17 setembro 2012

Religião ou Máfia?!



A religião católica tem cada artista nos seus cargos que até dá gozo perceber as manobras de diversão a que se submetem para conseguir levar a melhor. Há situações que não é mais do que tentar ser o preferido para fazer os trabalhos nas eucaristias, isto dá-se de barato, mas outras são mesmo vergonhosas como aqueles que nunca aparecem às cerimónias mas oferecem-se para fazer as festas em honra de algum santo lá da terra só para se aproximar mais do pároco e conseguir ganhar umas obritas que, sabem por intermediários, irão estar a concurso. Há também quem se ofereça para as festas porque assim conseguem aproximar-se das pessoas e mostram que até são boa gente, depois de alguma borrada ou em período eleitoral.
Tanto cinismo em volta da igreja… onde estão os responsáveis que permitem isto?
Outro aspeto prende-se com a insistência em políticas, agora relativas à própria gestão da casa de Deus, nada beneficiadoras do bem comum. Não é só nos países liderados por religiões que se faz muita asneira em nome de Deus, há nos tempos de hoje muita trapalhada feita em nome desse mesmo Deus para beneficiar o grupo que anda protegido pela sotaina do abade.
Há comissões fabriqueiras que não passam de um bando de mafiosos com o pároco a presidir. São os mesmos elementos durante anos, alguns, provavelmente, adquirem o direito vitalício ou só o largam se conseguirem deixar um herdeiro direto em seu lugar. Em muitos casos, as suas profissões permitem prestar serviços para a igreja: construção, carpintaria, vendedores de materiais… mas, no caso de não possuírem qualificações para determinados trabalhos, nada que não se resolva com a indicação de um ou outro amigo ou com as fraudes para que estes ganhem os concursos das obras, engendrados de modo a que ganhe quem muito bem entenderam.
Isto é religião? Isto são os princípios de boa-fé?
A religião católica precisa de gente capaz. É certo que cada vez há menos padres e muitas vezes qualquer um serve para ocupar esse lugar de responsabilidade. Contudo, hoje as pessoas estão mais informadas e até formadas, por isso, ou a Igreja opta por enviar padres para as paróquias com sentido de responsabilidade ou as Igrejas (físicas) ficarão sem gente.
Nas direções das Comissões da Fábrica da Igreja e, quando existem, nos Centros Sociais e Paroquiais são os Padres que têm a função de presidir. Seria importante que o dinheiro pedido aos paroquianos ou mesmo o dinheiro obtido através de apoios estatais não fossem mais para alimentar os amigos dos amigos, mas os que se encontram em melhores condições para executar tarefas a concurso. Os párocos ou assumem a responsabilidade ou não passam de fantoches nas mãos de dois ou três.
Felizmente, isto não é em todo o lado, ainda há padres com carácter e com enorme conhecimento teológico, que dá vontade de regressar para ouvir uma interpretação de muita qualidade científica às sagradas escrituras.

Pedro Sousa
(Católico praticante mas farto de fantochadas em nome de Deus)

15 setembro 2012

Portugal Na Rua

Braga, 15H, Avenida Central;
Guimarães, 17H, Largo Central;
Porto, 17H, Avenida dos Aliados;
Vila Real, 17H, Câmara Municipal;
Bragança, 17H, Praça Cavaleiro Ferreira;
Aveiro, 17H, Estação da CP;
Coimbra, 15H, Praça da República;
Lisboa, 17H, Praça José Fontana;
Funchal, 17H, Praça de Santa Catarina;
Ponta Delgada, 16H, Portas da Cidade;
Faro, 17H, Concentração;

São mais de 40 cidades...
E Fafe... ???!!

12 setembro 2012

Escola Conde Ferreira



Das 120 escolas previstas no testamento do conde, foram construídas 91, das quais 21 foram, entretanto, demolidas. As restantes 70 continuam a funcionar para os mais diversos fins, desde ensino a serviços municipais, passando por sedes de juntas de freguesias, bibliotecas, museus municipais ou mesmo instalações de forças de segurança. Mas, e a nossa escola???... Continua a degradar-se, aberta ao vandalismo e outras situações ilícitas... É vergonhoso!!!

