14 maio 2013

A Liberdade de Expressão é Importante?

No início do século XX, a propósito do projecto da revista A Águia, foi grande a controvérsia entre Teixeira Pascoaes e António Sérgio. O primeiro pretendia uma linha editorial ligada às raízes, ao saudosismo, o segundo propunha uma viragem para as ideias progressistas da Europa. Esta polémica ficou conhecida precisamente por ser isso mesmo, um momento de troca de galhardetes entre quem fazia da cultura o palco da sua existência. A tensão é, pois, um elemento fundamental da vida e, inerente a si, está a dialéctica argumentativa e, consequentemente, a liberdade de expressão.
 
Mas, a liberdade de expressão é assim tão importante?
 
Há boas razões para a liberdade de expressão: se omitirmos uma opinião verdadeira perdemos a oportunidade de mudar o erro pela verdade; se omitirmos uma opinião falsa, não conseguimos reafirmar, melhorar e reconsiderar as nossas opiniões verdadeiras. Acima de tudo, o facto de podermos estar errados é que dá força à democracia, caso contrário não seriam necessárias as eleições. 
 
As pessoas em geral não gostam disto, porque dá imenso trabalho intelectual. Mas, para mim e não só, é absolutamente essencial.
 
Em Fafe sempre houve pouco hábito de questionar o poder, a não ser com os habituais monossílabos e com as palavras mais que comuns. Em Fafe, desde que não seja relativamente à política, adoramos unanimismos porque facilmente nos deslumbramos com o argumento de autoridade. Independentemente da pertinência, importância ou justeza dos comentários, venham eles.
 
 
 António Daniel

13 maio 2013

Opinião: Das Jornadas Literárias


Diogo Vasconcelos
In Notícias de Fafe, 10/05/2013

11 maio 2013

Hospital de Fafe



Tudo o que se relacione com o Hospital de Fafe cheira-me a esturro. Com motivações facebookianas, o PSD local encetou uma cruzada pelo hospital de Fafe. Com «amigos» das mais variadas proveniências geográficas e políticas, o PSD, através dos seus responsáveis, «movimentou-se» no sentido de exercer as suas influências e competências para promoverem a ideia do Hospital de Fafe como legítimo integrante do SNS. O PS (melhor dizendo, José Ribeiro), sempre em silêncio, apresentando um médico para a presidência, mostrava que estava atento. Mais atento se mostrou, inclusive, quando se apresentou aberto a outras possibilidades de gestão. Uma boa forma de menorizar todas as iniciativas até agora do PSD e, até, de as infantilizar. Por isso se entende alguma irritação dos dirigentes do PSD e a aparente concordância da vereadora Fernanda Castro.

A ideia de gestão camarária

Embora considerando-a interessante, apesar de não ser original, não me parece galvanizante. Em primeiro lugar, porque os «arranjos» seriam mais que muitos, colocando à frente dos interesses da instituição «outros» interesses. Creio não ser necessário demonstrá-lo com exemplos. Em segundo lugar, a gestão hospitalar, creio, exige dinâmicas próprias e um conjunto de conhecimentos que não são simples de adquirir. E não vamos para analogias com as gestões escolares...

Actualmente tudo muda de forma muito rápida. De um governo de «excel» pode-se assistir a uma mudança para um governo «word». Mas não me parece muito plausível que relativamente ao Hospital de Fafe as coisas mudem de figura. Os próprios responsáveis fafenses sabem-no. A única solução seria criar um movimento nacional com todos os hospitais que alegadamente irão transitar do SNS. Não são desprezar as cidades em que isso acontecerá: Póvoa de Varzim, Barcelos, Anadia...

De qualquer forma, continuo a defender uma transferência do hospital do SNS para a Misericórdia. Sabendo a forma como os actores políticos e gestores funcionam, Guimarães sempre menorizará o hospital de Fafe. Faz parte da genética da concorrência entre terras minhotas a defesa do minifúndio. Com a entrega à Misericórdia, e desde que os direitos dos menos favorecidos estejam salvaguardados, é possível melhorar os serviços prestados.

O que realmente não vale é dizer o que José Ribeiro afirmou: «O Hospital de Fafe não fechará!» Isto são jogos de linguagem falaciosos. Como cidadão, exijo um pouco mais de cuidado com o que se afirma. 

