16 agosto 2007

Kayak Extreme em Fafe

Por ocasião do 12º Aniversário do Clube Náutico de Fafe, realizou-se uma excelente prova de Kayak na zona de Santa Rita, Fornelos. Confere através deste vídeo, algumas das imagens mais espectaculares do dia 24 de Fevereiro de 2007.

10 agosto 2007

Um olhar pela Associação Cultural e Desportiva de Pedraído


É a única associação da freguesia de Pedraído. Fundada em 1985, ao longo destes anos tem desenvolvido um trabalho notável ao nível da recolha, recriação e relançamento das melhores tradições, usos e costumes da freguesia, nomeadamente nos processos do linho e da lã e de vários tipos de artes tradicionais, como por exemplo, o entraçado de palha e a cozedura do pão.
Nela são confeccionados diferentes artigos, como por exemplo, meias, camisolas, mantas, tapetes, colchas, lençóis, toalhas, entre outros, vendidos em feiras e certames artesanais pelo país.
Pode-se assistir a todo o processo do linho, desde o campo, propriedada da associação, semeado em Abril até às diversas fases por que passa o produto até ser transformado nos belíssimos artefactos que conhecemos. Quando se fala do artesanato e das artes tradicionais do nosso concelho, tem necessariamente de se falar nesta associação e na D. Emília Costa, verdadeira alma deste projecto cultural que envolve toda a comunidade de Pedraído.

18 julho 2007

Marques Mendes, um currículo político de eleição


Político e advogado licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Luís Marques Mendes cedo se destacou na esfera política, tal como seu pai. Exerceu durante toda a sua carreira, diversos cargos regionais e nacionais, sempre no PSD, como por exemplo, vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Fafe e presidente da Assembleia Municipal de Oeiras. No governo foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e para os Assuntos Parlamentares no X Governo Constitucional, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no XI Governo Constitucional,Ministro Adjunto do Primeiro Ministro no XII Governo Constitucional e Ministro dos Assuntos Parlamentares no XV Governo Constitucional.
A partir de 1987 foi eleito consecutivamente deputado da Assembleia da República pelos círculos eleitorais de Braga, Aveiro e Viana do Castelo.
Em Abril de 2005 foi eleito Presidente da Comissão Politica Nacional do Partido Social Democrata, no XXVII Congresso do PSD, realizado em Pombal. Embora nascido em Guimarães, é em Fafe que tem as suas raízes, nomeadamente em Arões S. Romão.

25 junho 2007

Centro da cidade... Uma arquitectura singular!


O Brasil, na segunda metade do século XVIII e durante o século XIX foi o lugar propício para a acumulação de fortuna. Milhares de portugueses emigraram para lá por essa altura e, aquando do retorno, as vilas do Minho passaram a ser o lugar privilegiado para projectos de investimento comercial e urbanístico. Fafe deve a estes retornados brasileiros uma arquitectura singular que ajudou a edificar o nosso centro urbano.
Quem passa pelo centro da nossa cidade, repara nas inúmeras marcas dos “brasileiros” em Fafe, sobretudo as casas construídas no centro da cidade entre 1860 e 1930, apresentando características arquitectónicas e aspectos decorativos próprios, como se poderá observar nos palacetes existentes na nossa cidade, nas casas com fachadas com azulejos, nas clarabóias e estatuetas, nas paredes grossas de pedra, portas ricamente almofadadas e pintadas a branco e ouro, entre outras características. Hoje em dia, muitas delas são consideradas património municipal mas, outras, foram destruídas e, actualmente, onde existiam outrora belíssimos exemplares desta arquitectura única, restam prédios desordenados e esteticamente desenquadrados da estética “brasileira”.

