26 maio 2012
22 maio 2012
Audição Pública
Estamos todos convidados a participar e a apresentar as nossas propostas acerca da deslocalização do monumento à Justiça de Fafe bem como da revisão do projecto do Parque da Cidade.
Presencialmente, dia 30 de Maio às 21:30H no auditório na Câmara Municipal de Fafe ou durante o mês de Junho através do email audicaopublica@cm-fafe.pt
Todas as imagens, assim como os respectivos detalhes dos projectos podem ser consultados no site do município (www.cm-fafe.pt), estando os mesmos disponíveis para download.
A autarquia (e bem!) abriu a discussão aos fafenses. Temos, por isso, a oportunidade e o dever de levar à discussão pública as nossas sugestões. A nossa participação cívica é essencial para o presente e o futuro de Fafe!
Presencialmente, dia 30 de Maio às 21:30H no auditório na Câmara Municipal de Fafe ou durante o mês de Junho através do email audicaopublica@cm-fafe.pt
Todas as imagens, assim como os respectivos detalhes dos projectos podem ser consultados no site do município (www.cm-fafe.pt), estando os mesmos disponíveis para download.
A autarquia (e bem!) abriu a discussão aos fafenses. Temos, por isso, a oportunidade e o dever de levar à discussão pública as nossas sugestões. A nossa participação cívica é essencial para o presente e o futuro de Fafe!
14 maio 2012
Parque da Cidade - Ideias
O atual contexto económico e
financeiro veio alterar opções de investimento, tanto ao nível particular, como
ao nível público. Sem o financiamento das instituições bancárias, os grandes
projetos previstos para muitas das cidades deste país ficaram, inevitavelmente,
condenados a não sair do papel. Em Fafe, já tinham havido sinais de que as
parcerias público-privadas teriam grande dificuldade de financiamento, logo, a sua
execução não irá avançar mas, sabemos, recentemente, que o projeto para o atual
Parque da Cidade poderá ser modificado, segundo a intervenção do presidente da Câmara Municipal na assembleia de jovens munícipes – “A crise não vai deixar
fazer obras. É um assunto que será colocado a discussão pública. Temos que
ouvir os fafenses para delinear ideias”.
Aproveitando a intervenção
pública de José Ribeiro por altura do 25 de Abril do presente ano, volto a
abordar este tema depois de ter exposto aqui a minha opinião num artigo datado
de 25 de Maio de 2010. Desde então até agora, pouco ou nada mudou mas, se os
fafenses estão descontentes com aquele espaço e se terão uma palavra a dizer relativamente a este projeto, é importante
que todos contribuam para ajudar a autarquia a conferir uma nova dignidade
aquele espaço central da nossa cidade. O debate em torno do Parque da Cidade
terá muito a ganhar com a participação da sociedade fafense.
Afinal de contas, o que queremos
nós fazer do atual Parque da Cidade?!
Pedro Fernandes
10 maio 2012
Florbela
Num Portugal atordoado pelo fim da I República, Florbela separa-se de forma violenta de António. Apaixonada por Mário Lage, refugia-se num novo casamento para encontrar estabilidade e escrever, mas a vida de esposa na província não é conciliável com sua alma inquieta. Não consegue escrever nem amar. Ao receber uma carta do irmão Apeles, oficial da Aviação Naval e de licença em Lisboa, Florbela corre em busca de inspiração perto da elite literária que fervilha na capital. Na cumplicidade do irmão aviador, Florbela procura um sopro em cada esquina: amantes, revoltas populares, festas de foxtrot e o Tejo que em breve verá o irmão partir num hidroavião. O marido tenta resgatá-la para a normalidade, mas como dar norte a quem tem sede de infinito? Entre a realidade e o sonho, os poemas surgem quando o tempo pára. Nesse imaginário febril de Florbela, neva dentro de casa, esvoaçam folhas na sala, panteras ganham vida e apenas os seus poemas a mantém sã. Por isso, Florbela tem que escrever! Este filme é o retrato íntimo de Florbela Espanca: não de toda a sua vida cheia de sofrimento, mas de um momento no tempo, em busca de inspiração, uma mulher que viveu de forma intensa e não conseguiu amar docemente.
Florbela
Sala Manoel de Oliveira
Quinta-Feira, Dia 10 de Maio, 21:30H
2,50 Eur
06 maio 2012
Por Que Razão Somos Assim?