Luís Barros

10 setembro 2012

Ideias


Foto: Arquivo Histórico Municipal de Fafe
O palacete de Arte Nova, construído em 1912 por João Alves de Freitas, um bem-sucedido brasileiro de torna viagem, vai ser adaptado para instalar o Arquivo Histórico Municipal de Fafe.
A obra, orçada em mais de 1 milhão e meio de Euros, comparticipada em 70% pelo FEDER, está prestes a arrancar e deve prolongar-se por cerca de um ano.
Lembre-se que o Arquivo Histórico Municipal é composto, maioritariamente, por documentação da época contemporânea e encontra-se actualmente dividido em dois locais: o acervo posterior aos anos 60 encontram-se no edifício dos Paços do Concelho, enquanto o arquivo mais recuado no tempo está precariamente sediado em antigas instalações da extinta Escola Montelongo.
Vida nova para um dos mais belos e emblemáticos imóveis históricos da urbe, que, ao longo de precisamente uma centúria foi moradia, hotel de luxo, “Casa das Corporações” e sede da Cooperativa Agrícola. Abandonado durante um longo período, o “palacete rosa”, propriedade do Município de Fafe, vai agora ser restaurado para guardar e tratar uma parte das memórias do município. 
Documentos importantes, alguns do século XVIII e XIX que depois de conservados poderão ser estudados de forma a conhecer um pouco mais da História contemporânea deste concelho outrora designado Montelongo.
Foto de Jesus Martinho

A recente notícia da requalificação do Placete «do Grémio» para recolha do arquivo municipal sugeriu-nos pensar um pouco sobre o que falta fazer em Fafe. Nunca escondemos a importância que o imobiliário histórico tem para um aumento do sentido de pertença à polis. Nesse sentido, a Câmara tem feito um bom trabalho, como serve de exemplo a requalificação do Teatro- Cinema, o embelezamento de artérias e agora a recuperação deste emblemático edifício. Contudo, só embelezamento não chega. É necessário dar sentido e conteúdo. Se oTeatro-Cinema está bem sincronizado com o seu desiderato, já a recuperação do palacete e da zona envolvente - há projecto? - parece ser pouco ambicioso. A sua utilização como depósito do espólio documental da Câmara é muito importante, mas não nos podemos esquecer que  a sua frequência estará destinada a profissionais.
Ora, o que propomos é uma utilização mais «democrática». Para tal, seria muito benéfico que o edifício e a zona envolvente pudessem congregar os museus da cidade. Não seria possível deslocalizar o museu do automóvel, da imprensa e da emigração para um único lugar com um sentido temático mais profundo? E porque não uma área temática, aproveitando as tecnologias de informação, sobre o Castro de Santo Ovídio?

António Daniel

06 setembro 2012

O Pau de Marmeleiro

É uma estátua de duas toneladas de bronze distribuídas por dois homens e um pau de marmeleiro, glorificando uma lenda que uma cidade fez sua. O seu tipo de justiça, com um varapau, está para Fafe como o chapéu está para Fernando Pessoa, é um pormenor, só isso, e até cai bem. A justiça de Fafe, lenda antiga, só corporizada em 1981 com a tal estátua que foi colocada nas traseiras do tribunal. Agora - é essa a notícia - o presidente da Câmara quer deslocalizar a estátua, não por razões económicas como acontece às fábricas, mas por incompatibilidade de vizinhança. A justiça pelas próprias mãos ficaria mal ao lado de um tribunal... Como se não vivêssemos num país com um cemitério chamado dos Prazeres e um aeroporto chamado Sá Carneiro. Nos 31 anos de vizinhança, nunca um pleito do tribunal de Fafe, mal influenciado pela estátua, saiu para as traseiras à bordoada, tal como os aviões não se puseram a despenhar no Porto ou os enterros a dançar em Campo de Ourique. Os nossos líderes, com mil desses falsos cuidados connosco, ofendem-nos a inteligência. E, no caso de Fafe, até tresleem. O Visconde de Moreira de Rei, usando o varapau, tal como contou o Barão de Espalha Brasas, cujo poema épico deu início à lenda, foi, afinal, um precursor da justiça moderna, proporcionada e pedagoga. Tendo sido provocado a duelo, não escolheu a espada ou a pistola, que são fatais, mas o pau, que não mata e, bem aplicado no lombo, educa.

