26 abril 2012
Os Donos de Portugal
O documentário "Os Donos de Portugal" foi emitido pela RTP2 a 24/04/2012. Apresenta a correlação das maiores e mais influentes famílias portuguesas no plano político-económico desde o início do Século XX até aos dias de hoje.
19 abril 2012
A Política de Afetos
Há uns meses atrás, numa
entrevista ao Povo de Fafe, que me deu um orgulho imenso, disse que a política
era um tabuleiro de afetos.
De fato, qualquer ator público no
modos vivendi da sociedade atual, por mais que os nobres valores da cidadania e
da convivência social altruísta e galvanizadora infelizmente, se vão esbatendo,
deve primar por quadros base que não pode nem deve substituir. É necessário e
preponderante uma cooperação quanto mais próxima melhor, entre os decisores e
os restantes cidadãos. Um cidadão esclarecido, empenhado, ativo e cooperante
será o maior alicerce de uma governação justa, correta, imparcial e
estruturada. A cidadania participativa, em que cada um representa sempre mais
do que a soma das partes, é crucial.
Deve pois o Homem político (que
são todos os Homens e Mulheres, dada a vivência em sociedade), pautar pelo
exemplo e pela retidão de comportamentos. Na ajuda ao próximo, na feitura e
preparação de projetos sustentados de realização e atividade a curto, médio e
longo prazo. A potencialização de obras comunitárias através de um
engrandecimento da carga identitária, que passem por uma abrangência sempre
pautada pelo incremento da qualidade de vida e pelo índice de satisfação per
capita são também apoios base no processo de uma sociedade pautada pela
excelência.
A consciência social e ética e o
empenhamento de um número crescente de pessoas devem levar a uma progressiva consciencialização
e a múltiplas reflexões e debates, muita investigação e trabalho de equipas
pluridisciplinares e multiculturais, muita imaginação e realismo para ir
descobrindo e implantando novas formas organizativas, novos modelos económicos,
sociais e culturais que permitam ir alcançando resultado satisfatórios para
todos, e principalmente para os excluídos da sociedade.
Daí a política de afetos em que o
garante da educação, da tolerância, do civismo, da afetividade baseada no
respeito e cooperação estão sempre em presença. É imprescindível que todos tomemos
consciência das realidades e assumamos a nossa participação no desenho e
construção do futuro da nossa casa, da nossa comunidade, da nossa terra!
João Castro
15 abril 2012
Fotos com História
AD Fafe 1973/74
Em cima: Neto, Martinho, Cláudio, Leitão, Costa, Raul
Em baixo: Manuel Duarte, Valença, Testas, Nino, Alfredo
AD Fafe 1975/76
Em cima: Tó, Raul, Manuel Duarte, Valdemar, João, Ismael, Luís Carlos, Valença e Nelo Barros
Em baixo: Avelino, Ribeiro, Lopes, Moés, Jorge, Cândido, Castro, Berto e José Maria
AD Fafe 1977/78
Em cima: Barreira, Cândido, Leitão, Castro, Manuel Fernandes, Manuel Duarte
Em baixo: José Romão, Valença, Adilson, Cartucho, Jorge
AD Fafe 1979/80
Em cima: Albano, Cartucho, Cândido, Castro, Daniel "Preto", José Maria
Em baixo: Valdemar, Valença, Manuel Fernandes, Jacinto João, Costeado
AD Fafe 1980/81
Em cima: Albano, Castro, Nogueira, Leitão, António Luís, Matos
Em baixo: Costeado, Manuel Fernandes, José Carlos, Paulo César, Jorge
AD Fafe 1976/77
Em cima: Castro, Antenor, Lopes, Edvaldo, Gaspar, Leitão, Teixeira, Valdemar, Moisés (?), Berto(?), Tó
Em baixo: Manuel Duarte, Álvaro (?), Romão, .........(?), Cartucho, Jorge, Ribeiro, Valença
