09 maio 2008

Rui Costa em Fafe


( Rui Costa, sentado em baixo; o 4º a contar da esquerda para a direita)
11 de Maio de 2008 ficará marcado na história do futebol português como o abandono de um dos mais talentosos jogadores de futebol que Portugal e o mundo conheceu. Rui Costa, internacional português formado nas escolas do SL Benfica, com passagens pela Fiorentina e pelo Milan e emprestado à nossa A.D. Fafe em 1990/91, vai terminar a carreira no clube que o viu nascer para o mundo da bola neste Domingo. Nunca escondeu que a sua aventura por Fafe o marcou em termos humanos e profissionais e, por isso, ficamos com uma entrevista concedida por António Valença, o primeiro treinador profissional de Rui Costa, aquando a sua passagem por Fafe e que recorda alguns momentos e curiosidades dignas de nota.


" No Verão de 1990, a cidade de Fafe não passava de um ponto excessivamente distante de Lisboa no mapa de Portugal. Pelo menos para Rui Costa, habituado ao conforto do centralismo e aos mimos das camadas jovens do Benfica.
Aos 18 anos, era altura de viver a primeira experiência no mundo do futebol sénior. Sem espaço no plantel desenhado por Sven-Goran Eriksson, Rui Costa recebia com desconfiança um convite de António Valença, na altura técnico da Associação Desportiva de Fafe.
Ao Maisfutebol, aquele que se tornaria no primeiro treinador de Rui Costa enquanto futebolista sénior, recorda esses tempos do «maestro».
«Ele nem sabia onde ficava Fafe. Ficou muito indeciso perante o nosso convite. Aliás, o pai dele chegou a confessar-me que o Rui não queria vir para o Minho», relembra o técnico que, naturalmente, não desistiria à primeira do médio.
«Tinha-o visto a jogar num F.C. Porto-Benfica em juniores e fiquei encantado. Depois de muitas conversas, lá o convenci a vir à Póvoa de Varzim ver-nos a jogar num torneio de pré-época.»
A reacção de Rui Costa não poderia ter sido melhor. «Depois do jogo com o Sp. Braga, senti que já era nosso atleta. Foi ao balneário, festejou connosco o triunfo e conquistou de imediato toda a gente», sublinha.

Alcançado o improvável acordo entre o Fafe e Rui Costa, faltava perceber como reagiria o miúdo à nova realidade. Um adolescente lisboeta, isolado numa pequena cidade minhota, ao serviço de um humilde clube da II divisão tinha tudo para não dar certo.
Mas a personalidade e o talento do «maestro» contrariaram as probabilidades. No final da temporada, os números confirmaram-no: 38 jogos, seis golos e campeão do Mundo de sub-20 em Lisboa.
«Os pais dele foram inexcedíveis. Quase todas as semanas vinham a Fafe. Deram-lhe o equilíbrio que precisava. Depois, no campo, fez o que esperávamos. O campeonato era muito competitivo e o Rui cresceu muito», recorda o antigo treinador António Valença.
Mas ele já não gostava de ficar no banco de suplentes. E na única vez em que isso sucedeu, houve lágrimas. «Fomos jogar a Mirandela e decidi deixá-lo de fora. Começou a chorar e a dizer-me que era injusto. Enfim, lá se acalmou e a verdade é que entrou e decidiu tudo com um golo», conta com emoção.
E nem a verdura dos 18 anos tolheram as capacidades do antigo internacional. «Era já um jogador muito fino, com pés de veludo. Retraía-se no contacto físico, mas até nesse aspecto melhorou. E mesmo sendo o mais jovem do plantel, começou a ser ouvido com respeito por todos», vinca António Valença.

Em Fafe, a vida de Rui Costa era simples. Entre o Parque Municipal de Desportos, o seu pequeno apartamento e o café que frequentava, o jogador lá foi arranjando formas de passar o tempo.
«Juntávamo-nos todos num café da cidade e tínhamos um ambiente familiar. No fim da época, ele foi ao Campeonato do Mundo de sub-20 e muitos de nós seguiram-no em todos os jogos», afirma o antigo treinador António Valença.
Agora, só falta mesmo levar Rui Costa à cidade onde desabrochou para o futebol profissional. O jogador do Benfica nunca mais voltou a Fafe, mas em breve receberá um convite oficial para o fazer.
«Há um grupo de antigos colegas do Rui Costa que está a preparar uma festa de homenagem em Fafe. Espero que ele volte cá e reveja uma cidade que foi muito importante em determinado período da sua vida.»


In http://www.maisfutebol.iol.pt/, 29/03/2008, Pedro Cunha

23 abril 2008

"Jóia da cidade volta a brilhar"


Foi este o título que o diário "Correio do Minho" escolheu para um artigo acerca da recuperação do Cine-Teatro que entrou recentemente em obras de restauração.
A sua reconstrução e ampliação trará à cidade uma nova centralidade cultural, com um conjunto de obras dedicadas à cultura. O projecto global estará pronto dentro de três anos.

