28 setembro 2012
Valter Lobo - Tour de Inverno 2012
O cantautor fafense Valter Lobo vai iniciar já este dia 29 de Setembro uma pequena digressão ao vivo percorrendo o país de Norte a Sul, saltando entre as lojas Fnac e Cafés-Concerto.As primeiras chuvas e as noites frias não jogam contra as canções de Valter Lobo, aliás, são motivo mais que suficiente para os mais melómanos procurarem sítios de conforto fora de casa, com média luz e à temperatura dos corações. Num formato showcase, como se fossem amigos à volta de uma chávena de café quente, escutando canções espirituosas, encurtando distâncias e falando de amores impossíveis. A 15 de Dezembro, termina esta digressão no Teatro-Cinema de Fafe.
26 setembro 2012
Em Torno de Ruy Monte
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai promover uma sessão cultural, no próximo dia 29 de Setembro (sábado), no Club Fafense, e em colaboração com esta associação, a partir das 21h30, em torno da figura do professor Laurentino Alves Monteiro e da obra literária e poética que assinou enquanto Ruy Monte. A acção insere-se no protocolo de colaboração entre as duas entidades.O objectivo da iniciativa, de que este é a primeira andamento, é redescobrir alguns dos valores literários e culturais de Fafe, já desaparecidos (Ruy Monte, Soledade Summavielle, Manuel Ribeiro, Vaz Monteiro, Euclides Souto Mayor, entre outros nomes que importa desvendar).
Além de elementos do Núcleo de Artes e Letras e outros convidados, que intervêm na leitura de textos e poemas e na evocação da memória de Laurentino Monteiro, participa amavelmente o Coral de Antime, sob a direcção artística de Aníbal Marinho e que interpretará, em diferentes momentos, os temas “Vindimas”, de Joaquim Santos, “Não quero que vás à monda”, canção alentejana harmonizada por Manuel Faria, “Dobadoira”, uma canção de trabalho de Joaquim Santos, “Cantares (quadras populares”), de Joel Canhão e, finalmente, “Num só corpo e alma, irmãos”, com letra de Laurentino Monteiro.
22 setembro 2012
A Pedra da Escola
Corre pelas redes sociais duas fotos. Uma reporta-se à demolição da Escola da Feira Velha, a outra sugere a utilização da pedra da escola para a construção de uma capela privada. Não possuo elementos nem conhecimentos suficientes para avaliar a legalidade da situação, mas posso, como cidadão, dar o meu parecer ético. Em primeiro lugar, uma demolição de uma escola pressupõe, sempre, um grande conteúdo simbólico: transporta consigo gerações de alunos, professores e auxiliares com todas as consequências afectivas. Em segundo lugar, o pressuposto histórico não é desprezível, já que o edifício assenta numa determinada conjuntura que não deve ser esquecida, caso contrário, salvo as devidas proporções, também seria exequível demolir o edifício do tribunal ou até parte da Universidade de Coimbra. Finalmente, last but not least, o desprezo a que os cidadãos de Fafe foram votados. Desde o início do processo que os fafenses não foram respeitados, culminando num maior desrespeito pela mais elementar regra da democracia: a falta de transparência pelo destino dado às coisas da coisa pública. Exige-se uma explicação do executivo camarário.
António Daniel
20 setembro 2012
A Austeridade e as Associações
Há
pouco tempo lia um artigo de opinião numa conhecida revista informativa em que
o seu autor declarava em tom depreciativo "hoje em dia, as coisas só se
medem em euros".
De facto, empurrados pela conjuntura
sócio-económica do nosso país, vivemos cada vez mais influenciados pelo valor
material das coisas. Fazem-se contas à vida: há que pagar impostos, créditos,
consumo. Há os subsídios disto e daquilo, dados de bandeja a uns, retirados
inconstitucionalmente a outros. Há a troika, o governo, os chefes de Estado
europeus e os media que nos enchem de informação sobre défices, juros da
dívida, bolsa de valores, austeridade e
crise financeira. Tudo se resume, basicamente, a Euros.
No entanto, há ainda algumas coisas
que nos fazem lembrar que nem tudo se resume a dinheiro e porque "o homem
cresce na adversidade", há gente que continua a ter como objectivo o bem
comum, independentemente dos euros que ganham (ou perdem) ao serem fieis a esse
objectivo. Com estas dificuldades que se fazem sentir e num país onde cada vez
mais o egocentrismo toma conta da sociedade, não por mera coincidência mas
porque as circunstâncias assim parecem exigir que aconteça, faz ainda mais
sentido reflectir sobre quem faz de si uma excepção à regra e decide pugnar por
algo que não o benefício próprio.
