19 abril 2013

IV Jornadas Literárias


IV JORNADAS LITERÁRIAS DE FAFE

19.04
15:00h - Espaço da bandeira - Praça 25 de Abril
21:30h - Espetáculo de abertura das Jornadas «Mala de cartão» - Pavilhão Multiusos
                                                                                             
20.04
15:00h - «Viagens na cidade» - Jardins, Casas apalaçadas...
21:30h - Espetáculo Musical «Nos sons da Terra e do Mar» - Teatro-Cinema
               
22.04
«A terra e o mar» - Comemoração da descoberta do Brasil: relembrar o acontecimento - Escolas e Museus
21:00h - Apresentação do Livro Rimando por cá de Joaquim Barbosa - Casa da Cultura de Fafe

23.04
Dia mundial do Livro - «Viagem à volta dos livros» - Escolas, Bibliotecas e Livrarias da Cidade
21:00h - Apresentação do livro «Originalidade, Tensão Dramática em José Régio (do texto à narrativa)»  de Maria Isabel Pinto Bastos – Biblioteca Municipal de Fafe

24.04
21:30h - «Diz-lhes Que Não Falarei Nem Que Me Matem» - TeatroCinema

25.04
«Sentir a Liberdade» – marcha da Liberdade - São Gens, Quinchães e Antime

26.04
18:00h - Inauguração de exposição das crianças «Fafe dos Brasileiros, um outro olhar» - Casa da Cultura
20:30h - Abertura da mostra «Viagens pela nossa terra» e Passeio Público - Centro da cidade
21:00h - «Achamento do Brasil» - Recriação histórica - Centro da cidade
21:30h - «Receção aos Brasileiros Torna-Viagem» - Baile de Época – Salão Nobre do Teatro-Cinema

27.04
11:00h - «Memórias da Vila» - Centro da cidade
11:00h - Passeio de Bicicletas Antigas - Ruas da Cidade
15:00h - Parque Temático de Jogos tradicionais - Arcada/Jardim do Calvário
19:00h - «Festa Fafense» - Centro da cidade
22:00h - «Com Fafe Ninguém Fanfe» - Recriação histórica - Centro da cidade

28.04
11:30h - Apresentação da Confraria da Vitela Assada à moda de Fafe - Restaurantes de Fafe
13:00h - «Memórias da Vila» - Centro da cidade
14:15h - Recriação histórica «1913: Os “novos” Paços do Concelho» - Centro da cidade
15:00h - Mostra etnográfica «A memória e a gente: o Património» - Centro da cidade
20:00h - «A minha terra é formosa…» - Centro da cidade (Hino de Fafe)

O programa completo e imagens podem ser vistos na página eletrónica: www.jornadasliterariasdefafe.com.