António Daniel

06 maio 2013

Até Onde Pode Ir a Demagogia

A população da Lagoa apresentou um abaixo-assinado à Junta de Freguesia de Várzea Cova, no qual declarava expressamente pretender que o Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Várzea Cova, no seguimento e em cumprimento do que assumiu na “reunião pública” em que a população do lugar da Lagoa manifestou vontade de pertencer exclusivamente à Freguesia de Aboim, levasse o assunto a discussão na próxima Assembleia de Freguesia, propondo a aprovação de uma deliberação que permita cumprir a vontade expressa da população.
No passado dia 29 de Abril, a Assembleia de Freguesia de Várzea Cova reuniu para aprovar as contas de 2012 e o assunto da Lagoa foi discutido. Tendo acompanhado o processo desde a sua génese, fiz questão de estar presente.
Foi aprovada, por unanimidade, uma proposta que prevê a marcação de uma Assembleia de Freguesia extraordinária para debater a questão da Lagoa, para além de criar uma comissão, composta por 2 elementos da Junta e 2 elementos da Assembleia de Freguesia que, em conjunto com o Sr. Presidente da Câmara, Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, vão, junto da UTRAT (Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território – Comissão da Assembleia da República a quem compete gerir o processo da reorganização administrativa do território), procurar uma solução para o assunto.
Questionei o Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia sobre qual seria o objetivo da dita comissão, uma vez que a Junta de Freguesia já se tinha pronunciado favoravelmente sobre a alteração aos limites da freguesia que permitirão incluir toda a Lagoa na futura União de Freguesia de Aboim, Felgueiras, Gontim e Pedraído.
A resposta não foi esclarecedora e fico convencido que apenas pretende branquear a posição do Partido Socialista em todo este processo. Demagogicamente, ao criarem uma comissão integrando os Presidentes da Câmara e Assembleia Municipal, tentam “limpar a face” e “emendar a mão”.
Mas, nesta sessão da Assembleia de Freguesia, a demagogia não se ficou por aqui.
Todo o “estado maior” do PSD de Fafe esteve presente na reunião, em claro trabalho eleitoral. É estranho mas não deixa de ser legítimo. Mais difícil de entender é a posição que o candidato Dr. Eugénio Marinho defendeu na Assembleia: após as eleições, alterar a Lei, desanexando Várzea Cova de Moreira de Rei e juntando-a à União de Freguesias de Aboim, Felgueiras, Gontim e Pedraído.
Claro que esta hipótese resolveria o assunto da Lagoa, que ficaria a pertencer à mesma freguesia, mas alguém acredita que é possível? Como se pode prometer à população que se vai lutar para alterar uma Lei que tantos incómodos já causou? Que tão dificilmente passou na Assembleia da República. Uma Lei, diga-se, do Ministro Relvas, colega Social Democrata do Dr. Eugénio Marinho. Demagogia pura!
Havia um refrão de uma música que, salvo erro, dizia: Demagogia, “feita à maneira”, é como queijo, numa ratoeira.

Miguel Summavielle

02 maio 2013

Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe


Foi apresentada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a ideia da formalização da “Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe”.
O Presidente da Naturfafe, Vitor Moreira, considerou que “após alguns anos de de tentativas de promoção da vitela assada, de uma vez por todas se resolveu avançar, como um primeiro passo para a certificação”.
Recorde-se que a certificação é importante para a promoção deste prato tão caraterístico de Fafe e que é Sui generis na gastronomia portuguesa. A autarquia quer que a Vitela Assada à Moda de Fafe, faça parte de um roteiro turístico/gastronómico, que referencie o concelho a nível nacional e internacional.
Trata-se de um grande momento para a gastranomia fafense, pois pela primeira vez há uma unanimidade de critérios para que se avance com um projeto deste género que irá, posteriormente, lutar pela respetiva certificação.
Recorde-se que em 2000, o Município realizou o I Festival Gastronómico “Vitela Assada à Moda de Fafe” que teve como objetivo fixar o método e as técnicas de confeção do receituário “Vitela Assada à Moda de Fafe”, e com o apoio do júri, foram avaliados, quinze restaurantes participantes nos seguintes parâmetros: A apresentação do prato; a avaliação da carne; a confeção; o tempero; a estrutura do paladar; a textura do molho e a apresentação. Na perspetiva dos jurados verificaram-se traços comuns na confeção do prato, que permitiram identificar a factível matriz desse saber-fazer tradicional.
Do resultado deste festival, e devidamente autorizado por todos os proprietários dos restaurantes participantes, procedeu-se ao levantamento do receituário, matérias-primas usadas, técnicas e métodos adotados em cada estabelecimento, criando uma importante base de trabalho para a elaboração de um caderno de especificações, ferramenta indispensável na certificação do receituário “Vitela Assada à Moda de Fafe”.
Neste contexto foram convidados 10 dos restaurante participantes, para dar impulso a este projeto e que estiveram presentes no encontro.
Já em 2002, o Município colaborou com a Região de Turismo Verde Minho no levantamento do Receituário Tradicional de Doces, Carnes, Peixes, Petisco e outros na área da gastronomia, em todas as freguesias do Concelho de Fafe. Este trabalho permitiu editar a Carta Gastronómica do Baixo Minho, para salvaguarda do Património Gastronómico. Hoje, tendo como objetivo continuar os trabalhos já executados, apontando para a preservação e a promoção da cultura gastronómica fafense e minhota, surge o momento de criar e apresentar a confraria “Vitela Assada à Moda de Fafe” que visa a investigação, a defesa da autenticidade, o registo dos costumes e saberes ancestrais e a atribuição da sua devida qualificação e visibilidade.
O Presidente da Naturfafe, desafiou outros personalidades, proprietários de restaurantes, que ainda não estão presentes nesta comissão instaladora mas, que ainda podem integrar o grupo desde que contactem a comissão e aceitem serem avaliados por um juri quanto aos seguintes parâmetros: a apresentação do prato; a avaliação da carne; a confeção; o tempero; a estrutura do paladar e a textura do molho. É, ainda, indispensável uma autorização, por escrito, do proprietário, cedendo à comissão, o receituário, as matérias-primas, as técnicas e métodos adotados.
Foi formalmente apresentado o traje do Confrade ainda numa fase de finalização que é constituída por uma Capa de cor castanho e amarelo, que interpreta uma espécie de croça que os pastores de gado usavam para agasalho; O chapéu de cor castanho com aba larga e fita amarelo representa o chapéu ceifeiro dos entrançados de palha; A vara, com a tonalidade do pau de marmeleiro, representa o pau que os pastores usavam nos pastos para se equilibrarem e para “tocarem” o gado. Este varapau tem ainda outra simbologia, muito característica no Concelho, que é o instrumento habitual na prática do Tradicional Jogo do pau. O escapulário, em tom de bronze, é composto por uma pingadeira com as batatas e a vitela assada.
Presente da reunião, o Vereador da Cultura, Pompeu Martins, informou aos presentes que “o desafio efetuado, no prograna das Jornadas Literárias, à Naturfafe foi felizmente acatado, e irá permitir ao património gastronómico que é o prato “Vitela Assada à Moda de Fafe” ter a visibilidade merecida quer em termos culturais, quer pela sua pela diferenciação na qualidade”.