No concelho de Fafe existem várias
dezenas de associações recreativas, desportivas e culturais que são o espelho
deste espírito altruísta. Não querendo desfazer nenhuma outra, há duas que
gostava de mencionar - pela proximidade com as pessoas que dela fazem parte e
pelo trabalho que realizam - a ARCO (Associação Recreativa e Cultural de Santo
Ovídio) e a ADDAF (Associação de Defesa dos Direitos dos Animais e da Floresta)
são duas associações que contrariam toda esta obsessão (legítima, mas não deixa
de ser uma obsessão) pelos preciosos Euros. São um conjunto de pessoas que
fazem tudo em prol de outrem sem pedir nem exigir rigorosamente nada em troca.
A ARCO é provavelmente uma das
Associações Recreativas e Culturais mais activas do concelho de Fafe promovendo
actividades cujo público alvo vai desde os mais jovens aos idosos. É certo que
as pessoas residentes em Santo Ovídio são as que mais contactam e usufruem
destas actividades e portanto, haverá decerto muita gente que desconhece o
empenho das gentes que todos os anos organizam a festa do S. Brás, do Entrudo,
o Magusto, os cantares de Reis, o Festival Santo Rock, entre outras dezenas de
acontecimentos que animam a pacata localidade fafense. A verdade é que devia ser dado muito mais crédito a esta
Associação que, com as "armas" quem tem, vai lutando para manter
aceso o espírito altruísta pelo qual sempre vão pautando as suas actividades.
As pessoas deixam, por momentos, as suas vidas de lado para irem animar as
casas vizinhas com as cantigas dos Reis, acompanhadas pelos cavaquinhos, violas
e muita boa disposição. As pessoas despendem o seu tempo para organizar
anualmente um festival de Rock que já está enraizado no panorama musical do
concelho sendo um dos poucos a dar oportunidades a bandas fafenses e sendo, por
isso, um foco de concentração de jovens que lá se juntam para aceder ao evento
sem terem que pagar nada para lá entrar. As pessoas despendem o seu tempo para,
todos os anos, invariavelmente, embelezar a localidade com um presépio pelo
Natal , com o "pai das orelheiras"
pelo Carnaval e para organizar caminhadas e convívios.
A ADDAF é outra das Associações em
Fafe cujo empenho é louvável e está à vista de todos. Se percorrermos as redes
sociais e os jornais do concelho depressa nos aperceberemos que nesta
Associação só há uma coisa que excede em larga escala as suas óbvias
dificuldades - o seu amor pelos animais e o seu empenho em melhorar as suas
condições. Houve alguém que um dia disse que "a educação de um povo
mede-se pela maneira como este trata os animais" e que "quem não
consegue gostar de um animal dificilmente gostará de uma pessoa" - de
facto, os voluntários desta Associação têm um mérito enorme pela maneira como
trabalham em prol de seres que não têm maneira de sobreviver por não terem os
mesmos privilégios que os Humanos quando se trata de garantir o mínimo de
qualidade de vida. Paralelamente a isto, esta Associação também zela pela saúde
pública ao tratar dos animais, tirando-os das ruas e acolhendo-os, medicando-os,
algo que nem toda a gente se lembra quando passeia pela Arcada e se depara com
uma de muitas campanhas de adopção promovidas pela ADDAF e pelos seus voluntários.
Assim, é neste contexto de crise
profunda - uma crise que, como já vai sendo perceptível, ultrapassa a mera
recessão económica e nos leva para outras: a crise de confiança, a crise de
valores e a crise de solidariedade - que, ao analisarmos a actividade destas
Associações (e tantas outras) que funcionam à base do voluntariado, facilmente
percebemos que se tudo isto já era louvável há uns anos atrás, hoje é ainda
mais.
São estes exemplos que nos
proporcionam alguma abstração de todo este louco "carrossel" de
dificuldade em tempos difíceis. A propósito, Charles Dickens dizia "foi o
melhor dos tempos, foi o pior dos tempos".
Assim é. Nunca antes o trabalho realizado por estas associações me
pareceu tão nobre e por isso só tenho a agradecer e encorajar a continuarem o
seu trabalho. Obrigada.