16 abril 2013

Artesanato Fafense Inspira Projetos


“Palea Mater” e “Palea Nostra” constituem os projetos que os Alunos de Design do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) desenvolveram, inspirados no artesanato da palha, em parceria com a Câmara Municipal de Fafe e com a Comunidade Intermunicipal do Ave.
Tendo como suporte material e premissa quer a cultura da palha de centeio e a sua importância para a cultura fafense e para a cultura minhota onde o Politécnico de Viana se insere, quer a forte tradição de criar projetos capazes de fomentar ligações e interações com o território, “Palea Mater” e Palea Nostra” pretendem qualificar este processo criativo, oferecendo uma outra valorização da sua realidade e também uma identidade renovada.
O resultado destes projetos, “Palea Mater”, de Design do Produto, e “Palea Nostra”, de Design de Ambientes, vão ser agora exibidos ao público, numa exposição que será inaugurada já na próxima semana, dia 19 de abril, em Fafe, no espaço do Cine Teatro, às 16h00.
Segundo Ermanno Aparo, Coordenador da Licenciatura em Design do Produto do IPVC e um dos Docentes orientadores do projeto, “esta exposição é uma ocasião para proporcionar contactos entre os "Decision Makers" locais e a criatividade projetual do IPVC, dando asas a alguns projetos e ao mesmo tempo demonstrando como a projetualidade do IPVC representa um agente incontornável para o desenvolvimento local”.
“Pretende-se demonstrar que o design pode estimular um processo ancestral, como a técnica da palha de Fafe, transformando-o e levando-o a assumir novas aparências, num processo sempre renovável e reivindicando a sua existência num novo quadro contextual” explica a propósito do “Palea Mater” Liliana Soares, Docente responsável pelo projeto protocolar “Palea Mater”. “Na segunda parte deste trabalho apresentamos os argumentos de que a técnica da palha de Fafe poderá alcançar uma nova existência, se for pensada em ligação quer com a Academia, quer com a realidade empresarial, atuando de acordo com as constrições do design atual”, acrescentou ainda.
“Como resultado, a exploração do conceito da palha nestes projetos orienta-se para a sua aplicação em quatro âmbitos temáticos, como para acessórios de moda, acessórios domésticos, no packaging para gastronomia e nos brinquedos para crianças” revela Helena Santos-Rodrigues, igualmente Docente orientadora do projeto.
Já o “Palea Nostra” foi desenvolvido com o intuito de “valorizar um produto do artesanato local, o Chapéu de Palha de Fafe, através de um registo monográfico dessa realidade, com antecedentes na tradição material dessa comunidade”, explica José da Cruz Lopes, Coordenador da Licenciatura em Design de Ambientes do Politécnico de Viana, a propósito do projeto desenvolvido pelos alunos de Design de Ambientes, no âmbito da Unidade Curricular “Material Vegetal”.
Assim, o curso, exibirá uma “exposição dos painéis temáticos realizados pelos alunos de Design de Ambientes”, refere o Docente, “documentos esses que exprimem uma síntese e amostra de dados face ao universo identitário das conhecidas «chapeleiras de Fafe», sujeitos ativos da sua paisagem cultural”, salienta José da Cruz Lopes.
Serão cinco as temáticas propostas e apresentadas na inauguração da exposição avança o Docente, ”o território e a paisagem (interpretação da extensão dos campos de cultivo do cereal no quadro da paisagem como suporte de recursos biofísicos); o centeio (a planta do centeio e o seu ciclo cultural); a palha (caraterísticas da palha de centeio; processo tradicional de fenação; a tradição e a cultura (levantamento das tradições associadas à cultura do centeio); questões sociais atuais (a realidade social da (e)migração e o quadro de vida económico do artesão de hoje).”
A metodologia utilizada incluiu visitas ao local e entrevistas a agentes locais, registo fotográfico e pesquisa bibliográfica/documental. Os resultados produzidos pelos grupos de trabalho serão agora apresentados em formato poster, incluindo conteúdos iconográficos e de ordem (carto)gráfica.
No final, este projeto académico e temático será metodologicamente materializado por um estudo-caso e em versão de monografia local.

In www.cienciapt.net

09 abril 2013

A verdade é leve como a brisa que a transporta!



Eugénio Marinho insurgiu-se há dias no seu facebook contra “o falso progenitor” das jornadas literárias e passo a citar: “colaram-se às jornadas literárias, os incompetentes da Câmara e agora querem fazer delas um "filho que nunca geraram". A resposta não se fez tardar, veiculada pela mesma via e pelo “suspeito” do costume, aquele que de há muito se ideava dono da “cultura”, dono da história local e outras tantas vezes dono da verdade!
Sem grande estranheza, a resposta veio no estilo que já lhe conhecemos, aparatoso e rutilante, mas que lá no fundo transparecia um “bramido de revolta”, de um homem de orgulho ferido, talvez por tão grande feito não ter partido da sua criação…
E todos se confundiram, os redatores, os insurgentes e de certo modo até os fafenses! Escreveu-se muito e disse-se tão pouco! A verdade quase ficou ofuscada no meio da poeira que se criou…
Mas a verdade, essa, é leve como a brisa que a transporta e o verdadeiro “pai” (leia-se Carlos Afonso) repôs no seu blog a verdade, num tom agradável e apaziguador, dividiu a conceção que todos sabemos ter sido sua, com todos os fafenses, num gesto sensato e humilde de quem age desinteressado.
Concluo, afirmando que o Município de Fafe será por certo um parceiro importante, como tantos outros, mas parceiro jamais será progenitor!
«Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.»

Miguel Correia

06 abril 2013

Para o Ano Há Mais

O regresso do Rally de Portugal a Fafe nos próximos anos é quase uma certeza !!

