
Uma imagem vale mais que mil palavras...
(Imagem da Igreja de Aboim)


Paulo Felícia foi o vencedor da segunda prova do Campeonato Nacional de Enduro que se disputou em Fafe nos dias 14 e 15 de Fevereiro. Felipe Zanol e Gonçalo Reis foram segundo e terceiro, respectivamente.
O motociclista Hélder Rodrigues que participou recentemente no rali Dakar obteve o 5º lugar da geral.

Funciona em Fafe desde Dezembro o "circuito integrador de redes de Fafe", ou seja, os denominados transportes urbanos que vieram colmatar uma carência que existia no concelho. O circuito é diário e inicialmente previam-se 22 viagens por dia entre diversos pontos da cidade e mais duas viagens no Verão, uma delas para o parque aquático e outra para a barragem de Queimadela.


A ministra da Educação foi a Fafe participar numa cerimónia de entrega de diplomas do programa Novas Oportunidades. Estas cerimónias são, tal como as cerimónias de entrega do Magalhães, meras acções de propaganda do Governo. Só que por vezes a propaganda corre mal. Basta que um sindicato ou um partido político organize uma manifestação hostil para o efeito propagandístico funcionar ao contrário. Desta vez, em Fafe, a ministra da Educação deparou-se com uma manifestação hostil de estudantes. O carro ministerial apanhou com uma chuva de ovos. Fafe renovou a sua tradição de justiça popular.
Nas aulas de educação cívica, os alunos portugueses aprendem a condenar o racismo, a proteger o ambiente e a reciclar. Estou certo de que também lhes explicam a importância da alimentação saudável e de uma vida sexual descomplexada. Não sei se existe uma aula específica que condene o arremesso de ovos às outras pessoas, mas suponho que a ideia geral de que devemos respeitar os outros esteja implícita em muitas das matérias leccionadas. Com tanta educação, o que terá levado os alunos de Fafe a uma prática que contraria a teoria ensinada nas aulas de educação cívica? Bem, a educação pelo exemplo é muito mais eficaz do que a educação teórica. As manifestações de ódio, por vezes infantil, dos professores contra a "sinistra ministra" influenciaram muito mais os alunos do que as aulas de educação cívica.
A participação de menores nas lutas políticas dos adultos nada tem de inocente. Os menores são influenciáveis e voluntariosos, logo são manipuláveis. Os menores podem fazer aquilo que os adultos, por razões tácticas, não podem fazer. Por exemplo, atirar ovos ou fechar escolas a cadeado. Os mecanismos pelos quais a manipulação ocorre também são conhecidos. Os protestos dos alunos, que emergiram um pouco por todo o País esta semana, resultam da imitação do comportamento dos adultos, do incitamento implícito dado pelos professores e da manipulação intencional exercida pelas juventudes partidárias que infiltram as associações de estudantes.
In “Diário de Notícias” 15/11/2008
João Miranda, Investigador em Biotecnologia