A felicidade das pessoas e o amor
pelos animais não se medem em Euros. Acabar o dia com um sentimento
gratificante de que se fez algo em prol de alguém não se mede em Euros. Ter a
certeza de que se trabalha para deixar o mundo um bocadinho melhor recebendo
apenas essa sensação como retribuição não se mede em Euros.
Nem tudo se mede em Euros... e ainda bem.
Vanessa Barata
17 setembro 2012
Religião ou Máfia?!
A religião católica tem cada artista nos
seus cargos que até dá gozo perceber as manobras de diversão a que se submetem
para conseguir levar a melhor. Há situações que não é mais do que tentar ser o
preferido para fazer os trabalhos nas eucaristias, isto dá-se de barato, mas
outras são mesmo vergonhosas como aqueles que nunca aparecem às cerimónias mas
oferecem-se para fazer as festas em honra de algum santo lá da terra só para se
aproximar mais do pároco e conseguir ganhar umas obritas que, sabem por
intermediários, irão estar a concurso. Há também quem se ofereça para as festas
porque assim conseguem aproximar-se das pessoas e mostram que até são boa
gente, depois de alguma borrada ou em período eleitoral.
Tanto
cinismo em volta da igreja… onde estão os responsáveis que permitem isto?
Outro
aspeto prende-se com a insistência em políticas, agora relativas à própria
gestão da casa de Deus, nada beneficiadoras do bem comum. Não é só nos países
liderados por religiões que se faz muita asneira em nome de Deus, há nos tempos
de hoje muita trapalhada feita em nome desse mesmo Deus para beneficiar o grupo
que anda protegido pela sotaina do abade.
Há
comissões fabriqueiras que não passam de um bando de mafiosos com o pároco a
presidir. São os mesmos elementos durante anos, alguns, provavelmente, adquirem
o direito vitalício ou só o largam se conseguirem deixar um herdeiro direto em
seu lugar. Em muitos casos, as suas profissões permitem prestar serviços para a
igreja: construção, carpintaria, vendedores de materiais… mas, no caso de não
possuírem qualificações para determinados trabalhos, nada que não se resolva
com a indicação de um ou outro amigo ou com as fraudes para que estes ganhem os
concursos das obras, engendrados de modo a que ganhe quem muito bem entenderam.
Isto
é religião? Isto são os princípios de boa-fé?
A
religião católica precisa de gente capaz. É certo que cada vez há menos padres
e muitas vezes qualquer um serve para ocupar esse lugar de responsabilidade.
Contudo, hoje as pessoas estão mais informadas e até formadas, por isso, ou a
Igreja opta por enviar padres para as paróquias com sentido de responsabilidade
ou as Igrejas (físicas) ficarão sem gente.
Nas
direções das Comissões da Fábrica da Igreja e, quando existem, nos Centros
Sociais e Paroquiais são os Padres que têm a função de presidir. Seria
importante que o dinheiro pedido aos paroquianos ou mesmo o dinheiro obtido
através de apoios estatais não fossem mais para alimentar os amigos dos amigos,
mas os que se encontram em melhores condições para executar tarefas a concurso.
Os párocos ou assumem a responsabilidade ou não passam de fantoches nas mãos de
dois ou três.
Felizmente,
isto não é em todo o lado, ainda há padres com carácter e com enorme
conhecimento teológico, que dá vontade de regressar para ouvir uma
interpretação de muita qualidade científica às sagradas escrituras.
Pedro Sousa
(Católico praticante mas farto de fantochadas em nome de Deus)
15 setembro 2012
Portugal Na Rua
Guimarães, 17H, Largo Central;
Porto, 17H, Avenida dos Aliados;
Vila Real, 17H, Câmara Municipal;
Bragança, 17H, Praça Cavaleiro Ferreira;
Aveiro, 17H, Estação da CP;
Coimbra, 15H, Praça da República;
Lisboa, 17H, Praça José Fontana;
Funchal, 17H, Praça de Santa Catarina;
Ponta Delgada, 16H, Portas da Cidade;
Faro, 17H, Concentração;
São mais de 40 cidades...
E Fafe... ???!!
12 setembro 2012
Escola Conde Ferreira
Das 120 escolas previstas no testamento do conde, foram construídas 91, das quais 21 foram, entretanto, demolidas. As restantes 70 continuam a funcionar para os mais diversos fins, desde ensino a serviços municipais, passando por sedes de juntas de freguesias, bibliotecas, museus municipais ou mesmo instalações de forças de segurança. Mas, e a nossa escola???... Continua a degradar-se, aberta ao vandalismo e outras situações ilícitas... É vergonhoso!!!