In www.correiodominho.pt

27 abril 2013

A Máquina Escura do PS Fafe Versus Paciente Fafense



No dia 24 de Abril, realizou-se o jantar de comemoração do “25 de Abril” no Multiusos.
A minha relatora refere que a logística este ano incluiu máquina de filmar, projecção de imagens, speaker, …
Ansiedade inicial do jantar, «o Antero Barbosa, vem? Ainda é militante e vereador socialista!!!»
Antero Barbosa apareceu. Sorrisos, abraços, alívio, ansiedade, mas também ranger de dentes.
Certamente que, se não viesse, toda a logística montada não serviria para nada, pois no meu entender a mesma estava ali, apenas, para registar, propagandear e filmar Antero Barbosa no cumprimento (abraço) ao Candidato do PS.
Mas, mais do que isso, sentaram Antero Barbosa ao lado do Candidato do PS, para no final, ao som da Grândola Vila Morena, serem embalados no tom da música, momento devidamente registado em imagens.
Desconheço as pressões, mas acredito terem sido muitas e a todos os níveis, uma vez que um amigo me disse nesse dia de manhã que Antero Barbosa não ia ao Jantar.
Percebo as razões, dado que ele ainda é militante, no entanto não vejo mal algum!!!
Mas a «máquina escura» e «viciada» regista estes momentos, projecta-os, esta é a forma rude, traiçoeira (a chamada esperteza saloia) e talvez a última ratoeira, que visa usar a bondade, a humildade, o bom senso e a paciência da pessoa em causa.
Essas imagens não serão inocentes, usadas e captadas em vão, é um velho truque! Servirão, certamente, para combater o desespero dos responsáveis socialistas que nos discursos alusivos ao 25 de Abril, disseram:
(Laurentino Dias)  - Perguntem-me se estou zangado.
Ninguém perguntou e ele disse:
 - Estou zangado!
(Raúl Cunha) - O bastonário da ordem dos médicos disse-me que meu presidente é um tipo decente.
(José Ribeiro) - Até agora, ainda não me zanguei, mas daqui para a frente quem não colaborar, vou – me zangar.
Isto num 25 de Abril!!!
Aplausos, que saudades deles, e nem o grito de força … PS… PS… PS, pouco correspondido, deu ânimo à festa, que em muito poupou a voz ao speaker.
Já que a festa foi frouxa, embora com bastantes pessoas, restará usar as imagens do paciente fafense, leia-se Antero Barbosa, captado pela «Máquina Escura», no abraço e na Grândola, para criar um ambiente de união. É um símbolo político e um velho truque de bastidores…
Mais uma vez, para não iludir os desiludidos, fica a imagem de Antero Barbosa, em discurso livre de 25 de Abril com os cravos vermelhos. As restantes imagens, a ver vamos de que forma instrumentalizada as mesmas serão usadas em mais um velho truque de bastidores. Para tal, não deixo de partilhar esta informação e aprovar o slogan, não meu, mas conhecido “UM POVO BEM INFORMADO JAMAIS SERÁ ENGANADO”
Antero Barbosa, quanto mais te batem, mais gostam e admiram a tua paciência e resistência.

