20 março 2007

"Void-Circus" vencedores!


Chamam-se “Void Circus” e foram os vencedores do microfone de ouro da Empresa Jornal Correio de Fafe para a categoria de música. Mas vencedores também pela entrega, pela arte e pelo gosto com que tocam. Procuramos conhecê-los melhor no seu blog (http://void-circus.blogspot.com/) que destaca as suas actuações em diversas regiões do país, entre os quais Fafe, Marinha Grande, Vila Pouca de Aguiar, Lixa, Guimarães, Esposende ou em Figueiró dos Vinhos para o programa da RTP Internacional “Portugal a tocar”.
Uma das suas músicas (Minefield) foi escolhida para participar numa compilação de bandas portuguesas pela editora portuguesa Cassapo. Fafe tem sido, ao longo dos tempos, desde os The Pende, Tendrills, SK, entre outros, embrião de diversos projectos musicais de estilo pop, rock ou metal que ainda perduram nas memórias de muitos e que, hoje em dia, também encontram algum paralelo em novas gerações (Deep, Jesus Cristas, Julliete Vol fire, etc.) que trazem para as ruas, salas e bares da nossa cidade, sonoridades que poderiam ser melhor potencializadas em salas com outro tipo de condições. Acreditamos que brevemente tudo se resolverá com a recuperação do cine teatro e poder assim, quem sabe, através de uma banda musical, promover mais Fafe no nosso Portugal.

16 março 2007

Parque eólico de Fafe


O Parque Eólico de Fafe representa o maior investimento privado do concelho, orçado em 90 milhões de euros. Construído pela espanhola Gamesa, o parque tem uma potência de 80 megawatts e representa 10 por cento da potência total instalada em energia eólica e trata-se de um dos maiores parques do país. A energia produzida pelos aerogeradores nas serras altas de Fafe será transportada por uma linha de alta tensão que liga o parque à sub-estação de Riba d'Ave, constituindo o percurso mais extenso do país, com cerca de 35 quilómetros. O vento tem vindo a tornar-se uma óptima fonte de energia primária para a produção de electricidade, apresentando custos externos e sociais muito baixos. Aliás, prevê-se mesmo que, a curto prazo, entre 2006 e 2010, a energia eólica possa competir com a produzida a partir dos combustíveis fósseis.
Em 2006 foi assinado um protocolo com a C.M Fafe, tendo em vista a ampliação do parque. Serão mais 13 aerogeradores, que vão ficar instalados nas freguesias de S. Miguel do Monte, Gontim e Aboim. Com esta ampliação, orçada em 30 milhões de euros, o PETAF vai contar com 53 aerogeradores, com uma potência total de 106Mw, representando assim um dos maiores parques eólicos do país.

13 fevereiro 2007

A história do Jogo do Pau

Eram frequentes por Portugal inteiro, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes envolviam-se nestas rixas aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores afamados que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos). Um dos grandes mestres do jogo do pau português foi Mestre Monteiro, originário da região de Fafe e contava que no tempo da juventude de seu pai havia duas povoações que frequentavam ao Domingo a mesma capela, levando, como era de tradição, cada homem ou moço a sua vara, de tal forma que quando se ajoelhavam na missa se viam todos os paus em posição vertical saindo acima das cabeças. Depois da cerimónia era frequente, num largo ali perto, haver conflitos entre os rapazes das duas aldeias, que começavam por qualquer pequena razão (um piropo a uma rapariga da aldeia vizinha, os ciúmes de um enamorado preterido por outro, uma discussão por causa de canais de irrigação...) e que se resolviam à paulada.
Mas não se pense que era o combate destituído de regras. Havia um código ético, que proibia aos lutadores baterem em homem que não levasse pau, ou que estivesse por terra. A partir dos anos 30 o jogo do pau começou a perder importância. Os motivos são vários: a acção das autoridades policiais, que para evitar lutas sangrentas passaram a proibir o uso dos paus dentro dos recintos das feiras; a emigração de muitos homens para os meios urbanos ou para o estrangeiro; a generalização do uso de armas de fogo, que tornou desnecessária a aprendizagem demorada e difícil desta técnica para a defesa pessoal.
Em Fafe existem ainda hoje, as escolas de jogo do pau da Sociedade de Recreio Cepanense e do C.C.R. Juventude de Cepães mas outras houveram como por exemplo, a secção do jogo do Pau do Kasbak, da cidade de Fafe. Hoje mais que um combate, o jogo do pau assume-se como um importante desporto que tem entusiasmado cada vez mais aderentes, sobretudo na nossa região, em Lisboa e nos Açores, embora com características diferentes consoante a região.