Luís Barros
10 setembro 2012
Ideias
Foto de Jesus Martinho
A recente notícia da requalificação do Placete «do Grémio» para recolha do arquivo municipal sugeriu-nos pensar um pouco sobre o que falta fazer em Fafe. Nunca escondemos a importância que o imobiliário histórico tem para um aumento do sentido de pertença à polis. Nesse sentido, a Câmara tem feito um bom trabalho, como serve de exemplo a requalificação do Teatro- Cinema, o embelezamento de artérias e agora a recuperação deste emblemático edifício. Contudo, só embelezamento não chega. É necessário dar sentido e conteúdo. Se oTeatro-Cinema está bem sincronizado com o seu desiderato, já a recuperação do palacete e da zona envolvente - há projecto? - parece ser pouco ambicioso. A sua utilização como depósito do espólio documental da Câmara é muito importante, mas não nos podemos esquecer que a sua frequência estará destinada a profissionais.
Ora, o que propomos é uma utilização mais «democrática». Para tal, seria muito benéfico que o edifício e a zona envolvente pudessem congregar os museus da cidade. Não seria possível deslocalizar o museu do automóvel, da imprensa e da emigração para um único lugar com um sentido temático mais profundo? E porque não uma área temática, aproveitando as tecnologias de informação, sobre o Castro de Santo Ovídio?
António Daniel
António Daniel
06 setembro 2012
O Pau de Marmeleiro
É uma estátua de duas toneladas de bronze distribuídas por dois homens e um pau de marmeleiro, glorificando uma lenda que uma cidade fez sua. O seu tipo de justiça, com um varapau, está para Fafe como o chapéu está para Fernando Pessoa, é um pormenor, só isso, e até cai bem. A justiça de Fafe, lenda antiga, só corporizada em 1981 com a tal estátua que foi colocada nas traseiras do tribunal. Agora - é essa a notícia - o presidente da Câmara quer deslocalizar a estátua, não por razões económicas como acontece às fábricas, mas por incompatibilidade de vizinhança. A justiça pelas próprias mãos ficaria mal ao lado de um tribunal... Como se não vivêssemos num país com um cemitério chamado dos Prazeres e um aeroporto chamado Sá Carneiro. Nos 31 anos de vizinhança, nunca um pleito do tribunal de Fafe, mal influenciado pela estátua, saiu para as traseiras à bordoada, tal como os aviões não se puseram a despenhar no Porto ou os enterros a dançar em Campo de Ourique. Os nossos líderes, com mil desses falsos cuidados connosco, ofendem-nos a inteligência. E, no caso de Fafe, até tresleem. O Visconde de Moreira de Rei, usando o varapau, tal como contou o Barão de Espalha Brasas, cujo poema épico deu início à lenda, foi, afinal, um precursor da justiça moderna, proporcionada e pedagoga. Tendo sido provocado a duelo, não escolheu a espada ou a pistola, que são fatais, mas o pau, que não mata e, bem aplicado no lombo, educa.
Ferreira Fernandes
in www.dn.pt
Ferreira Fernandes
in www.dn.pt
03 setembro 2012
Multiusos
Quantas autarquias não gostariam de ter recebido a final da Supertaça de Andebol? Ou um jogo de basquetebol ou de andebol da selecção portuguesa? Ou uma final de basquetebol? Ou um mundial escolar de andebol? Muitas! Fafe tem conseguido isso e mais muito por culpa do pavilhão Multiusos que tem, nos últimos anos, sido escolhido para importantes eventos desportivos. Fafe ganha maior visibilidade com isso especialmente porque muitos têm transmissão televisiva. Fafe não é só rally, nem ciclismo ou futebol. Fafe pode ser uma cidade desportiva com qualidade se aliarmos a aposta em eventos de bom nível desportivo no Multiusos a uma política desportiva para todos onde seja possível encontrar com facilidade polidesportivos para uso gratuito da população, especialmente a mais jovem, até para se desviarem dos "maus caminhos". O parque da cidade é o sitio ideal para isso. Aliar a natureza, ao lazer e à prática desportiva num parque ao lado de um multiusos que, ultimamente, tem sido bem aproveitado (com desporto, mas também com música, por exemplo) seria uma aposta com sentido, na minha opinião. Penso que está na hora de acabarmos com a ideia (e os políticos têm que que ajudar a isso...) que o multiusos só serve para jantares, eleições e jogos de futsal. Não! Um pavilhão como aquele não pode funcionar todos os dias mas a autarquia tem conseguido trazer boas provas desportivas para Fafe (Guimarães tem um multiusos mesmo aqui ao lado também...) e isso deve ser reconhecido por todos.