Em cima: Neto, Martinho, Cláudio, Leitão, Costa, Raul
Em baixo: Manuel Duarte, Valença, Testas, Nino, Alfredo
AD Fafe 1975/76
Em cima: Tó, Raul, Manuel Duarte, Valdemar, João, Ismael, Luís Carlos, Valença e Nelo Barros
Em baixo: Avelino, Ribeiro, Lopes, Moés, Jorge, Cândido, Castro, Berto e José Maria
AD Fafe 1977/78
Em cima: Barreira, Cândido, Leitão, Castro, Manuel Fernandes, Manuel Duarte
Em baixo: José Romão, Valença, Adilson, Cartucho, Jorge
AD Fafe 1979/80
Em cima: Albano, Cartucho, Cândido, Castro, Daniel "Preto", José Maria
Em baixo: Valdemar, Valença, Manuel Fernandes, Jacinto João, Costeado
AD Fafe 1980/81
Em cima: Albano, Castro, Nogueira, Leitão, António Luís, Matos
Em baixo: Costeado, Manuel Fernandes, José Carlos, Paulo César, Jorge
AD Fafe 1976/77
Em cima: Castro, Antenor, Lopes, Edvaldo, Gaspar, Leitão, Teixeira, Valdemar, Moisés (?), Berto(?), Tó
Em baixo: Manuel Duarte, Álvaro (?), Romão, .........(?), Cartucho, Jorge, Ribeiro, Valença
11 abril 2012
Linha Vermelha
Linha Vermelha recua a 1975, quando o alemão Thomas Harlan filmou o documentário Torre Bela, sobre a ocupação de uma grande herdade no Ribatejo, propriedade dos duques de Lafões. Torre Bela transformou-se num ícone do período revolucionário português: a discussão acalorada sobre a quem pertence uma enxada da cooperativa, a ocupação do palácio, o encontro dos ocupantes com os militares em Lisboa e o processo de formação de uma nova comunidade... Trinta e seis anos depois, José Filipe Costa revisita esse filme emblemático, reencontrando os seus protagonistas e a sua equipa. Qual foi o impacto da presença da câmara sobre os acontecimentos? Que influência teve o filme sobre a memória dessa experiência? Linha Vermelha mostra como Torre Bela continua hoje a marcar a história de um período conturbado do país.
"Linha Vermelha é uma reflexão ousada sobre o cinema militante e sobre o papel político do cineasta"
Ariel Schweitzer, Cahiers du Cinéma
"Linha Vermelha é maravilhosamente conflituoso. Mais do que um documentário, é um ensaio sobre as ambiguidades que estão cada vez mais na ordem do dia no cinema contemporâneo"
Demetrios Matheou, Sight and Sound
Linha Vermelha
Prémio Melhor Filme Português
Festival Indie Lisboa 2011
Sala Manoel de Oliveira - Fafe
Quinta Feira, Dia 12 de Abril, 21:30H
07 abril 2012
Contratos On Line
Através do Portal Base (www.base.gov.pt) que regula os procedimentos para a formação de contratos públicos e que agrega informação sobre contratação pública, podemos obter mais alguma informação relativa a contratos celebrados entre diversas entidades fafenses.Por exemplo:
- A Requalificação do Quartel dos BV Fafe pela empresa "António Freitas Castro" custou 413.957.14 Eur à Associação Humanitária dos BV Fafe;
- A aquisição de serviços de Jardinagem com fornecimento de plantas ao IEFP pelo "Horto Casimiro" custou 1380 Eur;
- Os serviços de vigilância e segurança humana de edifícios afectos à actividade de formação profissional da Associação Empresarial de Fafe pela empresa "Girpe" teve o custo de 30.525 Eur;
- A promoção e realização de espectáculos musicais (Áurea, Vitorino, Clã, Luís Represas, João Gil e Ana Moura) pela empresa "Décima Colina" ao município de Fafe custou 36.000 Eur;
- A realização do espectáculo com a banda The Gift pela "Alien, Produção de Espectáculos" teve o preço de 9.050 Eur ao município de Fafe.