Li algures que não se entende como o povo do concelho de Fafe
mostra-se passivo e amorfo face à possibilidade do governo central diminuir
alguns serviços no nosso concelho. É verdade! De facto, excetuando alguns casos
pontuais, a população tem-se mostrado quase sempre resignada. Foi assim no caso
do comboio, do hospital, da PSP, da EDP, entre outros casos. Em contrapartida,
verificaram-se os exageros no caso da destituição do padre, até com laivos de
alguma descompostura. É estranho. É necessário refletir nisto. Como é que se
faz uma espécie de levantamento popular a propósito de uma pessoa e se cai no
marasmo quando o que está em causa são instituições?
Tenho uma teoria que, certamente, terá os seus defeitos.
Melhor assim, trabalho para os leitores.
A minha teoria baseia-se em duas premissas: a primeira
corresponde à liderança; a segunda prende-se com o exercício político.
Não é comum encontrar-se na vida em geral a geração
espontânea. Dito de outro modo, as reivindicações populares não surgem do nada.
Por detrás aparece quase sempre uma liderança. Esta liderança, quer seja
messiânica (que não aprecia) quer seja racional (que aprecio) é capaz de
fornecer às pessoa motivos para a luta. Ora, em Fafe essa liderança tem
faltado. Aliás, não há líderes e não estou a ver que nos tempos mais próximos
apareçam.
O exercício político verificado nos últimos anos promove
este ambiente. É um exercício que alimenta muito a inércia e pouco a
desenvoltura (o que não é caso raro no nosso país). É um exercício do poder que
não permite a promoção da liberdade individual. Perante isto, as pessoas não se
sentem motivadas e pensam que, para colmatar alguma necessidade futura, será
preferível estarem caladas.
António Daniel
01 maio 2012
Maio
Em Destaque:
Clã
Cine Teatro de Fafe
Dia 26 (21:30h)
Teatro:
"Canastrões" de Moncho Rodriguez
Cine Teatro de Fafe
Dia 5 (21:30h)
Desporto:
Rali Serras de Fafe
Dia 26
Cinema:
Florbela Espanca
Sala Manoel de Oliveira
Dia 10 (15:30h e 21:30h)
Clã
Cine Teatro de Fafe
Dia 26 (21:30h)
Teatro:
"Canastrões" de Moncho Rodriguez
Cine Teatro de Fafe
Dia 5 (21:30h)
Desporto:
Rali Serras de Fafe
Dia 26
Cinema:
Florbela Espanca
Sala Manoel de Oliveira
Dia 10 (15:30h e 21:30h)
26 abril 2012
Os Donos de Portugal
O documentário "Os Donos de Portugal" foi emitido pela RTP2 a 24/04/2012. Apresenta a correlação das maiores e mais influentes famílias portuguesas no plano político-económico desde o início do Século XX até aos dias de hoje.
19 abril 2012
A Política de Afetos
Há uns meses atrás, numa
entrevista ao Povo de Fafe, que me deu um orgulho imenso, disse que a política
era um tabuleiro de afetos.
De fato, qualquer ator público no
modos vivendi da sociedade atual, por mais que os nobres valores da cidadania e
da convivência social altruísta e galvanizadora infelizmente, se vão esbatendo,
deve primar por quadros base que não pode nem deve substituir. É necessário e
preponderante uma cooperação quanto mais próxima melhor, entre os decisores e
os restantes cidadãos. Um cidadão esclarecido, empenhado, ativo e cooperante
será o maior alicerce de uma governação justa, correta, imparcial e
estruturada. A cidadania participativa, em que cada um representa sempre mais
do que a soma das partes, é crucial.
Deve pois o Homem político (que
são todos os Homens e Mulheres, dada a vivência em sociedade), pautar pelo
exemplo e pela retidão de comportamentos. Na ajuda ao próximo, na feitura e
preparação de projetos sustentados de realização e atividade a curto, médio e
longo prazo. A potencialização de obras comunitárias através de um
engrandecimento da carga identitária, que passem por uma abrangência sempre
pautada pelo incremento da qualidade de vida e pelo índice de satisfação per
capita são também apoios base no processo de uma sociedade pautada pela
excelência.
A consciência social e ética e o
empenhamento de um número crescente de pessoas devem levar a uma progressiva consciencialização
e a múltiplas reflexões e debates, muita investigação e trabalho de equipas
pluridisciplinares e multiculturais, muita imaginação e realismo para ir
descobrindo e implantando novas formas organizativas, novos modelos económicos,
sociais e culturais que permitam ir alcançando resultado satisfatórios para
todos, e principalmente para os excluídos da sociedade.