Rui Silva
01 setembro 2012
Impressões Políticas no Mês de Agosto
No pouco tempo que estive em Fafe, houve quatro acontecimentos políticos interessantes. A presença de Antero Barbosa no encontro com os emigrantes, o encontro do Partido Socialista em Estorãos, a «caixa» em branco no Notícias de Fafe e aquilo que uma senhora me disse. Os dois primeiros só vêm confirmar aquilo que todos sabem: Antero Barbosa é o candidato do PS às eleições autárquicas. Levemente, revelando a insustentável leveza do ser, Antero Barbosa dá-se a conhecer, desculpando a ausência de José Ribeiro. O leitor estranhará o facto de eu ter realçado a necessidade de Antero se dar a conhecer. É verdade! Num outro acontecimento político, este vivido na primeira pessoa, uma senhora disse-me que foi convidada pelo PS para uma festa. O mais curioso é que essa senhora afirmou que «ia ver o Parcídio», «não o Parcídio», diz ela, mas «o Parcídio do PS», referindo-se a Antero. Bom, isto é muito elucidativo da necessidade de José Ribeiro começar a ausentar-se das «festas», mas também revela um qualquer complexo psicanalítico que, sinceramente, não sei explicar. Por último, a «caixa» branca no Notícias de Fafe. O jornal, e bem, disponibiliza um espaço para artigos de opinião oriundos dos partidos políticos - será que não há opinião fora dos partidos? Não! -. Na ocasião proporcionada ao CDS-PP, eis que nada foi escrito. O problema não é o CDS-PP - ainda existe? - mas a parte branca. Foi a parte mais escura que eu alguma vez vi, como foi escuro para a oposição que, assim, começa a ver o tempo escurecer.
António Daniel
30 agosto 2012
Fafe Nos Media
Depois de vários meses de leitura assídua do Blog
Montelongo, surgiu a oportunidade de pertencer à equipa de colaboradores que
regularmente escreve para este prestigiado espaço na blogosfera fafense. A
oportunidade apareceu e escrevo então o meu primeiro texto. Sou João Marques,
estudante de direito e resido em Fafe. Apesar da minha tenra idade sou um
orgulhoso Fafense e faço sempre por falar da minha terra, lembrando aos menos
atentos as valências que ele nos oferece. Em razão disso, vi com muito bons
olhos mais uma chegada da volta a Fafe, assim como vi com grande entusiasmo as
três páginas que a revista visão dedicou à aldeia de Aboim, aqui há dois meses
atrás. A meu ver são excelentes cartões-de-visita do concelho que têm
necessariamente de ser aproveitados, nomeadamente a nível de comércio e
turismo. Muitas são as razões para saudarmos o que de bom se faz no concelho, e
pode-las transmitir através de tão ilustres meios de comunicação é, sem dúvida,
um privilégio que não deve ser desperdiçado.
Oxalá que mais iniciativas se sucedam, levando o nosso
concelho além-fronteiras.
João Marques
28 agosto 2012
Humor e Verdade
Este
post num blog suscitou muita reacção bairrista. Compreende-se, hoje em dia são
poucas as ocasiões em que nos podemos orgulhar de pertencer a algum sítio, quer
porque somos cada vez mais cidadãos do mundo, quer porque pensamos que não vale
a pena. Perante as reacções, depressa o seu autor pediu desculpas, afirmando
que não passava de um texto humorístico. Obviamente que está desculpado.
Contudo, devemos estar atentos às mensagens humorísticas. Fui aprendendo que o
humor é a forma mais séria de comunicação: é destituído de emoções e revela,
por isso, mais verdades do que julgamos, isto é, mostra o que realmente o autor
do texto pensa, ou será que criou uma realidade virtual? Terá tanta imaginação?
Pois é… A desculpa inscreve-se em gestos, palavras e atitudes, servindo para
identificar o responsável, mas ninguém pede desculpas por aquilo que pensa. Agora
sou eu a pedir desculpa aos fafenses, mas tenho de dizer isto. Quando o autor
do texto escreveu, a responsabilidade é sua; sobre aquilo que pensou, a
responsabilidade é nossa. Infelizmente, infundada ou não, corresponde à ideia que muito boa gente tem sobre Fafe.