"Nasceu pelo impulso de um ilustre fafense e durante 58 anos foi palco de espectáculos de teatro, música e cinema. Importantes reuniões e decisões foram tomadas pelas individualidades da época neste imóvel, que caiu no ‘esquecimento’ durante os últimos 27 anos. Foi em 1923 que José Summavielle Soares mandou erguer o Teatro-Cinema de Fafe, um dos principais motivos de interesse arquitectónico da cidade, constituindo para a época da sua abertura um importante marco cultural, tendo sido considerado um dos melhores teatros do norte do país.
A peça de teatro ‘O Grande Amor’, pela Companhia Aura Abranches, marcou a inauguração do belo edifício em 10 de Janeiro de 1924. Com o passar do tempo, o edifício foi-se degradando e deixou de ter condições para a exibição cinematográfica, pelo que foi encerrado ao público em 1981, por determinação da Direcção Geral de Espectáculos, por ameaçar ruína.
Depois de longas negociações, a Câmara Municipal de Fafe conseguiu adquirir o imóvel em 2001 por 2,5 milhões de euros. O processo para a recuperação concluiu-se em 2007 e, no princípio deste ano, a empreitada de recuperação e ampliação foi adjudicada à empresa Casais por 4.175.111 euros.“A realização desta obra traz uma grande satisfação a este executivo”, disse em entrevista ao ‘Correio do Minho’, o presidente da câmara, José Ribeiro, o rosto da reconstrução e ampliação do Teatro-Cinema da cidade. Trata-se do património mais significativo da cidade que vem “reavivar a memória dos fafenses”.A aquisição do edifício “foi difícil mas agora temos mais um espaço cultural de grande qualidade e gabarito” acrescentou, afirmando que o Teatro-Cinema de Fafe pretende ser uma “mais valia para Guimarães – Capital Europeia da Cultura”.
Até ao momento, a autarquia não tem “nenhum sinal” do Governo no que toca ao financiamento da obra, mas dentro em breve o autarca de Fafe deve reunir-se com o novo ministro da Cultura para que o sonho “de há dez anos se torne realidade”. “Vi esperança na ex-ministra Isabel Pires de Lima”, desabafou José Ribeiro. Até ao final do ano o espaço vai ser recuperado e a inauguração será feita com a ‘prata da casa’. “Quem merece estrear o Teatro-Cinema são os artistas de Fafe”, garantiu.
A empresa municipal Naturfafe será a gestora do imóvel. Para além da reconstrução, o espaço será ampliado para a instalação de um edifício para apoio técnico às actividades do Teatro-Cinema, a instalação da Academia de Música José Atalaya e um estúdio de cinema.O espaço tornar-se-á num centro cultural, que se quer “dinâmico e de grande utilização”. A cidade ganha, assim, uma nova centralidade cultural, com um conjunto de obras dedicadas à cultura, cujo projecto global estará pronto dentro de três anos.
Outra das novidades será a construção de um estúdio de cinema que nascerá nas imediações do Teatro.
As obras de recuperação e ampliação do Teatro-Cinema arrancaram no início deste mês, “tentando preservar ao máximo a estrutura original”, disse ao ‘Correio do Minho’ um dos arquitectos responsáveis pelo projecto, Gonçalo Louro. A obra divide-se em duas partes, designadamente a recuperação integral do edifício com uma sala de espectáculos com capacidade para 400 lugares (plateia e camarotes), salão nobre, e a entrada com bengaleiro; e ainda a ampliação, que compreende uma entrada para exposições, uma sala de cinema com 150 lugares, camarins e o edifício onde será instalada a Academia de Música José Atalaya.
Os trabalhos estão a ser efectuados em simultâneo no interior e no exterior do edifício, sendo que o empreiteiro tem oito meses para executar a obra. “Vamos criar fachadas novas e os três alçados que faltam” para “optimizar o restauro”, explicou ao ‘CM’ Gonçalo Louro, que efectuou o novo traçado em co-autoria com o arquitecto António Guedes.
Recorde-se que concorreram a esta empreitada, cujo prazo de execução previsto no caderno de encargos era de 360 dias, seis firmas ou consórcios nacionais e uma empresa espanhola, as quais, no seu conjunto, apresentaram treze propostas. As obras tiveram início há cerca de duas semanas, devendo prolongar-se até ao final do ano.
Todo o conjunto do Teatro Cinema será devidamente recuperado no âmbito das obras agora iniciadas, para que o imóvel possa ser devolvido aos fafenses no seu máximo esplendor. Em redor do Teatro-Cinema de Fafe será construído um novo edifício que deve acolher outras estruturas culturais. Àquele espaço regressarão inúmeros espectáculos de teatro, projecções de filmes e festas de diversa índole".
In "Correio do Minho", Vera Batista Martins

22 abril 2008

"Fafe - 30 anos de poder local"


Mais uma vez, com a edição da C.M. Fafe, foi editado um livro sobre o nosso concelho da autoria de Artur Coimbra. O aspecto mais interessante do mesmo é a história e os momentos que estão por detrás da construção de alguns dos principais monumentos e obras estruturantes do concelho após o 25 de Abril como são o caso das escolas EB2,3 e a Secundária, o Pavilhão e a Piscina Municipais, a Estação de Tratamento de Águas Residuais, a Casa Municipal de Cultura, o Instituto de Estudos Superiores de Fafe, o Mercado Municipal e a feira Semanal, a Central de Camionagem, a Barragem de Queimadela, a Zona Industrial do Socorro, a Via Circular, os museus, a Academia de Música José Atalaya, o Parque da Cidade, o Pavilhão Multiusos, a Escola de Trânsito, o Parque Eólico das Terras Altas de Fafe, o gás natural ou a Biblioteca Municipal, por exemplo.
Um livro interessante que pode ser consultado e adquirido na Biblioteca Municipal.