Daí a política de afetos em que o
garante da educação, da tolerância, do civismo, da afetividade baseada no
respeito e cooperação estão sempre em presença. É imprescindível que todos tomemos
consciência das realidades e assumamos a nossa participação no desenho e
construção do futuro da nossa casa, da nossa comunidade, da nossa terra!
João Castro
15 abril 2012
Fotos com História
AD Fafe 1973/74
Em cima: Neto, Martinho, Cláudio, Leitão, Costa, Raul
Em baixo: Manuel Duarte, Valença, Testas, Nino, Alfredo
AD Fafe 1975/76
Em cima: Tó, Raul, Manuel Duarte, Valdemar, João, Ismael, Luís Carlos, Valença e Nelo Barros
Em baixo: Avelino, Ribeiro, Lopes, Moés, Jorge, Cândido, Castro, Berto e José Maria
AD Fafe 1977/78
Em cima: Barreira, Cândido, Leitão, Castro, Manuel Fernandes, Manuel Duarte
Em baixo: José Romão, Valença, Adilson, Cartucho, Jorge
AD Fafe 1979/80
Em cima: Albano, Cartucho, Cândido, Castro, Daniel "Preto", José Maria
Em baixo: Valdemar, Valença, Manuel Fernandes, Jacinto João, Costeado
AD Fafe 1980/81
Em cima: Albano, Castro, Nogueira, Leitão, António Luís, Matos
Em baixo: Costeado, Manuel Fernandes, José Carlos, Paulo César, Jorge
AD Fafe 1976/77
Em cima: Castro, Antenor, Lopes, Edvaldo, Gaspar, Leitão, Teixeira, Valdemar, Moisés (?), Berto(?), Tó
Em baixo: Manuel Duarte, Álvaro (?), Romão, .........(?), Cartucho, Jorge, Ribeiro, Valença
Em cima: Neto, Martinho, Cláudio, Leitão, Costa, Raul
Em baixo: Manuel Duarte, Valença, Testas, Nino, Alfredo
AD Fafe 1975/76
Em cima: Tó, Raul, Manuel Duarte, Valdemar, João, Ismael, Luís Carlos, Valença e Nelo Barros
Em baixo: Avelino, Ribeiro, Lopes, Moés, Jorge, Cândido, Castro, Berto e José Maria
AD Fafe 1977/78
Em cima: Barreira, Cândido, Leitão, Castro, Manuel Fernandes, Manuel Duarte
Em baixo: José Romão, Valença, Adilson, Cartucho, Jorge
AD Fafe 1979/80
Em cima: Albano, Cartucho, Cândido, Castro, Daniel "Preto", José Maria
Em baixo: Valdemar, Valença, Manuel Fernandes, Jacinto João, Costeado
AD Fafe 1980/81
Em cima: Albano, Castro, Nogueira, Leitão, António Luís, Matos
Em baixo: Costeado, Manuel Fernandes, José Carlos, Paulo César, Jorge
AD Fafe 1976/77
Em cima: Castro, Antenor, Lopes, Edvaldo, Gaspar, Leitão, Teixeira, Valdemar, Moisés (?), Berto(?), Tó
Em baixo: Manuel Duarte, Álvaro (?), Romão, .........(?), Cartucho, Jorge, Ribeiro, Valença
11 abril 2012
Linha Vermelha
Linha Vermelha recua a 1975, quando o alemão Thomas Harlan filmou o documentário Torre Bela, sobre a ocupação de uma grande herdade no Ribatejo, propriedade dos duques de Lafões. Torre Bela transformou-se num ícone do período revolucionário português: a discussão acalorada sobre a quem pertence uma enxada da cooperativa, a ocupação do palácio, o encontro dos ocupantes com os militares em Lisboa e o processo de formação de uma nova comunidade... Trinta e seis anos depois, José Filipe Costa revisita esse filme emblemático, reencontrando os seus protagonistas e a sua equipa. Qual foi o impacto da presença da câmara sobre os acontecimentos? Que influência teve o filme sobre a memória dessa experiência? Linha Vermelha mostra como Torre Bela continua hoje a marcar a história de um período conturbado do país.