Foto: www.autosport.sapo.pt

05 abril 2013

Todos os Caminhos Vão Dar a Fafe


Realiza-se amanhã a segunda edição do WRC Fafe Rali Sprint, um evento que a exemplo do ano passado se espera que reúna largas dezenas de milhares de espectadores. Por isso, e dado que Fafe é por um dia a capital mundial dos ralis, há que saber lá chegar em segurança.
A primeira nota vai para o facto da auto estrada A7 ter passado a ser a melhor alternativa para chegar a Fafe, já que o mau tempo que se fez sentir na passada terça-feira na região Norte do País, em particular na zona de Guimarães, provocou vários danos, entre eles uma derrocada de dimensões significativas que cortou as quatro faixas do IC5 que é, em conjunto com a EN 206, a principal a estrada que faz a ligação entre Guimarães e Fafe, palco do WRC Fafe Rally Sprint.
Para contornar os constrangimentos de acessos provocados pelo aluimento de terras, a Câmara Municipal de Fafe e o Automóvel Club de Portugal sugerem a todos aqueles que venham da faixa litoral com destino ao troço Fafe/Lameirinha para assistirem à segunda edição do WRC Fafe Rally Sprint, que o façam utilizando a auto-estrada A7 até à saída de Fafe.
Para quem não pode deslocar-se à zona da Lameirinha, ficam aqui os horários das transmissões televisivas asseguradas pela RTP 2:
Assim, a primeira passagem estará no ar entre as 14h30 e as 15h10, a segunda entre as 15h45 e as 16h30 e a derradeira passagem tem início previsto para as 16h50 e fim marcado para as 17h35.

Fonte: www.autosport.sapo.pt

03 abril 2013

A Foto do Dia


Fonte: Jornal Público

02 abril 2013

Ensaio sobre a obra Ficar de Pompeu Miguel Martins


Sabem qual é a pior coisa que se pode dizer a alguém que escreve um livro? É dizer que escreve bem. Se aqui escrevesse que Pompeu escreve bem estaria a ser muito injusto. Quando se escreve um livro deve ter-se a pretensão de ir mais além. Escrever bem refere-se a estes textos que vamos publicando aqui no blogue. Um livro para ser editado tem de fugir deste estereótipo. Pompeu vai além disso!

Tive o gosto de comprar Ficar aquando da sua apresentação em Lisboa. Mais gosto tive depois de o ler. Estamos perante uma obra prima? Claro que não! As obras Primas são escritas aos noventa anos, caso se consiga lá chegar. Mas é um excelente livro.

Para já, uma característica técnica que facilmente se constata é a presença contínua da poesia na própria prosa. Cada frase esgota-se. Cada uma é um verso, cada palavra é sentida. E só no fim se dá a síntese. O livro ganha, assim, contornos muito próprios: o prazer associado a cada palavra.

O título parece guiar-nos para a essência da obra, mas não a sugere totalmente. É estabelecido antes disso um jogo de ir e voltar. O verbo «ficar», para Pompeu, é muito mais do que «ser». Embora o «ser», pela sua própria essência, se apresente num perpétuo movimento, o «ficar» é o desenlace desse movimento, é a causa final, a causa eficiente, por isso tem todo o sentido dizer «Tudo o que é vivo vive para ficar» (p.101). Uma espécie de «motor imóvel» que justifica a existência. Quase que apetece dizer que tudo tende para o seu lugar natural. Aqui reside o segredo existencial.

Efectivamente, Ficar é um tratado existencialista, não aquele que é comum conotar-se com o existencialismo ateu ou mesmo com o cristão. Pompeu surpreendeu-me. Estava à espera disso, de uma saída transcendente porque a presença teológica parece, aqui e ali, à espreita. Mas acaba por revelar, o que é arrepiante, que «vive-se com, Vive-se para. Vive-se porque» (p.101). A vida esgota-se nela mesma e o seu sentir corresponde à noção de que «Há momentos em que tudo é muito claro por ser genuíno. Por chegar na hora certa, por ser como deve ser sem imposições.» (p.88)
Quando descobrir a hora certa?

A hora certa é dada pelo tempo. Porém exige-se que se parta, não para qualquer lugar, mas para algo que nos sugira uma fuga, ali onde a fronteira do desconhecido se oculta e transparece. Istambul! Lá ganha-se forças perante o erotismo da vida, no que se quer mostrar ocultando-se. O prazer de viver advém disso mesmo porque «há um certo erotismo [...] nesse sentimento de fuga para fazer nascer o desejo de regressar com espanto e uma vontade muito maiores do que o que tínhamos assim que partimos. (pág. 10). O climax desse erotismo é alcançado quando há uma sincronização espacio-temporal, quando se dá a cisão entre espaço e tempo, quando o tempo alcança o seu lugar e quando o lugar é alcançado pelo tempo. Tal só é possível se vivermos intensamente a ingenuidade da criança, o voluntarismo do jovem e a sensatez do adulto. Mas é na velhice, através da constatação de que «o amor é o direito ao exílio que todos os seres viventes deveriam possuir» (pág.19), que sabemos tudo isso. Daí resulta a sábia ideia de que os «velhos são garantias». É o reencontro com o Largo, esse Largo de todos nós, fafenses.