07 abril 2008

Recuperado o Moinho de Aboim


"Os moinhos são marcos da paisagem e um património que tem de ser preservado e cada vez mais potenciado", afirmou Jorge Miranda, presidente da Rede Portuguesa de Moinhos. Há mais de 30 anos ligado à milonologia, este apaixonado da causa dos museus não tem dúvida que a aposta neste tipo de estruturas é importante para alguns sectores do turismo em Portugal. "É uma excelente oportunidade de negócio para pequenas freguesias que a partir de um moinho recuperado pode gerar mais-valias", explicou. O facto de transformar uma coisa velha num valor acrescentado já está, segundo Jorge Miranda, a atrair alguns investimentos que se têm mostrado lucrativos. Aliás, a parceria entre as autarquias, as empresas privadas e os fundos comunitários é vista pelo presidente da Rede Nacional como a "trilogia perfeita" para fomentar o interesse das massas pelos moinhos. "A junção destes factores é essencial para um desenvolvimento sustentável e há cada vez mais empresas, com pessoas jovens e alguns estrangeiros, a dinamizar e a explorar turisticamente os moinhos". Jorge Miranda falava do futuro dos moinhos em Portugal à margem da apresentação do moinho de vento em Aboim, Fafe. Um exemplar raro por se situar num local onde são mais frequentes os movidos a água e que foi construído em meados da década de 20 do século passado. "O que se está a fazer em Aboim é paradigmático do que se deve fazer no país", disse o especialista Jorge Miranda. A recuperação do moinho custou cerca de 100 mil euros e a Autarquia fafense contribuiu com cerca de metade. Um investimento que é visto pelo presidente José Ribeiro como uma forma de "criar um pólo importante para atrair visitantes a uma pequena terra, mas que tem enormes potencialidades turísticas". Para António Novais, presidente da Junta de Aboim, esta é uma forma "de começar a pensar em criar algumas estruturas para albergar turistas numa terra que se quer afirmar cada vez mais no turismo rural da região".


In JN por "Carlos Rui Abreu"

29 março 2008

Exposição Traços da Emigração Portuguesa em Fafe



Entre 15 de Março e 30 de Agosto, está patente na Casa Municipal de Cultura de Fafe a exposição designada “Terra Longe, Terra Perto – Traços da Emigração Portuguesa”, organizada, em parceria, pelo Museu da Presidência da República e pelo município de Fafe.
São mais de uma centena de objectos, de maior ou menor relevância, ligados à emigração portuguesa entre finais do século XIX e os anos 80 do século passado.
No primeiro dos núcleos, podem apreciar-se as malas, arcas, passaportes, cartas de chamada, violas, concertinas e outros objectos que os emigrantes levavam quando saíam das suas terras, atravessando o Atlântico ou os Pirinéus.
O núcleo temático “Diálogos” inclui objectos e fotografias relacionadas com a situação dos emigrantes nos países de acolhimento. Os clubes recreativos, as irmandades religiosas, as bandas filarmónicas, os ranchos folclóricos, as delegações dos três maiores clubes do futebol português constituíam as modalidades mais recorrentes de organização recreativa das comunidades portuguesas. “A vida lá fora” é a linha condutora que atravessa esse núcleo, onde se rememoram as festas religiosas (com destaque para as festas do Divino Espírito Santo, dos Santo Cristo dos Milagres e a devoção a Nossa Senhora de Fátima), casamentos, procissões e outros eventos sociais, onde os emigrantes reinventam a tradição, celebrando a sua identidade. É um espaço de convivência e interpenetração cultural com os povos que os recebem. Neste núcleo, sobressaem, além dos religiosos, objectos desportivos originais: o troféu do Campeonato Nacional de Futebol ganho pelo Benfica, na época de 1964/65; a taça do Troféu Dia de Portugal, vencido pelo Sporting em 1988, em Providence (Estados Unidos); uma foto do célebre golo de Madjer, na Taça dos Campeões Europeus e uma camisola da selecção nacional de futebol.
Um último núcleo, aborda os “regressos” e o que os emigrantes trazem quando retornam à sua terra de origem, em que investem parte das suas poupanças, modificando activamente a paisagem social e cultural local. Peças decorativas, serviços de jantar e de joalharia, originários de vários países, atestam as memórias de outras terras no quotidiano da terra natal. Para além de objectos pessoais e decorativos, a mostra integra muita documentação, que espelha as várias fases do universo migratório.
A exposição integra ainda diversas obras de arte relacionadas com a emigração, de nomes sonantes das artes plásticas portuguesas, como Paula Rego, Almada Negreiros, Júlio Pomar, Vieira da Silva, José Malhoa e Stuart Carvalhais, entre outros.
O longo tempo de permanência da exposição, que se enquadra no esforço de afirmação do projecto do Museu da Emigração e das Comunidades Portuguesas, sedeado em Fafe, permitirá que seja visitada pelas escolas do concelho e da região norte, marcada pelo fenómeno emigratório e bem assim possibilitará que nos meses de Verão possa ser vista pelos muitos emigrantes que regressam à terra natal, para gozo de férias.
A exposição evidencia, enfim, a representação artística da emigração e a expressão cultural e afectiva dos emigrantes e das suas comunidades, sendo o seu espólio cedido por museus públicos e privados, assim como particulares, de todo o país, estando também em exibição interessantes documentos e objectos provenientes do concelho de Fafe, pertença de particulares (com destaque para a Família Leite de Castro), de instituições e empresas ou do próprio Museu da Emigração e das Comunidades.