Ferreira Fernandes 
in www.dn.pt

03 setembro 2012

Multiusos


Quantas autarquias não gostariam de ter recebido a final da Supertaça de Andebol? Ou um jogo de basquetebol ou de andebol da selecção portuguesa? Ou uma final de basquetebol? Ou um mundial escolar de andebol? Muitas! Fafe tem conseguido isso e mais muito por culpa do pavilhão Multiusos que tem, nos últimos anos, sido escolhido para importantes eventos desportivos. Fafe ganha maior visibilidade com isso especialmente porque muitos têm transmissão televisiva. Fafe não é só rally, nem ciclismo ou futebol. Fafe pode ser uma cidade desportiva com qualidade se aliarmos a aposta em eventos de bom nível desportivo no Multiusos a uma política desportiva para todos onde seja possível encontrar com facilidade polidesportivos para uso gratuito da população, especialmente a mais jovem, até para se desviarem dos "maus caminhos". O parque da cidade é o sitio ideal para isso. Aliar a natureza, ao lazer e à prática desportiva num parque ao lado de um multiusos que, ultimamente, tem sido bem aproveitado (com desporto, mas também com música, por exemplo) seria uma aposta com sentido, na minha opinião. Penso que está na hora de acabarmos com a ideia (e os políticos têm que que ajudar a isso...) que o multiusos só serve para jantares, eleições e jogos de futsal. Não! Um pavilhão como aquele não pode funcionar todos os dias mas a autarquia tem conseguido trazer boas provas desportivas para Fafe (Guimarães tem um multiusos mesmo aqui ao lado também...)  e isso deve ser reconhecido por todos.

Rui Silva

01 setembro 2012

Impressões Políticas no Mês de Agosto




No pouco tempo que estive em Fafe, houve quatro acontecimentos políticos interessantes. A presença de Antero Barbosa no encontro com os emigrantes, o encontro do Partido Socialista em Estorãos, a «caixa» em branco no Notícias de Fafe e aquilo que uma senhora me disse. Os dois primeiros só vêm confirmar aquilo que todos sabem: Antero Barbosa é o candidato do PS às eleições autárquicas. Levemente, revelando a insustentável leveza do ser, Antero Barbosa dá-se a conhecer, desculpando a ausência de José Ribeiro. O leitor estranhará o facto de eu ter realçado a necessidade de Antero se dar a conhecer. É verdade! Num outro acontecimento político, este vivido na primeira pessoa, uma senhora disse-me que foi convidada pelo PS para uma festa. O mais curioso é que essa senhora afirmou que «ia ver o Parcídio», «não o Parcídio», diz ela, mas «o Parcídio do PS», referindo-se a Antero. Bom, isto é muito elucidativo da necessidade de José Ribeiro começar a ausentar-se das «festas», mas também revela um qualquer complexo psicanalítico que, sinceramente, não sei explicar. Por último, a «caixa» branca no Notícias de Fafe. O jornal, e bem, disponibiliza um espaço para artigos de opinião oriundos dos partidos políticos - será que não há opinião fora dos partidos? Não! -. Na ocasião proporcionada ao CDS-PP, eis que nada foi escrito. O problema não é o CDS-PP - ainda existe? - mas a parte branca. Foi a parte mais escura que eu alguma vez vi, como foi escuro para a oposição que, assim, começa a ver o tempo escurecer.