08 junho 2007

Pista de Cicloturismo conquista cada vez mais adeptos

A transformação da antiga linha férrea Guimarães-Fafe numa pista de cicloturismo é uma aposta ganha. Todos os dias, trabalhadores, estudantes e outras pessoas, montadas em bicicletas, utilizam-nas nas suas deslocações. Uma dúzia de operárias de uma fábrica de camisas vimaranense agradeceu a transformação da extinta linha férrea entre Guimarães e Fafe numa pista de cicloturismo. Desde o início do ano, altura em que a pista ficou transitável, as trabalhadoras trocaram os autocarros e os automóveis pela bicicleta como meio de transporte para se deslocarem de casa para o trabalho. Para além do dinheiro do passe mensal, garantem que ainda fazem ginástica” e apanham ar fresco. Como elas, outros trabalhadores e estudantes percorrem diariamente alguns dos 16 quilómetros que ligam Aldão, em Guimarães, até à cidade de Fafe.
Depois da desactivação da linha de comboio, e após muitas negociações com a CP, a autarquia fafense, primeiro, e a de Guimarães, depois, decidiram alcatroar a velha linha férrea e transformá-la numa pista des­tinada a ciclistas e a patinadores, o que deixou satisfeita a po­pulação das duas localidades que, sobretudo ao fim-de-sema­na, não se cansa de passear de bicicleta pela pista.
A pista de cicloturismo, depois de alguns problemas iniciais, é agora um dos ex-libris das duas cidades.
O único senão parece ser apenas a persistência de alguns automobilistas, que, apesar das proibições camarárias, fazem questão de circular de automóvel na pista, que, atravessada por alguns caminhos municipais, tem entradas e saídas limitadas através da colocação de pequenos pinos em betão, para impedir a entrada de automóveis. Mesmo assim, alguns acabam por entrar, bem como alguns motociclos, que se transformam numa ameaça para os ciclistas.
Para além dos ciclistas que, por prazer, percorrem os quiló­metros da pista e daqueles que aproveitam a rapidez do percurso para se deslocarem para o trabalho, o circuito é ainda utilizado por muita gente que usa a via para os chamados “passeios digestivos”, gente que, sem nenhuma razão especial e com muita calma, passeia pelo local enquanto aprecia a paisagem.
Apesar do movimento, parece haver consenso entre os utilizadores que o percurso no concelho de Fafe é mais utiliza­do do que o de Guimarães.

25 maio 2007

Moreira do Rei - Freguesia com antepassados reais!


Outrora chamada de "Moraria Regis", Moreira de Rei foi um importante couto anexo ao concelho de Monte Longo até às reformas liberais do século XIX. O primeiro documento que nos fala desta freguesia é uma doação feita por Ordonho III ao Mosteiro de Guimarães em 951. Foi antigamente da coroa e depois passou para a casa de Bragança. D.Afonso Henriques, antes de 28 de Julho de 1180, doou a igreja da freguesia ao Mosteiro de Guimarães.
Terra priveligiada ao longo dos tempos, Moreira do Rei foi um couto real como prova a foto que ilustra um marco de delimitação de couto e que pode ser observado no "confurco".
Hoje, Moreira do Rei faz parte integrante do nosso concelho e é uma das freguesias mais populosas.

03 maio 2007

Multiusos de Fafe, pormenores de uma obra!!


O pavilhão multiusos de Fafe é um dos mais importantes equipamentos da nossa cidade, podendo albergar uma variedade de actividades desde eventos desportivos a espectáculos e feiras. O edifício é da autoria do arquitecto Carlos Prata e foi inspirado no Illinois Institute of Technology, desenhado por Mies van der Rohe. Herdou deste o conceito da cobertura realizada por seis vigas de alma cheia das quais se suspende uma laje leve em chapa metálica. O pavilhão compreende dois pisos elevados que se desenvolvem na periferia do edifício, pavimento térreo com piso desportivo e ainda uma parte enterrada de balneários e zonas técnicas. É, de facto, uma obra realmente diferente e arrojada do ponto de vista da engenharia. A suspensão do segundo piso com varões maciços é uma das suas principais características.O custo total da obra teve um valor estimado de 6500000 euros.

17 abril 2007

Gastronomia Fafense


Nas freguesias fafenses de S. Romão de Arões e Fornelos reivindica-se a confecção do mais saboroso pão-de-ló, doces e biscoitos regionais, cuja fama se estende pelo país mas é a vitela assada que projectou a gastronomia fafense um pouco por todo o lado. No último quartel do século XIX, escrevia José Augusto Vieira que "é afamada a vitela de Fafe" sendo a matança de vitelas grande no nosso concelho e que "torna Fafe uma celebridade entre os amadores de carne tenra". Para além disso o autor de O Minho Pitoresco refere ainda que "até se exportam, pela fama que tem, por outras localidades".
Afamados eram muitos restaurantes aqui em Fafe lá fora, caso do Zé da Menina, por exemplo, que na altura do comboio em Fafe, era polo de confluência de muitos turistas oriundos sobretudo do norte do país que visitavam Fafe pela sua afamada Vitela. É este o prato típico das feiras francas de 16 e 17 de Maio.
A vitela assada à moda de Fafe pode-se encontrar, ainda hoje, em qualquer restaurante do concelho, tal como o bom vinho verde típico da região.
Mas também o anho assado é especialidade gastronómica, sobretudo nas festas do concelho. Menos usual hoje em dia é o "bacalhau à músico" e que tem por homenagem a ligação íntima do concelho à musica filarmónica mas ainda se pode encontrar em alguns cardápios locais.
A gastronomia fafense é sempre um bom motivo para visitar o nosso concelho!

