nos concelhos. A Câmara deve ser porta-voz e dar-lhes força perante o poder central.

P - Recentemente, no Congresso Social do Vale do Ave, apontou a falta de regionalização como causa dos problemas de coesão social da região.
R - Eu não sou político profissional. Sempre fui a favor da regionalização. No Norte ganhávamos muito em ter um poder regional legitimado eleitoralmente. Temos as CCDR e as CIM, mas a legitimidade eleitoral dava mais força para reivindicarmos.

P - Qual é o orçamento da Câmara Municipal de Fafe para 2014?
R - É um orçamento muito semelhante ao de 2013. (n.r, 37,4 milhões de euros).

P - Houve redução das transferências do Orçamento de Estado?
R - De mais de um milhão de euros.

P - Como a vão compensar?
R - Com um orçamento muito equilibrado. Com uma gestão muito rigorosa, embora seja muito difícil superar o meu antecessor, José Ribeiro, no rigor da gestão da Câmara.

P - Que herança recebeu em termos financeiros?
R - A câmara de Fafe não tem dívidas, paga aos fornecedores a 30 dias. O problema são os encargos assumidos em 2013 e o facto de estarmos a fazer o orçamento muito pressionados pelo tempo. Hoje, fruto das incertezas e da volatilidade das coisas, vamos ter certamente de fazer revisões orçamentais. Durante o ano de 2014, iremos corrigindo o que for necessário.

P - Qual é a sua estratégia de desenvolvimento para o concelho de Fafe?
R - Captar investimento para criar receita e emprego. Fafe passou pelo fim das grandes empresas têxteis, como a ‘Fábrica do Ferro’ e a ‘Alvorada’, que cumpriram o seu ciclo de vida, e sofremos o impacto da crise actual. Uma das nossas apostas é criar condições para que os fafenses possam concretizar as capacidades de iniciativa que têm. Os fafenses são muito empreendedores. Também é aposta ter capacidade para atrair pessoas de outros concelhos. No pouco tempo que levo à frente do município já recebi empresários de concelhos vizinhos, Guimarães e Felgueiras, para avaliar a possibilidade de se instalarem em Fafe. Para isso, criei dentro da Câmara um gabinete pouco burocratizado de modo a acarinhar os empreendedores. Os empreendedores que pretendam investir em Fafe têm um gestor do seu processo, de forma a que não haja entraves. Os projectos de investimento em Fafe têm máxima prioridade. Estamos a alargar a zona industrial do Socorro e a tentar criar zonas industriais novas.

P - Em termos de acessibilidade, a auto-estrada veio resolver muitos problemas em Fafe?
R - Foi uma óptima ajuda. Devemos aproveitar a nossa localização estratégica na região. Em termos de acessibilidade falta-nos resolver o problema da ligação da zona industrial de Arões à via rápida que liga Guimarães a Fafe.

P - Para a captação de investimento, a Câmara de Fafe vai ter uma política fiscal mais agressiva?
R - Já temos trabalho feito. Vamos manter a derrama melhorada para as empresas com lucros até 150 mil euros, temos a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no mínimo legal, temos a redução de 2% da taxa do IRS de que a câmara pode dispor.

P - Referiu atrás carências ao nível da rede de saneamento básico. O que falta fazer?
R - Apesar de Fafe ter taxas de saneamento que não são muito simpáticas, à volta dos 40%, tem mais de 78% da população coberta. O concelho é grande. Através da concessão que já fizemos com a empresa ‘Águas do Noroeste’, vamos começar obras de forma a aumentar a taxa de cobertura para níveis mais compatíveis com o século XXI.

P - Inicia este mandato com o arranque de um novo quadro comunitário de apoio. Que projectos já tem desenhados para captar investimento por esta via?
R - Não é possível ver coisas muito concretas. O que sabemos é que há projectos na área da Cultura e do Turismo que são interessantes e que podem ser projectos âncora para projectarmos o concelho para fora. Temos uma vontade muito grande de dar uma projecção ao concelho compatível com aquilo que cá se faz, que mostre a Portugal e não só que há muitas coisas interessantes e positivas em Fafe e que não estão a ser divulgadas. Tem havido uma menor preocupação com a informação. O bairro social da Cumieira é muito importante. Penso que só será possível fazer a recuperação com fundos comunitários.

P - O novo quadro comunitário privilegia a cooperação entre municípios. A Comunidade Intermunicipal do Ave terá um papel fundamental?
R - Pretendemos ter um papel activo na CIM. A CIM do Ave tem nova liderança e temos esperança de que consiga cumprir as tarefas que lhe compete e iremos dar o contributo para que isso se concretize.

In www.correiodominho.pt
José Paulo Silva

12 dezembro 2013

Avenida de Fafe


Fafe tem a partir desta semana, uma Avenida com o seu nome na localidade Francesa de Sens a mais de 1700 km de Fafe.
A inauguração da avenida, localizada numa das principais entradas da localidade contou com a presença do Presidente do Município de Fafe, Raul Cunha, do Maire de Sens, Michel Fourré, dos conselheiros municipais de Sens, do cônsul honorário, José de Paiva e do Vereador da Câmara Municipal de Fafe Vítor Moreira, tendo a inauguração sido acompanhada de perto por dezenas de Portugueses e Fafenses emigrados ou residentes em França.
A geminação que foi oficializada em Novembro de 2012, deve-se à vontade das duas localidades em estreitar relações e contou com um forte e decisivo contributo da fafense e atualmente conselheira municipal de Sens, Manuela Godinho.
Com quase 30.000 habitantes, Sens concentra uma importante comunidade portuguesa que se estima que represente atualmente cerca de 25% da população total de Sens e que se começou a estabelecer em meados dos anos 50.
Cidade com grande importância histórica e grande centro religioso, Sens possui a primeira catedral gótica construída em França.
Com uma forte ligação à indústria, Sens organiza ainda vários eventos turísticos e culturais de grande dimensão de que é exemplo o mercado de Natal, cuja inauguração oficial foi este ano partilhada com o Presidente da Câmara de Fafe, Raul Cunha.
A inauguração da nova avenida e a identificação pública da ligação da cidade francesa com Fafe, é uma das formas de materializar a geminação com SENS, que tem já geminações com Lorrach, na Alemanha, Semigallia em Italia e Chester na Grã-Bretanha.
Durante a estadia da comitiva Portuguesa em Sens, foram ainda promovidos vários encontros com diversos conselheiros municipais de Sens e outras individualidades no sentido de estreitar relações culturais e económicas entre as duas localidades.
Para Raul Cunha, Presidente do Município de Fafe, “É com um grande sentimento de orgulho que vemos o nosso concelho ser reconhecido e distinguido fora de Portugal. Sendo que em Sens encontramos não apenas uma cidade com quem criamos uma geminação, mas um parceiro com quem desejamos aprofundar a relação, para que venha a ter resultados concretos em termos culturais, de conhecimento e até económicos".
Para o Maire de Sens, Michel Fourré “Fafe faz a partir cada vez mais parte da nossa comunidade. Muitos dos nossos habitantes são Portugueses e naturais de Fafe, pelo que esta geminação faz todo o sentido e reveste-se de uma importância especial para Sens, sendo Fafe a 4ª cidade europeia geminada com Sens“.
Foi já endereçado o convite ao Mair de Sens para que visite Fafe no início do próximo ano.

Fonte: www.cm-fafe.pt

Rock With Benefits 2013

A solidariedade é o mote do Rock With Benefits 2013, que acontece nos dias 13 e 14 de dezembro no Pavilhão Multiusos de Fafe.
Do cartaz do evento para o dia 13 fazem parte os artistas Fast Eddie Nelson, The Girl in the Black Bikini, Hawks N' Hounds, Smix Smox Smux e o locutor da Antena 3 Luís Oliveira.
No dia 14, é a vez de subirem ao palco Days of July,The Shine, Mundo Cão, Let Jam Roll e os locutores da Antena 3 Rui Estêvão e Nuno Calado.
O objetivo principal do festival é a angariação de fundos e alimentos para distribuir cabazes de Natal pelas famílias carenciadas do concelho de Fafe, sendo a entrada no festival paga parcialmente com alimentos. Toda a organização trabalha em regime de voluntariado e todos os lucros são dirigidos para a solidariedade social.

11 dezembro 2013

Maquiavel, Redes Sociais e Linguagens


No capítulo XXI do Príncipe, Maquiavel escreveu que o «príncipe deve evitar que o desprezem e odeiem». Não sei se concordo totalmente com o «odeiem» mas sou levado a prestar atenção ao «desprezem». Podemos odiar alguém que exerce o poder sem com isso colocar em causa a liderança. O ódio surge quase sempre acompanhado pelo seu antípoda, a paixão. Contudo, quando o príncipe é desprezado é porque a sua condição alcançou tal nível de degradação que não lhe sobra qualquer réstia de liderança e, consequentemente, de legitimação, pelo menos moral. Obviamente que o interesse dos textos clássicos advém da sua contextualização e da sua possível actualização. Maquiavel apresenta algumas características que levam ao desprezo, sobressaindo o ser volúvel, leviano e efeminado. Se existe alguma diacronia relativamente a esta última característica, já às restantes exige-se uma miragem mais pormenorizada, pois são passíveis de actualização.

