04 fevereiro 2013

Programações Concorrentes


Salas de espetáculo não trabalham em rede, apesar das experiências positivas. Equipamentos culturais atraem públicos dentro e fora do distrito.

As salas de espetáculo do Minho competem numa proximidade vigilante. A meio caminho entre o Porto e a Galiza, ensaiam programações concorrentes e conquistam espetadores, dentro e fora da região.
Programação diferenciada, bilhetes a preços competitivos e uma rede viária eficaz justificam a coexistência, num espaço geográfico tão pequeno, de estruturas como o Theatro Circo, de Braga, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, a Casa das Artes de Famalicão, a Casa das Artes de Arcos de Valdevez e o Teatro - Cinema de Fafe. "Neste segmento, somos os mais competitivos do país", garante Álvaro Santos, diretor da Casa das Artes de Famalicão.
"O espaço é pequeno, mas há grande mobilidade e existe muito público potencial", contextualiza Carlos Gomes, professor do Departamento de Ciências Sociais da Educação da Universidade do Minho. "Há uma dinâmica muito forte", explica.
Artur Coimbra, diretor do Teatro-Cinema de Fafe, garante que a sala, com capacidade para 300 pessoas, se fosse maior lotaria quando há espetáculos com nomes conhecidos da música portuguesa. Os ingressos a 10 euros e os "artistas que os fafenses só conhecem da televisão" garantem casas cheias.
Se as boas estradas levam quem gosta e pode a consumir espetáculos a outras paragens, também trazem outros, maioritariamente da Galiza e da Área Metropolitana do Porto, mas não só. No Centro Cultural Vila Flor (CCVF) "58% dos visitantes são de fora de Guimarães, sendo que 40% são da Área Metropolitana do Porto", contou José Bastos, diretor da casa. "O público movimenta-se numa plataforma muito além do Quadrilátero, recebemos muita gente que vem do Porto, de Espinho", sublinha, também, Álvaro Santos, de Famalicão.
"Mostramos que há público e que mesmo com um orçamento pequeno também se faz boa programação", diz Nuno Soares, programador da Casa das Artes de Arcos de Valdevez. Os "Sons de Vez!", Mostra de Música Moderna Portuguesa, na 11.ª edição e a decorrer até 23 de Março, chama gente de Aveiro, Braga, Guimarães, Porto e Galiza, exemplifica.
"A proximidade só não é boa se não houver uma linha de programação claramente definida", explicou, José Bastos ao JN. "Os públicos circulam... E se a linha for bem marcada, a fidelização acontecerá", assegura, tendo em mira os 2,5 milhões de potenciais consumidores das regiões vizinhas
À margem deste poder de atração ficam os alunos da Universidade do Minho, que passam os anos de curso praticamente confinados ao campus. "Vão pouco à cidade, apesar de terem mais disponibilidade de tempo, nalguns casos financeira, e capital escolar", sinaliza Carlos Gomes.
Ainda assim, e depois de "apertados entre duas capitais europeias", da Cultura, Guimarães, e Juventude, Braga, os diversos espaços conseguiram audiência que não merece queixas. "Prevíamos que fosse uma dificuldade natural, porque a oferta cultural disparou e a maior parte dos espetáculos foram a preços reduzidos ou gratuitos", explica Rui Madeira, administrador executivo do Theatro Circo de Braga. "Mas os números foram magníficos, tendo em conta não só as capitais europeias como o facto de Braga ser uma das regiões onde o desemprego disparou", contou.
Existem equipamentos, saberes, recursos e projetos artísticos complementares, mas a lógica no Minho é concorrencial. "Deviam trabalhar em rede porque existem condições objetivas, mas é cada um por si", constata Carlos Gomes, que coordenou uma investigação sobre as dinâmicas culturais de Braga. Fatores culturais, que favorecem o individualismo, a pressão para a apresentação de resultados e a lógica competitiva em relação aos vizinhos explicam, na opinião do docente universitário, a falta de coproduções e a ausência de trabalho em rede.
Álvaro Santos, da Casa das Artes de Famalicão, é entusiasta do trabalho em rede e dos projetos desenvolvidos em parceria. "Houve experiências que correram muito bem, mas todos temos de querer", disse ao JN, lembrando os projetos desenvolvidos em 2009 e 2010.