04 abril 2012
Abril

Em Destaque:
Vitorino
Cine Teatro de Fafe
Dia 14 (21:30h)
Música:
Festival de Bandas Emergentes
Muzzle (Fafe), Tulipa (VN Gaia) e Darwin Hipnoise (VF Xira) + Djs
EB 2/3 de Arões
Dia 20 (22:00h)
Cinema:
Documentário "Linha Vermelha"
Indie Lisboa 2011 - Melhor filme português
Sala Manoel de Oliveira
Dia 12 (21:30h)
29 março 2012
Saúde Financeira
O "Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses" relativo ao ano de 2011 revela alguns dados que colocam a autarquia de Fafe numa situação financeira sustentável e favorável. A mesma publicação coloca Fafe como o 5º município nacional e 1º distrital na eficiência financeira medida por 15 indicadores.Do mesmo modo, é:
- O 1º município do distrito (21º nacional) quanto ao endividamento líquido;
- O 1º município do distrito (33º nacional) com menos peso da dívida bancária;
- O 1º município do distrito (20º nacional) com menos dívida a fornecedores;
- O 1º município do distrito (34º nacional) com menor dívida por habitante.
26 março 2012
"Ao Norte"
Os UHF preparam-se para editar o álbum acústico ao vivo intitulado "Ao Norte", e nele incluem uma regravação, ao piano, de "Cavalos de Corrida", o clássico que atirou a banda para a ribalta em 1980. O single serve de apresentação ao disco gravado em Fafe em Novembro de 2011. Ouça abaixo a nova versão gravada no nosso Cine Teatro.22 março 2012
Invasão à Lameirinha
19 março 2012
17 março 2012
III Jornadas Literárias de Fafe - "A Vinda do Rei D.Carlos I"
Dia 18 de Março, 15 Horas, Praça 25 de AbrilMomento alto das Jornadas acontecerá na tarde de Domingo com a recriação de vinda do Rei D. Carlos a Fafe (a qual aconteceu em 1906 e 1907). Será a maior manifestação de cultura popular e de participação das freguesias. Enrodilhadas na sua história e nas suas memórias, as gentes de todo o concelho de Fafe preparam-se, condignamente, para o maior evento cultural de que há memória.
Milhares de figurantes em cena vão encher de cor, tradição e vida todo o centro histórico da cidade.
Dezenas de grupos de folclore, duas bandas de música, jogo do pau, todos os grupos de Bombos e Concertinas do concelho, dezenas de momentos de recriação, foguetes, varandas enfeitadas à época, feira, tasquinhas, bailes, arraial, jogos tradicionais, namoros, os vários ciclos agrícolas das terras de Fafe, carros e bicicletas antigas, exposições, os usos e costumes de outros tempos...
Venha para a rua e faça de Fafe um enorme museu vivo.
Vista-se à boa maneira do Minho e junte-se à festa.
O desfile percorrerá a rota dos brasileiros, devidamente engalanada, e passará em frente ao palanque real, onde estarão o rei e as figuras ilustres fafenses de outras eras, devidamente recriadas.
14 março 2012
Justice Fafe Fest
Com organização da Câmara Municipal de Fafe, esta nova iniciativa a desenvolver na nossa cidade pretende abarcar 3 dimensões:- Realização de 3 grandes concertos no Pavilhão Multiusos com bandas de maior popularidade entre a juventude, já calendarizados (Dia 31 de Março - Santos e Pecadores; Dia 22 de Junho - Moonspell; Dia 28 de Setembro - Fingertips);
- Festival de Bandas Emergentes a ter lugar nas freguesias de Arões, Revelhe e Silvares, com gravação da 1ª Coletânea Justice Fafe Fest.
- Uma operação de promoção das grandes causas do nosso tempo, recuperando a ideia de Justiça de Fafe, com a realização de workshops e mostra de organizações não governamentais associadas a diferentes temáticas, tais como a luta contra o racismo e xenofobia, igualdade género, hábitos de vida saudável, inclusão social de jovens com menos oportunidades, diversidade cultural, entre outras.
09 março 2012
III Jornadas Literárias de Fafe - "A Volta das Caravelas"
Dia 9 de Março, 21 Horas, Pavilhão MultiusosNo Séc. XV, os descobrimentos portugueses mostraram ao mundo a grandeza e o engenho de Portugal. Os séculos passaram… As caravelas perderam-se na bruma… E o império se desfez."
O Pavilhão Multiusos de Fafe irá assistir ao reerguer da história num grandioso evento cultural, onde o real e o imaginário se abraçam.