Mais actual se torna o pensamento de Maquiavel quando o tentamos aplicar ao exercício do poder numa altura em que as redes sociais são cada vez mais utilizadas na sua promoção As redes sociais trouxeram um novo élan à palavra escrita. É através dela que se estabelece as várias nuances do exercício do poder, quer pela ausência, quer pela presença. Saber gerir a imagem é fundamental e acima de tudo, saber manter a dignidade. Diz Maquiavel que, em todos os atos a dignidade deverá ser permanente, deverá afirmar-se em tudo o que o príncipe faça e em todos os assuntos em que intervenha.

As redes sociais são exigentes dentro da sua aparente mediocridade. Por esse motivo, é fácil cair nas mais básicas tentações, no confronto fácil e na linguagem banal. Quando o príncipe cai na teia torna o governo da cidade mais difícil.

António Daniel

09 dezembro 2013

Geada



O Minho é especial, mas Fafe é ainda mais especial. Sim, somos diferentes. Até na coligação contranatura na Câmara.
Um dos grandes problemas nos que às europas diz respeito é considerar todos iguais, todos diferentes. Se em relação a qualquer condição do direito se aceita, já em relação à «alma» calma aí e pára o baile. Na nossa intangibilidade ninguém toca porque, mais do que qualquer povo europeu, gostamos de carinho e não dessas novas coisas apelidadas de competitividade. Gostamos de olhar de soslaio, certo, mas não é para sermos melhores mas para conservarmos o nosso cantinho.
Não há nada mais interessante do que o nosso «cantinho». É lá que nos aquecemos das geadas e nos alimentamos, curiosamente mais a alma do que  o estômago. Aliás, para nós, a alma mora no estômago. É nas sopas de vinho com açúcar, devidamente aconchegadas nas brasas, que afogamos a amargura. Como nos sabem bem!
Vem isto a propósito da geada que por estes dias vi num campo. Pessoas normais dizem «que frio!», ou «o campo todo branquinho, que giro!». As pessoas excepcionais dizem «faz bem às couves». E faz mesmo. Os «olhos» de couve agradecem. Nada de mais intangível existe na degustação de uma couve amaciada pela geada e guarnecida pela carne gorda do porco, com o azeite a procurar caminhos de fuga e o alho, qual aluvião, a sedimentar-se devagarinho. Os alemães podem ter as suas formas intangíveis, mas nós temos as nossas e Fafe muito mais.
Abaixo de Arões, alguém compreenderia a incomensurável beleza de uma maçã assada afogada no vinho (ok, existem mas chamam-lhes bêbadas. Nós temos respeito!) e a orgia de sentidos quando a introduzimos no nosso sistema digestivo?

Beijinhos, mãe.

António Daniel

08 dezembro 2013

Partidos vs Independentes

A desconfiança generalizada que os portugueses sentem pelos partidos políticos que nos têm governado levou a uma subida eleitoral das forças independentes um pouco por todo o país. As vozes descomprometidas e as novas dinâmicas que emergem da sociedade civil ganharam força e ocupam, cada vez mais, o espaço que antes era reservado apenas aos partidos. Os partidos políticos e os seus dirigentes, se não perceberam a lição extraída das últimas eleições autárquicas, estão condenados a perder a réstia de credibilidade que lhes resta.
No caso de Fafe, creio que o fortalecimento ou a quebra das forças políticas locais no futuro está muito dependente daquilo que vier a ser a capacidade de trabalho do novo executivo fafense. Porque mais que uma luta pelo poder entre o atual PS e a família Summavielle, os novos dados resultantes das últimas eleições autárquicas colocam no centro da luta os partidos tradicionais e os denominados independentes.
Assim, as estruturas políticas locais e, neste caso, o PS e o PSD só têm um caminho: entendimento! Se isso não acontecer, o resultado será fácil de adivinhar. Raul Cunha e Eugénio Marinho têm à sua frente um trabalho árduo em prol de Fafe e dos fafenses mas, simultaneamente, nas suas mãos joga-se o futuro do PS e do PSD local. Do outro lado da barricada, os independentes apenas terão que fazer uma oposição mais firme e esperar por um eventual desentendimento das forças políticas.
Mas, se Raul Cunha e Eugénio Marinho conseguirem desenvolver um bom trabalho nos próximos quatro anos e se as estruturas partidárias locais se revitalizarem, o espaço dos independentes diminui. As cartas estão na mesa…

Pedro Fernandes

06 dezembro 2013

Mais Algumas Notas Sobre as Eleições Autárquicas e Seus Resultados

Na minha opinião, os mandatos deveriam estar dependentes dos votantes nas forças políticas concorrentes. Passo a explicar: Fafe, com 50.879 eleitores inscritos, elege 9 vereadores (ninguém quer rever os cadernos eleitorais precisamente para que não se reduza esse número). Ora, na realidade, votaram 31.361 eleitores, e, mesmo entre esses, houve quem se abstivesse ou votasse nulo. Feitas as contas, nas forças políticas, foram depositados pouco mais de 30.000 votos. Desta forma, deveriam ser eleitos apenas os vereadores respectivos, ou seja, 7. Poupava-se nos salários e obrigava-se quem de direito a combater a abstenção (ou a deixar de ter interesse em não rever os cadernos eleitorais).
Só por curiosidade, se Fafe elegesse 7 vereadores, o PS teria conseguido 3, os IPF 3 e o PSD 1. A mesma regra deveria ser aplicada, com necessárias adaptações, aos eleitos para as Assembleias de Freguesia.
Quem sabe se este citério não poderia ser utilizado para reduzir os deputados da Assembleia da República, claramente em número excessivo.
O acordo pós-eleitoral entre o PS e o PSD determinou que o número de vereadores com funções executivas aumentasse para 6 (mais uma vez, só por curiosidade, se Fafe elegesse 7 vereadores, fazendo cumprir o acordo PS/PSD, teríamos a Câmara a funcionar com 4 vereadores…). Esperemos para ver como é que a maioria vai justificar este aumento dos encargos com a Vereação e seus assessores, quando terá que fazer cortes em tantas áreas.
Este acordo é, de qualquer maneira, uma grande derrota para o PS e para o Dr. José Ribeiro, responsável pela sua negociação. O Dr. José Ribeiro parece, neste momento da sua carreira política, estar a somar derrotas: perdeu a maioria que detinha há 32 anos (quando o PS cresceu em quase todos os Concelhos do País e obteve a sua maior vitória autárquica de sempre); perdeu na freguesia de Fafe; perdeu na “sua” freguesia de Cepães; e agora perde ao ser obrigado a negociar um acordo com um PSD que sempre combateu. Veremos como correm as eleições para a Comissão Política…
Aos vereadores do PSD espera-os uma tarefa difícil, já que terão que combater a perspectiva com que serão encarados pelo restante executivo – opositores políticos, merecedores de uma confiança apenas parcial. Tenho a certeza que muito do que será feito nos próximos 4 anos será urdido sem a sua participação e opinião. Tenho a certeza que o PS se encarregará de, antecipadamente, encontrar a melhor forma de lhes condicionar a actividade e o acesso a informação, impedindo-os de “saber para além do estritamente necessário”. Veremos!
Quanto à Assembleia Municipal, foi curioso ver a postura do PSD. Apresentou uma candidatura própria à mesa, funcionando como muleta para a eleição do Dr. Laurentino Dias, e ainda fez um discurso de “boa vontade” que contrasta com as intervenções do mandato anterior. Até pensei que me tinha enganado na sala, que não estava numa Assembleia Municipal e que não era o Dr. Rodrigues que usava da palavra.
Bem, pelo menos o Sr. Presidente da Assembleia continua igual ao de sempre, desrespeitando os eleitos (chegou 1 hora atrasado à reunião porque esteve a ver Portugal, esquecendo-se que todos gostariam de estar a fazer o mesmo) e utilizando a ironia, disfarçada de rigor democrático, como arma provocatória. Há coisas que nunca mudam…

Miguel Summavielle

04 dezembro 2013

Fafe Film Fest 2013 - Os Vencedores

Melhor Documentário Longa Metragem e Prémio do Público:
"São João D´Arga", de Carlos Viana (trailer oficial)



Melhor Documentário Curta Metragem:
 "O Barco de Valdeorras", de Anxo Santomil



Prémio Realizador:
Ruben Alves, filme "A Gaiola Dourada"