Pedro Almeida

Nota: Paciente Fafense, recorda-me o filme Paciente Inglês, em que o actor depois de sofrer várias queimaduras, consegue narrar o seu amor correspondido, enquanto recebia os cuidados de uma enfermeira. A semelhança, neste caso, é que apesar de sofrer vários ataques e ratoeiras, continua a receber os carinhos, a gratidão das pessoas.

23 abril 2013

Rio Vizela: Da Nascente à Foz



Durante vários dias do final de 1990 e princípios do ano seguinte, um grupo de vizelenses constituído por Júlio César Ferreira, Vítor Couto, Armando Vaz, José Pedro Marques e Manuel Mendes Marques - percorreu os 40 kms de extensão do Rio Vizela desde a sua nascente (Fafe) até à foz (Caniços), munidos de máquinas fotográficas de rolos e de uma primitiva máquina de filmar.
O filme e as fotos foram exibidos em várias escolas dos concelhos (Fafe, Guimarães, Felgueiras, Vizela e Santo Tirso) por onde passa o rio Vizela e deram lugar a outras exposições. Hoje o percurso está algo diferente, até porque já conta com a barragem de Queimadela, em Fafe.
E porque a Internet só surgiu muito mais tarde, esta é a primeira vez que este filme entra na rede. Para ver com tempo!!

Fonte: www.digitaldevizela.com

19 abril 2013

IV Jornadas Literárias


IV JORNADAS LITERÁRIAS DE FAFE

19.04
15:00h - Espaço da bandeira - Praça 25 de Abril
21:30h - Espetáculo de abertura das Jornadas «Mala de cartão» - Pavilhão Multiusos
                                                                                             
20.04
15:00h - «Viagens na cidade» - Jardins, Casas apalaçadas...
21:30h - Espetáculo Musical «Nos sons da Terra e do Mar» - Teatro-Cinema
               
22.04
«A terra e o mar» - Comemoração da descoberta do Brasil: relembrar o acontecimento - Escolas e Museus
21:00h - Apresentação do Livro Rimando por cá de Joaquim Barbosa - Casa da Cultura de Fafe

23.04
Dia mundial do Livro - «Viagem à volta dos livros» - Escolas, Bibliotecas e Livrarias da Cidade
21:00h - Apresentação do livro «Originalidade, Tensão Dramática em José Régio (do texto à narrativa)»  de Maria Isabel Pinto Bastos – Biblioteca Municipal de Fafe

24.04
21:30h - «Diz-lhes Que Não Falarei Nem Que Me Matem» - TeatroCinema

25.04
«Sentir a Liberdade» – marcha da Liberdade - São Gens, Quinchães e Antime

26.04
18:00h - Inauguração de exposição das crianças «Fafe dos Brasileiros, um outro olhar» - Casa da Cultura
20:30h - Abertura da mostra «Viagens pela nossa terra» e Passeio Público - Centro da cidade
21:00h - «Achamento do Brasil» - Recriação histórica - Centro da cidade
21:30h - «Receção aos Brasileiros Torna-Viagem» - Baile de Época – Salão Nobre do Teatro-Cinema

27.04
11:00h - «Memórias da Vila» - Centro da cidade
11:00h - Passeio de Bicicletas Antigas - Ruas da Cidade
15:00h - Parque Temático de Jogos tradicionais - Arcada/Jardim do Calvário
19:00h - «Festa Fafense» - Centro da cidade
22:00h - «Com Fafe Ninguém Fanfe» - Recriação histórica - Centro da cidade

28.04
11:30h - Apresentação da Confraria da Vitela Assada à moda de Fafe - Restaurantes de Fafe
13:00h - «Memórias da Vila» - Centro da cidade
14:15h - Recriação histórica «1913: Os “novos” Paços do Concelho» - Centro da cidade
15:00h - Mostra etnográfica «A memória e a gente: o Património» - Centro da cidade
20:00h - «A minha terra é formosa…» - Centro da cidade (Hino de Fafe)

O programa completo e imagens podem ser vistos na página eletrónica: www.jornadasliterariasdefafe.com.