António Daniel

30 março 2013

Os (para já) Candidatos à Junta

http://jornaldefafe.blogspot.pt/2013/03/psd-pedro-goncalves-e-candidato-junta.html
https://www.facebook.com/albinogcosta


http://3.bp.blogspot.com/_f91BcxLsbpc/TJhGiHX4ecI/AAAAAAAAAPQ/PO3YMR1dXNY/s1600/IMG00281-20100919-1115.jpg

Num comentário sobre o texto que publicámos acerca da apresentação da candidatura de Eugénio Marinho, são sugeridos alguns nomes para candidatos à presidência da Junta pelas diversas forças políticas. Sem surgir qualquer indicação sobre os candidatos do CDS ou da CDU, Pedro Gonçalves pelo PSD, Albino Costa pelo PS e  Miguel Summavielle pelos Independentes, são os nomes que se prefiguram. Se Pedro Gonçalves e Albino Costa são praticamente dados adquiridos, já Miguel Summavielle não passa de mera suposição. 
Conheço Pedro Gonçalves, embora de há mais de 15 anos não privar com ele. Contudo, durante o final da nossa adolescência (anos oitenta), fomos cúmplices num conjunto de realizações. O Pedro é uma pessoa vitalista, motiva quem o rodeia. Apesar de possuir os seus defeitos, não os esconde, o que só abona em seu favor.  É uma boa aposta do partido porque é popular na cidade. possivelmente não será uma boa aposta pessoal em virtude do facto de ter sido candidato presidencial. Denota-se aqui uma aparente fragilidade! Não conheço nenhum caso em que um candidato a Presidente da Câmara se torna posteriormente candidato a Presidente a Junta. Aos olhos populares pode significar falta de ambição. Mas só aos olhos populares! Quem o conhece não se surpreende com tal desiderato, porque, como alguém me dizia, o Pedro é assim...
Com Albino Costa partilhei os bancos da escola, creio que no ensino unificado. Desde aí, e sempre que trocámos impressões, sempre o vi como uma pessoa criteriosa, meticulosa e empreendedora e, acima de tudo, culta. Muito racional nas suas opções, o Albino sempre se apresentou num tom equilibrado e dialogante. Não sei até que ponto terá um alto índice de popularidade junto da população de Fafe.
Quem menos conheço é Miguel Summavielle, contudo parece-me ser, dos três, o mais distante.   Pelas características pessoais, é aquele que menos predisposto estará para a proximidade «física» com as pessoas. Porém, reconheço-lhe postura democrática, ao fazer valer as suas ideias, quer aqui no blog, quer noutras plataformas, e postura ética na forma sempre correcta como discorda.
Um aspecto importante parece transparecer destes três candidatos: é uma nova geração, actualmente nos «quarentas», uma geração com novas linguagens, novos conceitos, novas concepções acerca da «polis». São, à sua maneira, pessoas mais cosmopolitas que a geração anterior. Pode isto significar uma ruptura com a realidade precedente? Pode acima de tudo significar mudança e isso, só por si, já é óptimo. 

António Daniel

26 março 2013

Aldeia do Pontido: Um Exemplo a Seguir


A aldeia de Quintandona (Penafiel) e a aldeia de Pontido (Fafe) são “dois exemplos” de como se deve preservar o espaço rural, defende a coordenadora da Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM), Teresa Pouzada. A estrutura promoveu uma visita precisamente aquelas duas aldeias típicas do Norte de Portugal, contactando “projectos emblemáticos” e boas práticas que podem ser aplicadas na freguesia de Ul (Oliveira de Azeméis), classificada como Aldeia de Portugal.“Estas aldeias têm correspondência ao potencial que apresenta Ul, pela dinâmica associativa ligada à intervenção do património edificado – no caso de Quintandona – e pela conversão em empreendimento turístico de sucesso, associado às pequenas infra-estruturas turísticas ao longo do rio, em Pontido”, explica Teresa Pouzada.A aldeia de Quintandona – localizada na freguesia de Lagares – apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento turístico, efeito da implementação de um plano de intervenção que a preservou, apoiado pelo quadro comunitário anterior. Hoje, destaca-se pela sua dinâmica cultural, sendo organizados espectáculos semanais e um grande evento anual (“A Festa do Caldo”), que atrai milhares de forasteiros.A aldeia de Pontido, distribuída pelas margens do rio Vizela, esteve quase desabitada e beneficiou de um processo de reconstrução, seguido com todo o respeito pela traça original e pelos materiais tradicionalmente utilizados nas aldeias rurais do Minho. Ali se ergueu um empreendimento turístico, onde para além de alojamento, tem um restaurante, centro interpretativo, moinhos e museu, resultante apenas de investimento privado.O presidente da Junta de Freguesia de Ul, Hugo Pereira, que ambiciona tornar a sua localidade “ainda mais atractiva”, liderou a delegação de Ul que visitou as duas aldeias. “Estas iniciativas são, sem dúvida, muito importantes para conhecermos a realidade de casos de sucesso, surgindo até como inspiração para os diferentes projectos que temos para a nossa terra”, salienta.“Queremos sensibilizar as pessoas a estarem disponíveis para colaborar nos nossos projectos. A envolvência tem sido fantástica e todos juntos vamos surpreender no futuro”, acrescenta.A visita a Penafiel e Fafe tratou-se de uma iniciativa enquadrada no plano de dinamização da Aldeia de Ul dinamizado pela ADRITEM, que está  a ser gizado em conjunto com o município, a junta de freguesia e as diferentes colectividades.
In www.metronews.com.pt