02 dezembro 2013

Impacto Económico e Turístico do Rali de Portugal


A última edição 2013 do Rali de Portugal gerou um impacto global na economia portuguesa superior a 100 milhões de euros e consolidou-se como o "maior evento" de promoção turística desde o Euro'2004 de futebol, revela estudo. O estudo hoje divulgado debruça-se sobre o impacto do Rali de Portugal 2013 "na economia do turismo e na imagem dos destinos em Portugal" e foi desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve (CIITT-UALG), com coordenação de Fernando Perna.
Para chegar a "um impacto económico total de 101,7 milhões de euros", o documento soma os gastos dos adeptos não residentes (47,6 milhões), pelos residentes (4,9 milhões), pelas 72 equipas que disputaram a prova (1,6 milhões) e ainda a projeção mediática do país nos media nacionais (11,6 milhões) e internacionais (35,9 milhões). "Se em termos de despesa direta total o valor observado na edição de 2013 consolida a importância do WRC Rali de Portugal no turismo nacional como o maior evento organizado no país desde o UEFA EURO 2004, o seu efeito em termos de imagem e exportações de viagens e turismo em Portugal projeta o impacto do Ralli para além da economia do turismo, colocando este evento como uma acção estratégica naquela que é uma prioridade da economia nacional (incentivo à exportação)", lê-se no documento. Ao atingir um impacto direto e indireto na economia de 101,7 milhões de euros (54,1 milhões de impacto direto e 47,5 indireto), a prova de 2013 conseguiu "um acréscimo de 3,9 milhões face à edição de 2012 e de 9,8 milhões relativamente à edição de 2011".
O estudo da Universidade do Algarve atrubui ao evento um "forte benefício" para o sector da restauração (alimentação e bebidas), através da atração de 35,7 por cento da despesa total (54,1 milhões), seguindo-se o alojamento com 19,4 por cento e os transportes internos com 13,9 por cento. Depois de recordar que 51,5 por cento da despesa tem "origem não nacional", o documento sublinha o contributo do Rali de Portugal para o aumento das exportações. "Trata-se assim de um evento que se admite inigualável em termos de promoção de exportações, com um contributo muito positivo para a rubrica de viagens e turismo e consequente benefício do saldo da Balança de Transacções Correntes de Portugal", acentua-se no texto. Quanto aos resultados por adepto, os residentes gastam em média 37 euros por dia (menos 2,3 euros do que em 2012), o que se considera um "valor expectável face ao não recurso a alojamento fora do local de residência habitual".
Já os não residentes, maioritariamente estrangeiros, gastaram em média 100,4 euros por dia, o que representou um acréscimo de 4,8 euros em relação à edição de 2012. Três em cada 10 adeptos não residentes são provenientes de Espanha, sobretudo das comunidades da Andaluzia, Galiza e Extremadura, com respetivamente 29,4 por cento, 23,2 por cento e e 15,6 por cento. A maioria dos adeptos, 77,6 por cento dos residentes e 74,2 por cento dos não residentes, classificou o evento como bom ou muito bom. "Inequivocamente, o WRC Rali de Portugal é um instrumento de projeção de uma boa imagem de Portugal, quer global quer por atributos e que ultrapassa a dimensão física do rali. Trata-se de uma relação `win-win' a sustentar no tempo, isto é, um evento de grande qualidade e projeção internacional, realizado num destino considerado ótimo entre os adeptos atraídos pelo evento", conclui.
O estudo, desenvolvido entre janeiro e julho de 2013, para avaliar o impacto da prova na economia do turismo e imagem dos destinos em Portugal, designadamente no conjunto das regiões/áreas de Fafe, Lisboa, Baixo Alentejo e Algarve, realizou 1.523 inquéritos presenciais a adeptos nacionais e estrangeiros que assistiam ao evento.

In www.record.pt 

28 novembro 2013

Viajar pelo Mundo de Amigo em Amigo


Saíram de Lisboa em Outubro do ano passado. Regressaram há uma semana. Passaram por 25 países e ficaram em casas de amigos. Ou amigos de amigos. A hospitalidade não tem fronteiras.
O ar radiante de Bárbara Simões e Ana Alves ao chegar, bronzeadas e sorridentes, no fim-de-semana passado, ao aeroporto do Porto, dispensava perguntas. Regressavam a Portugal, vindas do Rio de Janeiro, com uma cor tropical e uma aura tão luminosa que era escusado perguntar como se sentiam. Se tinham gostado da viagem de 13 meses, por 25 países, com paragens em 106 locais, tudo graças à simpatia, hospitalidade e acolhimento de 135 pessoas, a maior parte das quais totais desconhecidas para elas. Não podíamos fazer essas perguntas banais - a resposta estava no rosto moreno das duas aventureiras, de 28 e 27 anos, que deixaram os empregos em Lisboa, há mais de um ano, para dar vazão ao formigueiro de mundo que as mandava ir. E foram, nas asas de um projeto desconcertantemente simples, chamado «Até onde nos levam os nossos amigos».
Bárbara é metade de Fafe, a outra de Vila Real. Ana é de Bragança. São amigas desde os tempos de estudantes na Universidade do Minho, em Braga, onde se formaram em Comunicação Social e fizeram juntas Erasmus em Paris. Estavam habituadas a viajar na companhia uma da outra. Em 2011, regressadas da Índia, um país que as marcou muito, as viagens nunca mais saíram do seu dia-a-dia. Começaram a escrever o blog sobre viagens «Onde Judas perdeu as botas» e o trabalho como publicitárias começou-lhes a parecer menos aliciante face à perspetiva de lançaram também as suas botas ao caminho. O sonho tornou-se um projeto quando duas coisas confluíram: tornou-se impossível conciliar a rotina casa-trabalho com a sede de mundo na alma; e surgiu a ideia de assentar a circum-navegação na hospitalidade humana.
Pensaram em todas as vezes em que conheceram pessoas nas viagens e em que foram ao encontro de amigos. E o conceito começou a fazer sentido. «Foi preciso recuar uns tantos passos para percebermos o que estava mesmo à nossa frente», dizAna. «Porque não ir ter com os amigos? E os amigos dos amigos? E se os amigos dos amigos tiverem outros amigos por aí, porque não ir ter com eles também?» O ponto de partida foi um e-mail enviado a amigos, portugueses e estrangeiros, descrevendo a intenção de viajar pelo mundo e perguntando se conheciam pessoas nos lugares onde queriam ir.
«Com as respostas, fomos traçando a nossa viagem. Deixamos de lado destinos onde não havia amigos, mas outros, mesmo sem amigos, mantivemos porque queríamos muito ir.» Não se arrependeram de ter mantido o Camboja na rota, mesmo sem contactos prévios. Nesse país, além de se terem encontrado com amigos portugueses que lá foram ter com elas de férias, conheceram vários uruguaios e argentinos e, quando foram para a América Latina, ficaram nas casas deles.
A preparação da viagem demorou nove meses, entre calcular rotas e transportes, alojamentos, lugares para ver e tratar de vistos e vacinas. A viagem era para ser de dez meses, passou para um ano e terminou por se estender até 13 meses.
O diário de bordo foi sendo publicado na internet, com fotografias e descrições intensas dos lugares por onde passavam. No site do projecto (ateondenoslevamosnossosamigos.com), foi sendo possível seguir os passos de Ana e Bárbara com detalhe e satisfação literária porque o mundo pode ter perdido duas publicitárias, mas ganhou duas cronistas de viagens de mão cheia. As duas amigas não conseguem destacar qualquer dos 135 amigos, entre tanta gente, incluindo pessoas que se ofereceram para lhes dar guarida e servir de guia, e depois os familiares destes, com a avó brasileira Dona Neyde, em Diamantina, no Brasil, a rematar a epopeia de afetos. Conheceram casas e almoços de família, mergulharam na vida natural e espontânea das cidades, de mão dada com estranhos que deixaram de o ser. Foi uma viagem mágica, demasiado intensa para a conseguirem descrever, mas tudo o que engrandeceram por dentro estava lá, no rosto moreno e cansado, radiante e luminoso, com que trouxeram um bocado do mundo no avião que aterrou no Porto.
«O melhor de tudo foram as pessoas que fomos conhecendo, muito mais que as paisagens. Os países que nos ficaram mais no coração foram aqueles onde criámos uma relação especial com as pessoas. Foi viajar também pelas pessoas e não pela geografia.» Apanham as frases uma da outra e vão entrelaçando palavras. Foi assim que Bárbara e Ana responderam sempre à nossa entrevista.
Estiveram em 25 países, deixando de fora a Europa, a África e a Oceânia, e também o Médio Oriente, concentrando-se na Ásia, nos Estados Unidos e em particular na América Latina. Em alguns lugares, passaram uns dias, outros entre três semanas e dois meses.
No feriado irlandês Saint Patrick"s Day, estavam em Pequim com um irlandês e emocionaram-se a ouvir argentinos cantar o fado. Sentiram um alegria sem par ao chegar a Machu Picchu depois de cinco dias a caminhar até lá. E muito, muito mais. «Foi o máximo poder conduzir pela antiga Route 66", cruzar as retas do Death Valley, ficar sem ar no Grand Canyon e ainda acordar com a surpresa de uma amiga de um amigo para o Coachella [um popular festival de artes e música no vale de Coachella, na Califórnia]». Pelo caminho, foram deixando o que estava a mais - «uma data de tralha e roupa, porque levamos muita coisa e percebemos que bastava uma pequena mochila» - e guardando o essencial. Não fizeram compras, esse era um principio firme desde o início, e perceberam que as fotografias eram, na maior parte dos casos, memória suficiente.
As saudades que sentiram robusteceram-se em algo que não estavam à espera, uma espécie de nova identidade nascida da ciência dos lugares. «Começamos a dar mais valor ao lugar de onde viemos, ao lugar que nos construiu assim e nos fez adaptáveis. Há um orgulho enorme, quando estamos a viajar, de ser do país de onde somos, parece que descobrimos um amor muito grande por Portugal.» E quando lhes perguntamos, já que viajaram pela geografia das pessoas, onde encontraram mais calor humano, não hesitam em dizer que foi no México, no Brasil, na Índia, no Laos e nas Fipilinas.
Mas a lista de bons momentos parece interminável e as duas admitem estar a pensar num livro sobre a viagem. Há-de terminar como terminou a aventura, com as brasileiras Fernanda a Manuka - que tinham conhecido nas Filipinas, seis meses antes e com quem tinham passado duas semanas entre Parati e o Rio - a levá-las ao aeroporto do Rio de Janeiro, às seis da manhã, depois de uma noite de alegre despedida.