05 abril 2007

Aurélio Márcio, jornalista de elite!


Aurélio Márcio, nascido na rua do Retiro na nossa cidade em 1919 e, actualmente, a residir em Lisboa, é uma das personagens jornalísticas mais importantes do nosso país. Fundador de «A Bola» e do «Diário Popular», detém o recorde de ser o jornalista mais antigo no Mundo, cobrindo todos os Mundiais de futebol, desde 1966, em Inglaterra, de acordo com um «site» de Imprensa Desportiva em Havana.
Aurélio Márcio, colecciona medalhas. Foi condecorado em Fafe com a Medalha de Prata de Mérito Concelhio da Câmara Municipal, para além da Medalha de Bons Serviços - Desporto do Ministério da Educação Nacional (atribuída pelo dr. Roberto Carneiro), da Medalha de 25 anos do CNID e da Comenda da Ordem de Mérito, agraciado pela Presidência da República Dr. Mário Soares. Escreveu, ainda, um único livro sobre o fenómeno desportivo da RDA («Um Repórter na RDA»), edição Cultura e Desporto.
No «Diário Popular», foi distinguido com prémios no sector desportivo, colaborou no jornal "O século", "Record", "Gazeta dos desportos", "Emissora nacional" e "rádio renascença".
Viajou pelos cinco continentes, tendo cobrido as mais importantes competições desportivas mundiais, entre os quais, 8 campeonatos da europa e 10 campeonatos do mundo, Aurélio Márcio é um mito vivo, um pai terno, um marido cheio de jornais e um especialista em futebol internacional, tendo constituído a galeria de monstros sagrados de «A Bola» - quando era considerada «A Bíblia» - com Vítor Santos, Carlos Pinhão, Alfredo Farinha e Silva Resende.
Aurélio Márcio é o grande crítico de futebol em Portugal e, como ele diz, «eu sei mais a dormir do que os outros todos acordados...que só sabem que a bola é redonda!...».
Admirador do estilo crítico de Santos Neves, Aurélio Márcio cultivou um Estilo forjado em Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Ricardo Ornelas, grande amigo de Artur Agostinho e de Alves dos Santos, numa geração indelével e impoluta.
Recusou-se sempre a partilhar em livro a riquíssima experiência humana, social, desportiva que acumulou, apesar de instado pelo filho e pela neta Bárbara. A editora Âncora endereçou-lhe um convite que ele adiou com deferência: «Eu sou um jornalista, não um escritor!...»
Em suma, uma luminosa carreira jornalística desde 1943 e que vemos na foto a ser eleito internacionalmente como personalidade jornalística mundial, eleito pelo jurí do "Champions promenade golden-foot".

20 março 2007

"Void-Circus" vencedores!


Chamam-se “Void Circus” e foram os vencedores do microfone de ouro da Empresa Jornal Correio de Fafe para a categoria de música. Mas vencedores também pela entrega, pela arte e pelo gosto com que tocam. Procuramos conhecê-los melhor no seu blog (http://void-circus.blogspot.com/) que destaca as suas actuações em diversas regiões do país, entre os quais Fafe, Marinha Grande, Vila Pouca de Aguiar, Lixa, Guimarães, Esposende ou em Figueiró dos Vinhos para o programa da RTP Internacional “Portugal a tocar”.
Uma das suas músicas (Minefield) foi escolhida para participar numa compilação de bandas portuguesas pela editora portuguesa Cassapo. Fafe tem sido, ao longo dos tempos, desde os The Pende, Tendrills, SK, entre outros, embrião de diversos projectos musicais de estilo pop, rock ou metal que ainda perduram nas memórias de muitos e que, hoje em dia, também encontram algum paralelo em novas gerações (Deep, Jesus Cristas, Julliete Vol fire, etc.) que trazem para as ruas, salas e bares da nossa cidade, sonoridades que poderiam ser melhor potencializadas em salas com outro tipo de condições. Acreditamos que brevemente tudo se resolverá com a recuperação do cine teatro e poder assim, quem sabe, através de uma banda musical, promover mais Fafe no nosso Portugal.