14 março 2008

A história do Hospital de Fafe


Fafe prepara-se para ter nos próximos anos um novo Hospital a ser instalado em terrenos próximos do cemitério municipal. Mas, como muitos edifícios da nossa cidade, os "brasileiros" fafenses foram determinantes para a construção do actual e que importa conhecer um pouco da sua já centenária história.
Assim, o edifício do Hospital de Fafe é uma réplica arquitectónica de outro, existente no Rio de Janeiro. Foi um grupo de emigrantes residentes na cidade do Rio de Janeiro que decidiu, em 8 de Abril de 1858, promover a construção, na Vila de Fafe, de um Hospital de Caridade. Numa primeira fase, albergava apenas uma enfermaria para atendimento de doentes que não tinham possibilidade para serem tratados em casa, vindo posteriormente a alargar as suas instalações e melhorar os seus serviços.

A edificação deste imóvel resultou da iniciativa sobretudo do Dr. Miguel Soares e do seu filho José Florêncio Soares e do caridoso apoio dos "brasileiros" fafenses que, ficaram encarregues de angariar fundos para o mesmo. Viria também a ter o apoio da autarquia que cedeu o terreno.

Em 6 de Janeiro de 1859 foi inaugurada o lançamento da primeira pedra e, em 19 de Março de 1863 é inaugurada a primeira fase de construção.
A Irmandade de São José ou da Misericórdia foi fundada em 23 de Março de 1862, com a finalidade de o administrar, conforme o que estava determinado pelo comissão de donatários e fundadores.
A inauguração foi celebrada com pompa e que o jornal do Comércio do Porto deu notícia:

«Abre-se Quinta Feira em Fafe a parte do hospital que se acha feita e com capacidade para receber nove doentes. Este estabelecimento de caridade deve-se aos esforços de alguns cavalheiros de Fafe e muito particularmente ao Sr. José Florêncio, que tem sido incansável em promover os meios para levar a efeito um tão útil como humanitário estabelecimento. [...] Na Quinta Feira à noite dá o Sr. Florêncio, distinto cavalheiro de Fafe, um esplêndido baile. A casa do Sr. Florêncio é das mais lindas da Fafe e o salão de baile é magnífico»

«O Comércio do Porto», Porto, 21/3/1863

09 fevereiro 2008

Apontamentos acerca do Povoado Arqueológico de Santo Ovídio


Uma das razões para a presença de vestígios arqueológicos no lugar de Santo Ovídio, no nosso concelho, prende-se com a localização próxima da larga e fértil bacia do rio Vizela, com solos de excelente aptidão agrícola, favorável a culturas arvenses, quer de sequeiro, quer de regadio. Entre 1980 e 1984 foram realizadas amplas escavações neste povoado, sobretudo na base da vertente leste do monte. Estes trabalhos, da responsabilidade de Manuela Martins da unidade de arqueologia da Universidade do Minho foram integralmente subsidiados pelo município de Fafe. Embora conhecido desde os finais do séc. XIX, devido à descoberta de uma estátua de um guerreiro galaico em 1876, hoje exposto no Museu Martins Sarmento em Guimarães, este povoado só viria a ser escavado na década de 80 do século XX na sequência da abertura de um estradão na plataforma da base do monte, onde viriam a ser descobertos importantes vestígios arquitectónicos datáveis da última fase de ocupação do povoado. Com excepção da plataforma do topo, hoje muito destruída pela implantação de um santuário e das plataformas de base do monte, não se reconhecem outras plataformas bem desenvolvidas, limitadas por muralhas, como acontece noutros castros do Norte de Portugal. Aparentemente, numa fase antiga, o povoado teria o seu núcleo de ocupação principal na coroa do monte e nas pequenas plataformas limítrofes, certamente circundadas por simples muretes. Os vestígios actualmente conservados não permitem afirmar a existência de uma linha defensiva envolvendo todo o monte, observando-se, apenas, evidências de uma única muralha nos lados oeste, norte e noroeste do monte. As estruturas defensivas não parecem, assim, ter assumido grande importância na vida deste povoado. Este revela, contudo, a particularidade de possuir um fosso defensivo, identificado pelas escavações na base da vertente leste, que poderia rodear total, ou parcialmente, a base do monte. Atendendo à forte inclinação das vertentes, e às reduzidas possibilidades que estas ofereciam para a implantação de casas, podemos considerar que o povoado possuiria, anteriormente ao séc. I a.C.,uma população reduzida.
O conjunto dos vestígios exumados nas escavações realizadas na plataforma de base da vertente Este permitiram evidenciar dois momentos da sua ocupação. Os vestígios mais antigos, anteriores ao séc. I a.C. resumem-se a um fosso defensivo que corria ao longo da plataforma, no sentido N/S e a um caminho de acesso ao povoado, que cruzava o fosso. Os vestígios mais monumentais correspondem a uma segunda fase de ocupação da plataforma, em que se regista o entulhamento e inutilização do fosso, bem como um extenso nivelamento do terreno para assentamento de várias casas, solos empedrados e canalizações. A cronologia desta fase de ocupação, sem dúvida a de maior pujança da vida do povoado situa-se entre os finais do séc. I a.C. e finais do séc. I da nossa era. De facto, a urbanização da plataforma da vertente leste do monte de Santo Ovídio, que se sucede a uma fase em que esta zona era periférica do núcleo de ocupação principal, possuindo apenas interesse defensivo, corresponderia a um momento de expansão e prosperidade do povoado situado na transição da era.