02 fevereiro 2007

Dizeres e tradições populares


Fafe é também um concelho bastante rico ao nível de tradições e ditos populares, o que se traduz em expressões como "De Fafe não veio ninguém", "Justiça de Fafe" ou o mais popular "Com Fafe, ninguém fanfe".
Uma das expressões mais famosas a respeito de Fafe é talvez "De Fafe não vem ninguém", usada na gíria teatral para traduzir a falta de público. Esta expressão teve origem numa história em que um certo artista-empresário, quando actuava no teatro D. Afonso Henriques, em Guimarães era constantemente animado pelo bilheteiro que lhe garantia que de Fafe viria público para encher toda a sala. Contudo, isso não aconteceu e o dito "de Fafe não veio ninguém" passou a ser utilizado pelas gentes do teatro quando a afluencia de público não era tanta como a desejada.
Já a expressão "Justiça de Fafe" encontra a sua origem numa lenda e encontra-se imortalizada no monumento alusivo à mesma. Conta a lenda que o Visconde de Moreira de Rei, político influente no concelho e conhecido pelo seu temperamento forte, certo dia terá chegado atrasado a uma sessão das cortes, pelo que foi bastante censurado por outro deputado que lhe chegou mesmo a chamar "cão tinhoso". Este episódio gerou tal confusão que o conflito entre os dois que só viria a ser sanado em duelo, cabendo ao Viconde escolher as armas e quando todos pensavam que iria preferir espadas ou pistolas, como era usual na altura, o Visconde apresenta-se para o encontro munido de dois resistentes varapaus. O marquês, é claro, não sabia manejar tal arma. E assim, quando o duelo começou, o Visconde, perito na arte do jogo do pau, tradicional nesta região, enfiou tanta fueirada no rival que, como escreve o poeta. "pôs-lhe o lombo num feixe". À gargalhada ante o acontecimento, os assistentes não se contiveram e gritaram, em coro: "Viva a Justiça de Fafe". Esta lenda foi perpetuada num monumento que mostra a quem visita esta cidade o grande símbolo deste concelho.

11 janeiro 2007

Comboio regressa a Fafe



Foi em 21 de Julho de 1907 que o comboio chegou pela primeira vez a Fafe e encerrou a linha, em definitivo, em 31 de Maio de 1985, dando lugar à pista de cicloturismo Fafe/Guimarães.
Mas o comboio de Fafe era diferente. No Baixo Minho, tal como em Braga, era o único comboio que não ia para mais lado nenhum. Aqui começava, aqui terminava. Fim e início de linha. Era até um comboio com direito a "...Tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe...tro-fa-fa-fe..."
Para celebrar a passagem dos 100 anos da inauguração do comboio em Fafe, um ilustre fafense - José Emídio Martins Lopes, radicado noutras paragens mas que já escreveu 2 livros sobre a sua aldeia natal (Cepães), em conjunto com a C.M. Fafe, protocolaram com a CP a instalação de uma locomotiva a vapor e de um vagão a ficar em Fafe.
A primeira é para colocar no jardim Municipal, junto à velha estação de comboios em Fafe e o Vagão é para ficar em exposição junto à ex-Estação da CP de Cepães.
A Câmara vai proceder às obras de restauro das duas peças, após o qual serão expostas ao público nos locais referidos.