In www.dn.pt
Facebook: Até onde nos levam os nossos amigos

24 novembro 2013

Coligações e Democracia


Escrevi no Facebook que «nada é por acaso. Afinal havia uma estratégia PS-PSD para a câmara de Fafe. O PS, depois de todas as críticas do PSD face às origens vimaranenses de Raul Cunha, decidiu convocar Eugénio Marinho e José Baptista para enquadrarem o presidente eleito na «pronúncia» fafense. Realpolitik! Talvez aqui encontre motivo para escrever um texto onde tente enquadrar a política fafense com o Príncipe de Maquiavel.»
Não tenho uma posição coerente nem definitiva quanto à aliança camarária. Nem sequer me interessa entrar por aí. São adultos, que se entendam. O que me confunde é a forma calculista como são aplicados certos argumentos durante as campanhas, muitos deles falaciosos como foi o caso de Raul Cunha ser natural e residente em Guimarães. Mas houve outros! Posteriormente, esquecem-se clivagens, negoceia-se, publicitam-se as incumbências governativas como se nada tivesse acontecido. A Realpolitik, apesar da sua aplicação na forma como os estados se relacionam, também é uma realidade no exercício político local. Isto não é democracia.
A política é uma atividade que muito respeito. A sua praxis consiste em tornar as pessoas conscientes da sua interdependência com vista à realização do melhor possível para todos. Nos tempos que correm, num clima de desorientação, muitos dos actores políticos refugiam-se em habilidades retóricas. Quando a circunstância o exige, o discurso torna-se ainda mais habilidoso. Não gosto disto! Chamem-me ingénuo ou burro, inadaptado ou utópico, mas parece-me que Fafe e o país só se tornam maduros através da democracia, principalmente no que diz respeito àquela em que os únicos argumentos aplicados são para o interesse de todos.
Apesar de tudo, espero que se entendam, pelo menos até às próximas autárquicas se o PSD em Fafe ainda existir.

António Daniel

23 novembro 2013

Fornelos Sem Acordo



Em Fornelos ninguém se entende para governar a junta de freguesia. Novas eleições à vista?

18 novembro 2013

Mais uma Empresa que Fecha



As quase 90 trabalhadoras de uma empresa textil de Fafe passaram a última madrugada e manhã em vigília depois de serem surpreendidas pela notícia do fecho da empresa. Têm dois meses e meio de salários em atraso e o subsídio de Natal do ano passado. A empresa diz que a decisão de fechar é definitiva.

Fonte: www.videos.sapo.pt

14 novembro 2013

Sabe Quantos Funcionários Tem a Câmara Municipal?


O Jornal de Negócios analisou os dados facultados pelo Governo sobre o número de trabalhadores ao dispor de cada município. Os cálculos efectuados permitem concluir que a média de funcionários por município caiu, no final do terceiro trimestre do corrente ano, para 393, uma descida assinalável face à média de 2010 (440). Já a média de funcionários por mil habitantes, que era em 2010 de 19,6, caiu em Setembro para 17,5 trabalhadores por cada mil habitantes. A maioria dos municípios – 185 – tem um rácio de funcionários por mil habitantes inferior à média.
A redução de pessoal nas câmaras municipais pode ser explicada por várias razões. Por um lado, porque há uma imposição do Governo (que partiu da troika) que obriga as câmaras a reduzir 2% do pessoal ao ano. Por outro lado, as câmaras, com menos receitas, também optam por não renovar os quadros que vão saindo para aposentação. E há um factor que também pesa muito: alguns municípios devolveram o pessoal não docente que receberam do Ministério da Educação. Só em Santo Tirso, essa devolução significou que o quadro de pessoal foi reduzido para metade (de 720 em 2010 para 370 em Setembro).
Por outro lado, também há factores que justificam a subida do número de pessoal – por exemplo, por causa da internalização de funcionários de empresas municipais e serviços municipalizados que foram extintos.
A câmara de Esposende, no distrito de Braga, continua a ser a que tem o número mais reduzido de funcionários por mil habitantes: 4,5, uma marca que deixa a Batalha (5 funcionários por mil habitantes) a alguma distância. Vila Nova de Gaia, com um rácio de 5,1, é o município que encerra o pódio.
No extremo oposto está Mourão, no Alentejo, com um rácio de 67,5. O Corvo, nos Açores, deixou o último lugar de 2010 e é agora penúltimo classificado na tabela, com 62,8 funcionários por cada mil habitantes. Alcoutim, no Algarve, é o terceiro município com maior rácio, com 60,8.
A Câmara Municipal de Fafe tem 456 funcionários para uma população de 50650 pessoas, o que perfaz 9 funcionários por cada 1000 habitantes. Desde o ano 2010 até 2013, o município perdeu 63 funcionários.

I Congresso Social do Ave


O I Congresso Ave Social – O FUTURO DA INCLUSÃO – é uma iniciativa que se enquadra no projeto Ave Social, promovido pela Associação de Municípios do Vale do Ave, ao abrigo do Programa ON.2 O NOVO NORTE – Promoção e Capacitação Institucional, na área de abrangência da NUT III Ave, integrada por oito concelhos: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.
Trata-se de um projeto que decorre do Plano de Desenvolvimento Social (PDS) do Ave, efetuado em 2009/2010 por uma rede de atores institucionais do território, que identificou então as prioridades estratégicas de atuação e propôs ações a desenvolver no âmbito de diferentes temas específicos do desenvolvimento social e humano: Envelhecimento, Pessoas com Deficiência, Crianças e Jovens em Risco, Emprego e Qualificação. No seguimento deste plano, o projeto Ave Social tem reforçado o trabalho interinstitucional em rede com intervenção nestes temas específicos, numa lógica supramunicipal, contribuindo para uma atuação mais eficaz e eficiente neste território.
Partindo-se de uma análise das potencialidades e desafios do território, pretende-se com este Congresso a realizar no teatro cinema de Fafe crie momentos de reflexão e debate em torno das grandes dimensões estratégicas do desenvolvimento social do Ave, confrontando-as com as práticas, e apontando soluções inovadoras que promovam de forma efetiva uma intervenção social mais sustentável, inteligente e inclusiva.
A inscrição pode ser efectuada no site da Comunidade Intermunicipal do Ave.

Fonte: www.cim-ave.pt

10 novembro 2013

Ao Miguel Summavielle

Eliminar
"Desiludirmo-nos com as pessoas significa que não as conhecíamos bem" foram as sensatas palavras de um amigo e companheiro nesta recente luta política... E vejo cada vez mais a sua pertinência...
Não sendo meu costume entrar neste tipo de "lutas", não posso deixar de comentar as tuas palavras, Miguel, a respeito da "vencedora do debate"...
Na verdade, são palavras vãs, muito pobres mesmo, de quem pouco ou nada de mais importante arranja para dizer... Deselegantes até, o que não era teu costume, visto quem nem sequer estiveste representado no debate! Tê-lo visto ou assistido não seria, noutros tempos, motivo que te levasse a falar dele, mas enfim... as pessoas mudam... ou revelam-se...
Na verdade, da última vez que falámos, quando no final da penúltima assembleia municipal do mandato findo, me procuraste por eu, lá presente enquanto público, ter criticado todas as forças e movimentos eleitos na Câmara por terem aprovado por unanimidade a proposta relativa à escola de Pequite, e note-se que referi todos os eleitos na Câmara, doeste-te e prontamente saíste em defesa do teu irmão, dizendo que ele "não tinha na altura a informação toda"... Oh, que comovente inocência! Então por que votaram?! E ainda defendeste a tua atuação como eleito, afirmando que "de mais a mais, eu não sou candidato a coisa nenhuma!" e voltaste costas sem que eu sequer pudesse terminar a minha fala... Talvez perguntar-te pela família, por exemplo... enfim, coisas de pessoas educadas, que não perdem a cabeça por causa de política...
Pois bem, afinal, foste candidato; afinal, pareces sofrer do mesmo mal que faz com que as "causas dos que se movem sem cor política" lhes façam perder valores como educação, coerência, discernimento...; afinal, usas o meu discurso do teu irmão há quatro anos atrás, a infeliz comparação dos resultados da Câmara e Assembleia, sem ter tido a dedicação que tantas vezes te elogiei de, pelo menos, ir consultar dados passados, para concluir que tal realidade se verificou por diversas vezes...
Afinal, vejo nos Independentes uma equipa de pessoas, agora "unidas", e que tantas vezes ouvi falarem mal umas das outras...
Afinal, e apesar dos comentários pouco elegantes e ridiculamente pobres, eu sou a que mantém coerentemente os seus valores, a sua palavra, gostem ou não, concordem ou não... E nem sequer podem pôr muito defeito, AFINAL, vieram convidar-me!
Sou como sou, certa de que de falta de verdade, de honestidade e de palavra ninguém me poderá acusar... Fossem todos na política assim e Fafe estaria muito melhor servido!
Mas, e porque afinal, EU RESPEITO a decisão dos fafenses, águas passadas não movem moinhos", continuarei a ser uma cidadã atenta e interventiva, que discutirá o que de importante houver a discutir, sem perder tempo com novelas baratas...
Postos estes "pontos nos is", considero que pouco assunto haverá que me faça gastar mais palavras com comentários que nada contribuem para o bem de Fafe, o objetivo tão apregoado mas por tão poucos perseguido...

