18 julho 2008

Museu da Imprensa muda de sítio


A Câmara Municipal de Fafe deliberou, por unanimidade, vender o palacete da Rua José Cardoso Vieira de Castro, onde desde 1996 se localiza o Museu da Imprensa, devido ao facto do edifício estar a precisar de avultadas obras de conservação. Assim sendo, o Museu da Imprensa irá ocupar futuramente o edifício da casa da cultura e nele podemos encontrar a mais variada informação acerca do jornalismo no nosso concelho. Um dos objectivos do Museu foi a defesa do Património cultural, tendo como núcleo fundamental o espólio do jornal O Desforço, adquirido em finais de 1994. Outro dos objectivos é a recolha, conservação e exibição do acervo documental. O Museu da Imprensa assume-se como um projecto em construção, susceptível de integração permanente de nova documentação e poderemos lá encontrar as mais variadas colecções, como por exemplo:
- Colecção de Natureza tecnológica, o espaço oficinal é constituído pelo equipamento necessário à confecção e impressão do jornal ( destacando-se a Máquina de Cartões; Caixas dos Tipos; Máquina Impressora; Cisalha; Picotadeira e o Prelo Original)
- Colecção do periódico "O Desforço" relativo aos últimos 100 anos;

- Colecção de Gravuras Diversas;

- Colecção de outros jornais locais (séc. XIX e XX), uns já desaparecidos, outros ainda em publicação.

Dos periódicos que ainda se publicam no Concelho destacam-se:
- Jornais Escolares;

- Jornais de Associações;

- Jornais de Carácter Religioso.

Além das colecções referidas há documentação diversa ( 1º Almanaque de Fafe único no Distrito, de 1909) e a reprodução da capa dos primeiros números de mais de quatro dezenas de jornais que se publicaram neste município, de 1886 à actualidade.

2 comentários:

António Daniel disse...

Não se em Fafe houve muita controvérsia sobre este assunto. O palacete é um edifício bonito, bem característico, julgo eu, do retorno da emigração brasileira. Qualquer órgão público deve fazer os possíveis para proteger o património paisagístico e arquitectónico, contudo também reconheço que Fafe começa a ter muitos edifícios directamente financiados pelo orçamento camarário. Não nos podemos esquecer que num futuro próximo haverá a necessidade de preservar o edifício do actual Hospital, se for avante a construção do novo hospital. Se juntarmos o edifício do grémio, do cine-teatro, do Multiusos, da casa da Cultura, do pavilhão... começa a ser despesa. Por isso, como cidadão atento sugeria que:
1º O novo hospital passasse pela revitalização do actual com, se possível, a introdução de um novo andar ou com uma ligação com passagem (porque não aérea) com a casa que fica mesmo em frente ao Cine-Teatro (que também está numa fase decadente). Caso não fosse possível, poder-se-ia pensar na possibilidade do actual Hospital ser a nova Escola Secundária.
2º Se concentrassem todos os museus existentes que, pelo seu tamanho, julgo não necessitarem de grandes edifícios.
O problema é que os orçamentos não dão para tudo e, por isso, é necessário racionalizar os recursos mantendo, nos edifícios de evidente interesse público, as linhas originais. Por isso espero que o palacete que agora foi vendido seja mantido de acordo com a sua arquitectura original.

Jesus Martinho disse...

Espero que este Património local. já alienado, não seja perdido.