António Daniel

30 agosto 2012

Fafe Nos Media



Depois de vários meses de leitura assídua do Blog Montelongo, surgiu a oportunidade de pertencer à equipa de colaboradores que regularmente escreve para este prestigiado espaço na blogosfera fafense. A oportunidade apareceu e escrevo então o meu primeiro texto. Sou João Marques, estudante de direito e resido em Fafe. Apesar da minha tenra idade sou um orgulhoso Fafense e faço sempre por falar da minha terra, lembrando aos menos atentos as valências que ele nos oferece. Em razão disso, vi com muito bons olhos mais uma chegada da volta a Fafe, assim como vi com grande entusiasmo as três páginas que a revista visão dedicou à aldeia de Aboim, aqui há dois meses atrás. A meu ver são excelentes cartões-de-visita do concelho que têm necessariamente de ser aproveitados, nomeadamente a nível de comércio e turismo. Muitas são as razões para saudarmos o que de bom se faz no concelho, e pode-las transmitir através de tão ilustres meios de comunicação é, sem dúvida, um privilégio que não deve ser desperdiçado.
Oxalá que mais iniciativas se sucedam, levando o nosso concelho além-fronteiras.

João Marques

28 agosto 2012

Humor e Verdade


Este post num blog suscitou muita reacção bairrista. Compreende-se, hoje em dia são poucas as ocasiões em que nos podemos orgulhar de pertencer a algum sítio, quer porque somos cada vez mais cidadãos do mundo, quer porque pensamos que não vale a pena. Perante as reacções, depressa o seu autor pediu desculpas, afirmando que não passava de um texto humorístico. Obviamente que está desculpado. Contudo, devemos estar atentos às mensagens humorísticas. Fui aprendendo que o humor é a forma mais séria de comunicação: é destituído de emoções e revela, por isso, mais verdades do que julgamos, isto é, mostra o que realmente o autor do texto pensa, ou será que criou uma realidade virtual? Terá tanta imaginação? Pois é… A desculpa inscreve-se em gestos, palavras e atitudes, servindo para identificar o responsável, mas ninguém pede desculpas por aquilo que pensa. Agora sou eu a pedir desculpa aos fafenses, mas tenho de dizer isto. Quando o autor do texto escreveu, a responsabilidade é sua; sobre aquilo que pensou, a responsabilidade é nossa. Infelizmente, infundada ou não, corresponde à ideia que muito boa gente tem sobre Fafe.

António Daniel

26 agosto 2012

Agosto dos Emigrantes


Permitam-me que comece por explicar que, independentemente do número de textos que aqui forem publicados em meu nome, farei questão de enaltecer as qualidades desta bela cidade que considero como o meu lar. Mais do que o local onde habito, mais do que o local onde nasci, é verdadeiramente o meu lar. Para questões políticas ou de problemas que eventualmente surjam na cidade, entendo que existem pessoas bem mais informadas do que eu, e deixo então essas crónicas aos competentes da matéria.
Agosto, se para muitos é apenas sinónimo de férias, para todos os fafenses também representa emigrantes.  Para muitos implica uma maior confusão nas estradas, nos supermercados, nas ruas e o caos total nas feiras semanais.  Principalmente, a língua francesa faz competição com a língua de Camões nos passeios, a cidade ganha movimento como só este mês conhece, os cafés ficam lotados, a vida noturna agitada e em todo este cenário os comerciantes e empresários ficam  agradecidos.
 Há no entanto o outro lado, a genuína faceta de quem parte para terras longínquas e regressa durante umas semanas ao local que chamam “a terra”. Sim, porque passam anos a viver em países distantes, criam famílias e grupos de amigos, mas para todos, esta é a terra onde o coração diz que pertencem.
Atravessamos um período a que chamam de “novos emigrantes”, jovens bem formados que procuram uma qualidade de vida e reconhecimento que infelizmente o nosso país não proporciona, mas não é destes que falo. Falo sim, da geração que partiu em décadas passadas e que se concentra essencialmente em França e Suíça, onde lá mesmo criaram comunidades portuguesas para enganar as saudades. Estes emigrantes, que enchem a mala do carro de sacos e bagagens, que atravessam países atolados num carro, que passam dias, semanas ou meses a contar os dias para regressarem a Fafe . Regressar a Fafe... regressar à casa que conta muitas vezes toda a história de uma infância longínqua,  abraçar saudosamente a família que por cá fica, sentar pela primeira vez na mesa para ser servido um jantar especialmente feito para quem chega de uma longa viagem, ir à igreja da aldeia e ouvir uma missa na língua materna, entrar no café e rever as caras conhecidas e pedir o primeiro café. Isto é a maior compensação que um emigrante pode ter, isto é o verdadeiro regresso.
O tempo passa a voar para quem tem os dias contados e depressa começa a aproximar-se o dia da partida. O transito na cidade começa a regressar ao fluxo normal, o número de pessoas das ruas diminui e a cidade começa a perder a energia que a acompanhou nas últimas semanas. Despedem-se com um “até para o ano” e a cidade responde “assim será, cá ficarei à espera”.
Hoje, ao fazer a autoestrada de Fafe para o interior do país, foi notória a quantidade de automóveis com matrículas francesas pelas quais passei, e não consegui deixar de imaginar a tristeza com que muitas dessas pessoas regressam ao país onde trabalham. Perdão, elas não regressam a esses países, elas vão para esses países, porque o verdadeiro regressar, regressam ao nosso, e regressam a Fafe, à terra...
 A todos que irão embarcar em milhares de quilómetros pelo asfalto, só posso desejar o seguinte: Façam boa viagem.