Aos leitores do blog peço desculpa por quebrar aquela que tem vindo a ser a conduta e ter comentado um texto aqui colocado... Não alimentarei novelas e, como tal, não lhe darei seguimento... Mas, gente do povo que sou, lá diz o ditado que "Quem não se sente não é filho de boa gente", não podia deixar de trazer aqui estes "Afinais"...
Afinal, eu sou assim!
 
Leonor Castro

08 novembro 2013

A Minha Leitura dos Resultados Eleitorais e Notas Conexas

A vitória tangencial do PS (oficialmente a diferença foi de 17 votos, mas na verdade foram apenas 3) faz com que possa considerar-se satisfeito com o resultado das eleições. Elege o Presidente de Câmara, mantém uma maioria na Assembleia Municipal e a maioria das Juntas do Concelho. Objectivo conseguido.
Mas se olharmos com atenção, o PS perde a maioria (que mantinha há mais de 30 anos!!!), perde a Junta de Fafe (por uma pipa…) e perde a maioria num número significativo de Juntas de Freguesia, com consequências ainda por apurar. Relembro que, em 2009, o Dr. José Ribeiro só não tinha vencido, na votação para a Câmara Municipal, em duas mesas de voto, quando, agora em 2013, o PS perdeu em quase metade.
Por isso, na minha opinião, o Dr. José Ribeiro é o maior derrotado deste acto eleitoral. Manobrando nos bastidores, condicionou a candidatura do Dr. Antero Barbosa, provocando um terramoto dentro do PS cujos capítulos finais ainda se aguardam. Anulou a candidatura do Dr. Laurentino Dias, promovendo um consenso ficcionado para justificar o surgimento do “seu” Dr. Raúl Cunha. Quem urde a estratégia deve ser responsável pelos seus resultados.
Desiluda-se quem pensa que o Dr. José Ribeiro saiu pelo seu pé. Saiu empurrado (por uma lei que limita os mandatos dos agentes políticos) e já prepara o seu retorno. Disse que deixaria a liderança do PS assim que as eleições terminassem mas já vai “fabricando” uma vaga de fundo para sustentar uma candidatura cujo único propósito, na minha opinião, é assegurar que será candidato autárquico em 2017 (a comissão política será eleita por 4 anos, ou seja, será esta comissão a gerir o próximo dossier autárquico).
Se me permitem a sinceridade, julgo que o Dr. José Ribeiro, ao contrário da acusação torpe que lançou, é o principal interessado na destruição do PS, estando apenas interessado na sua promoção pessoal.
Cuide-se Dr. Raúl! Não pense que manter o Dr. Carlos Mota como Chefe de Gabinete lhe dá a segurança que necessita.
Quanto a nós, os Independentes, perdemos porque uma franja da população de Fafe acreditou que o PSD teria, efectivamente, uma hipótese de ganhar. Honra seja feita ao Dr. Eugénio, que soube gerir as expectativas, mantendo a chama acesa até ao final, e obtendo um resultado que considero muito bom. Era o segundo melhor candidato que o PSD poderia apresentar e o único que realisticamente aceitaria o desafio (não creio que o Dr. Luís Marques Mendes queira alinhar na “terceira divisão”). Atendendo à estratégia que o PSD parece delinear, colando-se ao PS, não lhes auguro grande futuro para as próximas eleições. Isto já para não falar da dificuldade que vão ter em justificar a tão propalada coerência política quando votarem favoravelmente (ou se abstiverem) os orçamentos que o PS irá apresentar (e isto só para lembrar uma questão mais evidente).
A CDU tem o resultado previsível, sendo, no entanto, de registar que a “grande vencedora” do debate promovido pelo Notícias de Fafe, teve menos votos que o seu colega candidato à Assembleia Municipal.
O CDS, com menos votos que aqueles que foram considerados nulos, sai muito mal deste acto eleitoral. Registo, fundamentalmente, a perda de um grande deputado municipal -Dr. Orlando, cuja falta vamos seguramente sentir.
Resta-nos aguardar pela eleição da mesa da Assembleia Municipal, momento de clarificação das “águas” políticas do Concelho.
Finalmente, e porque vem a propósito, também estou curioso por saber se o Eng. Francisco Lemos (pessoa que muito respeito e a quem devemos uma intervenção decisiva no processo de candidatura dos Bombeiros de Fafe aos fundos do QREN, que permitiram a recuperação do Quartel) será capaz de vencer as eleições para a Comissão Política do PS e, sendo eleito, se vai manter a “caça às bruxas” anunciada.
Veremos.

Miguel Summavielle

06 novembro 2013

Eleições na JS Fafe


A Jovem Socialista, Anabela Martins, será candidata às eleições que se realizam a 8 de Novembro de 2013 das 16h às 20h na sede do Partido Socialista de Fafe – Praça Mártires do Fascismo (Feira Velha), para as quais os militantes da Concelhia de Fafe da Juventude Socialista (JS) são convidados a exercer o seu direito de voto.
As eleições pretendem eleger o Coordenador e a Comissão Politica da JS Fafe e a militante Anabela Martins será cabeça de lista. A jovem de 24 anos, natural e residente em Travassós, licenciada em Ciências Empresariais pelo Instituto Politécnico do Porto, é Administrativa numa Indústria do Concelho de Fafe.
A Candidata explica que a sua candidatura “surge para o biénio 2013-2015 e é encabeçada por mim, juntamente com um grupo militantes que tem a mesma determinação, responsabilidade de trabalho, energia e bravura e que procuraram elevar os direitos e problemas reais dos jovens fafenses em geral”, acrescentando, “candidato-me porque acredito que posso dar mais à juventude socialista e aos jovens fafenses”.

03 novembro 2013

Ecos da Imprensa Regional

 
Correio do Minho, 03/11/2013
Diário do Minho, 03/11/2013
 
A tomada de posse do novo presidente da Câmara Municipal de Fafe visto pelas primeiras páginas da imprensa regional.

31 outubro 2013

Valter Lobo no Vila Flor

Com o seu EP de estreia, “Inverno”, um disco de emoções à flor da pele, Valter Lobo promete tomar conta do palco do Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor.
O projeto musical de Valter Lobo não poderia ser mais pessoal. Advogado de causas perdidas. Músico de sala-de-estar. Desiludido com muitas coisas, iludido com tantas mais. Quando há tanto para dizer e se caminha em cima de sonhos, a música e as palavras surgem naturalmente. Em abril de 2012, através de uma Edição de Autor, apresentou o seu primeiro EP, “Inverno”, que o atirou para as playlists dos principais programas de autor das rádios nacionais e despertou o interesse de revistas da especialidade considerando-o uma verdadeira promessa no panorama da música portuguesa nacional. A identidade imposta, aliada à temática e sonoridade das canções dão toda uma coerência a este trabalho, que não se trata de uma ficção, mas de uma impressão. A integração na coletânea dos Novos Talentos Fnac 2012 e a participação no Festival Novos Talentos vieram consagrar este primeiro “Inverno” e comprovar que Valter Lobo é um artista a não perder de vista.