21 março 2013

Considerações sobre a apresentação da candidatura de Eugénio Marinho



            
Aquilo que aqui direi baseia-se nos vídeos postados pela organização da candidatura. Portanto, não tive acesso a todo o ambiente nem à totalidade das intervenções (tinha especial curiosidade em ouvir Paula Costa - uma surpresa, pelo menos para mim).
Em primeiro lugar, a musicalidade muito apropriada a um ambiente de epopeia, fazendo lembrar as entradas apoteóticas de Sócrates nos congressos do PS ao som de Vangelis. Não fossem os tijolos do tecto do palco e a coisa funcionaria melhor.
Luís Marques Mendes: Apreciei o seu discurso, possivelmente combinado. Teve da sua parte o carácter emotivo e fê-lo bem. Sublinhou a identidade local, aspecto fundamental que deve ser levado em consideração. Uma grande deixa para Marinho desde que a aproveite bem. É aqui que tenho as minhas dúvidas.
Eugénio Marinho: Não foi um discurso mau, apresentou algumas ideias que nós aqui, corajosamente, temos vindo a denunciar, nomeadamente a confusão existente entre o partido e a Câmara. É um bom assunto, mas perigoso, porque promove uma divisão. Marinho podia ter colocado esta ideia na voz de outro e apresentar-se como um líder, acima desses problemas. Tenho dúvidas se o conseguirá, porque funciona de uma forma emocional. A ser verdade o que aqui foi noticiado, então é que a coisa piora. Marinho sabe que só poderá vencer se conseguir votos de pessoas que Luís Marques Mendes gosta. Pessoas críticas, não dependentes de partidos e não feridos pela cegueira partidária (os indefectíveis PSDs votam em qualquer um). Não é só a juventude, até porque poucos votarão. Essas pessoas votaram nas últimas eleições nos chamados «Independentes por Fafe». Se o PSD atacar «os Independentes» da forma como fez, adjectivando-os de «meninos mimados», não conseguirá o seu desiderato. Irá cultivar ressentimentos e vinganças na medida em que menoriza os seus (dos «independentes») eleitores. Não sei porquê, mas cheira-me a esturro. Estará o PSD aborrecido com «os independentes»? Se assim for, a situação sugere ter havido alguma tentativa de aproximação. Ou não houve? Nas próximas décadas não haverá as mesmas oportunidades…

António Daniel

Street Workout



Street workout é um movimento em crescimento a nível global e que se baseia no desenvolvimento de exercícios utilizando equipamentos instalados no espaço público.
Com um projeto específico para a prática dos exercícios de “pull up”, o Município de Fafe instalou o primeiro parque de street workout no Parque de Porto Seguro, acolhendo este parque o primeiro equipamento a nível nacional.
O entusiasmo dos amantes deste modelo de treino muscular é já perceptível nas redes sociais, esperando o Município que este seja mais um motivo para a atratividade do Parque de Porto Seguro. 

Fonte: C.M. Fafe

15 março 2013

Perigo de Derrocada



Árvores encontram-se num terreno que cria uma ribanceira para a EN 206

Em causa estão cerca de meia dúzia de eucaliptos, localizados no terreno do antigo Posto Médico e Junta de Freguesia de Arões São Romão bem perto do Largo da Paróquia de Arões e do Lar, que ao longo dos anos têm crescido junto à berma da estrada que atravessa Arões e faz a ligação entre Fafe e Guimarães.
Com o passar do tempo o porte que estas árvores apresentam tem vindo a ganhar tamanho e ao longo dos anos tem ameaçado uma derrocada para a via pública onde diariamente circulam os automobilistas e peões.
Ainda nenhum mal maior aconteceu e sabe-se bem que os acidentes não podem ser evitados mas neste caso deverão ser prevenidos, fica o alerta para quando circular na zona.

