18 dezembro 2012
Fafe 2012 - O Momento Político
Destacamos a recente disputa em torno da candidatura à Câmara Municipal de Fafe por parte do PS. Num processo interno ainda com contornos pouco claros, saiu uma "terceira via" encabeçada pelo médico Raúl Cunha.
14 dezembro 2012
11 dezembro 2012
Ficar
Dez anos depois de ter escrito o romance «Contigo para um último dia», Pompeu Miguel Martins retoma este género literário e apresenta no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 21.30H, na Biblioteca Municipal de Fafe, o seu novo trabalho intitulado Ficar. Neste livro, é contada a história de um homem em diferentes tempos, contando-se, percorrendo as vivências da infância numa vila do interior durante a década de trinta.
Uma criança experienciando a privação causada pela perda da mãe e as limitações físicas do irmão, devolvendo-lhe um sentido de sobrevivência e de reconstrução de afetos.
A juventude tocando os limites impostos por um fundo sentimento de Liberdade. Um tempo dividido entre a vida em Paris e o retorno a Portugal a seguir à Revolução, entre decisões que confrontam a ética, a estética e as emoções mais íntimas.
Por fim, a velhice, numa clara imagem de balanço, de resistência e de recomeço, revisitando lugares, memórias, usando o vivido como a garantia última para combater a solidão, manter a dignidade e acrescentar, sem importar o tempo que resta.
Uma história sobre a não resignação nas diversas revelações do amor, da liberdade, de Deus, da vida ou da morte. «Ficar» é uma espécie de longa carta a um «eu» levantado na magnífica experiência do coração repartido.
Nesta obra, Pompeu Miguel Martins percorre um imaginário de época, com uma série de elementos que nos remetem para vivências similares àquelas que se viveram no mesmo período em vilas como Fafe. Sem deixar de ser um texto de ficção, causará certamente no leitor um reconhecimento interior que o não limita mas antes que o poderá libertar para uma fruição e reflexão em torno das temáticas abordadas, essas universais e que tocam os processos de formação da identidade humana.
Fonte: Blogue Sala de Visitas do Minho
06 dezembro 2012
Sobre a (Des)Industrialização do Vale do Ave
Centrando a atenção na problemática geral da industrialização do território do Vale do Ave e ensaiando o conhecimento das dinâmicas de transformação económica, social e cultural dela decorrentes, procede-se,neste seminário, a uma discussão dos principais resultados de uma investigação sociológica desenvolvida, com o apoio da ADRAVE, por uma equipa do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto durante os últimos três anos.
Tomando por referência um período alargado de cerca de um século, analisa-se o processo de formação económica, social e cultural dos posicionamentos sociais regionais, contemplando-se um olhar aprofundado sobre os processos de crise a que a reprodução e a transformação de tais posicionamentos tem estado sujeita nas últimas décadas.
Preparada por uma equipa multidisciplinar, que reuniu contributos provenientes da sociologia, da história, da antropologia, da economia e da linguística, a investigação, desenvolvida entre 2009 e 2012, terá, agora, ocasião de apresentar e discutir os seus principais resultados, contando, para o efeito, com a colaboração de Alice Ingerson, investigadora norte-americana que, mais de três décadas depois, regressa à região para restituir o seu ponto de vista sobre a história das relações sociais e culturais locais.
Amanhã, dia 7 de Dezembro de 2012, na Fábrica ASA, em Guimarães.
Na altura será lançado o livro “Ao Cair do Pano. Sobre a formação do quotidiano num contexto (des) industrializado do Vale do Ave”.
Trata-se de uma edição organizada pelo professor Virgílio Borges Pereira, em parceria com Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e ADRAVE.
