As próximas eleições autárquicas serão as últimas em que votarei na minha terra natal. Por isso, estarei muito atento àquilo que entretanto irá suceder. Não escondo a minha tendência para votar à esquerda do espectro político. O meu voto foi, a grande maioria da vezes, para o PS, exceptuando a duas últimas eleições. Votarei PS nas próximas? Não me parece. Não escondo que gosto de alguns actores políticos do PS em Fafe, alguns com pouco protagonismo, como o Albino e o Pedro Valente e outros como Pompeu por quem tenho respeito intelectual e Laurentino que, reafirmo, me parecia a pessoa mais capacitada para «pegar» nos destinos autárquicos. Mas o PS está à deriva, depois da lutas fratícidas a que foi votado e da pálida imagem nas iniciativas camarárias. Nestas eleições, caso vote, não será no PS. Ficamo-nos, pois, pelo PSD e pela CDU.
Nas últimas eleições, reconheci-me na candidata da CDU em Fafe, tinha (e tem) características muito interessantes (seria muito útil na Câmara). Quanto ao PSD, sempre o olhei de soslaio, embora reconheça que tem alguma capacidade de mobilização, nomeadamente no «glamour» fafense. Neste panorama, Eugénio Marinho perfila-se como um sério candidato. Aliás, aprecio o seu estilo truculento, e incómodo. Contudo, «canja e caldos de galinha» nunca fizeram mal a ninguém. A esse propósito veja-se o destaque do Notícias de Fafe onde Eugénio Marinho afirma que o PS se quedará em 3º lugar. Era muito miúdo, mas lembro-me de Luís Marques Mendes, então com vinte e poucos anos, estar convencidíssimo da vitória nas autárquicas onde defrontou Parcídio. Levou com a maioria absoluta «em cima». Eugénio Marinho já tem mais experiência política, defronta um PS enfraquecido, mas prudência é o que se exige. Com tanta vontade, perdendo, com ou sem maioria, poderá representar o seu fim político, embora seja muito novo para isso! Mas, quando afirma premonitoriamente o 3º lugar para o PS, não afirma (pelo menos na primeira página) quem ficará em 2º. É aí que as sombras se adensam...
Nas últimas eleições, reconheci-me na candidata da CDU em Fafe, tinha (e tem) características muito interessantes (seria muito útil na Câmara). Quanto ao PSD, sempre o olhei de soslaio, embora reconheça que tem alguma capacidade de mobilização, nomeadamente no «glamour» fafense. Neste panorama, Eugénio Marinho perfila-se como um sério candidato. Aliás, aprecio o seu estilo truculento, e incómodo. Contudo, «canja e caldos de galinha» nunca fizeram mal a ninguém. A esse propósito veja-se o destaque do Notícias de Fafe onde Eugénio Marinho afirma que o PS se quedará em 3º lugar. Era muito miúdo, mas lembro-me de Luís Marques Mendes, então com vinte e poucos anos, estar convencidíssimo da vitória nas autárquicas onde defrontou Parcídio. Levou com a maioria absoluta «em cima». Eugénio Marinho já tem mais experiência política, defronta um PS enfraquecido, mas prudência é o que se exige. Com tanta vontade, perdendo, com ou sem maioria, poderá representar o seu fim político, embora seja muito novo para isso! Mas, quando afirma premonitoriamente o 3º lugar para o PS, não afirma (pelo menos na primeira página) quem ficará em 2º. É aí que as sombras se adensam...
António Daniel