Luís Peixoto

11 março 2013

José Ribeiro no +Qualidade - 2ª parte


O artigo publicado no suplemento que acompanhava o jornal Público traz consigo algumas considerações que merecem reflexão. Além de ser um trabalho de forte pendor propagandístico, mostra, nas suas entrelinhas, certas tendências que demonstram aquilo que menos gosto na política: a desresponsabilização pelo que correu mal e o excessivo predomínio daquilo que correu bem. Obviamente que a requalificação das ruas da cidade e de algumas freguesias e de certos edifícios públicos, o apoio dado à melhoria das habitações de agregados familiares de rendimentos baixos, o programa «ser solidário» e tudo o que se fez na cultura (curiosa a falta referência) são aspectos positivos dos anos «ribeiristas». Contudo, Ribeiro transfere para outros aquilo que não se fez, aquilo que poderia ser feito e aquilo que se pensou fazer. Há inúmeros casos de obras (saneamento básico, parque municipal, criação de emprego) que pura e simplesmente Ribeiro descarta qualquer responsabilidade. Mas tem responsabilidade!

No caso da Escola Secundária, nunca se questionou de seria possível manter a rede existente, reconstruindo a actual escola. Fafe é das poucas cidades que não tem o seu «hotel» da  «Parque Escolar». Casos houve de escolas com melhores condições que foram intervencionadas. Quanto a isto possuo muitos exemplos. Ambição a mais e racionalidade a menos? Quanto ao Hospital, a minha informação é pouca, mas um facto raramente se discutiu: o Hospital nunca iria ter as valências de que se gostaria. Daí se conclui que a hipótese Santa Casa seja uma alternativa mais eficaz.

Relativamente a outros projectos, é curioso que poucos ou nenhum se devem a iniciativas da Câmara e mais às iniciativas particulares o que, convenhamos, até é política e socialmente saudável. Mas a autarquia não podia fazer mais do que diminuir taxas? Talvez pudesse, apesar de não ser da sua directa competência é da sua directa preocupação criar incentivos de abertura de empresas e diversificar ao máximo o tecido produtivo do Concelho, sem esquecer o tradicional têxtil que ainda representa muita no Vale do Ave.

O adiar constante do Saneamento Básico é apresentado como resultado de um diferendo entre a Câmara e a empresa «Águas de Portugal». Mas o que se pretende de um dirigente autárquico é que resolva qualquer diferendo que prejudique a sua população. Ficámos, por último, a saber que, apesar dos 18% de desempregados, a Câmara «arranjou» colocação para 15 pessoas. Nada mau!

António Daniel

09 março 2013

A Justiça de Fafe ao Ataque...