Localização do evento: Fábrica Asa. Covas - Polvoreira 4835-157 Guimarães
02 dezembro 2012
Espírito Apolíneo
Se coloquei este link foi para aliviar um pouco o ambiente de irritação que se apodera da minha pessoa quando leio qualquer coisa sobre a produção «intelectual» em Fafe. O que leio é um permanente «encher chouriços» de lugares comuns e elogios fáceis. Está escrito que será assim e sempre assim será. Pompeu Martins irá proximamente publicar o seu romance - que procurarei ler com todo o interesse - e depressa nas redes sociais surgem epítetos de endeusamento do autor, considerando-o o último bastião da genialidade, a reencarnação da perfeição. Se alguém resolve publicar um livro de autor, depressa os anfiteatros se enchem de ávidos, hipócritas e incultos leitores à espera das sábias palavras sacerdotais do autor. A crítica aparece quase sempre pela pena de Artur Coimbra que, prefaciando-os, embebeda-nos com elogios, enaltecendo a boa escrita dos seus autores (talvez designando-os de Júlio Dantas). Se um tipo faz uns poemas, eis o adivinhador das palavras, o engenheiro da emoções, o doutor do amor. Daniel Bastos vive num eterno embevecimento, com entrevistas em que o DRº (o director do Povo de Fafe é o último bastião daquela imprensa regional que edita títulos nobliárquicos) se sobrepõe a tudo o resto e com os «likes» «facebookianos» a sublinharem uma glorificação sem precedentes. Algum dia hei-de ler Daniel Bastos que deve ter um enquadramento científico que não é despiciendo. Contudo, questiono-me sobre o peso que o facto de ser do PS teve nas oportunidades que lhe surgiram. Até posso ser levado a dizer «ainda bem que é do PS!».
Urge alguém com «tomates» que consiga alguma clarividência neste frenesim apolíneo que, sobre a sua inteligência, seja mal-amado pelos intelectuais. Atenção: eu gosto da palavra intelectual!
António Daniel
28 novembro 2012
Rock With Benefits 2012
O Rock with Benefits foi um conceito criado em 2011 pelo Rotaract Club de Fafe, em conjunto com o Interact Club de Fafe ao qual se associaram o Rotary Club de Fafe e a Câmara Municipal de Fafe com o objectivo de angariar fundos e alimentos para as famílias mais desfavorecidas do Concelho de Fafe, no seguimento das várias campanhas de recolha de alimentos para elaboração de cabazes de Natal.
O Rock with Benefits é um evento com espirito de Festival, se é que pode ser assim apelidado, embora num contexto totalmente diferente e que alia o divertimento à solidariedade. No fundo há uma colaboração entre as associações anteriormente citadas e um conjunto de bandas e djs que se mostram disponíveis para apoiar causas solidárias, apelando assim ao tão propalado slogan "Música com causas". Pretende-se assim que o objectivo deste festival seja obter o maior número de alimentos possíveis para a nossa causa.
Em 2012, o Rock with Benefits será nos dias 7 e 8 de dezembro no Pavilhão Multiusos de Fafe com o seguinte cartaz:
DIA 7 :
- DEAU
- O Bisonte
- ThePende
- Progeto Aparte
- In Utero
- DJ José Garcia
- United Soul Brothers
DIA 8 :
- The Mad Dogs
- The Hipshakers
- Day Of The Lords
- Ráphia
- DJ Hollow
- 2Wild DJ's
- The Cousin's Trip DJ's
Os BILHETES têm o custo de 5€ + 2 Kg de alimentos ou 7,5€ (sem alimentos) para o Passe 2 Dias.
O Bilhete de 1 Dia custa 3€ + 2 Kg de alimentos ou 5€ (sem alimentos).
22 novembro 2012
Museu Internacional do Rali...
Esta notícia (http://autosport.sapo.pt/museu-internacional-do-rali-em-arganil=f108795), apesar de ter passado despercebida a grande parte dos fafenses e da comunicação social local, é demasiado importante. Sabendo nós, por direito próprio, que a catedral do Rali em Portugal é Fafe, mais precisamente o grande troço da Lameirinha, espero que só por desconhecimento é que esta notícia não foi muito divulgada e comentada na nossa terra.
Acho muito bem que Arganil aproveite o facto de ser outro dos sítios míticos do antigo rali de Portugal e que, com isso, pretenda reavivar essas memórias através da instalação de um museu do rali. E, ao que parece, um museu dinâmico, com carros antigos, simuladores, novas tecnologias, etc. Isso é louvável.
Mas saber que Fafe poderia ter sido pioneiro e já ter feito isto há muito tempo, ainda para mais quando temos um museu do automóvel deve deixar-nos um pouco insatisfeitos por esta boa iniciativa não ser em Fafe.
Que adianta ter um museu do automóvel quando o mesmo tem poucos visitantes, mal localizado, pouco dinâmico e sem dar grande destaque às nossas classificativas e à nossa história no rali de Portugal?! Sou da opinião que, ou se tem um bom museu, ou então mais vale não ter. Arganil está a dar um passo importante para a sua identidade cultural/desportiva através do rali com a criação deste museu. Mas todos sabemos que este museu internacional deveria estar sediado em Fafe...