António Daniel
António Daniel
26 agosto 2012
Agosto dos Emigrantes
Permitam-me que comece por explicar que, independentemente do número de textos que aqui forem publicados em meu nome, farei questão de
enaltecer as qualidades desta bela cidade que considero como o meu lar. Mais do
que o local onde habito, mais do que o local onde nasci, é verdadeiramente o
meu lar. Para questões políticas ou de problemas que eventualmente surjam na
cidade, entendo que existem pessoas bem mais informadas do que eu, e deixo
então essas crónicas aos competentes da matéria.
Agosto, se para muitos é apenas sinónimo de férias, para
todos os fafenses também representa emigrantes.
Para muitos implica uma maior confusão nas estradas, nos supermercados,
nas ruas e o caos total nas feiras semanais.
Principalmente, a língua francesa faz competição com a língua de Camões
nos passeios, a cidade ganha movimento como só este mês conhece, os cafés ficam
lotados, a vida noturna agitada e em todo este cenário os comerciantes e
empresários ficam agradecidos.
Atravessamos um período a que chamam de “novos emigrantes”,
jovens bem formados que procuram uma qualidade de vida e reconhecimento que
infelizmente o nosso país não proporciona, mas não é destes que falo. Falo sim,
da geração que partiu em décadas passadas e que se concentra essencialmente em
França e Suíça, onde lá mesmo criaram comunidades portuguesas para enganar as
saudades. Estes emigrantes, que enchem a mala do carro de sacos e bagagens, que
atravessam países atolados num carro, que passam dias, semanas ou meses a
contar os dias para regressarem a Fafe . Regressar a Fafe... regressar à casa
que conta muitas vezes toda a história de uma infância longínqua, abraçar saudosamente a família que por cá
fica, sentar pela primeira vez na mesa para ser servido um jantar especialmente
feito para quem chega de uma longa viagem, ir à igreja da aldeia e ouvir uma
missa na língua materna, entrar no café e rever as caras conhecidas e pedir o
primeiro café. Isto é a maior compensação que um emigrante pode ter, isto é o
verdadeiro regresso.
O tempo passa a voar para quem tem os dias contados e
depressa começa a aproximar-se o dia da partida. O transito na cidade começa a
regressar ao fluxo normal, o número de pessoas das ruas diminui e a cidade
começa a perder a energia que a acompanhou nas últimas semanas. Despedem-se com
um “até para o ano” e a cidade responde “assim será, cá ficarei à espera”.
Hoje, ao fazer a autoestrada de Fafe para o interior do
país, foi notória a quantidade de automóveis com matrículas francesas pelas
quais passei, e não consegui deixar de imaginar a tristeza com que muitas
dessas pessoas regressam ao país onde trabalham. Perdão, elas não regressam a
esses países, elas vão para esses países, porque o verdadeiro regressar, regressam
ao nosso, e regressam a Fafe, à terra...
Clara Magalhães
PS: Apesar de viver em Fafe, por vários motivos ausento-me
da cidade por períodos de tempo significativos, embora nada comparável a estes
emigrantes. Ainda assim, não consigo deixar de esboçar um sincero sorriso quando chego à minha terra, seja quando venho na
estrada que liga a Guimarães e avisto o monte de Santo Ovídio tão familiar ao
meu ser, seja quando regresso pela autoestrada e vejo a sinalização a indicar
“Fafe”. Se me comovem estes pequenos regressos, a um emigrante deve ser uma
sensação colossal. Dito isto, fica aqui o meu sincero agradecimento por
voltarem todos os anos, mas acima de tudo, pela coragem de quando partem.
22 agosto 2012
A Força da Juventude
Nos tempos de
hoje, é crucial que exista uma mudança de paradigma. Uma mudança
no sentido da responsabilização cada vez maior dos cidadãos e,
naturalmente, também da classe politica.
Naquilo que diz respeito aos cidadãos, urge o
culto de uma cidadania mais participativa, mais proactiva, responsável e
estruturante. Qualquer pessoa não deve deixar que os outros por ela decidam,
não se deve alhear, de uma forma por vezes bastante duradoira, do seu exercício
cívico de ser o ator principal da sua vida. A base da democracia é a
participação, daqueles que votam nos que foram eleitos para por eles decidirem!