"É próprio da vida em sociedade haver alguma conflitualidade entre as pessoas. Há frequentemente desavenças, lesões de interesses alheios, etc., que provocam animosidade. E é normal que essa animosidade tenha expressão ao nível da linguagem. Uma pessoa que se sente incomodada por outra pode compreensivelmente manifestar o seu descontentamento através de palavras azedas, acintosas ou agressivas. E o direito não pode intervir sempre que a linguagem utilizada incomoda ou fere susceptibilidades do visado. Só o pode fazer quando é atingido o núcleo essencial de qualidades morais que devem existir para que a pessoa tenha apreço por si própria e não se sinta desprezada pelos outros. Se assim não fosse a vida em sociedade seria impossível. E o direito seria fonte de conflitos, em vez de garantir a paz social, que é a sua função.".
A citação é de uma decisão do Tribunal da Relação do Porto e foi lembrada no dia 18 pelo Tribunal da Relação de Guimarães num curioso processo em que o tribunal da 1.ª instância decretou ser crime a falta de "respeitinho" pelas autoridades.
Pouco passava da uma e meia da manhã quando a GNR de Fafe foi chamada para pôr termo a uma "alteração da ordem pública" à saída de um bar. Como estava lá muita gente, deslocaram-se primeiro dois guardas a que se somaram mais quatro que a gente era muita. Verdade seja dita que era mais o barulho que outra coisa... A certa altura, um dos militares da GNR, de seu nome Abílio, dirigiu-se ao João, um dos exaltados, aconselhando-o a ter controlo e a acalmar-se, ao que aquele lhe respondeu: "Eu falo como eu quiser! Eu conheço os meus direitos! Eu tenho um tio que é cabo da Guarda Nacional Republicana e vou já ligar com ele!" Simultaneamente, o Roberto, outro dos exaltados, dirigindo-se a um outro guarda, disse-lhe "bate-me, anda lá, bate-me. Eu sei que vocês não podem fazer nada". Os guardas da GNR, incomodados com estas invectivas e por estar um grande número de pessoas no local, pediram ao Roberto que se deslocasse até junto da viatura policial para o poderem identificar. Quando lá chegou, o Roberto caiu no chão, simulando uma agressão e imputando-a a todos os militares que se encontravam no local, ao mesmo tempo que batia num gradeamento que existia no local e gritava que os militares o estavam a agredir. Acto contínuo, o arguido João, referindo-se a todos os militares presentes no local, afirmou bem alto: "Já um guarda teve um processo e teve de pagar uma indemnização! Eu tenho gravagens! Eu tenho gravagens."
Levados a julgamento, João e Roberto foram condenados pelo Tribunal de Fafe como autores de crimes de difamação agravada numa pena de multa de 3500€ cada um. Para este tribunal, tanto o João como Roberto bem sabiam que as expressões referidas eram "ofensivas da honra e consideração dos agentes da GNR" e revelavam "o propósito de violar tais valores dos mesmos, sabendo assim adoptar conduta proibida por lei".
Insatisfeitos com esta nova modalidade da justiça de Fafe, recorreram os dois para o Tribunal da Relação de Guimarães. Aí o assunto foi analisado com mais ponderação nas palavras da juíza desembargadora Lígia Moreira : "As expressões em causa são proferidas aquando de acção de agentes da GNR, 2 agentes chamados por alteração da ordem, a um bar, entretanto reforçados, para um total de 6 agentes que se propõem aconselhar a ter controlo e a acalmar e a fazer identificações; encontrando-se de um lado, o João e o Roberto "alterados" e, do outro, aqueles agentes "experimentados" neste tipo de situações." E acrescentou o Tribunal da Relação: "Não são, obviamente, expressões que traduzam uma postura pacífica, acomodada e simpática. Antes traduzem uma postura conflituosa, reivindicativa, com animosidade, acintosa até."
Mas seriam crime?
Respondeu o tribunal de recurso: "Declarar que se fala como se quiser, que se conhecem os nossos direitos, que se tem um tio cabo da GNR e se vai ligar ao mesmo, e que já um guarda teve um processo e se têm "gravagens" (gravações?!) objectivamente, não afecta relevantemente, a honra ou a consideração" de agentes da GNR.
E quanto ao Roberto? Esclareceu sensatamente a Relação de Guimarães que este exaltado só tinha dito "bate-me, bate-me, eu sei que vocês não podem fazer nada", sendo certo que a posterior "simulação de que era agredido", se em si mesma já se configurava pouco convincente e significativa - se se auto-agredia contra um gradeamento, os presentes no local facilmente o desmascaravam -, desacompanhada de qualquer outro acto ou afirmação que relevantemente afectasse o "núcleo essencial das qualidades morais dos agentes", não tinha "a virtualidade de preencher tipo legal de crime". E João e Roberto foram absolvidos, deixando de pertencer ao mundo do crime em que tinham sido lançados pelo Tribunal de Fafe. Para bem deles, nosso e das estatísticas!

In www.publico.pt em 08/03/2013
por Francisco Teixeira da Mota

04 março 2013

Boavista - AD FAFE


A direcção da Associação Desportiva de Fafe vem, por este meio, explanar os factos ocorridos no Estádio do Bessa, antes e depois do encontro da nossa equipa diante do Boavista.
Aquando da chegada da nossa comitiva ao Estádio do Bessa e já depois do reconhecimento que os nossos jogadores fizeram ao relvado, o ex-internacional português Petit, dirigiu-se a um dos nossos jogadores, munidos da cópia de uma entrevista dada pelo atleta durante a semana. Petit interpelou-o em tons menos próprios e, a coberto da visão dos adeptos, já no interior do túnel, um elemento vestido com um casaco do Boavista que acompanhava Petit deu um estalo no nosso jogador. Um elemento da direcção da AD Fafe, por não possuir o contacto da PSP do Porto, contactou o comandante da GNR de Fafe para alertar desse facto e do clima de intimidação que se estava a instalar.
Já perto do final do jogo, um jogador da AD Fafe preparava-se para efectuar um lançamento de linha lateral e houve uma tentativa de agressão por parte de um elemento da SAD boavisteira. Já após o final, e quando todos os elementos se encontravam no túnel de acesso aos balneários, dirigentes do Boavista, jogadores, elementos da equipa técnica e adeptos, sim estavam adeptos no acesso ao balneário, agrediram de forma bárbara jogadores, directores e equipa técnica da AD Fafe, com recurso a socos e a pontapés. A comitiva do nosso clube, em pânico, fugiu em direcção aos balneários onde se refugiou. Foi já aí que a direcção solicitou a presença da PSP, mas os danos físicos em alguns elementos já eram visíveis.
É inacreditável que no futebol actual ainda haja clubes que se refugiem neste tipo de práticas, permitindo o acesso de adeptos a zonas restritas e tudo sob o beneplácito de quem devia zelar pela boa organização do encontro. Este jogo não tinha policiamento porque não foi requisitado pela PSP.
A direcção da AD Fafe vai, nos próximos dias, realizar uma exposição à Federação Portuguesa de Futebol para relatar os factos que sucintamente aqui explanamos para a comunicação social.