In www.jn.pt
Maria Cláudia Monteiro

Juventude

 
Não pretendo fazer deste espaço uma «marcação cerrada» à candidatura de Eugénio Marinho, mas é um candidato que se «põe a jeito» pelo recurso, embora nem sempre bem feito, das redes sociais, o que, convenhamos, demonstra coragem. Desde sempre que me habituei à jovialidade das mensagens de Eugénio Marinho. Sempre se considerou representante da juventude fafense. Contudo, simultaneamente sempre me perguntei: de que juventude? Ao seu lado surge aquela juventude bem nutrida, composta pela nata burguesa da cidade, gente bem sucedida defensora da meritocracia. Mas Fafe não é isso! Talvez Eugénio Marinho tente alargar a sua área de influência juvenil ao «postar» no facebook o seu interesse musical pelo Gangnam Style. Segredaram-me há uns anos, ainda Jaime Silva era vereador da cultura, que Eugénio Marinho, em sessão camarária, havia criticado uma iniciativa cultural da cidade que consistia numa exposição de arte efémera (esculturas em gelo) nas ruas de Fafe. Questionado sobre os motivos dessa crítica, Eugénio Marinho afirmou «porque não gosto!». Pois «os gostos são subjectivos» diria o adolescente!
 
António Daniel

31 janeiro 2013

Contradições ou talvez não.



Com todo o respeito que a deputada Clara Marques Mendes me merece, estas intervenções são confrangedoras. Situação transversal a todos os partidos, as intervenções dos deputados são pródigas em dizer o que já se sabe e, pior ainda, pedir ao interlocutor, no caso específico é o Ministro da Solidariedade Social, que repita o que já foi dito. À partida procura-se uma legitimação do que é feito a partir do que é dito por uma representante do povo. Possivelmente tem uma pretensão comunicacional no sentido de reforçar uma ideia, mas não sugere qualquer tipo de inovação. Já é tempo (sei que é impossível) dos nossos deputados pensarem pelas suas próprias cabeças. Por esse motivo, não percebo por que razão Eugénio Marinho, na sua página de campanha do Facebook, coloca este link. Parece-me aqui existir uma contradição visível: por um lado apresenta-se, e muito bem, defensor da manutenção do hospital no SNS contrariando as posições governamentais, por outro lado mostra uma deputada do partido do governo que executa uma função de «disciplina» partidária. Em que ficamos?

António Daniel

29 janeiro 2013

Pedro Abrunhosa

Pedro Abrunhosa atua no Cine Teatro de Fafe no dia 6 de Abril.
A informação é confirmada através do site do músico.