Clara Magalhães

PS: Apesar de viver em Fafe, por vários motivos ausento-me da cidade por períodos de tempo significativos, embora nada comparável a estes emigrantes. Ainda assim,  não consigo deixar de esboçar um sincero sorriso quando chego à minha terra, seja quando venho na estrada que liga a Guimarães e avisto o monte de Santo Ovídio tão familiar ao meu ser, seja quando regresso pela autoestrada e vejo a sinalização a indicar “Fafe”. Se me comovem estes pequenos regressos, a um emigrante deve ser uma sensação colossal. Dito isto, fica aqui o meu sincero agradecimento por voltarem todos os anos, mas acima de tudo, pela coragem de quando partem.

22 agosto 2012

A Força da Juventude




Nos tempos de hoje, é crucial que exista uma mudança de paradigma. Uma mudança no sentido da responsabilização cada vez maior dos cidadãos e, naturalmente, também da classe politica.
Naquilo que diz respeito aos cidadãos, urge o culto de uma cidadania mais participativa, mais proactiva, responsável e estruturante. Qualquer pessoa não deve deixar que os outros por ela decidam, não se deve alhear, de uma forma por vezes bastante duradoira, do seu exercício cívico de ser o ator principal da sua vida. A base da democracia é a participação, daqueles que votam nos que foram eleitos para por eles decidirem! O incremento destes níveis de intervenção no viver quotidiano, faz com que as decisões tomadas sejam partilhadas, responsabilizantes e que englobem em si uma aceitação e empenho do maior número de pessoas. Nestes tempos de grave crise, os jovens principalmente, devem ser enunciadores de uma nova era de comunicação presente nas decisões que afetam todas as pessoas!
Essencial também a implementação da maior exigência no cultivo das boas práticas políticas. São os jovens o meio para dar voz aos anseios, ideias e motivações das gentes. Nós jovens temos de acreditar e também sonhar com um ciclo de esperança. Fazer as coisas bem será sempre, o caminho a seguir.
Dessa divisória que nos separa do mistério das coisas, a que chamamos vida, com saúde e amizade, a melhor obra que fazemos é fazer o bem, e continuando a fazer o bem, do fundo do coração acredito, que a alegria do nosso espirito continuará a ser o indício da nossa força, por mais que os tempos de hoje sejam de grave crise e de enormes problemas! Nesse sentido, aquelas que forem práticas políticas mais nublosas devem ser condenadas de forma veemente. O nosso país precisa de processos facilmente percetíveis, atendíveis pelo seu conteúdo justo e igualitário.
Vemos que as desigualdades entre classes sociais vão sofrendo um incremento e sendo assim esse caminho, é um mau caminho! Uma sociedade só é estável e vai-se desenvolvendo de forma gradual quando o fosso entre os mais ricos e os mais pobres for progressivamente diminuindo. É com esta finalidade que devem ser tomadas as medidas políticas necessárias!
Este é o desafio a que os jovens se devem propor. Construir, o nosso projeto individual e coletivo, pelas nossas mãos, com a energia, empenho, irreverência e entusiasmo tão próprios da juventude, a sociedade do futuro!