In www.adfafe.pt

03 março 2013

José Ribeiro no +Qualidade - Iª parte


Fizeram chegar à minha caixa de correio um suplemento distribuído com o jornal Público onde se dá destaque aos 16 anos da gestão de José Ribeiro. De imediato surgem-me duas interrogações: poderá a Câmara funcionar como agência noticiosa do PS? O suplemento é uma peça jornalística?
Parece-me normal que as instâncias camarárias ou os seus departamentos noticiem iniciativas camarárias. Certamente visa o interesse de todos! Não me parece normal que as mesmas publicitem entrevistas que, mais do que informar, defendem um ponto de vista unívoco e profundamente politizado, sem qualquer tipo de contraditório. É de fácil constatação que tal acontece quando, no lead, a prosa diz: «um município que evoluiu nos últimos anos graças aos esforços e às iniciativas desenvolvidas pelo actual Presidente da Câmara.» Entre outras tiradas, mais à frente, um subtítulo deste género: «Futuro em boas mãos».
Claro está que não me parece eticamente correcto.

António Daniel

28 fevereiro 2013

Cultura e Empresas

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Reflexo ou não das apostas que ultimamente se têm feito em Fafe, o pensamento, projectos e iniciativas no que à cultura diz respeito ultrapassam em muito qualquer dinâmica empresarial. Tal facto (creio que é um facto) deve motivar uma reflexão.

Em primeiro lugar, apesar de haver desde há muito uma Associação Comercial e Industrial de Fafe, o certo é que, nomeadamente ao nível da indústria, as pessoas em geral e os empresários em particular têm uma visão individualista da matéria. Sem querer negar a presença de sinergias entre as empresas ao nível de encomendas e outros processos afins, sempre imperou do lado do empresário o querer ser mais rico do que o vizinho. Ora, quando a ambição é medida pelo vizinho do lado, nunca conseguimos ser muito melhores. A relação torna-se darwinista. Já quando a ambição se foca em nós mesmos, quando procuramos alcançar patamares superiores aos que até agora obtemos, é possível afirmarmo-nos sem aniquilar o outro.
 
Em segundo lugar, o poder político nunca contribuiu grandemente para a evolução económica do município. Contam-se pelos dedos as iniciativas que foram ao encontro desse desiderato, e não vale a pena nomear a forma desequilibrada como a Zona Industrial foi projectada e fomentada nem iniciativas pontuais de feiras que, caso não tenham um número considerável de visitantes, podem cair no marasmo.
 
Em terceiro lugar, sempre houve uma demarcação entre os agentes culturais e económicos. Ambos se olham com desdém. Os agentes culturais consideram os empresários «folhas de excel», os empresários consideram as pessoas ligadas à cultura «extraterrestres». Podem no máximo contribuir para entretenimento. Há poucos exemplos, mas o mecenato quando activado contribuiu para alguma coisa. Nunca nos devemos esquecer o apoio que Miguel Monteiro obteve de António Marques Mendes e como este moveu influências junto de empresários para a edição de autor do livro Fafe dos Brasileiros, com todas as vantagens que daí advieram.
 
Por último, a cultura é um fenómeno quase exclusivamente camarário. Se exceptuarmos os locais de diversão nocturna e uma ou outra organização (Atrium, Clube Fafense, alguns ateliês ...), praticamente que a promoção mais visível se deve (e penso que bem) às iniciativas do executivo. Em contrapartida, a Câmara pouco faz para promover iniciativas junto dos empresários, nomeadamente no que à indústria diz respeito. Os industriais valem por eles mesmos, para o bem, mas também para o mal.
 
António Daniel

26 fevereiro 2013

Sobre o Hospital de Fafe


O Governo pretende devolver, até ao final deste ano, todos os hospitais das Misericórdias que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Durante o primeiro semestre passam para as Santas Casas os seis hospitais mais pequenos, entre quais está Fafe. Para a segunda metade do ano fica a entrega de todos os outros, entrando aí o Hospital de Barcelos, Santo Tirso e as unidades da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Com a garantia de que todas estas estruturas vão continuar na rede do SNS, a transferência dos recursos humanos promete ser a questão mais controversa numa negociação que já tem um modelo-base desenhado.

Fonte: Diário do Minho, 26/02/2013