05 janeiro 2007

BTT a crescer em Fafe



Uma das potencilidades que o nosso concelho pode oferecer é a qualidade do ar e dos percursos de montanha que dão a possibilidade da prática de desportos ao ar livre. As bicicletas têm tido uma importância cada vez maior na atracção turística que Fafe pode oferecer e já são organizadas diversas provas de Downhill e passeios de BTT, por exemplo, por colectividades fafenses. Dessas colectividades importa destacar o papel da secção de BTT dos Restauradores de Granja, (www.restauradoresgranja.com) tendo-se já sagrado campeões nacionais por equipas ou a S.R. Cepanense que conta com uma secção muito dinâmica, organizando diversos passeios e rides BTT.(http://bttrinus.com.sapo.pt/).
Fica aqui os contactos dessas colectividades e aproveita para conhecer as belezas dos nosso concelho em duas rodas ou experimenta as emoções de uma descida downhill...

24 dezembro 2006

José Ribeiro, um presidente... poeta...



José Ribeiro, actual Presidente da Câmara Municipal de Fafe, para além da actividade política que lhe conhecemos, é também, um homem das letras e um poeta local que já ganhou um prémio de poesia em 1976 instituído pelo Grupo Nun Alvares, tendo também já participado em algumas colectâneas de poemas. Porque este é um blog de curiosidades, fica aqui o registo de um poema seu que pode ser consultado no livro do autor "A Palavra ao Peito".

"Ainda agora estava aqui/jurava não me lembrar/mas quis o pensamento/que eu te fosse recordar./ Elástico, quanto a distância/rápido, quanto a imaginar/não penses que fico triste/só de te vir recordar./Minha aldeia, minha terra,/ minha vida, meus amigos.../o pensar é uma guerra/ Quem nela anda/sujeito fica a morrer/ e eu também, se não soubesse viver!"
(Minha Aldeia, Minha Terra)

Brasão da Cidade !


A Heráldica de qualquer concelho constitui um dos elementos mais simbólicos dos valores de cada região e da sua especificidade cultural. O Brasão da cidade de Fafe é disso exemplo e reflecte, nos seus elementos aí representados, as principais actividades económicas e culturais, assim como a especificidade paisagística existente. Deste modo, o brasão representa com os elementos água e o moinho, a fartura de água que tornou, outrora, num concelho muito industrial. Já o sol, o cacho de uvas e o milho simbolizam a fértil actividade agrícola da região que sustenta, hoje ainda, muita da população de Fafe. As cinco torres aí representadas designam, para todo o país, que o brasão se refere a uma cidade.
Foi após a elevação de Fafe a cidade em 1986 que este brasão sofreu as últimas alterações, tendo-se mantido assim até hoje e nele podemos encontrar valores de humildade e riqueza - com a prata do campo e das faixas do rio, de esperança e de fé - o verde das espigas e do folhado, ou de caridade e lealdade - com o azul do rio.

08 novembro 2006

Nossa Sra de Antime... Enorme manifestação de fé!


A festividade de Nossa Senhora de Antime, realizada no segundo Domingo de Julho, constitui a maior manifestação popular de fé e religiosidade que ocorre no nosso concelho. O seu ponto alto é a procissão que vai desde a freguesia de Antime até à cidade de Fafe, sendo a Senhora de Antime recebida nos limites das duas freguesias pela Nossa Senhora das Dores, transformando este momento numa elevada carga emotiva e grandiosa para os crentes e para todos aqueles que se juntam a esta enorme manifestação popular e católica.
Uma das características do andor da santa é o seu peso (377 Kgs). Apenas os homens mais fortes da freguesia se ocupam da tarefa de o transportar num trajecto que vai até á Igreja Nova. No final do dia, a Santa regressa a Antime, depois de cumprida uma missa e de ser recebida pelas entidades públicas mais importantes do concelho em frente à Câmara, o que tem criado alguma polémica sobretudo porque muitos consideram que este momento de fé fica associado a fins políticos.
No entanto, esta festividade constitui uma mais valia para o nosso concelho sobretudo pela quantidade de gente que nos visita por esta altura.