Num recinto condignamente engalanado para a ocasião, o público assistente terá o privilégio de presenciar A VOLTA DAS CARAVELAS, conduzidas pela ousadia e mestria de mais de 1500 crianças e jovens, através de um mar a cheirar a música. Ao ritmo certo das caravelas, e envoltos numa dimensão mágica, criativa, literária e histórica, a palavra, a música, a dança, o canto e a encenação surgem em cena determinados a mostrarem a alma de um povo, pintada de mar, terra, ar e fogo. O espectáculo pretende homenagear a cultura brasileira, de raiz portuguesa.
O Pavilhão Multiusos de Fafe irá assistir ao reerguer da história num grandioso evento cultural, onde o real e o imaginário se abraçam.
Num recinto condignamente engalanado para a ocasião, o público assistente terá o privilégio de presenciar A VOLTA DAS CARAVELAS, conduzidas pela ousadia e mestria de mais de 1500 crianças e jovens, através de um mar a cheirar a música. Ao ritmo certo das caravelas, e envoltos numa dimensão mágica, criativa, literária e histórica, a palavra, a música, a dança, o canto e a encenação surgem em cena determinados a mostrarem a alma de um povo, pintada de mar, terra, ar e fogo. O espectáculo pretende homenagear a cultura brasileira, de raiz portuguesa.
06 março 2012
Merdas e Afins
Tempos bons esses em que sobrava a generosidade para afagar as misérias da vida. Consta que a minha avó Florinda, pela localização privilegiada da sua venda, dispunha de presença constante de gentes das serras. Na lateral da Igreja Matriz e com a presença constante da rodoviária, com os seus cinzentos autocarros, chegavam gentes que, com maior ou menor predisposição, aproveitavam a quarta-feira para ir à vila.Eu, puto pseudo-urbano, olhava-os com um misto de curiosidade e desassombro. Espreitava-os nas suas descargas, não só em forma de mercadoria, mas biológicas. Se aos homens era-lhes culturalmente permitido o comum desiderato, às mulheres a vergonha impunha-lhes certas restrições. Mas eram espertas. Simplesmente afastavam as pernas…
Tudo isto para dizer que no Minho a natureza confunde-se com o cultural. A cultura não é uma segunda natureza, é a natureza. Daí que o verbo acompanhe a respectivo acto. Certo dia, a minha avó deu guarida a uma dessas espertíssimas mulheres pelo facto do autocarro não ter esperado. Generosamente disponibilizou-lhe o ninho num anexo relativamente confortável pela proximidade do fogão de lenha que havia funcionado para a vitela. Na manhã seguinte, a mulher foi-se embora mas esqueceu-se da descarga manual do penico. Pela extensão da coisa e pela «lata», a minha avó ficou duplamente surpreendida. Qual rede social, a notícia espalhou-se rapidamente pelas redondezas. Ao chegar aos ouvidos do gasolineiro das bombas ao lado do posto da GNR, quis logo comprovar in loco a veracidade do achado. Quando lá chegou, disse a frase que se impunha: quem assim caga, boa merda deve comer!
António Daniel
01 março 2012
Março Recheado

Em Destaque:
III Jornadas Literárias de Fafe
"As Palavras e o Tempo"
Dias 9 a 24Toda a programação em:
http://www.jornadasliterariasdefafe.com/
Música:
"Os Lábios"
Cine Teatro de Fafe
Dia 10
"Santos e Pecadores"
Pavilhão Multiusos de Fafe
Dia 31
Desporto:
"Taça de Portugal em Basquetebol"
Pavilhão Multiusos de Fafe
Dias 15 a 18
"Fafe World Rally Sprint"
Troço Fafe/Lameirinha
Dia 24
27 fevereiro 2012
Laços Eternos
Aquando da altura de se criarem laços, nessa ponte área de empatia e de bonomia, importante é apostar nas pessoas e na possibilidade de se juntarem afectos! Quando há um primeiro contacto, uma abordagem iniciativa, a primeira pedra filosofal é a imagem. Aparência é o alicerce de uma construção mental, de um retrato robot, desde logo apreendido na memória das gentes. Será e é para ver e ser vista como a capa que protege o corpo, o embrulho que encerra a prenda. A aparência trabalhasse e controlasse e a breve prazo é profundamente válida.Neste ponto, uma relação superficial está criada! Tal como na ciência exacta que alguém ousou chamar de matemática, 2 mais 2 são quatro, e boa aparência com boa imagem, formam um casamento feliz.