Sábado, dia 2, às 24H00
Bilhetes: 3 Eur

In www.ccvf.pt

24 outubro 2013

21 outubro 2013

Esmiuçando as Pândegas Eleições de Fafe

Fafe deve estar uma terra muita perigosa. Percebe-se o medo que as pessoas têm de porem o nome nas pedras que atiram. E atiram muito e à seja ceguinho. O Café Avenida já não é o que era, do Peludo do pé rapado resta o sítio, parece que já não há cavaqueiras, tertúlias, conspirações da velha escola, coragem e honradez. Em Cima da Arcada dar-se-ão com certeza uns peidos valentes, mas pela boca ninguém diz o que pensa. Diz-se mal na Internet, é a modernidade, mas sob anonimato. A opinião política fafense é maneta. Já nem é caso de se atirar a pedra e esconder a mão. Não há mão: os insultos sem assinatura são geralmente tão palermas que só podem ter sido arremessados pelas orelhas. E os "anónimos" escrevem e dizem "eu". Eu, quem? Afinal não é medo, é cobardia.
Mas há uma parte nisto que eu compreendo: em localidades assim pequenas jogam-se muitos empregos quando há eleições. Há quem meta a viola no saco com receio de perder a mama e, nas hostes em frente, outros ficam caladinhos como ratos a ver se desta vez é que lhes calha a abébia. Nunca se sabe para que lado é que a coisa vai cair, não é? Isto passa-se em Fafe, que eu bem vejo, até os donos de blogues habitualmente tão politicamente interventivos fecharam para obras, porque deus e o diabo existe quem creia que sejam a mesma coisa. Ficou o silêncio. O tabu. E deus e o diabo não são a mesma coisa, é preciso que se note.
Portanto vou eu falar do assunto. Chamo-me Hernâni Von Doellinger, sou Bomba, número de identificação civil 03629731 e número de contribuinte 101363109. Estou à vontade. Sou fafense mas não moro em Fafe e tenho seis empregos, cada um deles a render-me acima dos dois mil euros e todos sem possibilidade legal de cortes, o que me garante uma independência e um desafogo financeiro que tomaram muitos. Mesmo os que foram apenas depositantes do BPN.
E vamos falar primeiro dos candidatos à presidência da Câmara, que, se não me engano, eram apenas três: o médico da minha mãe, o filho do Dr. Parcídio e o filho da Nicinha. Os três juntos estão tão preparados para o cargo como eu estou pronto para ser solista de trombone de varas na Filarmónica de Berlim. Entenda-se: isto dos presidentes de câmara e dos solistas de trombone de varas é como os melões - depois de aberto, um dos outros três até pode vir a dar alguma coisa, eu é que não. Eu só sei tocar campainhas de porta.
Dia 29 de Setembro: a eleição resultou praticamente num empate. E deu merda. Deu merda principalmente por causa dos marretas que as forças políticas concorrentes mandaram para as mesas de voto com ordens expressas para tratarem da respectiva trafulhice, cada qual para tratar da trafulhice dos seus, e com o dia pago. Trafulhice? Bagatelas, pequenos truques de ilusionismo, alguns até bastante ingénuos, e que geralmente acabam por anular-se entre si e não dão caso. Deram desta vez. Ignoro se houve má-fé, sei que houve incompetência. São todos culpados, e, antes de todos, os capos atrás dos candidatos de carregar pela boca. Quem não tem culpa é o povo, que está à espera de um presidente de câmara que não há meio de se apresentar ao serviço.
A eleição caiu para o PS. Os Independentes recorreram e estão no seu direito. A margem de vitória é tão mínima, as trapalhadas em eleições, sobretudo nas autárquicas, são tantas, que se impõe uma aclaração. As recontagens de votos, as repetições de eleições estão previstas, fazem parte do jogo político. Não é secretaria, é democracia. Imaginem o que não se estaria a passar em Fafe se o PS tivesse perdido por 17 votos...
Acompanho Fafe sobretudo daqui, deste teclado. Admito que não seja o melhor ponto de observação, mas creio que sei da vida e da política o suficiente para perceber razoavelmente o que se passa na minha terra. Se me provarem que não, amocho, que remédio. Hoje fico-me por aqui. Mas espero voltar proximamente ao assunto, uma, duas ou três vezes, se calhar mais, ainda não sei. Se lhes interessa, conto falar, com algum pormenor, sobre os três estarolas desta eleição - repito, o médico da minha mãe, o filho do Dr. Parcídio e o filho da Nicinha - e até vou indicar o meu candidato para as autárquicas de daqui a quatro anos. Se então ainda houver Portugal.

Texto e foto: Hernâni Von Doellinger
www.tarranego.blogspot.com

16 outubro 2013

Recontagem dá Vitória ao PS

A nova assembleia de apuramento geral referente às eleições autárquicas em Fafe, ordenada pelo Tribunal Constitucional (TC), confirmou a vitória do PS, com 17 votos de vantagem, informou hoje à Lusa o candidato socialista.
No entanto, a candidatura Independentes por Fafe, que ficou em segundo lugar, já garantiu que vai levar o caso novamente ao TC, considerando haver ainda "uma série de votos que suscitam sérias dúvidas".
A recontagem dos votos de 12 secções do concelho traduziu-se numa "autêntica maratona", já que começou ao início da manhã de terça-feira, foi interrompido perto das 03:00 de hoje, recomeçou ao início da manhã e só terminou esta tarde. Mesmo assim, a ata da assembleia só será assinada na quinta-feira.
Esta recontagem foi ordenada pelo TC após recurso interposto pela lista Independentes por Fafe, que diz ter detetado "muitas e grandes" irregularidades no decorrer da primeira assembleia de apuramento geral, tendo mesmo apelidado o ato eleitoral de "chapelada".
Em comunicado hoje emitido, a candidatura socialista sublinhou que, "tal como acontecera com o acórdão do TC, também a [nova] assembleia [de apuramento geral] não registou nem detetou qualquer ato fraudulento ou vigarice, como alguns, irresponsavelmente, afirmaram sobre o ato eleitoral do dia 29".
"Desejamos que, assim, se ponha termo a um ambiente de instabilidade e manipulação doentia em torno do ato eleitoral", acrescenta o comunicado, destacando que as eleições decorreram de forma "tão organizada, ordeira, livre e justa" como nos outros concelhos do país.
Para os socialistas, "a diferença esteve apenas no resultado e na obsessão de alguns por uma vitória que não alcançaram".
Os Independentes por Fafe já afirmaram que não querem ganhar as eleições "na secretaria", mas acrescentaram que farão tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a transparência das eleições.
Garantiram que vão levar o caso novamente até ao TC.
Na primeira assembleia de apuramento geral, o PS foi dado como vencedor da Câmara, com 20 votos de vantagem em relação aos Independentes por Fafe.
O candidato socialista, Raul Cunha, disse à Lusa que a tomada de posse está, em princípio, pensada para 26 de outubro, mas admitiu que a data poderá ser alterada, "se continuarem os recursos dilatórios" da lista opositora.

Fonte: www.lusa.pt 

08 outubro 2013

Ainda os Resultados destas Autárquicas 2013

Desde a noite das eleições que muito se tem dito e escrito sobre este tema. Umas coisas bem outras, infelizmente, mal ou muito mal.
Os resultados da noite de 29 de Setembro dão uma vitória ao PS. Estes resultados foram confirmados pela Assembleia de Apuramento Geral (AAG) que funcionou durante todo o dia de terça-feira.
A diferença está, de momento e no que diz respeito à Câmara Municipal, em 20 votos.
O problema reside, precisamente, nesta diminuta distância.
Os Independentes por Fafe (IPF) foram para a AAG com o intuito, natural direi eu, de conseguir uma recontagem de votos, situação aconselhável atendendo a uma diferença tão pequena no resultado.
Estranhamente, e nada em contrário poderá, factualmente, ser acrescentado ao verificado, esta não foi a vontade da AAG.
Como podia esta AAG, constituída por 9 elementos (em que apenas 8 têm direito a voto) ser imparcial se metade destes elementos, 4 representantes de mesas de voto do concelho, foram “sorteados” pelo Presidente da Câmara Municipal, sem que os mandatários de todas as candidaturas tivessem estado presentes? Isto, para memória futura, é um facto!
Esta AAG detectou um conjunto elevado de irregularidades, umas mais graves que outras. Realçaria a falta de junção dos votos nulos em alguns dos envelopes contendo os elementos enviados das diferentes assembleia de voto, e a inexistência, na acta de apuramento eleitoral de uma das mesas de Arões de S. Romão, de qualquer referência aos resultados eleitorais aí verificados. Isto também são factos!
Esta situação impede que a AAG cumpra duas das suas obrigações (previstas no artigo 146º da Lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais – Lei Orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto): a verificação dos números totais de votos em branco e de votos nulos; e a verificação dos números totais de votos obtidos por cada lista (perceba-se que não havendo resultados na acta de Arões, e uma vez que os votos não são enviados para a AAG, esta não consegue cumprir a sua obrigação).
Expostos os factos, falta explicar como foi possível à AAG concluir o apuramento. O Sr. Procurador da República, técnico bem preparado e que parecia antecipar os problemas que iam surgindo, sugeriu que os votos nulos fossem dados como sem relevância para os resultados, e que o apuramento de Arões fosse feito com base nos rascunhos de contagem. Postas as propostas a votação, foram aprovadas…
Então e o dever de confirmar os votos nulos?
Então e a recontagem que resulta da inexistência de resultados?
Nem isso foi permitido! E não pensem que não esteve proposto. Esteve. E logo por sua Excelência o Sr. Dr. Juiz, que preside à AAG, e que o solicitou logo que verificou que os votos nulos (entretanto chegados à AAG, vindos da Câmara Municipal), na primeira mesa de voto em que a verificação era necessária, eram mais do que os registados e estavam misturados com os votos do PS.
O Sr. Procurador fez um requerimento e a situação foi bloqueada…
Porque não se fez a recontagem, acabando com as dúvidas? Posto isto, resta-nos aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional.
Finalmente, porque me perturba a falácia da argumentação do mau perder do candidato dos IPF, deixem-me chamar a atenção para os seguintes factos: o candidato, agora acusado, é o mesmo que ganhou, sendo eleito, em 1989 e 1993, e que perdeu, mesmo sendo eleito, em 1997, 2005 e 2009. Nunca, nessas ocasiões, lhe ouviram um comentário indevido ou manifestação incorrecta. Será que 5 mandatos não chegarão para atestar do carácter de alguém?