24 outubro 2006

Teatro-Cinema de Fafe - passado, presente e futuro


É das obras mais notáveis da nossa cidade e resulta de mais uma das iniciativas dos emigrantes "brasileiros" de retorno a Fafe. Neste caso, o benemérito foi José Florêncio Soares. Com uma fachada simétrica, uma robusta varanda de cantaria sobre a porta central e pintada com motivos vegetais e fuguras de anjo, assim como a sua decoração interior semelhante ao Teatro Circo de Braga, o Cine-Teatro fafense foi, durante largo tempo, a referência cultural, política e social do nosso concelho, sendo palco de inúmeras sessões repletas de cinema, de teatro e de concertos. Esta sala clássica de 1923 tem capacidade para 400 pessoas.
Hoje em dia, e após a sua compra por parte da Câmara em 2002, o estado do edifício pouco mudou.
Volvidas décadas após o seu fecho, o Cine Teatro ainda não vê a luz ao fundo do túnel para a sua abertura. Aguardamos, expectantes, o curso das negociações para o financiamento das obras entre as entidades envolvidas e esperamos, brevemente a abertura de um edifício singular e de espectáculos condizentes com o seu brioso passado, por onde já actuaram os mais famosos actores e actrizes da época e os grandes Zeca Afonso, Carlos Paredes, etc.
Já agora, quem gostariam de lá ver na inauguração?!

23 outubro 2006

José Cardoso Vieira de Castro, o livro


"Glória"! Assim se intitula o livro editado pela "Editora Gótica" em 2001 e que retrata uma das figuras mais importantes da história e da cultura portuguesa e fafense dos finais de século XIX. Escrito pelo conceituado Vasco Pulido Valente, "Glória" é um livro que retrata um Vieira de Castro
com sede de poder e de ambição. Como refere a sinopse do livro "Vieira de Castro não queria perder a vida num remoto canto da província. Queria conquistar Lisboa e o país. E, sobretudo, queria que o amassem e o admirassem. Considerado "um dirigente académico com alguma importância; um jornalista menor; um escritor sem talento; um político sem poder; um criminoso e um "degredado", Vasco Pulido Valente constrói uma obra que ele próprio classifica como um livro de história: "Não é um livro de história a fingir de romance nem um romance documental", mas história em que as pessoas não se iludem.
"Glória" é, antes de mais, um livro sobre a ambição, a paixão, o poder, o dinheiro e o crime.
É pois, um livro que merece uma leitura atenta, para que possamos melhor conhecer este fafense, íntimo de Camilo Castelo Branco, que viu a sua curta vida interrompida aos 36 anos em África, depois de condenado ao degredo.

16 setembro 2006

Escola Conde Ferreira - A história


Localizada na Rua Montenegro, a escola Conde Ferreira é, porventura, o edifício escolar mais antigo do concelho. Data de 1886 e deve o seu nome ao benfeitor Joaquim Ferreira dos Santos, o célebre Conde Ferreira, um abastado brasileiro nascido em Amarante e que deixou bens para a construção de 120 escolas primárias no país, entre as quais a de Fafe.
A escola, no início, era só para o sexo masculino, chegava a comportar 60 alunos divididos em 2 salas e pertencia à Câmara.
Aquando o acto da inauguração, estiveram presentes as identidades mais importantes do concelho que entoaram em coro e com as restantes pessoas que aí se quiseram deslocar, um voto de louvor à memória e virtudes do Conde. Bem-haja!

12 setembro 2006

"Rock in Rio" ajuda Cercifaf



Por trás da música e dos espectáculos do festival "Rock in Rio" existe um Projecto denominado "Por um mundo melhor" destinado a ajudar instituições e projectos de âmbito social. A edição deste ano contemplou a abertura de salas de estimulação sensorial para crianças com problemas visuais, deficiências mentais e stress pós-traumático de todo o país e o projecto "Snoloezelen" das Cercis de Fafe, Pombal, Caldas da Raínha, Corroios e Macedo de Cavaleiros foi contemplado com 11300 Euros. Snoloezelen são salas destinadas sobretudo a "tocar" os indivíduos através da estimulação dos cinco sentidos e das emoções que isso desperta. Requer um ambiente agradável e isolado das atracções exteriores , bem como de uma relação empática entre o utente e o técnico que o acompanha, proporcionando uma maior acalmia aos pacientes.
Assim, todos os fafenses que foram ao festival podem, de algum modo, ficar satisfeitos por ter contribuído, mesmo de uma forma indirecta, para a melhoria das instalações da Cercifaf e dos utentes e profissionais que nela trabalham. A Cercifaf é, reconhecidamente, uma instituição de referência no concelho e mesmo no país. O dinamismo e a capacidade de trabalho e inovação que demonstram os seus profissionais honram Fafe e contribuem, decisivamente, para a Inclusão Social e para a formação profissional e cívica dos seus utentes com Necessidades Educativas Especiais.
É destes bons exemplos que dignificamos o nosso concelho... Parabéns Cercifaf e Obrigado "Rock in Rio"!