16 abril 2013

Artesanato Fafense Inspira Projetos


“Palea Mater” e “Palea Nostra” constituem os projetos que os Alunos de Design do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) desenvolveram, inspirados no artesanato da palha, em parceria com a Câmara Municipal de Fafe e com a Comunidade Intermunicipal do Ave.
Tendo como suporte material e premissa quer a cultura da palha de centeio e a sua importância para a cultura fafense e para a cultura minhota onde o Politécnico de Viana se insere, quer a forte tradição de criar projetos capazes de fomentar ligações e interações com o território, “Palea Mater” e Palea Nostra” pretendem qualificar este processo criativo, oferecendo uma outra valorização da sua realidade e também uma identidade renovada.
O resultado destes projetos, “Palea Mater”, de Design do Produto, e “Palea Nostra”, de Design de Ambientes, vão ser agora exibidos ao público, numa exposição que será inaugurada já na próxima semana, dia 19 de abril, em Fafe, no espaço do Cine Teatro, às 16h00.
Segundo Ermanno Aparo, Coordenador da Licenciatura em Design do Produto do IPVC e um dos Docentes orientadores do projeto, “esta exposição é uma ocasião para proporcionar contactos entre os "Decision Makers" locais e a criatividade projetual do IPVC, dando asas a alguns projetos e ao mesmo tempo demonstrando como a projetualidade do IPVC representa um agente incontornável para o desenvolvimento local”.
“Pretende-se demonstrar que o design pode estimular um processo ancestral, como a técnica da palha de Fafe, transformando-o e levando-o a assumir novas aparências, num processo sempre renovável e reivindicando a sua existência num novo quadro contextual” explica a propósito do “Palea Mater” Liliana Soares, Docente responsável pelo projeto protocolar “Palea Mater”. “Na segunda parte deste trabalho apresentamos os argumentos de que a técnica da palha de Fafe poderá alcançar uma nova existência, se for pensada em ligação quer com a Academia, quer com a realidade empresarial, atuando de acordo com as constrições do design atual”, acrescentou ainda.
“Como resultado, a exploração do conceito da palha nestes projetos orienta-se para a sua aplicação em quatro âmbitos temáticos, como para acessórios de moda, acessórios domésticos, no packaging para gastronomia e nos brinquedos para crianças” revela Helena Santos-Rodrigues, igualmente Docente orientadora do projeto.
Já o “Palea Nostra” foi desenvolvido com o intuito de “valorizar um produto do artesanato local, o Chapéu de Palha de Fafe, através de um registo monográfico dessa realidade, com antecedentes na tradição material dessa comunidade”, explica José da Cruz Lopes, Coordenador da Licenciatura em Design de Ambientes do Politécnico de Viana, a propósito do projeto desenvolvido pelos alunos de Design de Ambientes, no âmbito da Unidade Curricular “Material Vegetal”.
Assim, o curso, exibirá uma “exposição dos painéis temáticos realizados pelos alunos de Design de Ambientes”, refere o Docente, “documentos esses que exprimem uma síntese e amostra de dados face ao universo identitário das conhecidas «chapeleiras de Fafe», sujeitos ativos da sua paisagem cultural”, salienta José da Cruz Lopes.
Serão cinco as temáticas propostas e apresentadas na inauguração da exposição avança o Docente, ”o território e a paisagem (interpretação da extensão dos campos de cultivo do cereal no quadro da paisagem como suporte de recursos biofísicos); o centeio (a planta do centeio e o seu ciclo cultural); a palha (caraterísticas da palha de centeio; processo tradicional de fenação; a tradição e a cultura (levantamento das tradições associadas à cultura do centeio); questões sociais atuais (a realidade social da (e)migração e o quadro de vida económico do artesão de hoje).”
A metodologia utilizada incluiu visitas ao local e entrevistas a agentes locais, registo fotográfico e pesquisa bibliográfica/documental. Os resultados produzidos pelos grupos de trabalho serão agora apresentados em formato poster, incluindo conteúdos iconográficos e de ordem (carto)gráfica.
No final, este projeto académico e temático será metodologicamente materializado por um estudo-caso e em versão de monografia local.

In www.cienciapt.net

09 abril 2013

A verdade é leve como a brisa que a transporta!



Eugénio Marinho insurgiu-se há dias no seu facebook contra “o falso progenitor” das jornadas literárias e passo a citar: “colaram-se às jornadas literárias, os incompetentes da Câmara e agora querem fazer delas um "filho que nunca geraram". A resposta não se fez tardar, veiculada pela mesma via e pelo “suspeito” do costume, aquele que de há muito se ideava dono da “cultura”, dono da história local e outras tantas vezes dono da verdade!
Sem grande estranheza, a resposta veio no estilo que já lhe conhecemos, aparatoso e rutilante, mas que lá no fundo transparecia um “bramido de revolta”, de um homem de orgulho ferido, talvez por tão grande feito não ter partido da sua criação…
E todos se confundiram, os redatores, os insurgentes e de certo modo até os fafenses! Escreveu-se muito e disse-se tão pouco! A verdade quase ficou ofuscada no meio da poeira que se criou…
Mas a verdade, essa, é leve como a brisa que a transporta e o verdadeiro “pai” (leia-se Carlos Afonso) repôs no seu blog a verdade, num tom agradável e apaziguador, dividiu a conceção que todos sabemos ter sido sua, com todos os fafenses, num gesto sensato e humilde de quem age desinteressado.
Concluo, afirmando que o Município de Fafe será por certo um parceiro importante, como tantos outros, mas parceiro jamais será progenitor!
«Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.»