Miguel Summavielle

06 outubro 2013

Promover e Viver a Cultura é uma Obrigação de Todos Nós...


Numa das minhas caminhadas pela cidade de Fafe, terra que me fascina pela sua grandiosidade humana, paisagem, casario, história, tradições e sentido hospitaleiro, encontrei um velho amigo que, e a partir da nossa conversa atenta e demorada, me fez olhar bem longe e partilhar com ele o que eu gostaria de ajudar a promover, culturalmente, em Fafe, nos próximos tempos. A tarde com alguma chuva e uma certa neblina não muito incomodativa, levou-nos até ao Café Arcada e colocou-nos à vontade. Dois cafés, um para cada um, claro está, foram o princípio de tudo. Depois foi falar, confidenciar e partilhar vivências. O que eu vou contar ao amigo leitor é apenas uma pequena parte do montão de palavras que utilizamos.
Todos nós sabemos que em Fafe há uma grande dinâmica cultural, graças ao engenho, visão e capacidade organizativa das nossas associações, instituições, freguesias e município. Não admira, por isso, que esta terra tenha sido, ao longo dos anos, palco de iniciativas culturais de relevo. Ora bem, se assim é, e principalmente quando a alma fafense se une em torno de causas maiores, tudo vai mais longe e as flores não precisam da primavera para florescer.
Depois de assuntos variados e como que introdutórios, a dada altura, uma pergunta mais direta do meu companheiro de mesa, fez com que eu parasse um pouco para pensar, para, logo de seguida, lhe responder com bastante convicção. O que ele me perguntou, de uma forma tão afouta e intencional, fez com que eu sorrisse um pouco e decorasse toda a frase, pormenor que nem sempre acontece.
“- Ó Carlos, quais são as iniciativas culturais que este ano ou no próximo gostarias de organizar?”
E eu respondi:
“- Meu amigo, como tu sabes, a minha forma de ver a cultura e o fervor com que me apego ao seu significado, conduzem-me, constantemente, por águas não muito profundas, águas que não me impedem de passar de um lado para o outro de quaisquer margens.
O ser membro efetivo de algumas associações do concelho e relacionar-me bem com as outras, o ser professor de alunos empenhados e tão sonhadores como eu e o partilhar anseios culturais com muitos amigos com quem privo todos os dias, como é o teu caso, fazem com que te diga de viva voz o que te quero, desde já dizer.
Eu sei que alguns eventos serão mais viáveis de concretizar do que outros, devido a muitas circunstâncias, mas como é só para de dizer o que gostaria de fazer e mais nada, aqui vai:
- organizar uma antologia literária dos escritores fafenses; promover eventos centrados em autores da nossa terra; criar uma revista cultural alinhada com os interesses culturais fafenses; favorecer um concurso de poesia entre escolas; fazer das Jornadas Literárias de Fafe um marco literário regional e nacional; dar asas a Fafe dos Brasileiros (inspirado no nosso saudoso Miguel Monteiro), em que a nossa etnografia e memórias fizessem com que o sol da cultura aquecesse todo o concelho e trouxesse muitos milhares de visitantes a Fafe, situação ideal para revitalizar espaços materiais e imateriais; dar a azo a que o roteiro camiliano (Camilo Castelo Branco) se materializasse de vez e os caminhos por onde o escritor andou ganhassem mais vida; contribuir positivamente para que em Fafe de definisse um programa cultural geral e comum, que desse oportunidades iguais a todos a associações e demais agentes culturais do concelho e …
- Não achas que estás a exagerar? Como é que achas que conseguirias ir tão longe? Onde é que arranjarias tempo e forças para tanta coisa? Quem é que alinharia nesse teu montão de vontades? – argumentou o meu parceiro de conversa, impedindo, assim, de eu continuasse a desfiar o meu rosário de iniciativas sonhadas e ansiadas.
- Sei lá – respondi eu, depois de pensar um pouco. - Bem, pelo menos podíamos concretizar algumas destas ações, bastando apenas a vontade e o acreditar das forças vivas do nosso concelho, e um grande espírito de união e força. E como tu já viste nos anos anteriores, em alguns momentos, isso foi possível…
- Na verdade …”
A nossa conversa à mesa do Café Arcada ainda continuou por mais algum tempo, mas vou ficar por aqui, porque o meu querido leitor, com certeza, tem mais que fazer. No entanto, só um pedido sincero, Leiam outra vez o que eu acabei de escrever e reflitam na mensagem que podem deduzir da ousadia destas minhas palavras… Afinal, o sonho é o princípio de tudo, principalmente quando se mora numa terra que ama a cultura e em que a paisagem que a decorra é da mesma cor da esperança…

Carlos Afonso

04 outubro 2013

José Ribeiro - Mensagem de Despedida


“Ao terminar este mandato e a minha função de Presidente de Câmara, quero agradecer aos funcionários municipais que comigo trabalharam e ajudaram a desenvolver a nossa terra; a todos os eleitos, nas Juntas de Freguesia e na Assembleia Municipal e, em particular, aos que comigo participaram nos diferentes executivos, sempre com o maior empenho, dedicação e espírito de missão e, dentro destes, aos que integraram as minhas equipas e do PS, pela generosidade, empenho, dedicação, disponibilidade e lealdade com que o fizeram.
Todos contribuímos, à nossa maneira, para que o nosso concelho esteja hoje, inquestionavelmente, mais desenvolvido e mais solidário.
Eu, que servi Fafe, em exclusividade, durante 32 anos, sendo 16 como Presidente, tive um enorme prazer em fazê-lo, porque sempre o fiz com gosto, empenho, espírito de missão, com preocupações de justiça, social, honestidade e rigor.
Não fiz tudo, ninguém nunca faz tudo o que quer ou gostaria, mas tenho a consciência que dei de mim tudo o que tinha, até o que não tinha, a favor de Fafe e dos Fafenses.
Errei, como todos erramos, mas de forma involuntária, não intencional, mas sempre na procura da maior justiça social e da decisão mais correta.
Agradeço a todo o povo de Fafe que me proporcionou, com o seu voto, este prazer e satisfação de ter ajudado a minha terra a crescer e desenvolver-se, que me deu sempre a confiança, o caminho e a força para vencer as adversidades. Que me permitiu fazer o que mais gostaria de ter feito na minha vida – servir o interesse público, prestar serviço público.
Volto à minha condição de cidadão responsável, interessado e atento e, nesta condição, irei continuar a dar o meu contributo, como é meu dever de cidadão, para manter o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar do nosso povo.
Felicidades para os que vão assumir responsabilidades autárquicas futuras.
Viva Fafe!
Vivam os Fafenses!

José Ribeiro”

In www.cm-fafe.pt
Foto: Notícias de Fafe

30 setembro 2013

Os Resultados para a Câmara Municipal


PS - 35,15% (11.028 votos) - 4 vereadores
IPF - 35,10% (11.008 votos) - 3 vereadores
PSD - 21,33% (6.688 votos) - 2 vereadores
CDU - 2,96% (928 votos)
CDS - 1,35% (423 votos)

Em Branco - 2,59% (813 votos)
Nulos - 1,52 % (478 votos)

Votantes: 31.366
Inscritos: 50.880

Abstenção: 38,36%

Fonte: http://www.autarquicas2013.pt/resultados-eleicoes-2013

25 setembro 2013

O Programa dos "Independentes por Fafe"

Foto: Programa Eleitoral INDEPENDENTES POR FAFE
Saibam as nossas propostas para os próximo 4 anos!
http://www.ipfafe.com/programa.php

O programa desta força política tem uma extensão considerável, permitindo adivinhar que a sua execução só seja possível nos próximos 8 ou mais anos, como já havia acontecido com outros programas políticos. Compreendo que tal possa significar uma espécie de estratégia a longo prazo, mas descura um pormenor que, para mim, é importante: quais as reais prioridades? Seria conveniente que tal fosse esclarecido.

Apesar de tudo, é o programa mais completo que li, abrange um conjunto de intenções mas também finalidades. As acções necessárias para tais finalidades estão bem explícitas e de fácil leitura. Sinceramente, executei uma leitura transversal, procurando, aqui e ali, aspectos dignos de realce. Muitas iniciativas estão presentes em outros programas, diferenciando-se pelos meios que pretendem utilizar. Uma ideia subjaz, a necessidade de recuperação de uma mística perdida. Dão o exemplo da necessidade da inclusão de «Fafe» no organismo de saúde ACES. É interessante esta ideia. A auditoria financeira da autarquia é um ponto assente assim como a prioridade dada a empresas de Fafe na execução de obras camarárias. A educação merece especial relevo, e fazem bem. As medidas apresentadas são pertinentes, quer na necessária reabilitação dos espaços, quer na valorização do factor humano através de várias parcerias .

chamou-me a atenção a possibilidade de permitirem horários sem limite para a hotelaria em zonas que não sejam habitacionais. Interessante e original medida, sem dúvida. Definitivamente o Castro de S. Ovídio parece estar no centro dos interesses dos futuros inquilinos  da Câmara. Também os Independentes apresentam esta intenção, acrescentando, porém, a ideia do centro interpretativo.