João Castro

19 agosto 2012

Concurso de Fotografia


O Núcleo de Artes e Letras de Fafe acaba de instituir, pela primeira vez, um prémio de fotografia, como forma de homenagear, promover e divulgar este género criativo e artístico, bem como descobrir fotógrafos que se distingam pela qualidade e inovação do seu trabalho.
É tema genérico deste concurso "Fafe: o quotidiano, o trabalho, a festa, uma visão do património imaterial".
O prazo para entrega de portefólios concorrentes decorre até 31 de Outubro de 2012.
A inscrição é gratuita, sendo a participação aberta a todos os fotógrafos profissionais e amadores residentes em Portugal, com idade igual ou superior a 16 anos.
O dossiê de candidatura deve conter Portefólio, Memória Descritiva, Biografia do Autor, Identificação Pessoal e a Ficha de Inscrição devidamente preenchida e assinada. 
O dossiê de candidatura deve ser enviado em correio registado ou entregue pessoalmente, até ao dia 31 de Outubro.
O júri dará especial atenção à qualidade, excelência técnica e coerência da escrita fotográfica. A originalidade da abordagem do assunto, a sua singularidade ou a sua universalidade, são igualmente determinantes aquando da seleção final do Júri, que integrará um representante do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, um representante do Museu da Imagem – Braga, um profissional da área do fotojornalismo e um professor de história da arte e/ou de Audiovisuais.
Estão previstos dois prémios: 500 € para o vencedor e 250 € para a fotografia classificada em segundo lugar. Além disso, estão previstas menções honrosas, bem como a produção e itinerância da exposição que vier a resultar do concurso.
O regulamento completo está disponível no blogue do Núcleo de Artes e Letras de Fafe http://nalf-olhares.blogspot.pt/. Informações e esclarecimentos podem ser solicitados através do endereço electrónico: nalf@sapo.pt.

14 agosto 2012

Bichos





Apesar do título ser o mesmo, não pretendo fazer uma incursão pelos textos de Torga. Os seus eram transmontanos, os meus eram minhotos. Sob a alçada do título joga-se a universalidade mas, convenhamos, e desculpem a presunção, há particularidades regionais. Um cão transmontano não ladra, morde. Um minhoto ladra, mas não morde. Assim eram os meus bichos. Todos tinham em comum a designação de Pelé assim como a ausência de título nobliárquico.
Vamos ao primeiro Pelé. Foi uma existência fugaz. Pelo curto, mancha sobranceira castanha, rasteiro no cheiro e estridente no afecto, acompanhava sempre as andanças, mas rapidamente deu a conhecer ao puto, seu dono, a efemeridade da existência. Não latiu, caiu. O poder paternal rapidamente quis apaziguar a angústia do juvenil. Um novo quadrúpede já vinha a caminho. Também com pelo curto, também com a mancha castanha, também a mesma forma estridente das afeições. Quase, quase que a sua existência era fugaz. Ficou-se pela perna partida. Toda a sua longa vida foi marcada pelos saltinhos, com a pata direita a baloiçar como se continuasse a agradecer a sorte que lhe coube. Sempre foi de um agradecimento estonteante. A chegada de alguém a casa era presenteada por uma correria trípode, com um sonoro e histriónico ladrar e com a arrependida lambidela sequente. A velhice chegou, sempre com o mesmo andar trípode, mas cada vez mais trôpego. Enquanto o primeiro Pelé deu ao puto a noção da morte, o segundo deu-lhe a noção da velhice. A sua sonora presença foi substituída por um monossílabo, beneficiando contudo pela cada vez maior definição carinhosa do seu olhar. Foi assim que o Pelé II morreu, a olhar.Abro um parêntesis para falar de um outro Pelé, contemporâneo deste último e seu grande rival no que diz respeito às necessárias partilhas. Este Pelé, para diferenciar, era o Pelé Preto. Vagabundo, era de todos e de ninguém. Tinha a sua caminhada definida pelo ritmo quotidiano da minha mãe ou de outro familiar, desde que isso significasse passar pelo Talho Novo onde um delicioso bife o esperava. O Pelé Preto deu ao puto a lição da vida. Finalmente, o último Pelé. Nascido de uma relação proibida, pelo cruzamento de uma caniche bem nutrida e de um pouco nutrido rafeiro, veio ao mundo filho único, como único era o seu estar e ser. A sua vida era correr, ladrar e beijar, se bem que esta última característica se sobrepusesse às restantes, mesmo para os desconhecidos. Caracterizava-se por uma espécie de romaria de Agosto, muito foguetório e muita generosidade. Aliás, generosidade é pouco, pois era superlativo na dádiva e no gosto que tinha pelo puto que entretanto se tornara homem. Este Pelé deu ao homem a lição da eterna juventude. Morreu e o homem não viu. Mostrou ao homem que a morte é uma grande puta.