À luz dos resultados das escavações não são perceptíveis vestígios de romanização do povoado.

Salienta-se, em contrapartida, a presença de várias objectos de inspiração e fabrico romano, como fíbulas e alfinetes de cabelo, que testemunham intensos contactos comerciais no período de Augusto.

02 fevereiro 2008

Parque Eco-Empresarial em Fafe


Depois do Ecocentro, Fafe irá dispor, em breve, de um parque ecológico a ser construído no local onde ficará situado o novo aterro sanitário do Vale do Ave. O anúncio da abertura do concurso para o fornecimento do estudo prévio e projecto de execução já foi publicado em Diário da República. Este aterro terá ainda, um Parque Temático onde se incluem algumas valências como quinta biológica, jardim de resíduos, lagos e um serviço de compostagem caseira.

20 janeiro 2008

Porquê Fafe... ?!


O nosso concelho, outrora chamado Montelongo, passou a designar-se de Fafe e os motivos porque isso aconteceu não são certos e tem levado muitos autores a divergir nas suas fundamentações. Sabemos apenas que no século XVII já se fala na "villa de Fafe" e na designação de "Santa Eulália de Fafe" para referir a freguesia que era a sede do concelho.
Assim, são quatro as teorias:

- Leite de Vasconcelos e A. de Almeida associam o étimo "Fafe" a uma origem germânica baseados numa evolução dos nomes Fafi, Fafiz, Fafiiz, Fafilaz, Fafez, Fafias;

- Pedro Cunha Serra e Pedro A. Azevedo são da opinião que Fafe é de origem árabe, numa evolução dos nomes Falaf, Halafe, Falafe já que existem nomes de indivíduos com esta designação;

- Por outro lado, o topónimo Fafe pode ter derivado de D. Godinho Fafes, senhor da terra e filho de D. Fafes Luz, um homem rico e alferes-mor do Conde D. Henrique;

- Por fim, existe uma outra tese que faz ramificar o étimo "Fafe" num pássaro existente nesta região no passado, um pisco-chilreiro de nome "Dom Fafe".

Seja qual for a tese certa para a origem do nome do nosso concelho, a designação de Fafe aparece muito tarde, quando a população já levava muitos séculos de existência.

02 janeiro 2008

Fafeeduca - O portal dos educadores de Fafe na Net


O centro de competências CRIE da Cercifaf, na sequência de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal desenvolveu dois espaços na Internet (um portal e uma plataforma Moodle), tendo como finalidade a promoção e o apoio à utilização educativa das TIC nas escolas do concelho, especialmente entre os os educadores dos jardins de infância e dos professores do 1º Ciclo do Ensino Básico.
As escolas têm a oportunidade de contribuir com notícias, iniciativas ou artigos que poderão ser colocados directamente pelos próprios professores no site http://www.fafeeduca.net/, enquanto que na plataforma moodle (www.fafeeduca.net/moodle) que é um sistema de gestão de aprendizagem e de trabalho colaborativo, os professores e educadores podem criar cursos on line, páginas de diversas disciplinas, grupos de trabalho e comunidades de aprendizagem.
Um bom espaço para os professores do nosso concelho e não só, usufruírem de um meio de comunicação mais eficaz, partilhando experiências e conhecimentos para que possam melhorar as suas práticas lectivas.