16 março 2007

Parque eólico de Fafe


O Parque Eólico de Fafe representa o maior investimento privado do concelho, orçado em 90 milhões de euros. Construído pela espanhola Gamesa, o parque tem uma potência de 80 megawatts e representa 10 por cento da potência total instalada em energia eólica e trata-se de um dos maiores parques do país. A energia produzida pelos aerogeradores nas serras altas de Fafe será transportada por uma linha de alta tensão que liga o parque à sub-estação de Riba d'Ave, constituindo o percurso mais extenso do país, com cerca de 35 quilómetros. O vento tem vindo a tornar-se uma óptima fonte de energia primária para a produção de electricidade, apresentando custos externos e sociais muito baixos. Aliás, prevê-se mesmo que, a curto prazo, entre 2006 e 2010, a energia eólica possa competir com a produzida a partir dos combustíveis fósseis.
Em 2006 foi assinado um protocolo com a C.M Fafe, tendo em vista a ampliação do parque. Serão mais 13 aerogeradores, que vão ficar instalados nas freguesias de S. Miguel do Monte, Gontim e Aboim. Com esta ampliação, orçada em 30 milhões de euros, o PETAF vai contar com 53 aerogeradores, com uma potência total de 106Mw, representando assim um dos maiores parques eólicos do país.

13 fevereiro 2007

A história do Jogo do Pau

Eram frequentes por Portugal inteiro, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes envolviam-se nestas rixas aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores afamados que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos). Um dos grandes mestres do jogo do pau português foi Mestre Monteiro, originário da região de Fafe e contava que no tempo da juventude de seu pai havia duas povoações que frequentavam ao Domingo a mesma capela, levando, como era de tradição, cada homem ou moço a sua vara, de tal forma que quando se ajoelhavam na missa se viam todos os paus em posição vertical saindo acima das cabeças. Depois da cerimónia era frequente, num largo ali perto, haver conflitos entre os rapazes das duas aldeias, que começavam por qualquer pequena razão (um piropo a uma rapariga da aldeia vizinha, os ciúmes de um enamorado preterido por outro, uma discussão por causa de canais de irrigação...) e que se resolviam à paulada.
Mas não se pense que era o combate destituído de regras. Havia um código ético, que proibia aos lutadores baterem em homem que não levasse pau, ou que estivesse por terra. A partir dos anos 30 o jogo do pau começou a perder importância. Os motivos são vários: a acção das autoridades policiais, que para evitar lutas sangrentas passaram a proibir o uso dos paus dentro dos recintos das feiras; a emigração de muitos homens para os meios urbanos ou para o estrangeiro; a generalização do uso de armas de fogo, que tornou desnecessária a aprendizagem demorada e difícil desta técnica para a defesa pessoal.
Em Fafe existem ainda hoje, as escolas de jogo do pau da Sociedade de Recreio Cepanense e do C.C.R. Juventude de Cepães mas outras houveram como por exemplo, a secção do jogo do Pau do Kasbak, da cidade de Fafe. Hoje mais que um combate, o jogo do pau assume-se como um importante desporto que tem entusiasmado cada vez mais aderentes, sobretudo na nossa região, em Lisboa e nos Açores, embora com características diferentes consoante a região.

02 fevereiro 2007

Dizeres e tradições populares


Fafe é também um concelho bastante rico ao nível de tradições e ditos populares, o que se traduz em expressões como "De Fafe não veio ninguém", "Justiça de Fafe" ou o mais popular "Com Fafe, ninguém fanfe".
Uma das expressões mais famosas a respeito de Fafe é talvez "De Fafe não vem ninguém", usada na gíria teatral para traduzir a falta de público. Esta expressão teve origem numa história em que um certo artista-empresário, quando actuava no teatro D. Afonso Henriques, em Guimarães era constantemente animado pelo bilheteiro que lhe garantia que de Fafe viria público para encher toda a sala. Contudo, isso não aconteceu e o dito "de Fafe não veio ninguém" passou a ser utilizado pelas gentes do teatro quando a afluencia de público não era tanta como a desejada.
Já a expressão "Justiça de Fafe" encontra a sua origem numa lenda e encontra-se imortalizada no monumento alusivo à mesma. Conta a lenda que o Visconde de Moreira de Rei, político influente no concelho e conhecido pelo seu temperamento forte, certo dia terá chegado atrasado a uma sessão das cortes, pelo que foi bastante censurado por outro deputado que lhe chegou mesmo a chamar "cão tinhoso". Este episódio gerou tal confusão que o conflito entre os dois que só viria a ser sanado em duelo, cabendo ao Viconde escolher as armas e quando todos pensavam que iria preferir espadas ou pistolas, como era usual na altura, o Visconde apresenta-se para o encontro munido de dois resistentes varapaus. O marquês, é claro, não sabia manejar tal arma. E assim, quando o duelo começou, o Visconde, perito na arte do jogo do pau, tradicional nesta região, enfiou tanta fueirada no rival que, como escreve o poeta. "pôs-lhe o lombo num feixe". À gargalhada ante o acontecimento, os assistentes não se contiveram e gritaram, em coro: "Viva a Justiça de Fafe". Esta lenda foi perpetuada num monumento que mostra a quem visita esta cidade o grande símbolo deste concelho.