Miguel Correia

06 abril 2013

Para o Ano Há Mais

O regresso do Rally de Portugal a Fafe nos próximos anos é quase uma certeza !!

Foto: www.autosport.sapo.pt

05 abril 2013

Todos os Caminhos Vão Dar a Fafe


Realiza-se amanhã a segunda edição do WRC Fafe Rali Sprint, um evento que a exemplo do ano passado se espera que reúna largas dezenas de milhares de espectadores. Por isso, e dado que Fafe é por um dia a capital mundial dos ralis, há que saber lá chegar em segurança.
A primeira nota vai para o facto da auto estrada A7 ter passado a ser a melhor alternativa para chegar a Fafe, já que o mau tempo que se fez sentir na passada terça-feira na região Norte do País, em particular na zona de Guimarães, provocou vários danos, entre eles uma derrocada de dimensões significativas que cortou as quatro faixas do IC5 que é, em conjunto com a EN 206, a principal a estrada que faz a ligação entre Guimarães e Fafe, palco do WRC Fafe Rally Sprint.
Para contornar os constrangimentos de acessos provocados pelo aluimento de terras, a Câmara Municipal de Fafe e o Automóvel Club de Portugal sugerem a todos aqueles que venham da faixa litoral com destino ao troço Fafe/Lameirinha para assistirem à segunda edição do WRC Fafe Rally Sprint, que o façam utilizando a auto-estrada A7 até à saída de Fafe.
Para quem não pode deslocar-se à zona da Lameirinha, ficam aqui os horários das transmissões televisivas asseguradas pela RTP 2:
Assim, a primeira passagem estará no ar entre as 14h30 e as 15h10, a segunda entre as 15h45 e as 16h30 e a derradeira passagem tem início previsto para as 16h50 e fim marcado para as 17h35.

Fonte: www.autosport.sapo.pt

03 abril 2013

A Foto do Dia


Fonte: Jornal Público

02 abril 2013

Ensaio sobre a obra Ficar de Pompeu Miguel Martins


Sabem qual é a pior coisa que se pode dizer a alguém que escreve um livro? É dizer que escreve bem. Se aqui escrevesse que Pompeu escreve bem estaria a ser muito injusto. Quando se escreve um livro deve ter-se a pretensão de ir mais além. Escrever bem refere-se a estes textos que vamos publicando aqui no blogue. Um livro para ser editado tem de fugir deste estereótipo. Pompeu vai além disso!

Tive o gosto de comprar Ficar aquando da sua apresentação em Lisboa. Mais gosto tive depois de o ler. Estamos perante uma obra prima? Claro que não! As obras Primas são escritas aos noventa anos, caso se consiga lá chegar. Mas é um excelente livro.

Para já, uma característica técnica que facilmente se constata é a presença contínua da poesia na própria prosa. Cada frase esgota-se. Cada uma é um verso, cada palavra é sentida. E só no fim se dá a síntese. O livro ganha, assim, contornos muito próprios: o prazer associado a cada palavra.

O título parece guiar-nos para a essência da obra, mas não a sugere totalmente. É estabelecido antes disso um jogo de ir e voltar. O verbo «ficar», para Pompeu, é muito mais do que «ser». Embora o «ser», pela sua própria essência, se apresente num perpétuo movimento, o «ficar» é o desenlace desse movimento, é a causa final, a causa eficiente, por isso tem todo o sentido dizer «Tudo o que é vivo vive para ficar» (p.101). Uma espécie de «motor imóvel» que justifica a existência. Quase que apetece dizer que tudo tende para o seu lugar natural. Aqui reside o segredo existencial.

Efectivamente, Ficar é um tratado existencialista, não aquele que é comum conotar-se com o existencialismo ateu ou mesmo com o cristão. Pompeu surpreendeu-me. Estava à espera disso, de uma saída transcendente porque a presença teológica parece, aqui e ali, à espreita. Mas acaba por revelar, o que é arrepiante, que «vive-se com, Vive-se para. Vive-se porque» (p.101). A vida esgota-se nela mesma e o seu sentir corresponde à noção de que «Há momentos em que tudo é muito claro por ser genuíno. Por chegar na hora certa, por ser como deve ser sem imposições.» (p.88)
Quando descobrir a hora certa?