24 dezembro 2007

Catálogo da Biblioteca On-Line


Da autoria do arquitecto Augusto Vasconcelos, com uma área de cerca de 1827m2, a nova biblioteca de Fafe é constituída por uma área da leitura (com as secções infantil, juvenil, adultos, audiovisual e multimédia), por um auditório com capacidade para 100 pessoas que funciona também como sala para exposições, por salas de tratamento técnico e um depósito. O fundo documental, no caso da secção dirigida ao público em geral, é constituído por 18000 obras (em breve atingirá as 25 mil), dos mais diversos géneros. Conjuntamente com estas obras estão à disposição dos utentes, os espólios dos jornalistas A. Lopes de Oliveira e Aurélio Márcio, que estão na posse da autarquia. O fundo adulto também consta de 2000 documentos não livro, ou seja, nas áreas do áudio, vídeo e multimédia, enquanto a secção dedicada aos mais jovens é constituída por 9000 obras e 1000 documentos não livro.
A nova Biblioteca afirma-se como uma das melhores e dos mais modernos equipamentos do concelho e da região. Nela trabalham 9 técnicos especializados: uma Técnica Superior de Biblioteca e Documentação, 7 Técnicos Profissionais de Biblioteca e Documentação e um engenheiro informático. O custo da construção, incluindo o parque de estacionamento ascende a 2.384892€. Por seu turno, o apetrechamento ascende a 753.300€, incluindo o mobiliário e equipamento, a aquisição de fundos documentais e o projecto de informática. Até 26 de Março de 2007 a Biblioteca Municipal funcionou na Casa Municipal de Cultura, que já não reunia as condições exigidas para tal serviço. Seguiu-se posteriormente um período de mudança de instalações até se inaugurar a nova biblioteca. O horário de funcionamento deste novo espaço é o seguinte: Segunda-feira: das 14h às 18h30; Terça a sexta-feira: das 10h às 18h30; Sábado: das 10h às 13h.
Integrado no Projecto de Tecnologias de Informação e Comunicação da biblioteca, também já poderá agora consultar o catálogo da Biblioteca Municipal de Fafe, on-line. É um serviço disponibilizado aos cidadãos, que poderá facilitar a consulta, comodamente em sua casa e no catálogo encontram-se os títulos de todas as obras literárias e DVD’s da Biblioteca, podendo reservar a obra pretendida.
Para isso, utilize o seguinte endereço http://fafe.libware.net/OPAC

17 dezembro 2007

Polo Aquático em Fafe


É a mais recente modalidade que os jovens do nosso concelho podem aceder em Fafe, mais concretamente no ginásio "Health and Fitness". Através de um protocolo de formação com o Vitória S.C. da cidade vizinha de Guimarães, que visa a implementação da modalidade em Fafe, procedeu-se à abertura de uma classe de Mini-Pólo (8-11 anos) nas Piscinas do Club+. É sempre uma boa notícia quando os jovens do nosso concelho podem usufruir de mais uma prática desportiva na nossa terra e que deve ser alargada, futuramente, a outros grupos etários, nomeadamente nas futuras piscinas a serem instaladas no Parque da Cidade. Fica a ideia...

27 novembro 2007

Arões vê o seu espólio bibliográfico a crescer!


A Junta de Freguesia de Arões S. Romão, procurando incentivar o hábito e o gosto pela leitura, implementou na sua sede uma biblioteca. Uma iniciativa que importa realçar e que vem de encontro a uma crescente descentralização cultural que se pretende sobretudo para os locais mais afastados das cidades. Fazendo várias solicitações, tanto a particulares como a entidades públicas e editoras nacionais, o espólio bibliográfico da referida biblioteca tem aumentado, contribuindo, para isso, as ofertas provenientes da Câmara Municipal de Fafe, Núcleo de Artes e Letras de Fafe, Editora Labirinto, Gráfica do Norte, Fundação Eugénio de Andrade, Editora Assírio e Alvim, entre outras. Para além disso, o Sr. Silvino Moreira, figura emblemática da freguesia, ofereceu cerca de 700 livros para a biblioteca, tal como outros particulares que se envolveram neste projecto e que tem aqui o nosso merecido destaque esperando que tal iniciativa, seja seguida por muitas outras juntas do nosso concelho.

06 novembro 2007

Fafe e Camilo Castelo Branco


Camilo Castelo Branco, aqui na foto com Ana e Manuel Plácido esteve, desde muito novo, ligado à nossa terra através do seu amigo e confidente José Cardoso Vieira de Castro, proprietário da Casa do Ermo em Paços, onde viria a esconder Camilo aquando da sua fuga à justiça por adultério em 1860, crime punido com degredo temporário na época. Pelo nosso concelho também passeou durante uns tempos, tendo escrito algumas linhas que vimos depois publicadas nas "Novelas do Minho" do próprio autor. Esta amizade e cumplicidade que, tanto Camilo, como José Vieira de Castro mantiveram suscitou algumas obras de um e de outro enaltecendo as qualidades do amigo e em alguns volumes de correspondência que, mais tarde, foram publicadas.
Como homenagem a Fafe, Camilo escreveu o romance Mistérios de Fafe (1868), bem como duas peças de teatro: "O Morgado de Fafe em Lisboa" (1861) e "O Morgado de Fafe amoroso" (1865).
Ainda recentemente, 11 municípios portugueses constituiram a Associação das Terras Camilianas, por escritura pública, na Câmara de Famalicão e segundo o presidente da referida Câmara, a Associação das Terras Camilianas (ATC), tem como objectivo "contribuir para um melhor aproveitamento e tratamento do património literário e arquitectónico ligado a Camilo Castelo Branco". A ATC vai envolver, numa fase inicial, os municípios de Coimbra, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Ribeira de Pena, Viana do Castelo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Vila Real, Viseu e Vila Nova de Famalicão, sendo este o promotor da iniciativa. Na opinião do autarca, "Camilo é hoje a figura central da política cultural da Câmara de Famalicão, mas sobra ainda muito espaço para que as autarquias com ligações directas ou indirectas à vida do escritor também se considerem Terras Camilianas porque Camilo é património da Língua Portuguesa". O director da Casa-Museu de Camilo, em Ceide, Aníbal Pinto de Castro, considera que a Associação "cria condições para uma melhor preservação e aproveitamento do património bibliográfico, documental, iconográfico e arquitectónico camilianos de todos os municípios aderentes".