Pedro Fernandes
Acho muito bem que Arganil aproveite o facto de ser outro dos sítios míticos do antigo rali de Portugal e que, com isso, pretenda reavivar essas memórias através da instalação de um museu do rali. E, ao que parece, um museu dinâmico, com carros antigos, simuladores, novas tecnologias, etc. Isso é louvável.
Mas saber que Fafe poderia ter sido pioneiro e já ter feito isto há muito tempo, ainda para mais quando temos um museu do automóvel deve deixar-nos um pouco insatisfeitos por esta boa iniciativa não ser em Fafe.
Que adianta ter um museu do automóvel quando o mesmo tem poucos visitantes, mal localizado, pouco dinâmico e sem dar grande destaque às nossas classificativas e à nossa história no rali de Portugal?! Sou da opinião que, ou se tem um bom museu, ou então mais vale não ter. Arganil está a dar um passo importante para a sua identidade cultural/desportiva através do rali com a criação deste museu. Mas todos sabemos que este museu internacional deveria estar sediado em Fafe...
Pedro Fernandes
Paraíso Perdido
Desde há algum tempo que generosamente me disponibilizaram neste blog espaço para expor as minhas ideias acerca da minha terra. Vou escrevendo o melhor possível, dentro das minhas próprias limitações e fragilidades. Contudo, fizeram-me uma observação num comentário que me obrigou a refletir. O comentário dizia, creio que sem qualquer tipo de pretensão, que «até nem vive em Fafe...». Efetivamente, já passaram uns largos anos desde que, por várias razões, fiz do meu quotidiano outras cidades. Contudo, enquanto assim pensava, dei-me conta que o tempo psicológico era consideravelmente menor do que o tempo cronológico. Estratégia encontrada para enganar Cronos, o devorador dos seus próprios filhos. Eduardo Prado Coelho disse algures que as nossas cidades são sempre as cidades da nossa infância. É verdade, «nasci noutra cidade que também se chamava Fafe». Daí que um possível regresso não esteja nos planos porque, parafraseando Borges, os únicos paraísos não proibidos são os paraísos perdidos.
António Daniel
António Daniel
19 novembro 2012
VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe
No âmbito das VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe, que decorrerão de 18 a 25 de novembro de 2012, o Cineclube de Fafe em parceria com o Município de Fafe apresentam um Ciclo de Cinema dedicado à obra cinematográfica do realizador português Fernando Lopes e do realizador galego Mario Iglesias, na Sala Manoel de Oliveira.
Serão igualmente exibidos filmes dos realizadores Manoel de Oliveira e Rodrigo Areias - “Estrada de Palha” de Rodrigo Areias (dia 21 de novembro, 4ª feira às 21h30), com a presença do realizador. No dia 25 de novembro, domingo às 15h será exibido o filme “O Gebo e a Sombra” de Manoel de Oliveira, sessão que conta com a presença do realizador.
No programa das VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe, inclui um espaço de debate e reflexão em formato de mesa-redonda sobre o Plano Nacional de Cinema (PNC), com a participa da Dr.ª Graça Lobo, coordenadora do PNC, iniciativa que conta a participação de outras personalidades intervenientes (dia 21 de novembro, 4ª feira às 15h30). No dia 24 de novembro (sábado), terá lugar a segunda mesa-redonda subordinada ao tema “Fernando Lopes – vida e Obra”, com a participação do crítico de cinema João Lopes e do docente universitário David Pinho Barros, entre outros.
Todas as sessões têm entrada gratuita.
13 novembro 2012
E Agora?
Nos últimos dias temos assistido a movimentos políticos sem paralelo em Fafe. O episódio dos anos noventa tinha uma grande virtude: sabia-se em que águas se navegava. O desiderato de então foi muito promissor porque alavancou projectos inovadores, lançaram-se ideias e descobriram-se certas verdades uma das quais revelou que Fafe não vota nas pessoas mas no PS, apesar destes votos, quando o que está em causa são as legislativas, penderem para outros espectros políticos. É relevante. Na presente data, o panorama é mais lamacento, obrigando os mais distraídos, como eu, a vaticinar certos desfechos que em nada coincidiram com o verdadeiro desenlace. Não sei se será Raul Cunha candidato, mas a sua possível escolha é um momento único para a oposição. Qual o papel da oposição? Quem se mete na política dificilmente perde o «bichinho». Daí que me interrogo qual o destino de Antero, caso se confirme a notícia que dá conta da sua demissão dos cargos do partido. Não me surpreenderia se Parcídio, caso avance, aproveitasse a «deixa» para usufruir dos votos descontentes do PS. Os próximos tempos serão promissores. Por um lado, é divertido; por outro lado, a política é f.......