11 janeiro 2007

Comboio regressa a Fafe



Foi em 21 de Julho de 1907 que o comboio chegou pela primeira vez a Fafe e encerrou a linha, em definitivo, em 31 de Maio de 1985, dando lugar à pista de cicloturismo Fafe/Guimarães.
Mas o comboio de Fafe era diferente. No Baixo Minho, tal como em Braga, era o único comboio que não ia para mais lado nenhum. Aqui começava, aqui terminava. Fim e início de linha. Era até um comboio com direito a "...Tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe..."
Para celebrar a passagem dos 100 anos da inauguração do comboio em Fafe, um ilustre fafense - José Emídio Martins Lopes, radicado noutras paragens mas que já escreveu 2 livros sobre a sua aldeia natal (Cepães), em conjunto com a C.M. Fafe, protocolaram com a CP a instalação de uma locomotiva a vapor e de um vagão a ficar em Fafe.
A primeira é para colocar no jardim Municipal, junto à velha estação de comboios em Fafe e o Vagão é para ficar em exposição junto à ex-Estação da CP de Cepães.
A Câmara vai proceder às obras de restauro das duas peças, após o qual serão expostas ao público nos locais referidos.

05 janeiro 2007

BTT a crescer em Fafe



Uma das potencilidades que o nosso concelho pode oferecer é a qualidade do ar e dos percursos de montanha que dão a possibilidade da prática de desportos ao ar livre. As bicicletas têm tido uma importância cada vez maior na atracção turística que Fafe pode oferecer e já são organizadas diversas provas de Downhill e passeios de BTT, por exemplo, por colectividades fafenses. Dessas colectividades importa destacar o papel da secção de BTT dos Restauradores de Granja, (www.restauradoresgranja.com) tendo-se já sagrado campeões nacionais por equipas ou a S.R. Cepanense que conta com uma secção muito dinâmica, organizando diversos passeios e rides BTT.(http://bttrinus.com.sapo.pt/).
Fica aqui os contactos dessas colectividades e aproveita para conhecer as belezas dos nosso concelho em duas rodas ou experimenta as emoções de uma descida downhill...

24 dezembro 2006

José Ribeiro, um presidente... poeta...



José Ribeiro, actual Presidente da Câmara Municipal de Fafe, para além da actividade política que lhe conhecemos, é também, um homem das letras e um poeta local que já ganhou um prémio de poesia em 1976 instituído pelo Grupo Nun Alvares, tendo também já participado em algumas colectâneas de poemas. Porque este é um blog de curiosidades, fica aqui o registo de um poema seu que pode ser consultado no livro do autor "A Palavra ao Peito".

"Ainda agora estava aqui/jurava não me lembrar/mas quis o pensamento/que eu te fosse recordar./ Elástico, quanto a distância/rápido, quanto a imaginar/não penses que fico triste/só de te vir recordar./Minha aldeia, minha terra,/ minha vida, meus amigos.../o pensar é uma guerra/ Quem nela anda/sujeito fica a morrer/ e eu também, se não soubesse viver!"
(Minha Aldeia, Minha Terra)

Brasão da Cidade !