25 outubro 2007

"Studi Emigrazione" fala do Museu da Emigração

No passado Mês de Setembro, foi editado em Roma, o livro “Studi Emigrazione”.
A obra editada pelo Centro de Estudos de Emigração de Roma, exclusivamente dedicada aos Museus de Emigração e coordenada por Lorenzo Prencipe, reúne um conjunto de 30 textos sobre Museus de todo o Mundo.
O Museu da Emigração e das Comunidades Portugueses, sediado em Fafe, está presente nesta obra com um texto de co-autoria de Maria Beatriz Rocha-Trindade e Miguel Monteiro.
Aí, é referida a importância da história da emigração portuguesa e da necessidade de preservar esta memória social, patrimonial e cultural perspectivada nos diferentes destinos migratórios.
Esta referência ao Museu da Emigração e das Comunidades Portugueses é a prova do reconhecimento internacional deste projecto.
Ainda recentemente, o Museu da Emigração e das Comunidades esteve presente no Congresso Alemão de Lusitanistas (Deustscher Lusitanistengtag an der Universität Zu Köln) realizado na Universidade de Colónia. Nesta iniciativa académica, o Museu fez-se representar por Miguel Monteiro, Coordenador do Projecto, sendo apresentada uma comunicação subordinado ao tema, "Arquitectura de Memórias no Museu da Emigração e das Comunidades - a memória comunicacional Web e os núcleos de memória material/simbólica", a qual será publicada nas actas em Alemão e em Português.
O reconhecimento internacional do Museu da Emigração é cada vez mais notório e Fafe só tem a ganhar com esta projecção internacional. Falta apenas estar pronta a futura casa "brasileira"que servirá de espaço físico do Museu e que ficará sedeada no centro da nossa cidade.


13 outubro 2007

O romântico Jardim do Calvário em renovação


O Jardim público mais importante da cidade está, actualmente, em remodelação, pretendendo-se a requalificação dos materiais e equipamentos e onde se privilegia essencialmente as acessibilidades com a criação de uma rampa pedonal e a montagem de um elevador.
Tomando o nome do lugar onde foi edificado há mais de um século, a iniciativa da sua construção deveu-se ao então Presidente da Câmara José Florêncio Soares e teve o apoio do ilustre brasileiro fafense, Comendador Albino de Oliveira Guimarães. A inauguração solene do Jardim ocorreu em 26 de Dezembro de 1892, tendo a Câmara deliberado na altura aprovar um voto de louvor a Albino de Oliveira Guimarães, agradecendo "os valiosos serviços que prestara ao Município para a construção do mesmo jardim" e "pelo grande melhoramento público que promovera". Já no século XX, foi construído um coreto no local, bem como um rinque para práticas de lazer. O Jardim do Calvário tem servido como espaço de entretenimento, lazer e namoro, local privilegiado de onde se abarcam paradisíacas vistas sobre as paisagens rurais circundantes à cidade. Também, é nele que encontramos os mais antigos e raros exemplares de árvores do concelho, muitas delas de origem tropical e oriundas do Brasil. O Jardim serviu, noutros tempos com mais frequência, para a realização de manifestações culturais, sobretudo espectáculos musicais, no âmbito das festas que se realizavam nos dias de verão. Nos últimos tempos, o jardim esteve praticamente ao abandono. Foram raros os espectáculos e actividades culturais nele efectuadas e o próprio parque de diversões para as crianças já não tinha a dinâmica e a alegria de outros tempos. Esperamos todos, enquanto fafenses, que o jardim volte, com esta requalificação, ao esplendor de outros tempos e fundamentalmente, que a sua requalificação seja um exemplo de uma boa obra arquitéctónica que tanto tem faltado a Fafe nos últimos tempos.

05 outubro 2007

AD Fafe: Memórias do passado...