10 setembro 2006

Rally... perdeu Fafe, perdeu Portugal!


Quem olha para esta imagem não pode ficar indiferente ao fenómeno automobilístico que fez de Fafe a capital dos rallys em Portugal. Uma imensa massa humana caracterizava as etapas que percorriam o concelho e a etapa da "Lameirinha" foi já considerada por muitos pilotos como a mais espectacular do mundo. A zona do "confurco" movimentava milhares de pessoas e faziam-se autênticas romarias desde a cidade até aos troços. As próprias escolas e muitas empresas fechavam para ver passar as máquinas do Campeonato Mundial de Rallys. Dias antes, já muitos amantes desta modalidade e outros, por mero convívio, acampavam nos montes de Fafe onde passavam os carros de Makinen, Mc Rae, Sainz, Burns, kankkunen, entre outros.
Até 2001, data em que a FIA decidiu retirar Portugal do campeonato do mundo, o rally de Portugal conquistou 5 vezes o título de "Melhor rally do Mundo" e em 2000 o prémio de "Melhor rally do Ano". Pelos vistos, Portugal irá voltar a organizar um campeonato do mundo. Mas, agora as etapas são diferentes e o rally do campeonato do mundo muito dificilmente voltará a percorrer Fafe e perdeu a espectacularidade que o caracterizava.
Resta-nos o rally nacional. Importante, sem dúvida, mas sem o prestígio e a dimensão das grandes marcas e pilotos mundiais!

09 setembro 2006

José Atalaya, o Homem e a obra.


José Atalaya, conceituado musicólogo, chefe de orquestra e compositor, está ligado a Fafe, não só por razões familiares mas, sobretudo, por causa do projecto da Academia de Música a que deu nome. No ano de 1998, a convite da C.M. Fafe abraçou este projecto pedagógico, reconhecido pelo Ministério da Educação e que é frequentado, hoje em dia, por mais de uma centena e meia de alunos provenientes maioritariamente do concelho. Por outro lado, promove um ciclo regular de espectáculos - o "Música em Diálogo" e "Festival Raízes Ibéricas" que vêm dinamizar esta área musical no concelho, com alguns espectáculos locais e em formação nas escolas básicas.
José Atalaya, figura destacada no panorama musical do país nasceu em Lisboa, estudou em diversos países europeus e foi co-fundador do Grupo Experimental de Ópera de Câmara da Gulbenkian e da Juventude Musical Portuguesa. Fundou a Orquestra Clássica Imave, foi o primeiro director artístico da Orquestra Clássica do Porto e tem-se dedicado a trabalhos de investigação pedagógica, musicológica e de direcção de orquestra nos últimos tempos.
Hoje, embora tendo abandonado a direcção da Academia José Atalaya, tem contibuido com o seu trabalho para a divulgação, conhecimento e valorização do património musical ibérico, desde a Idade Média até ao Século XXI. Existem já na Academia, jovens valores com potencialidades musicais dignas de nota e o seu legado extende-se, por outro lado, a toda uma panóplia de actividades que, para além de elevarem mais alto o nome de Fafe no país, contribuiram para o desenvolvimento cultural do concelho. Hoje, a Academia respira saúde e o Prof. José Manuel Machado, assim como o Dr. Rogério Gonçalves encarregam-se de continuar o bom trabalho do espaço cultural que administram.

Labirinto... Uma editora de afectos...