"Linha Vermelha é uma reflexão ousada sobre o cinema militante e sobre o papel político do cineasta"
Ariel Schweitzer, Cahiers du Cinéma
"Linha Vermelha é maravilhosamente conflituoso. Mais do que um documentário, é um ensaio sobre as ambiguidades que estão cada vez mais na ordem do dia no cinema contemporâneo"
Demetrios Matheou, Sight and Sound
Linha Vermelha
Prémio Melhor Filme Português
Festival Indie Lisboa 2011
Sala Manoel de Oliveira - Fafe
Quinta Feira, Dia 12 de Abril, 21:30H
07 abril 2012
Contratos On Line
Através do Portal Base (www.base.gov.pt) que regula os procedimentos para a formação de contratos públicos e que agrega informação sobre contratação pública, podemos obter mais alguma informação relativa a contratos celebrados entre diversas entidades fafenses.Por exemplo:
- A Requalificação do Quartel dos BV Fafe pela empresa "António Freitas Castro" custou 413.957.14 Eur à Associação Humanitária dos BV Fafe;
- A aquisição de serviços de Jardinagem com fornecimento de plantas ao IEFP pelo "Horto Casimiro" custou 1380 Eur;
- Os serviços de vigilância e segurança humana de edifícios afectos à actividade de formação profissional da Associação Empresarial de Fafe pela empresa "Girpe" teve o custo de 30.525 Eur;
- A promoção e realização de espectáculos musicais (Áurea, Vitorino, Clã, Luís Represas, João Gil e Ana Moura) pela empresa "Décima Colina" ao município de Fafe custou 36.000 Eur;
- A realização do espectáculo com a banda The Gift pela "Alien, Produção de Espectáculos" teve o preço de 9.050 Eur ao município de Fafe.
04 abril 2012
Abril

Em Destaque:
Vitorino
Cine Teatro de Fafe
Dia 14 (21:30h)
Música:
Festival de Bandas Emergentes
Muzzle (Fafe), Tulipa (VN Gaia) e Darwin Hipnoise (VF Xira) + Djs
EB 2/3 de Arões
Dia 20 (22:00h)
Cinema:
Documentário "Linha Vermelha"
Indie Lisboa 2011 - Melhor filme português
Sala Manoel de Oliveira
Dia 12 (21:30h)
29 março 2012
Saúde Financeira
O "Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses" relativo ao ano de 2011 revela alguns dados que colocam a autarquia de Fafe numa situação financeira sustentável e favorável. A mesma publicação coloca Fafe como o 5º município nacional e 1º distrital na eficiência financeira medida por 15 indicadores.Do mesmo modo, é:
- O 1º município do distrito (21º nacional) quanto ao endividamento líquido;
- O 1º município do distrito (33º nacional) com menos peso da dívida bancária;
- O 1º município do distrito (20º nacional) com menos dívida a fornecedores;
- O 1º município do distrito (34º nacional) com menor dívida por habitante.
26 março 2012
"Ao Norte"
Os UHF preparam-se para editar o álbum acústico ao vivo intitulado "Ao Norte", e nele incluem uma regravação, ao piano, de "Cavalos de Corrida", o clássico que atirou a banda para a ribalta em 1980. O single serve de apresentação ao disco gravado em Fafe em Novembro de 2011. Ouça abaixo a nova versão gravada no nosso Cine Teatro.22 março 2012
Invasão à Lameirinha
19 março 2012
17 março 2012
III Jornadas Literárias de Fafe - "A Vinda do Rei D.Carlos I"
Dia 18 de Março, 15 Horas, Praça 25 de AbrilMomento alto das Jornadas acontecerá na tarde de Domingo com a recriação de vinda do Rei D. Carlos a Fafe (a qual aconteceu em 1906 e 1907). Será a maior manifestação de cultura popular e de participação das freguesias. Enrodilhadas na sua história e nas suas memórias, as gentes de todo o concelho de Fafe preparam-se, condignamente, para o maior evento cultural de que há memória.
Milhares de figurantes em cena vão encher de cor, tradição e vida todo o centro histórico da cidade.
Dezenas de grupos de folclore, duas bandas de música, jogo do pau, todos os grupos de Bombos e Concertinas do concelho, dezenas de momentos de recriação, foguetes, varandas enfeitadas à época, feira, tasquinhas, bailes, arraial, jogos tradicionais, namoros, os vários ciclos agrícolas das terras de Fafe, carros e bicicletas antigas, exposições, os usos e costumes de outros tempos...
Venha para a rua e faça de Fafe um enorme museu vivo.
Vista-se à boa maneira do Minho e junte-se à festa.
O desfile percorrerá a rota dos brasileiros, devidamente engalanada, e passará em frente ao palanque real, onde estarão o rei e as figuras ilustres fafenses de outras eras, devidamente recriadas.