Sabemos que o ponto alto da história da nossa AD Fafe foi quando na temporada de 1988/89 participou no Campeonato Nacional da 1ª Divisão ocupando a vaga deixada em aberto pelo FC Famalicão que foi despromovido devido a um caso de corrupção num jogo frente ao Macedo de Cavaleiros. Alem dessa participação na máxima prova futebolística nacional nos finais da década de 80, o AD Fafe é principalmente um clube de 2ª Divisão Nacional, onde conta já com cerca de 30 participações. Tem ainda, além de diversas participações em Campeonatos Distritais da A.F. de Braga, também 13 participações no Campeonato Nacional da 3ª Divisão, no qual conquistou o ceptro nacional daquele escalão na época de 1995/96, sendo este o seu único troféu com projecção a nível nacional no seu palmarés..
Participa regularmente na Taça de Portugal onde o ponto mais alto ocorreu quando atingiu por duas vezes as meias-finais daquela competição, acabando todavia eliminado numa ocasião pelo FC Porto e noutra pelo Sporting CP. Numa dessas meias-finais em que a AD Fafe participou ficou célebre na história do futebol português e muita tinta fez correr na imprensa escrita daquela época um acontecimento que a ilustração do jornal "A Bola" em cima faz notar. Aconteceu na temporada de 1978/79 quando o AD Fafe recebeu no pelado do Parque Municipal dos Desportos, o Sporting CP, presidido por João Rocha e onde pontificava Manuel Fernandes.
Nesse jogo a AD Fafe esmerou-se e conseguiu levar o jogo empatado para o prolongamento. Já durante o prolongamento, e a cerca de dois minutos do final, o arbitro Santos Luís de Coimbra assinala uma grande penalidade inexistente contra a AD Fafe. As gentes de Fafe que abarrotavam pelas costuras o humilde parque de jogos exaltaram-se de tal forma que invadiram o campo e impediram a continuação do encontro que terminou ali. O arbitro do encontro saiu daquele recinto desportivo vestido com uma farda de policia para não ser detectado pelos apaniguados adeptos que naquela altura levaram bem alto o lema de que “com Fafe ninguém fanfe..."

25 setembro 2007

Em homenagem a Colin McRae (1968-2007)

McRae foi o primeiro britânico e o mais jovem campeão do Mundo de ralis de sempre. O gosto pela velocidade e pelos ralis estava nos seus genes pois o seu pai, Jimmy, foi cinco vezes campeão de ralis do Reino Unido e o seu irmão mais novo, Alister, seguiu as suas pisadas como piloto profissional.
McRae começou a carreira em 1986 nos campeonatos escoceses de rali ao volante de um Talbot Sunbeam, onde começou a dar nas vistas, com uma condução ao estilo do finlandês Ari Vatanen, numa altura em que a sua co-piloto era a sua futura mulher, Alison. Além do título conquistado em 1995, Colin McRae foi três vezes vice-campeão mundial (1996, 1997 e 2001) e uma vez terceiro (1998).
Retirado dos ralis, fez uma experiência nas 24 horas de Le Mans em 2004, terminando na nona posição, e teve duas participações no Rali Lisboa-Dakar, a última das quais acabou com um aparatoso acidente, quando liderava a prova rainha do todo-o-terreno.
Era presença assídua no nosso país e em Fafe tinha uma quantidade enorme de fans. Fica aqui a nossa homenagem com este vídeo a bordo do seu Subaru no famoso troço da Lameirinha...

20 setembro 2007

Professor natural de Fafe é Educador Internacional do Ano 2007 !!


Nascido "entre a urze e a giesta no chão antigo" na localidade de Vale de Escuro, em Fornelos, Fafe, onde punha a navegar os seus barcos feitos de casca de pinheiro fez da Psicologia a sua formação universitária e do sorriso o alvo da sua investigação.
O rosto humano é o seu laboratório e o seu quotidiano feito dessa observação, dia após dia, ano após ano. Armindo Freitas Magalhães fundador e director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (LEFE), da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, foi nomeado recentemente, Educador Internacional do Ano 2007, pelo Centro Biográfico Internacional de Cambridge.
Segundo este organismo, o professor Freitas Magalhães foi escolhido pelo "pioneirismo dos seus trabalhos científicos sobre a psicologia do sorriso humano e pela inovação dos seus métodos educativos", refere a universidade, em comunicado. Segundo o director-geral do IBC, Nicholas Law, "o prémio de Educador Internacional do Ano é concedido apenas a personalidades que trabalham com destaque em prol da educação no Mundo". Freitas Magalhães, para além de director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Ciências da Saúde da UFP, é autor de vários livros, entre os quais "A Psicologia das Emoções" e "A Psicologia do Sorriso Humano" e o único psicólogo português que estuda as funções e repercussões do sorriso no desenvolvimento das emoções e das relações interpessoais.

05 setembro 2007

Faculdade de Economia do Porto estuda reconversão do Vale do Ave


Uma investigação integrada num projecto europeu da Faculdade de Economia do Porto quer explicar como é que a região do Vale do Ave que integra 10 concelhos, entre os quais Fafe, ultrapassou a crise provocada pelas deslocalizações. A deslocalização de fábricas para países com custos de mão-de-obra mais reduzidos não arrasta inevitavelmente regiões, como o Vale do Ave, para a estagnação económica. O Centro de Estudos de Economia Industrial, do Trabalho e da Empresa da Faculdade de Economia da Universidade do Porto está a estudar a regeneração desta região portuguesa, outrora muito dependente de indústrias como a têxtil e a do calçado.
Sara Cruz, uma das responsáveis afirma mesmo que "É um caso extremamente interessante para investigação", observa, citando a criação de novos "clusters" industriais, ligados, por exemplo, à indústria automóvel ou de polímeros.
O Vale do Ave é uma "região extremamente rica para avaliação do papel dos agentes dinamizadores", acrescenta. O estudo vai analisar de que forma as políticas e iniciativas locais, nacionais e europeias se conjugaram, procurando traçar as "boas práticas" na região, que podem servir de exemplo a concelhos menos bem sucedidos.