Depois, com o tempo, esse irmão gémeo inseparável na vida de qualquer pessoa, a aparência vai se esbatendo em grau de preponderância. Ela parece que já não chega, que falta algo mais, um passo em frente, uma construção sustentada ou um sonho enriquecido.
Então, o comportamento e a atitude começam a ser tidos em conta. Um gesto, uma palavra, algo que saiu e não se cria, aos poucos ou de forma célere, tais são as circunstâncias da vida, as afinidades intelectuais podem vir ao de cima e dai criar-se uma amizade. Essa relação perfeita, duradoira e com a possibilidade de se tornar imutável. Ter um amigo é um verdadeiro tesouro, um terceiro pulmão, um segundo coração, um querer polvilhado de felicidade.
Mas tal como numa maratona, a meta quando está ao alcance de forma quase inconsciente até faz com que o cansaço repouse de uma forma um tanto ao quanto natural. Ulteriormente a algum tempo, deparamos nos com a diferença, a subtil dissemelhança entre amizade e amor. Esse sentimento tão definido quando indefinido, esse pulsar de uma não razão feito que é na sua essência uma nobreza compactada de um altruísmo desmedido.
Poderia ser esta uma breve resenha da condição humana, esse caminho do Homem enquanto age deixando de ser escravo das necessidades para finalmente ser livre. As condições humanas variam de acordo com o lugar e o momento histórico onde nos inserimos. Nesse sentido todos somos condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros. Pois são também condicionados pelo próprio movimento de condicionar.
Daí a importância da confiança! Esse fio condutor que faz com que nos importemos com o inicio e o fim mas não com o processo de chegada. Quando se deixa de analisar se um facto é ou não verdadeiro e se entrega essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente a considera como aprovada em plenitude. Viver e saber viver com abrangência e veracidade são a chave que abre o portão da qualidade de vida humana.
Poderá ser este o nosso juízo em relação ao nosso Concelho! Com responsabilidade, abrangência, convicção e sensibilidade, devemos cada um de nós sermos actores principais do nosso destino, por uma cidadania activa!
João Castro
23 fevereiro 2012
A Reforma Administrativa em Fafe
O projecto de grupo referido incluía um estudo do território relativo ao concelho de Fafe, seguido de uma proposta de reforma administrativa. Partindo da opinião do Engenheiro Miguel Summavielle (cujo parecer sobre este tema já foi, de resto, emitido no Blog Montelongo), a proposta final de reestruturação do território do concelho encontrada remete para sete agregações:
- Agrela, Serafão, Monte, Vila Cova, Freitas e Travassós
- Gontim, Aboim, Felgueiras, Queimadela, Pedraído, Várzea Cova, Ribeiros e Moreira de Rei
- Passos, Vinhós, Revelhe e Estorãos
- Golães, Fornelos, Medelo, Fafe, Cepães e Antime
- Arões S. Romão e Arões St.ª Cristina
- S. Gens, Quinchães, Seidões, Ardegão e Arnozela
- Fareja, Armil, Silvares (S. Clemente), Silvares (S. Martinho) e Regadas
Teríamos desta forma uma diminuição do número de freguesias em cerca de 81%, valor bastante significativo, sobretudo se tivermos em conta o propósito da reforma administrativa. Na base desta proposta estão critérios “ligados ao urbanismo e à realidade actual das unidades ocupadas pelas pessoas no terreno”, bem como “a dimensão relativa das freguesias dentro do próprio concelho e aquilo que é a estrutura da malha urbana existente”. Estes são critérios enunciados pelo Engenheiro Miguel Summavielle, que acabámos por inevitavelmente adoptar, uma vez que a sua proposta de reforma administrativa esteve na base daquele que foi o resultado do projecto em questão. A estes critérios acrescentámos o do equilíbrio entre a população total das freguesias, sua área e densidade populacional, bem como a proximidade geográfica e alguns factores históricos.
A reforma administrativa deveria seguir, na minha opinião, uma análise local, evitando pareceres vindos da parte do Estado (aquilo que provavelmente acontecerá se não se chegar a acordo a nível concelhio), sob o risco de uma proposta menos personalizada e adequada à realidade de Fafe e às suas populações.