14 março 2012
Justice Fafe Fest
Com organização da Câmara Municipal de Fafe, esta nova iniciativa a desenvolver na nossa cidade pretende abarcar 3 dimensões:- Realização de 3 grandes concertos no Pavilhão Multiusos com bandas de maior popularidade entre a juventude, já calendarizados (Dia 31 de Março - Santos e Pecadores; Dia 22 de Junho - Moonspell; Dia 28 de Setembro - Fingertips);
- Festival de Bandas Emergentes a ter lugar nas freguesias de Arões, Revelhe e Silvares, com gravação da 1ª Coletânea Justice Fafe Fest.
- Uma operação de promoção das grandes causas do nosso tempo, recuperando a ideia de Justiça de Fafe, com a realização de workshops e mostra de organizações não governamentais associadas a diferentes temáticas, tais como a luta contra o racismo e xenofobia, igualdade género, hábitos de vida saudável, inclusão social de jovens com menos oportunidades, diversidade cultural, entre outras.
09 março 2012
III Jornadas Literárias de Fafe - "A Volta das Caravelas"
Dia 9 de Março, 21 Horas, Pavilhão MultiusosNo Séc. XV, os descobrimentos portugueses mostraram ao mundo a grandeza e o engenho de Portugal. Os séculos passaram… As caravelas perderam-se na bruma… E o império se desfez."
O Pavilhão Multiusos de Fafe irá assistir ao reerguer da história num grandioso evento cultural, onde o real e o imaginário se abraçam.
Num recinto condignamente engalanado para a ocasião, o público assistente terá o privilégio de presenciar A VOLTA DAS CARAVELAS, conduzidas pela ousadia e mestria de mais de 1500 crianças e jovens, através de um mar a cheirar a música. Ao ritmo certo das caravelas, e envoltos numa dimensão mágica, criativa, literária e histórica, a palavra, a música, a dança, o canto e a encenação surgem em cena determinados a mostrarem a alma de um povo, pintada de mar, terra, ar e fogo. O espectáculo pretende homenagear a cultura brasileira, de raiz portuguesa.
O Pavilhão Multiusos de Fafe irá assistir ao reerguer da história num grandioso evento cultural, onde o real e o imaginário se abraçam.
Num recinto condignamente engalanado para a ocasião, o público assistente terá o privilégio de presenciar A VOLTA DAS CARAVELAS, conduzidas pela ousadia e mestria de mais de 1500 crianças e jovens, através de um mar a cheirar a música. Ao ritmo certo das caravelas, e envoltos numa dimensão mágica, criativa, literária e histórica, a palavra, a música, a dança, o canto e a encenação surgem em cena determinados a mostrarem a alma de um povo, pintada de mar, terra, ar e fogo. O espectáculo pretende homenagear a cultura brasileira, de raiz portuguesa.
06 março 2012
Merdas e Afins
Tempos bons esses em que sobrava a generosidade para afagar as misérias da vida. Consta que a minha avó Florinda, pela localização privilegiada da sua venda, dispunha de presença constante de gentes das serras. Na lateral da Igreja Matriz e com a presença constante da rodoviária, com os seus cinzentos autocarros, chegavam gentes que, com maior ou menor predisposição, aproveitavam a quarta-feira para ir à vila.Eu, puto pseudo-urbano, olhava-os com um misto de curiosidade e desassombro. Espreitava-os nas suas descargas, não só em forma de mercadoria, mas biológicas. Se aos homens era-lhes culturalmente permitido o comum desiderato, às mulheres a vergonha impunha-lhes certas restrições. Mas eram espertas. Simplesmente afastavam as pernas…
Tudo isto para dizer que no Minho a natureza confunde-se com o cultural. A cultura não é uma segunda natureza, é a natureza. Daí que o verbo acompanhe a respectivo acto. Certo dia, a minha avó deu guarida a uma dessas espertíssimas mulheres pelo facto do autocarro não ter esperado. Generosamente disponibilizou-lhe o ninho num anexo relativamente confortável pela proximidade do fogão de lenha que havia funcionado para a vitela. Na manhã seguinte, a mulher foi-se embora mas esqueceu-se da descarga manual do penico. Pela extensão da coisa e pela «lata», a minha avó ficou duplamente surpreendida. Qual rede social, a notícia espalhou-se rapidamente pelas redondezas. Ao chegar aos ouvidos do gasolineiro das bombas ao lado do posto da GNR, quis logo comprovar in loco a veracidade do achado. Quando lá chegou, disse a frase que se impunha: quem assim caga, boa merda deve comer!
António Daniel
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