António Daniel

09 agosto 2012

Um Triste Roubo

Regressei a Fafe depois de gozar uns bons dias de férias. Ao ler a blogosfera local, num artigo do Sr. Artur Coimbra no seu blog, leio a triste notícia que os cinco pequenos cisnes do Jardim do Calvário foram roubados. É triste, lamentável e um ato cobarde, de desrespeito pelo bem público e pelos animais. Ainda há pouco aqui cheguei e já me apetece ir embora outra vez...

Rui Silva

23 julho 2012

Cinema em Noites de Verão

Todas as Quartas Feiras, pelas 22H no Anfiteatro da Biblioteca.

18 julho 2012

Comissão propõe Fecho da Urgência de Fafe


Comissão para a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência propõe encerramento das urgências de Fafe, Macedo de Cavaleiros, Oliveira de Azeméis, Santo Tirso, Valongo, Lagos, Loulé, Montemor-o-Novo, Montijo, Peniche, Serpa e Tomar. O relatório, que data de fevereiro de 2012, foi elaborado por onze peritos e divulgado no site do Ministério da Saúde. Em dois casos, Coruche e Sertã, a comissão propõe que sejam implementadas urgências, como estava previsto num despacho de 2008, mas que nunca avançaram (como aconteceu noutras regiões). Assim, no total, a proposta é a existência de 73 urgências no país, menos dez do que a situação real (83) e menos 16 do que o previsto no despacho de 2008(89). "Relativamente ao encerramento de alguns SUB [Serviço de Urgência Básico], pensa esta Comissão que ele poderá ser realizado de forma faseada, por exemplo, inicialmente apenas no período noturno, e que só poderá ser realizado após constituição de capacidade de resposta tanto ao nível dos CSP [Cuidados de Saúde Primários], de forma a garantir atendimento rápido de situações agudas não urgentes, como ao nível do SU [Serviço de Urgência] mais próximo, assegurando cuidados para as situações realmente urgentes", lê-se no documento. À Rádio Renascença, o gabinete do ministro Paulo Macedo afirmou que, em última instância, até pode não aplicar qualquer das recomendações do grupo de trabalho. A partir de agora, refere ainda o gabinete do ministro, esta proposta vai ser amplamente discutida, nomeadamente nas administrações regionais de saúde, e o Ministério "está aberto a contributos vários".
In www.dn.pt