PS: Começaram a chegar à caixa das mensagens pequenos insultos. obviamente que serão apagados. A postura de cro-magnon não encontra aqui guarida. Contudo, apelo às pessoas para terem postura cívica e discutirem argumentos. Estou aqui porque não devo nada, não necessito de nada, a não ser que a minha terra cresça. Quando discuto política, não ataco as pessoas, simplesmente julgo que, como cidadão, tenho uma palavra a dizer sobre os destinos políticos da nossa cidade.
António Daniel
PS: Começaram a chegar à caixa das mensagens pequenos insultos. obviamente que serão apagados. A postura de cro-magnon não encontra aqui guarida. Contudo, apelo às pessoas para terem postura cívica e discutirem argumentos. Estou aqui porque não devo nada, não necessito de nada, a não ser que a minha terra cresça. Quando discuto política, não ataco as pessoas, simplesmente julgo que, como cidadão, tenho uma palavra a dizer sobre os destinos políticos da nossa cidade.
António Daniel
07 novembro 2012
7-1 na Política.

A ser verdadeira a notícia que dá conta da candidatura de Laurentino Dias à Câmara pelo
PS, vislumbra-se um 7-1.
1-0 Como já havíamos escrito aqui, Antero era um candidato
fraco, não pela sua personalidade ou seriedade, mas pela vinculação do seu
pelouro à ausência de obra feita no que diz respeito aos grandes projectos
previstos e à forma pouco assertiva com que jogava nos meandros políticos, abrindo espaço para uma possível alternância de poder.
2-0 Laurentino é, queiramos ou não, a pessoa com melhor
curriculum político que o PS e Fafe – com excepção de Luís Marques Mendes -
alguma vez tiveram.
3-0 Laurentino conhece o poder autárquico e o poder de
Lisboa.
4-0 Joga com o elemento surpresa. Todos gostam de surpresas.
A surpresa funciona como um meio de esgotamento das reacções: é muito comum a
expressão «não tenho palavras…».
5-0 Enfatiza a falta de estratégia da oposição, nomeadamente
na crescente indefinição quanto a parcerias ou coligações.
6-0 Posiciona-se como o verdadeiro líder do PS concelhio.
Por muito que o espírito democrático esteja difundido, a liderança é importante.
O máximo que pode acontecer são pequenos arrufos sem qualquer significado.
7-0 Aparentemente não necessita do cargo. Estava numa
posição confortável. Uma possível candidatura à câmara mostra o apego de Laurentino
à luta política e não ao cargo.
7-1 O que resta à oposição? O golo de honra. Como vai
obtê-lo? Não sei.
António Daniel
António Daniel
06 novembro 2012
Ser Solidário
É um programa inovador criado pela Câmara de Fafe que acolhe temporariamente, no mercado de trabalho, jovens que não conseguiram concluir o 12.º ano ou entrar na faculdade. Durante oito meses trabalham 4 horas por dia em serviço cívico e ganham 200 euros. Ao mesmo tempo podem estudar e melhorar as notas.
Reportagem transmitida pela RTPClicar aqui:
Câmara de Fafe paga a jovens estudantes paraSe prestarem serviços à sociedade - País - Notícias - RTP
04 novembro 2012
Fafe Film Fest 2012
O FAFE FILM FEST – Festival de Cinema de Fafe 2012 –prossegue este ano com a sua segunda edição, devendo a inscrição a concurso ser feita até ao dia 9 de Novembro. Os trabalhos selecionados serão apresentados nos dias 24 e 25 de Novembro, na sala Manoel de Oliveira, em Fafe, no âmbito das VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe e II edição do FAFE FILM FEST.
A iniciativa, promovida pelo Cineclube de Fafe em parceria com o Município, pretende incentivar a produção e divulgação de curtas-metragens, a nível local nacional e internacional, sobre Património Material e Imaterial - temática das Jornadas de Cinema e Audiovisuais de Fafe.