O incremento destes níveis de intervenção no viver quotidiano, faz com que as
decisões tomadas sejam partilhadas, responsabilizantes e que englobem em si uma
aceitação e empenho do maior número de pessoas. Nestes tempos de grave crise,
os jovens principalmente, devem ser enunciadores de uma nova era de comunicação
presente nas decisões que afetam todas as pessoas!
Essencial também a implementação da maior
exigência no cultivo das boas práticas políticas. São os jovens o meio para dar voz aos
anseios, ideias e motivações das
gentes. Nós
jovens temos de acreditar e também sonhar com um ciclo de esperança. Fazer as coisas bem será sempre, o caminho a
seguir.
Dessa
divisória que nos separa do mistério das coisas, a que chamamos vida, com saúde
e amizade, a melhor obra que fazemos é fazer o bem, e continuando a fazer o
bem, do fundo do coração acredito, que a alegria do nosso espirito continuará a
ser o indício da nossa força, por mais que os tempos de hoje sejam de grave
crise e de enormes problemas! Nesse sentido, aquelas que forem práticas
políticas mais nublosas devem ser condenadas de forma veemente. O nosso país
precisa de processos facilmente percetíveis, atendíveis pelo seu conteúdo justo
e igualitário.
Vemos que as
desigualdades entre classes sociais vão sofrendo um incremento e sendo assim
esse caminho, é um mau caminho! Uma sociedade só é estável e vai-se
desenvolvendo de forma gradual quando o fosso entre os mais ricos e os mais
pobres for progressivamente diminuindo. É com esta finalidade que devem ser tomadas
as medidas políticas necessárias!
Este
é o desafio a que os jovens se devem propor. Construir, o nosso projeto
individual e coletivo, pelas nossas mãos, com a energia, empenho, irreverência
e entusiasmo tão próprios da juventude, a sociedade do futuro!
João Castro
19 agosto 2012
Concurso de Fotografia
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe acaba de instituir, pela primeira vez, um prémio de fotografia, como forma de homenagear, promover e divulgar este género criativo e artístico, bem como descobrir fotógrafos que se distingam pela qualidade e inovação do seu trabalho.
É tema genérico deste concurso "Fafe: o quotidiano, o trabalho, a festa, uma visão do património imaterial".
O prazo para entrega de portefólios concorrentes decorre até 31 de Outubro de 2012.
A inscrição é gratuita, sendo a participação aberta a todos os fotógrafos profissionais e amadores residentes em Portugal, com idade igual ou superior a 16 anos.
O dossiê de candidatura deve conter Portefólio, Memória Descritiva, Biografia do Autor, Identificação Pessoal e a Ficha de Inscrição devidamente preenchida e assinada.
O dossiê de candidatura deve ser enviado em correio registado ou entregue pessoalmente, até ao dia 31 de Outubro.
O júri dará especial atenção à qualidade, excelência técnica e coerência da escrita fotográfica. A originalidade da abordagem do assunto, a sua singularidade ou a sua universalidade, são igualmente determinantes aquando da seleção final do Júri, que integrará um representante do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, um representante do Museu da Imagem – Braga, um profissional da área do fotojornalismo e um professor de história da arte e/ou de Audiovisuais.
Estão previstos dois prémios: 500 € para o vencedor e 250 € para a fotografia classificada em segundo lugar. Além disso, estão previstas menções honrosas, bem como a produção e itinerância da exposição que vier a resultar do concurso.
O regulamento completo está disponível no blogue do Núcleo de Artes e Letras de Fafe http://nalf-olhares.blogspot. pt/. Informações e esclarecimentos podem ser solicitados através do endereço electrónico: nalf@sapo.pt.
14 agosto 2012
Bichos
Apesar do título ser o mesmo, não pretendo fazer uma incursão pelos textos de Torga. Os seus eram transmontanos, os meus eram minhotos. Sob a alçada do título joga-se a universalidade mas, convenhamos, e desculpem a presunção, há particularidades regionais. Um cão transmontano não ladra, morde. Um minhoto ladra, mas não morde. Assim eram os meus bichos. Todos tinham em comum a designação de Pelé assim como a ausência de título nobliárquico.