Fonte: http://www.abrunhosa.com

28 janeiro 2013

Requalificação da Feira


A Câmara Municipal de Fafe deliberou proceder à adjudicação da obra de requalificação da Praça das Comunidades (Feira Semanal), pelo valor de 1 012 188 euros. A obra foi entregue à firma Cândido José Rodrigues, S.A., a qual tem o prazo de 180 dias para a execução dos trabalhos.
A premissa da manutenção da utilização deste espaço como feira semanal, condicionou a abordagem do projeto. Sendo esta utilização restrita a um dia por semana (quartas-feiras), esta ocupação não deveria impossibilitar que a Praça da Comunidades fosse utilizada nos restantes dias como área de lazer e de recreio.
De forma a potenciar a fruição este espaço como área de lazer, o projeto optou por dotá-lo de caraterísticas e equipamentos que tornem agradável a sua utilização.
Assim, a criação de um parque infantil para diferentes idades surgiu como ponto fundamental para fomentar a afluência de diferentes escalões etários a este espaço.
A introdução do elemento água, através da implantação de três fontes ornamentais, surge como uma atração para a convivência da população neste espaço, fora dos dias de feira.
O integral restauro do mecanismo da nora existente está previsto neste projeto, sendo este o elemento central da fonte ornamental situada no centro da praça.
Existe um tanque público, recentemente restaurado, que complementará a zona mais próxima da Avenida do Brasil. Nesta área será implantada uma fonte retangular e um jardim pontuado com árvores de frutos.
A atividade da feira semanal irá ser concentrada em quatro grandes espaços, que serão subdivididos em 200 terrados individuais com as dimensões ajustadas à permissão de que os feirantes possam colocar as suas viaturas nos terrados correspondentes. Desta forma, será potenciada a utilização das viaturas como espaço de armazenamento.
O arranjo prevê ainda o investimento em considerável arborização do local.

Fonte: www.cm-fafe.pt

23 janeiro 2013

Cafés

 Café Vianna - Braga 
A propósito desta notícia, lembrei-me de uma grande lacuna em Fafe. Nenhum café ou restaurante soube manter o seu charme, quer pelo seu prematuro desaparecimento, quer pelas sucessivas renovações que lhes retiraram o brilho. Perguntar-me-ão: mas houve algum café com charme em Fafe? Penso que sim! O desaparecido Cafelândia, com um nome «sui generis», tinha uma identidade própria. Com os seus sofás bem visíveis do exterior e a sua cave de «snookers», já para não falar na clientela muito própria; o Avenida, célebre representante de uma irreverência política, personalizada por António Saldanha; o Império, com a bem vincada personalidade do seu proprietário e o Dom Fafe, último reduto burguês; o Arcada, com uma vista privilegiada sobre este último, como a fazer «marcação cerrada», era o último reduto socialista. O «Peludo», não sei se assim se designava, em frente ao teatro-cinema com os seus célebres «finos». O saudoso Condestável, onde tomei os meus primeiros «pingos» acompanhados pelo «guarda-chuva» de chocolate.
Quanto aos restaurantes, a Julinha da Ribeira tinha um perfume especial, tendo como coadjuvante um terno Zé da Ribeira. o Zé da Menina tinha nome e confundia-se com a terra. Mas gostava especialmente do ranger do soalho da «Dinâmica». A vitelinha ou o feijãozinho faziam parte da mobília.
Por que razão os fafenses raramente souberam acarinhar o tempo?