As inscrições deverão ser enviadas para o mail cineclubedefafe@gmail.com com os seguintes elementos:
- Dados biográficos do(s) realizador(es);
- Sinopse da obra;
- Duas ou mais imagens referentes ao filme que o simbilize, na dimensão mínima de 9x12 cm (300dpi);
- Um DVD do filme.
- Um DVD do filme.
01 novembro 2012
A Minhota

Estou a ler pela primeira vez Mistérios de Fafe de Camilo Castelo Branco.
Pela leitura das primeiras linhas, surge-nos a presença dominadora da mulher,
no comum do seu substantivo. Posso estar equivocado, mas a mulher funciona aqui
simultaneamente como ventre e conservação: Ela dá e dispõe da vida. Rosa parece
ser, a partir das primeiras palavras, a mulher (substantivo comum), aquela que
sofre e que faz das poucas forças a sua própria emancipação. Considerando que na
literatura esconde-se os mais altos desígnios da vida, Camilo vai revelando a
essência da mulher minhota e o homem como mero joguete dos jogos de
sobrevivência e de prazer (sabemos que estes dois conceitos estão bem
intrincados).
Os primeiros ditos da obra fez-me
deambular por uma ideia que comummente domina: a mulher minhota é conservadora. Faz ela muito bem, tira grandes vantagens disso! Na sombra do magnificente
macho, com as manifestações de testosterona, oculta-se a matriarca. Por ela
tudo passa porque por ela tudo nasce. A própria terra é e sempre será feminina.
Nela está o ventre, nela está o fim.
António Daniel
24 outubro 2012
Hospital de Fafe

Surgiu nas redes sociais um
movimento pró- hospital de Fafe. Os seus promotores defendem a necessidade de
manter o Hospital de Fafe no sector público face à possibilidade de, segundo
rumores, transitar para a responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia.
A ideia é, aparentemente,
atractiva, mas isso não chega para defender uma posição. Os argumentos apresentados
são puramente emocionais, mas é possível sintetizar as ideias fundamentais:
1. O
facto de servir uma população de cerca de 200 mil habitantes (região de Fafe e
Basto);
2. O
facto de estarmos a ser progressivamente esvaziados de serviços;
3. É
uma decisão de «régua e esquadro», simplista;
4. Vai
prejudicar quem tem mais necessidade da assistência de hospitais públicos;
5. A
sobrelotação do Hospital de Guimarães;
6. Sempre
houve hospital em Fafe.
Conclusão: o Estado deve manter o
hospital público em Fafe.
Todos nós sabemos a estratégia do
estado sempre que pretende retirar um serviço. Faz o possível para que o serviço
em causa se mostre ineficaz, mudando horários, retirando serviços, enfim, convencendo
da ineficácia. Relativamente ao hospital de Fafe, convenhamos, que conseguiu
esse desiderato. Os profissionais que encontramos nas urgências, nomeadamente médicos,
não conhecem o meio e, por isso, têm um certo distanciamento face ao público que
servem. Isto é, não há proximidade. Como as coisas estão, não me parece que o hospital tenha
grande utilidade.
Face a este panorama, parece-me
irreversível a situação. A melhor premissa que justifica a indignação fafense,
creio, é aquela que afirma o carácter simplista das decisões tomadas em Lisboa.
Mas nunca se esqueçam de dois pormenores: Há muita gente na região conivente
com essas decisões e Fafe está a 10 mn de distância de Guimarães e a meia hora
de Braga. Há muita gente a maior distância dos hospitais, até nos grandes
centros de Lisboa e Porto.
Perante isto, sou levado a
afirmar que, pese embora o silêncio ensurdecedor do executivo camarário – o que
até se compreende face à frustrante suspensão da construção do novo hospital -,
é importante pensarmos na solução da Santa Casa. Que valências promoveriam? Quais
as condições de acesso de quem mais necessita? O que iria melhorar? Qual o destino dos funcionários? Só depois
de estas questões estarem respondidas é possível a luta.
Não nos podemos esquecer que, nas
próximas décadas, o investimento público vai ser próximo do zero.
António Daniel
22 outubro 2012
M80? Não, obrigado!
À margem de uma conferência onde intervinham
várias personalidades da sociedade civil, entre as quais o professor Marcelo
Rebelo Sousa, ficou-me na retina uma tirada deste em relação às rádios. Segundo
este, as rádios estavam a passar por uma fase menos boa, apesar de manterem um
papel muito relevante, no seio da opinião pública. Bom, o que é certo é que
fiquei a matutar sobre o assunto e, rapidamente passei para o panorama local.