A hora certa é dada pelo tempo. Porém exige-se que se parta, não para qualquer lugar, mas para algo que nos sugira uma fuga, ali onde a fronteira do desconhecido se oculta e transparece. Istambul! Lá ganha-se forças perante o erotismo da vida, no que se quer mostrar ocultando-se. O prazer de viver advém disso mesmo porque «há um certo erotismo [...] nesse sentimento de fuga para fazer nascer o desejo de regressar com espanto e uma vontade muito maiores do que o que tínhamos assim que partimos. (pág. 10). O climax desse erotismo é alcançado quando há uma sincronização espacio-temporal, quando se dá a cisão entre espaço e tempo, quando o tempo alcança o seu lugar e quando o lugar é alcançado pelo tempo. Tal só é possível se vivermos intensamente a ingenuidade da criança, o voluntarismo do jovem e a sensatez do adulto. Mas é na velhice, através da constatação de que «o amor é o direito ao exílio que todos os seres viventes deveriam possuir» (pág.19), que sabemos tudo isso. Daí resulta a sábia ideia de que os «velhos são garantias». É o reencontro com o Largo, esse Largo de todos nós, fafenses.

António Daniel

30 março 2013

Os (para já) Candidatos à Junta

http://jornaldefafe.blogspot.pt/2013/03/psd-pedro-goncalves-e-candidato-junta.html
https://www.facebook.com/albinogcosta


http://3.bp.blogspot.com/_f91BcxLsbpc/TJhGiHX4ecI/AAAAAAAAAPQ/PO3YMR1dXNY/s1600/IMG00281-20100919-1115.jpg

Num comentário sobre o texto que publicámos acerca da apresentação da candidatura de Eugénio Marinho, são sugeridos alguns nomes para candidatos à presidência da Junta pelas diversas forças políticas. Sem surgir qualquer indicação sobre os candidatos do CDS ou da CDU, Pedro Gonçalves pelo PSD, Albino Costa pelo PS e  Miguel Summavielle pelos Independentes, são os nomes que se prefiguram. Se Pedro Gonçalves e Albino Costa são praticamente dados adquiridos, já Miguel Summavielle não passa de mera suposição. 
Conheço Pedro Gonçalves, embora de há mais de 15 anos não privar com ele. Contudo, durante o final da nossa adolescência (anos oitenta), fomos cúmplices num conjunto de realizações. O Pedro é uma pessoa vitalista, motiva quem o rodeia. Apesar de possuir os seus defeitos, não os esconde, o que só abona em seu favor.  É uma boa aposta do partido porque é popular na cidade. possivelmente não será uma boa aposta pessoal em virtude do facto de ter sido candidato presidencial. Denota-se aqui uma aparente fragilidade! Não conheço nenhum caso em que um candidato a Presidente da Câmara se torna posteriormente candidato a Presidente a Junta. Aos olhos populares pode significar falta de ambição. Mas só aos olhos populares! Quem o conhece não se surpreende com tal desiderato, porque, como alguém me dizia, o Pedro é assim...
Com Albino Costa partilhei os bancos da escola, creio que no ensino unificado. Desde aí, e sempre que trocámos impressões, sempre o vi como uma pessoa criteriosa, meticulosa e empreendedora e, acima de tudo, culta. Muito racional nas suas opções, o Albino sempre se apresentou num tom equilibrado e dialogante. Não sei até que ponto terá um alto índice de popularidade junto da população de Fafe.
Quem menos conheço é Miguel Summavielle, contudo parece-me ser, dos três, o mais distante.   Pelas características pessoais, é aquele que menos predisposto estará para a proximidade «física» com as pessoas. Porém, reconheço-lhe postura democrática, ao fazer valer as suas ideias, quer aqui no blog, quer noutras plataformas, e postura ética na forma sempre correcta como discorda.
Um aspecto importante parece transparecer destes três candidatos: é uma nova geração, actualmente nos «quarentas», uma geração com novas linguagens, novos conceitos, novas concepções acerca da «polis». São, à sua maneira, pessoas mais cosmopolitas que a geração anterior. Pode isto significar uma ruptura com a realidade precedente? Pode acima de tudo significar mudança e isso, só por si, já é óptimo. 