Nascida em Fafe, as páginas da Labirinto levam-nos a vaguear pelo encanto das palavras simples, simultaneamente encantadoras e descomplexadas. Com mais de 3 dezenas de livros publicados em áreas tão distintas como a poesia, o romance, a pedagogia ou a literatura infantil, a Editora Labirinto, dinâmica e em constante actualização, prepara-se para apresentar o seu novo livro, de teor mais histórico-cultural de seu nome "S. Julião de Serafão - Mil anos de História". Nos seus quadros, conta com alguns dos mais agraciados escritores portugueses contemporâneos, casos de Carlos Vaz (vencedor do prémio literário Vergílio Ferreira, 2005), Daniel Gonçalves (vencedor do prémio de poesia Cesário Verde, 2003), Eduardo White (prémio consagração Rui de Noronha, 2001) e João Ricardo Lopes (prémio revelação de poesia Ary dos Santos, 2001).
De uma relação afectuosa com as palavras, João Artur Pinto, Homem da cultura e da arte fafense, é o actual presidente desta editora. Em boa hora, e com a colaboração de alguns autores locais, decidiu avançar com um projecto que se pretende valorizador de uma escrita anti-pop, de cariz algo romântico e com assinalável presença de autores locais.
Parece pois, estar dado o mote para longos anos de vida. Fafe, a cultura e as letras assim o desejam.

06 setembro 2006

Fafe, na rota do património industrial do Ave


A constituição de uma rota do Património Industrial do Vale do Ave, levada a cabo pela ADRAVE, assentou no objectivo principal de criar um percurso que permitisse compreender melhor a importância dos rios, em especial do rio ave, como polo aglutinador da indústria da região. Para isso, em cada concelho do Vale do Ave (Fafe, Guimarães, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Famalicão, Santo Tirso e Trofa), procurou-se, por um lado, mostrar a diversidade e a qualidade das principais estruturas arquitectónicas industriais existentes, reconhecer a sua importância histórica e cultural e, por outro lado, ajudar a preservar este património industrial, inserindo-o na rota dos Itinerários Culturais do Conselho da Europa.
Fafe tem integrado neste percurso 3 importantes edifícios que procuramos conhecer melhor, ou seja, a Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro ("Fábrica do Ferro"), a Central Hidroeléctrica de Santa Rita e o Moinho de Casca de Gontim.
Vejamos a importância da escolha de cada um deles:
CENTRAL HIDROELÉCTRICA DE STA RITA
Foi inugurada em 1914 e aproveitava as águas do Rio Vizela para, assim, produzir energia para a iluminação pública. Foi das primeiras centrais da região e está implementada na freguesia de Fornelos. Neste momento, a central está a ser alvo de obras de remodelação, fruto de um acordo entre a C.M. Fafe e a empresa Gamesa, tendo em vista, a sua abertura ao público.
"FÁBRICA DO FERRO"
Fundada em 1887, situa-se junto ao rio que lhe dá o nome. Foi das maiores e mais antigas têxteis do concelho e da região, chegando a empregar 2000 operários nos anos 50/60. Hoje em dia ainda se encontra em laboração. A visita a este polo industrial deverá ser acompanhada de uma visita ao bairro operário envolvente e a toda uma série de equipamentos lá implementados.
MOINHO DE CASCA DE GONTIM
Não há registo da data da sua construção, mas sabe-se que está desactivado à cerca de 50 anos. O moinho insere-se numa propriedade agrícola perto da nascente do Rio Vizela e a sua função era transformar a casca de carvalho alvarinho numa substância com propriedades químicas muito úteis para a indústria dos curtumes. Encontra-se encerrado ao público.

Percursos Pedestres em Fafe


Os percursos pedestres estão a ganhar algum peso significativo no nosso concelho. Fruto da natureza envolvente que temos para a prática de desportos ao ar livre, encontram-se já 6 percursos implementados e devidamente sinalizados e homologados pela respectiva Federação. São 6, todos de pequena rota, e são os seguintes:
- Rota do Maroiço;
- As Aldeias da Margem do Rio Vizela;
- À Descoberta de Aboim;
- Trilho Verde da Marginal;
- Rota dos Espigueiros;
- Levada de Pardelhas.
São já muitos os amantes deste tipo de desporto que nos visitam. Para cada um deles, podes encontrar um painel no início de cada uma das rotas com a informação útil de que necessitarás. As paisagens, a fauna e flora, a natureza e a simpatia das gentes das serras do nosso concelho serão, concerteza, um bom motivo para os percorreres.
Neste aspecto, as potencialidades da Serra de Fafe estão a ser devidamente aproveitadas e para isso, muito contribui a acção do associativismo concelhio. A secção de montanhismo dos "Restauradores da Granja" está de parabéns!
Aproveita tu também. Está aqui tão perto...