Longe vai o tempo em que sintonizava a
frequência 103.8 fm e ouvia em primeira mão as notícias do meu concelho, o
relato do meu clube (adfafe), entrevistas a personalidades locais, programas
relativos às mais diversas freguesias (onde se divulgava o que de bom se faz no
concelho), divulgação de eventos organizados no concelho, debates políticos,
publicidade a empresas locais e os tão afamados discos pedidos, que faziam a
delícia das gentes tipicamente minhotas. A verdade é que tudo isso acabou de uma
forma abrupta e num processo muito pouco claro aos olhos de uma pessoa normal,
onde me incluo. Pelo que se sabe, razões financeiras estiveram por detrás do
fim da “nossa” saudosa rádio clube de Fafe.
Desde há uns anos para cá, passamos a ter uma
rádio nacional a m80, que tem a sua base assente na m80 espanhola. Não
questionando a qualidade desta, o que é certo, a meu ver, é que com esta
mudança, quem perdeu foram os fafenses e o concelho de Fafe. Acho estranho que
se fale de inúmeras situações, e a rádio tenha sido esquecida, posta de lado,
como se ninguém tivesse minimamente interessado nas benesses que ela poderia
trazer. Fazendo uso do meu “pacato” descontentamento, espero que este modesto
texto, sirva para, pelo menos, se pensar sobre o assunto e, quiçá, um dia
termos de novo uma rádio local, a exemplo dos concelhos limítrofes como é o
caso de Guimarães, Vieira do Minho, Povoa de Lanhoso, Cabeceiras
de Basto, Celorico de Basto e Felgueiras. E como se intui da situação, a crise
não terá sido o verdadeiro responsável pois, os restantes concelhos também a
sentem e mantêm a sua rádio activa.
Termino com uma frase de um escritor
reconhecido, que ilustra bem o papel de uma rádio: ”São inúmeras as possibilidades de o rádio incentivar e semear
a cultura.”
João Marques
19 outubro 2012
Começa a ser tarde

Já havia escrito neste blogue que
as próximas eleições autárquicas irão ser muito importantes para Fafe. Muito poderá
definir-se. A mudança de líder no partido mais votado, com a certa candidatura
de Antero Barbosa, promoverá um novo ciclo de domínio geracional por parte do
PS. Mas há um problema. Caso Antero vença as eleições, o PS, sabendo da
intrínseca fraqueza do líder, irá fazer convergir vontades na defesa da maioria,
pois sabem que qualquer divergência poderá significar o adeus ao poder, com
todas as suas benesses. Este problema terá repercussões pós eleitorais: iremos
assistir a uma pulverização do poder.
Em situação diametralmente oposta
está a oposição. Também para ela estas eleições têm uma importância fundamental
em virtude da única possibilidade em muitos anos de as vencer e cimentar uma certa mudança.
Contudo, por ser uma altura crucial, a sua derrota funcionará como uma derrota
geracional.
Perante estas circunstâncias,
pergunta-se pelo «fumo» branco.
António Daniel
António Daniel
17 outubro 2012
Ser Portugal
QUE ORGULHO DE SER PORTUGAL...
QUE NAÇÃO ENFIM SE FEZ...
DE LISBOA AO CANDEAL...
QUE A SAUDADE ME DEIXE SER....
QUE A SAUDADE ME LEVE, ENTÃO....
SEREI SEMPRE, EM TEU PODER....
UMA ESPADA, UM CORAÇÃO.....
MINHA PÁTRIA QUE EU VENERO....
MINHA PÁTRIA, MINHA ALMA.....
OH TERRA DE AMOR SINCERO.....
O MEU CHORO TE ACALMA...
Pedro Dantas
12 outubro 2012
Até Onde Vai a Participação Pública?
Em discussão pública esteve,
recentemente, o parque da cidade e a deslocalização da estátua da justiça de
Fafe. Através dos mais diversos meios, os fafenses manifestaram-se a favor da
manutenção da estátua no mesmo local e a solução de um parque mais “verde”.
Alargar as decisões públicas às pessoas
é sempre motivo para nos sentirmos mais satisfeitos com a nossa democracia. Por
isso, saúdo a posição da nossa autarquia ao estender o debate público destes
dois projetos da cidade aos cidadãos, especialmente a posição do presidente da
câmara que, mesmo sendo a favor da deslocalização da estátua, irá respeitar a
vontade da maioria da população. E ainda bem!