A alteração das políticas de atribuição de subsídios às colectividades desportivas também me parece positivo.

Há contudo um aspecto menos positivo que se prende com as alterações que pretendem para o projecto do Parque da Cidade. Esperaria aqui um pouco mais de realismo.

António Daniel

24 setembro 2013

O Debate de Ontem

Fotografia gentilmente cedida por Pedro Gonçalves (não te importas, pois não?)

Ideias gerais:
1º Parabéns aos promotores do debate a aos que tornaram possível a transmissão via internet.
2º Boa prestação dos moderadores, bem melhores do que há quatro anos. Tornaram possível um ambiente de clarificação de ideias e debate civilizado.
3º Fafe ganhou, mostrou-se que é possível um debate civilizado, sem argumentos ad hominem.

Os candidatos:
- Eugénio Marinho: acutilante, versátil, surpreendeu-me pela positiva. Ainda possui um lado emocional que poderá funcionar como uma «faca de dois gumes». Funciona como catalizador das vontades, mostra uma vertente de risco interessante. Mas também pode ser interpretado como demasiado voluntarista.
- Leonor Castro: Como há quatro anos, continua a ser a minha preferida (salvo seja!). Tem um verbo fácil, é dinâmica, sabe do que fala e transmite seriedade. A dinâmica com que afirma as suas posições denota firmeza e carácter. É uma excelente candidata. Uma mulher com talento e... a mais elegante. Gostei da sua postura feminina e dominadora (ainda não estou apaixonado). 
- Manuela Nogueira: Como ela própria sublinhou, não é política, é uma técnica. Demonstrou pouca leveza argumentativa e pouco «à vontade». Nota-se que foi uma candidatura de recurso. À medida que o debate evoluiu, melhorou consideravelmente. Bom pronúncio.
- Raul Cunha: A situação do candidato do PS não é confortável. Face ao período medíocre de 4 anos de domínio PS e perante as diatribes dos dirigentes socialistas, é muito difícil a situação de Raul Cunha. Por um lado poderia mostrar uma ruptura em relação ao passado, por outro quer mostrar-se como um homem de uma certa continuidade. Não gostava de estar na sua pele. 

Tive imensa pena que Parcídio não estivesse presente. Deve ter as suas razões, mas seria importante a sua participação. Poderia enriquecer o debate com a sua assertividade e com as suas ideias.

Podem dizer que estes debates de pouco valem. Possivelmente têm razão. Mas para mim, valeu. Foi um momento de democracia e de civilidade. Parabéns a todos.

António Daniel

23 setembro 2013

O Programa Autárquico da CDU


O programa eleitoral a CDU não deve ser descurado. Se nítida preocupação social, o programa desenvolve um conjunto de ideias interessantes, desde o apoio social a pessoas carenciadas, com ênfase dada ao nível da habitação, até à educação. É aqui que a CDU se destaca dos restantes concorrentes. À semelhança do que acontece com o programa eleitoral do PSD, a CDU apresenta como preocupação o tema da educação, mas vai um pouco mais além na medida em que apresenta possibilidades de intervenção. Destaco o ensino para adultos e o melhoramento dos espaços escolares. Relativamente à saúde, apresenta a defesa do hospital de Fafe dentro do sistema público, mas não aborda a forte possibilidade do hospital transitar para a Santa Casa. Por um lado, compreendo, pois não pretende transmitir uma ideia que não é apoiada pela generalidade dos eleitores, mas por outro lado, seria bom que se começasse a pensar no que poderá efectivamente acontecer, tentado destacar os possíveis protocolos que poderão ser celebrizados com a Santa Casa. O ambiente também merece lugar de destaque. O tratamento de resíduos industriais e a promoção de recolha selectiva são valores que qualquer cidade deve defender, assim como a despoluição e repovoamento dos cursos de água do Concelho.

O programa peca por não atribuir grande importância ao urbanismo e por não o ligar à questão ambiental. Parece não haver uma palavra para o parque da cidade, pelo menos no que respeita à concordância ou discordância da proposta conhecida do actual executivo autárquico, e à necessidade de incrementar parques urbanos. Também relativamente ao património o programa é pobre, constituído por alusões genéricas.

É um programa nitidamente de esquerda. Coloca o apoio social, nas suas mais variadas valências, como objectivo primordial da execução autárquica.

António Daniel

18 setembro 2013

Opinião: O Programa Eleitoral do PSD.


A corajosa e saudável iniciativa do PSD em colocar disponível o seu programa eleitoral exige da parte de todos uma tomada de posição e uma visão crítica construtiva.
Em primeiro lugar, não pondo em causa a capacidade de trabalho (característica propagandeada a nível nacional como se fosse quase da exclusividade dos decisores laranjas ) dos candidatos, parece-me ser um programa a executar muito para além dos quatro anos. Seria de bom tom que esclarecessem esse aspecto sob pena de padecer de algo falacioso.

Gostei das ideias acerca do Castro e dos museus. Seria uma mais valia (utilizando um termo marxista) para Fafe. Devidamente publicitado, o espaço seria certamente um novo motivo de visita à nossa cidade. Relativamente ao Castro de S. Ovídio, embora seja omisso nas formas de execução, só o simples facto de haver intenção já é positivo. Para a posteridade fica a ideia de deslocar o museu do automóvel para a zona norte do Concelho, como foi dito pelo candidato pelo PSD no debate realizado no Teatro-Cinema. Referia-se a quê? Aboim, Lagoa, Felgueiras?
 
No que respeita ao posicionamento económico, a sugestão da criação de um organismo incubador de empresas é positivo, apesar de não ser explícito como irá ser feito, qual a orgânica e os modelos de execução e, principalmente, quais as parcerias que irão ser encetadas. Na medida em que há muitas formas de aplicar a ideia, desde a passividade completa (estar à espera que as empresas caiam do céu) até uma promoção agressiva das condições do Concelho, também merecia uma explicação mais cabal a forma como se fará a atracção de empresas cuja produção se considere em crescendo económico. Este aspecto, apesar de ter uma enorme importância, não é simples e carece de discussão mais exaustiva. Tenho perfeita consciência que todos os pontos apresentados pela candidatura nesta área não devem ser avaliados isoladamente, mas, talvez por isso, fosse necessário um debate sério. É-me fácil dizer que irei apoiar os comerciantes. Torna-se mais difícil dizer como e este «como» faz toda a diferença porque é aí que as divergências de ponto de vista poderão surgir.

É na parte da «cidade» que a inexequibilidade das medidas me parece mais óbvia. Pretende-se muitas obras, algumas delas pertinentes, outras nem por isso. Um aspecto positivo é a requalificação da zona da Vila Nova. É um espaço muito esquecido em Fafe que, apesar de ter sido uma edificação que prometia muito, foi prostrada à indiferença. Aliás, Pedro Gonçalves, nos seus itinerários pedonais, deu a devida ênfase a esta zona. Já não percebo a intervenção da Av. do Brasil. Não sei muito bem o que pretendem. É uma bonita avenida devidamente ornamentada por vegetação. O que querem lá fazer? Não é explicado. O parque de estacionamento na zona do Hospital é uma boa ideia, apesar de considerar uma obra cara. Não me parece possível construí-lo. Aliás, a zona da Feira-Velha não é considerada, apesar de pessoalmente considerar uma área de urgente intervenção.

A construção de piscinas e polidesportivos já me cheira a propaganda tipo «menezes». Espero que não passe de mera coincidência.

O que não percebi foi a construção de um auditório municipal. Para quê? Onde seria construído? Também a ideia de tornar o teatro-cinema auto-sustentável é por si só muito difícil de executar. Nem tudo dá lucro e em Fafe as pessoas habituaram-se ao acesso quase gratuito à cultura, perfeitamente justificável pelo carácter pedagógico de tal medida. Se pretenderem implementar um sistema que permita o auto-sustento, dificilmente alcançarão níveis de adesão razoáveis. Poderei estar enganado. O que ficamos a saber é que não se realizarão mais concertos a 10 euros de artistas de renome nacional.

A educação. Os tecnocratas que imperam no meio político adoptaram o orgástico termo «excelência». Confesso que é uma posição muito subjectiva, mas não gosto! O que é isto de premiar a excelência? Está implícita a ideia da meritocracia? Bem, o mérito tem muito que se lhe diga. A educação é um problema em Fafe, ou melhor, sempre foi. Nunca foram devidamente apresentadas razões plausíveis para tal situação. É um tema que permanentemente se omite, também não sei por que razão. É bom que as candidaturas o discutam, sem freio. Mas o PSD não tem grande apetência para tal. A não ser que a Paula Costa tenha excelentes ideias.

Por último, necessitava de uma maior clarificação a simbiose pretendida entre a defesa do ensino público e o apoio a instituições privadas. Se por um lado é possível, por outro não é assim tão possível. Esta questão deixaria para outra altura.

António Daniel