A Heráldica de qualquer concelho constitui um dos elementos mais simbólicos dos valores de cada região e da sua especificidade cultural. O Brasão da cidade de Fafe é disso exemplo e reflecte, nos seus elementos aí representados, as principais actividades económicas e culturais, assim como a especificidade paisagística existente. Deste modo, o brasão representa com os elementos água e o moinho, a fartura de água que tornou, outrora, num concelho muito industrial. Já o sol, o cacho de uvas e o milho simbolizam a fértil actividade agrícola da região que sustenta, hoje ainda, muita da população de Fafe. As cinco torres aí representadas designam, para todo o país, que o brasão se refere a uma cidade.
Foi após a elevação de Fafe a cidade em 1986 que este brasão sofreu as últimas alterações, tendo-se mantido assim até hoje e nele podemos encontrar valores de humildade e riqueza - com a prata do campo e das faixas do rio, de esperança e de fé - o verde das espigas e do folhado, ou de caridade e lealdade - com o azul do rio.

08 novembro 2006

Nossa Sra de Antime... Enorme manifestação de fé!


A festividade de Nossa Senhora de Antime, realizada no segundo Domingo de Julho, constitui a maior manifestação popular de fé e religiosidade que ocorre no nosso concelho. O seu ponto alto é a procissão que vai desde a freguesia de Antime até à cidade de Fafe, sendo a Senhora de Antime recebida nos limites das duas freguesias pela Nossa Senhora das Dores, transformando este momento numa elevada carga emotiva e grandiosa para os crentes e para todos aqueles que se juntam a esta enorme manifestação popular e católica.
Uma das características do andor da santa é o seu peso (377 Kgs). Apenas os homens mais fortes da freguesia se ocupam da tarefa de o transportar num trajecto que vai até á Igreja Nova. No final do dia, a Santa regressa a Antime, depois de cumprida uma missa e de ser recebida pelas entidades públicas mais importantes do concelho em frente à Câmara, o que tem criado alguma polémica sobretudo porque muitos consideram que este momento de fé fica associado a fins políticos.
No entanto, esta festividade constitui uma mais valia para o nosso concelho sobretudo pela quantidade de gente que nos visita por esta altura.

24 outubro 2006

Teatro-Cinema de Fafe - passado, presente e futuro


É das obras mais notáveis da nossa cidade e resulta de mais uma das iniciativas dos emigrantes "brasileiros" de retorno a Fafe. Neste caso, o benemérito foi José Florêncio Soares. Com uma fachada simétrica, uma robusta varanda de cantaria sobre a porta central e pintada com motivos vegetais e fuguras de anjo, assim como a sua decoração interior semelhante ao Teatro Circo de Braga, o Cine-Teatro fafense foi, durante largo tempo, a referência cultural, política e social do nosso concelho, sendo palco de inúmeras sessões repletas de cinema, de teatro e de concertos. Esta sala clássica de 1923 tem capacidade para 400 pessoas.
Hoje em dia, e após a sua compra por parte da Câmara em 2002, o estado do edifício pouco mudou.
Volvidas décadas após o seu fecho, o Cine Teatro ainda não vê a luz ao fundo do túnel para a sua abertura. Aguardamos, expectantes, o curso das negociações para o financiamento das obras entre as entidades envolvidas e esperamos, brevemente a abertura de um edifício singular e de espectáculos condizentes com o seu brioso passado, por onde já actuaram os mais famosos actores e actrizes da época e os grandes Zeca Afonso, Carlos Paredes, etc.
Já agora, quem gostariam de lá ver na inauguração?!

23 outubro 2006

José Cardoso Vieira de Castro, o livro


"Glória"! Assim se intitula o livro editado pela "Editora Gótica" em 2001 e que retrata uma das figuras mais importantes da história e da cultura portuguesa e fafense dos finais de século XIX. Escrito pelo conceituado Vasco Pulido Valente, "Glória" é um livro que retrata um Vieira de Castro
com sede de poder e de ambição. Como refere a sinopse do livro "Vieira de Castro não queria perder a vida num remoto canto da província. Queria conquistar Lisboa e o país. E, sobretudo, queria que o amassem e o admirassem. Considerado "um dirigente académico com alguma importância; um jornalista menor; um escritor sem talento; um político sem poder; um criminoso e um "degredado", Vasco Pulido Valente constrói uma obra que ele próprio classifica como um livro de história: "Não é um livro de história a fingir de romance nem um romance documental", mas história em que as pessoas não se iludem.
"Glória" é, antes de mais, um livro sobre a ambição, a paixão, o poder, o dinheiro e o crime.
É pois, um livro que merece uma leitura atenta, para que possamos melhor conhecer este fafense, íntimo de Camilo Castelo Branco, que viu a sua curta vida interrompida aos 36 anos em África, depois de condenado ao degredo.