António Daniel

22 janeiro 2013

Cooperação Cultural Fafe/Recife


A convite da APACEPE, Associação Pernambucana de Artes Cénicas, Pompeu Martins, Vereador da Cultura de Fafe, visitou oficialmente a cidade do Recife, tendo marcado presença num dos maiores Festivais de teatro do Brasil, denominado «Janeiro de Grandes Espetáculos». Na abertura deste evento, dirigindo-se a mais de 600 pessoas ligadas ao setor das artes e do espetáculo, o autarca fafense deu conta das orientações ao nível da cooperação internacional e da política cultural do município fafense. No Teatro Santa Isabel, o Festival abriu com a peça de Moncho Rodriguez, «O Desejado – El Rei D. Sebastião», uma co-produção entre o Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso e a Câmara de Fafe, que colheu os maiores elogios da crítica brasileira no momento da estreia. 
Na agenda de Pompeu Martins, registaram-se momentos de reunião com o Governo do Estado de Pernambuco e da Prefeitura do Recife, nas áreas da cultura, onde firmou acordos de cooperação para tornar possível um novo projeto cultural a iniciar este ano de 2013 que envolve Fafe e o Brasil. Em entrevista aos diários brasileiros, o Vereador fafense anunciou outras reuniões com produtores culturais daquela região brasileira, assim como encontros bilaterais com escritores, músicos, atores e outros agentes, tendo apresentado o concelho de Fafe, a sua história, as suas paisagens e os seus agentes de desenvolvimento económico, cultural e turístico, aproveitando a ocasião para planear com estes algumas ações conjuntas que ocorrerão no corrente ano. Destes encontros, salientam-se a reunião no salão nobre do Teatro Santa Isabel com produtores de teatro e televisão, o encontro em sua casa com um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, Ronaldo Correia de Brito, a quem endereçou convite para vir a Fafe este ano, logo a seguir à sua participação nos salões de Paris e Frankfurt. Ainda no domínio da literatura, Pompeu Martins reuniu-se com o diretor da Bienal Internacional do Livro do Recife (um evento que contou com a presença de mais de 650.000 visitantes na última edição) no sentido de criar parcerias que reforcem as políticas de promoção do livro e da leitura em Fafe.
Sendo Fafe a capital da arquitetura dos brasileiros de torna viagem e a localidade portuguesa onde está sedeado o Museu das Migrações e das Comunidades Portuguesas, estes factos fizeram desta visita oficial uma mais-valia que fortalecerá o projeto «Fafe – Cidade das Artes» a ser apresentado publicamente no próximo mês de Fevereiro e que tem como objetivo central a contribuição para uma sustentabilidade crescente dos agentes de cultura fafenses, na continuidade de uma política de cultura participada, que tem sido o registo da Câmara Municipal ao longo dos tempos.
Para o Estado de Pernambuco, o Município conta com a colaboração do presidente da APACEPE, o produtor Paulo de Castro, que coordenará as atividades de intercâmbio com Fafe, tendo agendadas já três momentos de co-produção luso-brasileira para este ano.
A marca Fafe dos Brasileiros vai assim ganhando cada vez mais expressão a nível nacional e internacional, devendo ser um espaço de crescimento e de partilha entre aqueles que decidiram trabalhar conjuntamente, fafenses e brasileiros, dando origem a produtos culturais que são mais do que o reflexo cultural dos dois países, são o resultado de uma interação que contribui para a mudança entre gente que se encontra e acrescenta a si mesma e à comunidade onde o seu trabalho se implementa.
Uma janela de oportunidades que assenta em projetos concretos e numa política de cooperação internacional com verdade e substância, no seguimento de outros acordos internacionais que o município fafense firmou no decurso do ano transato e do corrente ano.

Fonte: C.M. de Fafe, Gabinete de Imprensa

Kátia Guerreiro

Kátia Guerreiro atua no Cine Teatro de Fafe no dia 23 de Fevereiro.
A informação é confirmada através do site da fadista.

Fonte: http://www.katiaguerreiro.com/

18 janeiro 2013

Retratos de Fafe








In www.retratosdeportugal.blogspot.pt
Publicadas por Paulo Moreira

16 janeiro 2013

Parcídio


Foto: Medalha de Ouro de Fafe
Dr Parcidio Summavielle Soares, agraciado pela Junta de Freguesia de Fafe, com a medalha de ouro, a proposta foi apresentada pelo Presidente da Junta de Fafe, José Mário Silva.


 
A forma como vivi a política em Fafe, como toda a minha geração, assemelhava-se muito a um Benfica - Porto. Qualquer vitória do partido transformava-se numa vitória pessoal com uma vertente puramente emocional; mais do que projectos, valia a personificação dos líderes. Por esse motivo, vivia intensamente qualquer eleição que significasse a vitória de Parcídio. Era um entre muitos que «olhava» os restantes partidos de um ponto de vista maniqueísta, como inimigos geneticamente viciados. O PSD era por mim considerado o partido da burguesia, O CDS o partido eclesiástico. Lembro-me de umas eleições em que, com as primeiras borbulhas no rosto, me juntei a uma manifestação, em pleno reduto socialista da Ponte do Ranha (justificado quer pela identificação de classe, quer pelo telhado do tanque do Matadouro, projecto ansiado pelas melhores lavadeiras), de regozijo por mais uma vitória de Parcídio. A meu lado seguiam com igual emoção Artur Coimbra e José Mário Silva. Lembro-me de gritar PS como se fosse uma sigla de Parcídio Summavielle. Aliás, Parcídio confundia-se com o partido. Passado estes anos, e pela sabedoria (infelizmente pouca) que o tempo nos traz, relativizo essas alturas. Hoje, possivelmente não faria o mesmo. Obviamente,  Parcídio era e é um homem inteligente. Sempre se notabilizou por ser um jogador enorme no tabuleiro político. Tem a escola da esquerda (?) do PS e a manha do combate político. Por isso, compreendo a posição de José Mário Silva. A alfinetada no PS actual faz-se na recuperação da política como se fosse um Benfica-Porto.