Podes obter mais informação no site
www.restauradoresgranja.com

05 setembro 2006

A toponímia no concelho de Fafe


Um interessante estudo levado a cabo pelo historiador fafense Daniel Bastos publicado na revista cultural "Dom Fafes" (nº 8/9) testemunha a origem heterógenea dos nomes das freguesias do concelho. A maioria dos nomes provém da diversidade paisagística do concelho. Por exemplo, Vinhós (vinho), Vila Cova ou Agrela (campo) constituem disso exemplo. No entanto, existem uns de natureza latina, casos de Fornelos (do latim "furnillu" que significa forno) ou de Freitas (do latim "fracta"), e outros de natureza germana. Neste último caso, nota-se a influência das tribos germânicas que invadiram o império romano e que marcaram a toponímia das freguesias de Ardegão (vem do germano "Ardeca") e Golães (do germano "Goulão").
Por outro lado, Fareja parece tratar-se de um nome árabe que significa prazer e que vem do verbo "fareja". Da época medieval, encontramos Aboim ou Estorãos. Esta última, antes designada "Storaos", e provavelmente relacionada com gente proveniente das Astúrias que veio habitar e, assim, dar nome à terra.
Designações de índole religiosa encontramos nas freguesias de Sta Cristina de Arões, S. Clemente de Silvares, entre outras. Por último, Moreira de Rei contempla uma influência régia, proveniente de ser um couto da coroa real.
A origem da toponímia de "Fafe" não está esclarecida. Diferentes teorias abordam a sua origem germana, mourisca, patronímica ou paisagística.
Sem dúvida, uma interessante pesquisa que merece ser lida com mais atenção na revista "Dom Fafe" à venda na Casa da Cultura. Este estudo toponímico é, pois, uma das mais importantes manifestações da origem e da vida de um povo.
Resta referir que o jovem historiador fafense Daniel Bastos foi galardoado em 2005 com a sexta edição do prémio de História Local tendo por base o trabalho "As eleições presidenciais no Estado Autoritário Português. Processos e actores políticos: o exemplo de Fafe".
Estamos pois, perante a afirmação de um jovem historiador local, seguindo os passos de outros que teremos oportunidade de referir oportunamente e que muito contribuíram para o estudo do nosso concelho.

02 setembro 2006

Pompeu... de Fafe para o mundo!!


Orlando Pompeu, nascido em Cepães, no ano 1956 é o mais conceituado e famoso artista plástico do concelho. A sua formação artística, tanto a nível de desenho, pintura e escultura, passou por diversas etapas, tendo frequentado o Instituto Parramon em Barcelona, a Academia Alvarez no Porto e a cidade de Paris, onde pintou e estudou livremente. Realizou diversas exposições em Portugal e por todo o mundo, desde Espanha, Japão, França, EUA, etc, e está representado em varias colecções particulares e oficiais.
Tem 4 livros editados e um filme sobre a sua obra, realizado por Alvaro Queiroz. Em 1998 recebeu das mãos do actual Presidente da Câmara, a Medalha de Ouro de Mérito Concelhio. Ainda vive em Cepães, aldeia pela qual nutre especial carinho, patente nas suas variadas obras. Criador de um estilo pictórico muito pessoal, a sua "pintura luminosa" tem ganho adeptos por todo o mundo. Cidadão de Fafe, orgulhoso das suas origens que o fizeram evoluir como artista e como Homem, "Pompeu pratica, com tranquila e amável convicção, uma arte que dá gosto e gozo ver" (José Augusto França).

Para conheceres melhor a obra do autor, visita www.orlandopompeu.com