António Daniel

26 março 2013

Aldeia do Pontido: Um Exemplo a Seguir


A aldeia de Quintandona (Penafiel) e a aldeia de Pontido (Fafe) são “dois exemplos” de como se deve preservar o espaço rural, defende a coordenadora da Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM), Teresa Pouzada. A estrutura promoveu uma visita precisamente aquelas duas aldeias típicas do Norte de Portugal, contactando “projectos emblemáticos” e boas práticas que podem ser aplicadas na freguesia de Ul (Oliveira de Azeméis), classificada como Aldeia de Portugal.“Estas aldeias têm correspondência ao potencial que apresenta Ul, pela dinâmica associativa ligada à intervenção do património edificado – no caso de Quintandona – e pela conversão em empreendimento turístico de sucesso, associado às pequenas infra-estruturas turísticas ao longo do rio, em Pontido”, explica Teresa Pouzada.A aldeia de Quintandona – localizada na freguesia de Lagares – apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento turístico, efeito da implementação de um plano de intervenção que a preservou, apoiado pelo quadro comunitário anterior. Hoje, destaca-se pela sua dinâmica cultural, sendo organizados espectáculos semanais e um grande evento anual (“A Festa do Caldo”), que atrai milhares de forasteiros.A aldeia de Pontido, distribuída pelas margens do rio Vizela, esteve quase desabitada e beneficiou de um processo de reconstrução, seguido com todo o respeito pela traça original e pelos materiais tradicionalmente utilizados nas aldeias rurais do Minho. Ali se ergueu um empreendimento turístico, onde para além de alojamento, tem um restaurante, centro interpretativo, moinhos e museu, resultante apenas de investimento privado.O presidente da Junta de Freguesia de Ul, Hugo Pereira, que ambiciona tornar a sua localidade “ainda mais atractiva”, liderou a delegação de Ul que visitou as duas aldeias. “Estas iniciativas são, sem dúvida, muito importantes para conhecermos a realidade de casos de sucesso, surgindo até como inspiração para os diferentes projectos que temos para a nossa terra”, salienta.“Queremos sensibilizar as pessoas a estarem disponíveis para colaborar nos nossos projectos. A envolvência tem sido fantástica e todos juntos vamos surpreender no futuro”, acrescenta.A visita a Penafiel e Fafe tratou-se de uma iniciativa enquadrada no plano de dinamização da Aldeia de Ul dinamizado pela ADRITEM, que está  a ser gizado em conjunto com o município, a junta de freguesia e as diferentes colectividades.
In www.metronews.com.pt

21 março 2013

Considerações sobre a apresentação da candidatura de Eugénio Marinho



            
Aquilo que aqui direi baseia-se nos vídeos postados pela organização da candidatura. Portanto, não tive acesso a todo o ambiente nem à totalidade das intervenções (tinha especial curiosidade em ouvir Paula Costa - uma surpresa, pelo menos para mim).
Em primeiro lugar, a musicalidade muito apropriada a um ambiente de epopeia, fazendo lembrar as entradas apoteóticas de Sócrates nos congressos do PS ao som de Vangelis. Não fossem os tijolos do tecto do palco e a coisa funcionaria melhor.
Luís Marques Mendes: Apreciei o seu discurso, possivelmente combinado. Teve da sua parte o carácter emotivo e fê-lo bem. Sublinhou a identidade local, aspecto fundamental que deve ser levado em consideração. Uma grande deixa para Marinho desde que a aproveite bem. É aqui que tenho as minhas dúvidas.
Eugénio Marinho: Não foi um discurso mau, apresentou algumas ideias que nós aqui, corajosamente, temos vindo a denunciar, nomeadamente a confusão existente entre o partido e a Câmara. É um bom assunto, mas perigoso, porque promove uma divisão. Marinho podia ter colocado esta ideia na voz de outro e apresentar-se como um líder, acima desses problemas. Tenho dúvidas se o conseguirá, porque funciona de uma forma emocional. A ser verdade o que aqui foi noticiado, então é que a coisa piora. Marinho sabe que só poderá vencer se conseguir votos de pessoas que Luís Marques Mendes gosta. Pessoas críticas, não dependentes de partidos e não feridos pela cegueira partidária (os indefectíveis PSDs votam em qualquer um). Não é só a juventude, até porque poucos votarão. Essas pessoas votaram nas últimas eleições nos chamados «Independentes por Fafe». Se o PSD atacar «os Independentes» da forma como fez, adjectivando-os de «meninos mimados», não conseguirá o seu desiderato. Irá cultivar ressentimentos e vinganças na medida em que menoriza os seus (dos «independentes») eleitores. Não sei porquê, mas cheira-me a esturro. Estará o PSD aborrecido com «os independentes»? Se assim for, a situação sugere ter havido alguma tentativa de aproximação. Ou não houve? Nas próximas décadas não haverá as mesmas oportunidades…

António Daniel

Street Workout



Street workout é um movimento em crescimento a nível global e que se baseia no desenvolvimento de exercícios utilizando equipamentos instalados no espaço público.
Com um projeto específico para a prática dos exercícios de “pull up”, o Município de Fafe instalou o primeiro parque de street workout no Parque de Porto Seguro, acolhendo este parque o primeiro equipamento a nível nacional.
O entusiasmo dos amantes deste modelo de treino muscular é já perceptível nas redes sociais, esperando o Município que este seja mais um motivo para a atratividade do Parque de Porto Seguro. 

Fonte: C.M. Fafe