António Daniel

11 janeiro 2013

Os blogues sobre Fafe não são importantes?




A temática “redes sociais” ou “blogosfera” tem sido um recurso em algumas crónicas que assino no jornal Povo de Fafe: O poder das redes sociais é o maior desespero dos políticos; Quando se conjugam forças…; Vire o mundo num clique!; A blogosfera está a enriquecer Fafe. A bem da discussão desta temática, sobretudo após o artigo publicado no blog Sala de Visitas do Minho “A blogosfera é ainda uma cobardia, sobretudo nos comentários” de Artur Coimbra, resolvi fazer uma rápida análise aos comentários despontados e verifico que nas diversas postagens da Sala de Visitas do Minho os comentários ou não existem ou são poucos, já neste artigo o número é mais significativo. Neste sentido, se antes acreditava que as redes sociais estavam a enriquecer Fafe, hoje afirmo-o ainda com maior convicção.

Fafe tem uma história rica em matéria de comunicação social local, principalmente através da imprensa escrita. Mas, no que se refere às redes sociais, nomeadamente o recurso aos blogues e à sua finalidade enquanto veículo informativo e opinativo, também esta cidade terá um legado importante a acrescentar ao seu historial. No entanto, fruto das mais diversas ferramentas, há um elemento fundamental que deve ser destacado como diferenciador: se na imprensa escrita todos se alinhavam por um editoral, a figura de um chefe e o serviço estava cingido a poucos intervenientes, na blogosfera cada um é responsável pelo seu canto, todos têm espaço para publicar e ainda há a possibilidade do confronto direto.

Como se já não bastasse tudo o que proporciona o recurso às redes sociais, ainda salientamos a proximidade que permite a qualquer cidadão do mundo interagir com outros, independentemente do lugar onde se encontre. Nos vários blogues que falam sobre Fafe e se encontram interligados pode não existir concordância em muita coisa, mas há uma certeza que certamente todos concordarão: gostamos muito da nossa terra, caso contrário não seria assunto tão discutido.

Penso que desta maneira estamos a contribuir para uma cidadania mais esclarecida. Não é isto que as políticas de Abril tanto querem?

Pedro Sousa

08 janeiro 2013

Ideias para os próximos anos



http://projetual.com.br/sete-dicas-para-voce-ter-boas-ideias/

Vamos iniciar uma rubrica de ideias para Fafe. Independentemente dos programas eleitorais das forças políticas, creio que a sociedade civil pode ter uma palavra a dizer.
Começamos com a cultura:

- Dar continuidade à feliz ideia da actual exploração, nas suas mais variadas vertentes, do Teatro-Cinema. Não se mexe no que está a correr bem: formou-se um conceito, tornou-se um espaço respeitado, fidelizou-se um certo público, apesar de poder ser feita mais publicidade.  
- Aproveitamento das iniciativas levadas a cabo através das Jornadas Literárias, personificadas em Carlos afonso, que representaram uma mobilidade dos públicos sem precedentes.
- Incentivar os programas de desenvolvimento rural semelhantes ao de Aboim.
- Aproveitar o know-how da Atrium Memória que muito tem feito por Fafe, ao nível do levantamento arqueológico do Concelho. Criação dos respectivos itinerários com indicações geográficas devidamente estruturados.
- Recuperação do Castro de Santo Ovídio (obviamente nomeando como responsável Jesus Martinho), com a criação de um contexto mutltimédia, direccionado para as escolas, a edificar no local ou aproveitando as infraestruturas existentes na Casa da Cultura ou no edifício do Grémio.
- Aglomeração dos museus existentes em Fafe, imprimindo-lhes um sentido e uma dinâmica própria. Tentar conjugar a cronologia histórica de Fafe, aproveitando os estudos de Daniel Bastos, Artur Coimbra e Artur Leite (peço desculpa se me estiver a esquecer de alguém), com o espólio existente nos museus.
- Criação do museu textil, como Rui Freitas aqui escreveu.

Outras ideias serão bem-vindas. Aproveitem o espaço dos comentários.

António Daniel

07 janeiro 2013

Os Justos e os Pecadores

Por Paulo Ferreira, Subdirector do JN em 06/01/2013

04 janeiro 2013

Sombras



As próximas eleições autárquicas serão as últimas em que votarei na minha terra natal. Por isso, estarei muito atento àquilo que entretanto irá suceder. Não escondo a minha tendência para votar à esquerda do espectro político. O meu voto foi, a grande maioria da vezes, para o PS, exceptuando a duas últimas eleições. Votarei PS nas próximas? Não me parece. Não escondo que gosto de alguns actores políticos do PS em Fafe, alguns com pouco protagonismo, como o Albino e o Pedro Valente e outros como Pompeu por quem tenho respeito intelectual e Laurentino que, reafirmo, me parecia a pessoa mais capacitada para «pegar» nos destinos autárquicos. Mas o PS está à deriva, depois da lutas fratícidas a que foi votado e da pálida imagem nas iniciativas camarárias. Nestas eleições, caso vote, não será no PS. Ficamo-nos, pois, pelo PSD e pela CDU.

Nas últimas eleições, reconheci-me na candidata da CDU em Fafe, tinha (e tem) características muito interessantes (seria muito útil na Câmara). Quanto ao PSD, sempre o olhei de soslaio, embora reconheça que tem alguma capacidade de mobilização, nomeadamente no «glamour» fafense. Neste panorama, Eugénio Marinho perfila-se como um sério candidato. Aliás, aprecio o seu estilo truculento, e incómodo. Contudo, «canja e caldos de galinha» nunca fizeram mal a ninguém. A esse propósito veja-se o destaque do Notícias de Fafe onde Eugénio Marinho afirma que o PS se quedará em 3º lugar. Era muito miúdo, mas lembro-me de Luís Marques Mendes, então com vinte e poucos anos, estar convencidíssimo da vitória nas autárquicas onde defrontou Parcídio. Levou com a maioria absoluta «em cima». Eugénio Marinho já tem mais experiência política, defronta um PS enfraquecido, mas prudência é o que se exige. Com tanta vontade, perdendo, com ou sem maioria, poderá representar o seu fim político, embora seja muito novo para isso! Mas, quando afirma premonitoriamente o 3º lugar para o PS, não afirma (pelo menos na primeira página) quem ficará em 2º. É aí que as sombras se adensam...

António Daniel

03 janeiro 2013

Contas Positivas

A Câmara Municipal de Fafe encerrou o ano de 2012 com contas positivas, o que nunca havia acontecido antes, anunciou esta quarta-feira o presidente da autarquia, em breve balanço ao ano financeiro que fechou há dois dias.
José Ribeiro considera que, não sendo ainda possível conhecer-se, com exactidão, as contas do ano findo, “pode dizer-se que transitará para 2013 um saldo positivo, o que realça o rigor dos orçamentos municipais e a seriedade da sua execução”.
Por outro lado, e como já antes havia sido tornado público, a ausência de dívida a fornecedores mantém-se, o que é de evidenciar, numa altura em que tantas autarquias passam por graves desequilíbrios financeiros.
De realçar ainda a redução de mais de 20% da dívida bancária da autarquia, relativamente a 2011, esta já de si baixa.
A situação financeira do município, permite, assim, manter a redução de 2% no IRS dos fafenses; reduzir em 25%, em 2013, o IMI dos prédios avaliados (“em 2012 reduzimos 20%”); abrandar a derrama para as empresas com negócios até 150.000€ em 50% e reduzir algumas taxas no licenciamento de obras.