Vamos ao primeiro Pelé. Foi uma existência fugaz. Pelo curto, mancha sobranceira castanha, rasteiro no cheiro e estridente no afecto, acompanhava sempre as andanças, mas rapidamente deu a conhecer ao puto, seu dono, a efemeridade da existência. Não latiu, caiu. O poder paternal rapidamente quis apaziguar a angústia do juvenil. Um novo quadrúpede já vinha a caminho. Também com pelo curto, também com a mancha castanha, também a mesma forma estridente das afeições. Quase, quase que a sua existência era fugaz. Ficou-se pela perna partida. Toda a sua longa vida foi marcada pelos saltinhos, com a pata direita a baloiçar como se continuasse a agradecer a sorte que lhe coube. Sempre foi de um agradecimento estonteante. A chegada de alguém a casa era presenteada por uma correria trípode, com um sonoro e histriónico ladrar e com a arrependida lambidela sequente. A velhice chegou, sempre com o mesmo andar trípode, mas cada vez mais trôpego. Enquanto o primeiro Pelé deu ao puto a noção da morte, o segundo deu-lhe a noção da velhice. A sua sonora presença foi substituída por um monossílabo, beneficiando contudo pela cada vez maior definição carinhosa do seu olhar. Foi assim que o Pelé II morreu, a olhar.Abro um parêntesis para falar de um outro Pelé, contemporâneo deste último e seu grande rival no que diz respeito às necessárias partilhas. Este Pelé, para diferenciar, era o Pelé Preto. Vagabundo, era de todos e de ninguém. Tinha a sua caminhada definida pelo ritmo quotidiano da minha mãe ou de outro familiar, desde que isso significasse passar pelo Talho Novo onde um delicioso bife o esperava. O Pelé Preto deu ao puto a lição da vida. Finalmente, o último Pelé. Nascido de uma relação proibida, pelo cruzamento de uma caniche bem nutrida e de um pouco nutrido rafeiro, veio ao mundo filho único, como único era o seu estar e ser. A sua vida era correr, ladrar e beijar, se bem que esta última característica se sobrepusesse às restantes, mesmo para os desconhecidos. Caracterizava-se por uma espécie de romaria de Agosto, muito foguetório e muita generosidade. Aliás, generosidade é pouco, pois era superlativo na dádiva e no gosto que tinha pelo puto que entretanto se tornara homem. Este Pelé deu ao homem a lição da eterna juventude. Morreu e o homem não viu. Mostrou ao homem que a morte é uma grande puta.
António Daniel
09 agosto 2012
Um Triste Roubo
Regressei a Fafe depois de gozar uns bons dias de férias. Ao ler a blogosfera local, num artigo do Sr. Artur Coimbra no seu blog, leio a triste notícia que os cinco pequenos cisnes do Jardim do Calvário foram roubados. É triste, lamentável e um ato cobarde, de desrespeito pelo bem público e pelos animais. Ainda há pouco aqui cheguei e já me apetece ir embora outra vez...
Rui Silva
Rui Silva
23 julho 2012
18 julho 2012
Comissão propõe Fecho da Urgência de Fafe
A Comissão para a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência propõe encerramento das urgências de Fafe, Macedo de Cavaleiros, Oliveira de Azeméis, Santo Tirso, Valongo, Lagos, Loulé, Montemor-o-Novo, Montijo, Peniche, Serpa e Tomar. O relatório, que data de fevereiro de 2012, foi elaborado por onze peritos e divulgado no site do Ministério da Saúde. Em dois casos, Coruche e Sertã, a comissão propõe que sejam implementadas urgências, como estava previsto num despacho de 2008, mas que nunca avançaram (como aconteceu noutras regiões). Assim, no total, a proposta é a existência de 73 urgências no país, menos dez do que a situação real (83) e menos 16 do que o previsto no despacho de 2008(89). "Relativamente ao encerramento de alguns SUB [Serviço de Urgência Básico], pensa esta Comissão que ele poderá ser realizado de forma faseada, por exemplo, inicialmente apenas no período noturno, e que só poderá ser realizado após constituição de capacidade de resposta tanto ao nível dos CSP [Cuidados de Saúde Primários], de forma a garantir atendimento rápido de situações agudas não urgentes, como ao nível do SU [Serviço de Urgência] mais próximo, assegurando cuidados para as situações realmente urgentes", lê-se no documento. À Rádio Renascença, o gabinete do ministro Paulo Macedo afirmou que, em última instância, até pode não aplicar qualquer das recomendações do grupo de trabalho. A partir de agora, refere ainda o gabinete do ministro, esta proposta vai ser amplamente discutida, nomeadamente nas administrações regionais de saúde, e o Ministério "está aberto a contributos vários".
In www.dn.pt
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