13 julho 2012

A Entrevista de Parcídio ao Notícias de Fafe


Nesta entrevista tentei fazer um exercício muito próximo do contratualismo político contemporâneo que consiste numa suspensão temporária das nossas idiossincrasias. No caso presente, suspendi toda a gnose preconcebida relativamente a Parcídio. Ora, ajustando-me à situação, a palavra que mais se evidenciou na entrevista foi «romantismo». Obviamente que a acepção do termo utilizada pelo entrevistador estava envenenada e parece-me que Parcídio se deixou envenenar, porque Parcídio é romântico. Mas não se julgue que o romantismo de Parcídio é piegas. Antes pelo contrário, o seu romantismo recupera a vertente do «eu», por isso, ao dizer «os outros» diz sobre «si mesmo»: quando diz que «as pessoas ainda não sabem assumir as suas responsabilidades», quer dizer que «sei assumir as minhas responsabilidades». Mais óbvio é quando diz «houve um período, logo a seguir às eleições, que eu não estive, durante 6 meses especulou-se muito, mas regressei e as pessoas perceberam que eu não as abandonei».
É este o romantismo de Parcídio. Mas atenção, é uma vertente de personalidade que, pessoalmente, não me desgosta porque possui a medida dos impossíveis. Parcídio é simultaneamente vitalista e recatado, tanto escreve um romance (nunca tive a oportunidade de ler) como é automobilista; tanto é incisivo nos seus gestos (vejam-se a fotografias da entrevista) como é indeciso nas suas afirmações.
Possivelmente este tempo exige maior assertividade, mas eu gosto!

António Daniel

09 julho 2012

Giga Agrupamentos


 O governo central (ou a “troika”) encarregou-se de proceder a alterações nos agrupamentos de escolas de todo o país e, também, no nosso concelho. Aparentemente, foi uma decisão pacífica… Em Fafe não me lembro que este tema tenha sido assim tão debatido. Li algumas opiniões de cronistas concelhios e pouco mais. Assim, os 6 agrupamentos de escolas existentes (Arões, Secundária, Montelongo, Padre Flores, Silvares e Carlos Teixeira) vão passar a 3, agregando, cada um deles, cerca de 2400 alunos. Aproximam-se eleições autárquicas e muitas politiquices vão-se jogar nos próximos tempos na escolha das novas direções escolares. O silêncio em redor deste assunto inquieta-me. Está em causa a educação. E na educação mexeu-se demasiado nos últimos tempos e, quase sempre, mal e com critérios meramente economicistas. Este giga agrupamentos, como já lhes ouvi chamar, é mais um erro. Um erro com consequências graves e que quase ninguém levantou voz em Fafe. 

Rui Silva

05 julho 2012

Julho

Em Destaque:
Expensive Soul & Jaguar Band
Praça Mártires do Fascismo
Dia 7, 22H

Música:
Uxukalhos
Praça Mártires do Fascismo
Dia 6, 23H

Animação de Rua:
Jardim Encantado da Fantasia
Jardim do Calvário
Dia 7, 15H

Feira das Coisas
Rua António Saldanha
Dia 7, 08:30H

Gastronomia:
Petiscos Associativos
Praça Mártires do Fascismo
Dias 5, 6, 7 e 8

03 julho 2012

Meo para Autarquias


Porque as ideias e a discussão pública não se devem limitar à estátua da Justiça de Fafe, nem ao Parque da Cidade, aproveito para deixar a sugestão à autarquia, neste espaço, de uma nova aplicação destinada aos municípios portugueses, desenvolvida pela PT. 
Trata-se da aplicação "MEO para Autarquias", que é uma solução de comunicação multicanal – aplicação na televisão, site web e site mobile – que permite às autarquias disponibilizarem, aos seus munícipes e a todos os portugueses, conteúdos institucionais e informativos relativos aos Municípios e Regiões. O MEO para Autarquias (Santarém é a primeira) está disponível na TV para todos os clientes IPTV (ADSL e fibra ótica com meobox) através da aplicação MEO Local, no MEO Interativo (acesso via botão azul do comando, na categoria Úteis). 
Esta solução permite às autarquias a publicação de informação com o objetivo de promover o território de um ponto de vista turístico, social e económico, possibilitando em simultâneo o acesso simplificado a um universo de pessoas com maior dificuldade de acesso à internet, bem como a promoção do acesso a conteúdos em mobilidade.Com conteúdos sempre atualizados pela autarquia, de acesso fácil, rápido e intuitivo e com uma forte componente local, promove-se uma maior proximidade com os munícipes e uma imagem de inovação e criatividade do Município na promoção da região.
Bem sei que a nossa Câmara Municipal tem um site que não nos orgulha, nem dá a devida importância às novas ferramentas de comunicação. Apesar disso, parece-me importante enumerar, neste blog, ideias e iniciativas de outros locais que podem ser uma mais valia para Fafe. 

Pedro Fernandes