Fonte: Gabinete de Imprensa da C.M. Fafe

29 dezembro 2012

23 dezembro 2012

Fafe 2012 - O Momento Desportivo

O regresso do WRC a Fafe, apesar de ser numa prova de exibição, voltou a reviver os momentos grandiosos de outros tempos ao troço da Lameirinha. A enorme afluência de público voltou a demonstrar que Fafe continua a ser a capital do rally de Portugal.

21 dezembro 2012

Hoje no Nun`Alvares

Todos os proveitos revertem a favor da ADDAF.

19 dezembro 2012

Dar o braço a torcer

Pela notícia vinda a público que dá conta da possibilidade de toda a escolaridade até ao 12º ano ficar sob a alçada camarária, pela simples razão de ser professor e, por esse motivo, estar desde há bastante tempo completamente desenraizado dos espectros do poder que tudo erradia e pelo facto de ter dois filhos que exigem de mim total disponibilidade e garantia de futuro, facilmente constatei que devo mudar o rumo das minhas crónicas aqui no blogue, ou mesmo cessá-las, caso não consiga ludibriar o meu ímpeto verborreico. Contudo, antes que tal aconteça, vejo-me perante o imperativo ético de pedir desculpas a todas as pessoas que ocuparam ou poderão vir a ocupar lugares públicos em Fafe.
Assim, Doutor (em extenso como surge nos comentários do Facebook fica melhor) Eugénio Marinho, considero-o o melhor candidato do PSD, único capaz de derrotar o candidato do PS. O seu caminho político assemelha-se a Lula da Silva que, após sucessivas derrotas, lá conseguiu chegar  ao Palácio do Planalto.
Drº (não uso o extenso porque não sei se é definitivo) Raúl Cunha, o que escrevi anteriormente não é para levar a sério. Considero-o o candidato natural do PS. Mais do que ninguém será capaz de curar as enfermidades que todos nós padecemos.
Parcídio (não uso DR nem Doutor, pois somos quase, quase da mesma idade), cá para nós que ninguém nos lê, aquilo que eu disse anteriormente pouco vale. Estamos ansiosamente à espera. Sabes que votarei em ti (desta vez estou a ser sincero).
Doutor (também em extenso para dar mais impacto) Antero Barbosa, como não sei qual será o seu destino, devo dizer-lhe que me arrependo de tudo o que disse sobre a sua pessoa política, nomeadamente se alguma vez o menorizei face aos seus concorrentes.
Doutor Pompeu Miguel Martins, sei que um dia lá chegará. Num congresso do PSD, para escolha do sucedâneo ao cargo de presidente do PSD e a propósito do então candidato Durão Barroso, Cavaco disse que Barroso ainda era novo. A resposta deste foi: «Sei que irei para o poder, não sei é quando ...»  
Ainda me irei arrepender de ter escrito isto... Apesar de tudo, com o uso mais banalizado do Dr, certamente que um lugar no Povo de Fafe estará reservado, pese embora eu ser um ilustre desconhecido.
Mais uma vez, peço desculpa.
António Daniel

18 dezembro 2012

Fafe 2012 - O Momento Político

Destacamos a recente disputa em torno da candidatura à Câmara Municipal de Fafe por parte do PS. Num processo interno ainda com contornos pouco claros, saiu uma "terceira via" encabeçada pelo médico Raúl Cunha.