Relembro que, há dois anos atrás, o pelouro da juventude tinha já dado o primeiro passo no fomento da
participação dos mais jovens através do projeto “Juventude 2010- 100 anos, 100
ideias para participar”.
No entanto, apesar desta abertura
política através destas auscultações públicas, a autarquia ainda não deu o
devido passo para a implementação de um orçamento participativo, modelo que já
defendi aqui há bastante tempo atrás e que considero ser muito vantajoso para
a relação, que está cada vez mais afastada, entre decisores políticos e
cidadãos.
Tendo como tarefa a
consensualização de uma proposta acerca da reforma administrativa do concelho, soubemos
esta semana que os diversos grupos políticos com assento na assembleia
elaboraram um documento onde se prevê a agregação de freguesias, passando das
atuais 36 para 24.
Saúdo, obviamente, a criação de
uma comissão política conjunta para se debater esta reforma mas será que
matéria tão importante não poderia ter sido alvo, da mesma forma que a estátua
ou o parque, de uma discussão pública?! Tal iniciativa não deveria recolher o
maior número de contributos, propostas e opiniões da população?!
Depois, com certeza, após o
encerramento da discussão pública, com a necessária recolha dos contributos da
população, dos partidos ou de outras entidades, a proposta deveria ser entregue
à assembleia para posterior aprovação. Isto aconteceu e tem acontecido em
dezenas de autarquias.
Mas limitar esta participação em
matéria tão importante aos partidos políticos da assembleia municipal parece-me
um erro. O cidadão pode pronunciar-se sobre o futuro da estátua e até do parque
da cidade mas não da sua freguesia?!
Pedro Fernandes
09 outubro 2012
Coração Feliz
Percorrer o Concelho de Fafe é certamente,
abraçar caminhos de descoberta em que se entrelaçam, a ruralidade e o modo mais
citadino de vida. Qualquer grupo territorial que seja bafejado pela sorte de
ter a Natureza a seu favor tem logo aí um acréscimo muito grande.
O nosso Concelho tem Serras de magnífica
relevância. Temos uma área geográfica grande, marcada por uma Natureza agreste
mas amiga, que possui sérias e grandes potencialidades. O aproveitamento da
energia eólica, necessariamente uma forma de energia de presente e futuro, abre
a porta e dá um bom exemplo daquilo que com o passar do tempo tem de ser a
necessária adaptação de energias não renováveis para energias renováveis. Estas
últimas, único garante de futuro. E nestes maciços existem ótimos exemplos de
preservação da Natureza como aposta de desenvolvimento. A freguesia de Aboim
tem sido nos últimos tempos, palco de várias manifestações culturais e
artísticas, que mantendo a sua identidade têm feito desta, claramente, uma
freguesia virada para o progresso.
Mas também de tradições religiosas
vive o nosso Concelho. O lugar da Lagoa onde ano após ano, muitas e muitas
pessoas vão ao seu encontro, para colocar na cabeça a sua Santa e tirar o Diabo
do Corpo. E como falo de religião, importante referir as nossas festas da
Senhora de Antime, ponto alto das festividades do Concelho, que atrai milhares
e milhares de pessoas e é um marco inolvidável das terras de Fafe.
Freguesias como estas são
exemplos muito presentes de vivacidade, de proatividade, de cooperação e
solidariedade entre todos. Ma apresentam-se como os figurinos de todas as
outras. O reconhecido pão-de-ló de Fornelos, o vinho de Várzea Cova. E de jogos
tradicionais de forte marca expansiva vive também o nosso espaço, com o jogo do
pau a assumir-se como um jogo de Fafe, com Fafe e para Fafe.
E já que falamos de Fafe, que tal
referir o símbolo da nossa justiça, intemporal, pois somos gente de carácter,
de verdade, de senso comum solidário e de muito trabalho. Ali perto do
Tribunal, o símbolo da Justiça de Fafe, quando um homem do Povo disse a um
burguês que de maneira boa ou má, todos somos iguais em direitos, e que uma
sociedade mais igualitária é caminho indispensável para a coesão social.
E calcorreando as nossas ruas,
que bom é sentar num dos bancos ali da Arcada! Movimento contínuo e ordenado,
com muita luz, com muita gente, com muita alegria e com muita satisfação. O
Concelho de Fafe é prontamente, o maior batimento do nosso coração!
João Castro
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