Sofia Rodrigues
17 fevereiro 2012
Nostalgia De Uma Vila Que Me Adotou
Quis o “destino” que por cá encontrasse companheira, consumando o enlace na “acrópole” do povoado, na capela barroca de Santo Ovídio.
Na época, Fafe era uma vila pacata, como tantas outras do interior minhoto, tinha um ambiente sossegado, à exceção das quartas-feiras com o bulício da feira semanal; tinha linha férrea de ligação via Guimarães, esquadra da PSP, posto da EDP e um Centro de Artesanato; tinha um Teatro-cinema “moribundo” onde ainda assisti a várias fitas, aproveitando o intervalo para queimar pouco mais de dois tostões de tabaco sem ter de sair da sala.
Pouco depois surgiu o Estúdio Fénix, a sala de cinema, espetáculos e outros eventos da Vila; tinha o Rali de Portugal que deu a Fafe uma visibilidade internacional. Realizavam-se duas grandes Festas Culturais: a do livro e do Artesanato. No Zé da Menina degustei a genuína vitela à moda de Fafe e no verão, o Jardim do Calvário era concorrido, talvez pela existência de um bar junto ao coreto.
Lembro-me dos corsos carnavalescos organizados pelo Grupo Nun’ Álvares que povoavam o centro cívico com centenas de foliões e milhares de populares.
As tradicionais corridas de Maio faziam-se em plena praça 25 de Abril, e o povo delirava com as peripécias da emblemática prova.
Não havia grandes superfícies comerciais, nem “chinesices”, o comércio, agora designado tradicional, era uma feira contínua onde os produtos eram expostos, bem à vista, no exterior das lojas.
Os automóveis escasseavam a contrastar com o movimento de transeuntes. Na guarda em ferro da Arcada, dezenas de homens “controlavam” o centro da Vila, enquanto “lavavam roupa suja”, qual “lavadouro transvestido”.
Existiam tascos, cafés, casas de pasto e pensões que viram a forte concorrência dos “snacks” furtar-lhes a clientela… na época, alguns fechavam cedo, depois das quatro da madrugada...
As Festas do Concelho e as Feiras Francas ocupavam o espaço central da Vila que fervilhava ao receber o negócio ambulante e os milhares de fafenses e forasteiros, que ainda não tinham de pagar para ver.
Fafe da primeira metade dos anos 80 do século passado era uma Vila plácida mas encantadora, era a “Sala de Visitas do Minho” onde a sua “justiça” era um mito espalhado pelo mundo, que lhe conferia popularidade.
Os fafenses da Vila de antanho eram bairristas, gostavam e defendiam as suas tradições, o seu património, a memória coletiva deste rincão que um dia soube acolher-me, ocupando um lugar muito especial neste meu peito que continuará exposto às “balas” em defesa dos valores genuínos da Cultura desta Terra, cada vez mais descaracterizada, aparentemente rendida a uma globalização cujos interesses económicos vão, gradualmente, destruindo as nossas raízes em proveito de um desenvolvimento cada vez mais contestado, onde o cidadão comum é o “elo mais fraco”.
Jesus Martinho
14 fevereiro 2012
Dia de S.Valentim
O átrio de entrada esteve engalanado com balões vermelhos e brancos, alguns em forma de coração, os quais se estenderam a outros espaços, como as salas de leitura e o espaço polivalente. Também no átrio, esteve patente uma exposição de livros sobre a temática do amor, de autores portugueses e estrangeiros.
Em todo o espaço, foram colocados e pendurados cartões vermelhos com poemas de autores locais, como Artur Coimbra, Pompeu Martins, Acácio Almeida, Nuno Pinto Bastos, João Ricardo Lopes, José Salgado Leite, Ruy Monte, Maria Aurora Guimarães e Ana Martins, entre outros, alguns dos quais alunos de escolas da cidade.
Ao longo do dia, os leitores da Biblioteca foram obsequiados com balões e cartões com os referidos poemas de poetas locais, que poderam assim levar para casa e oferecer aos namorados.
10 fevereiro 2012
A Capital Europeia da Cultura e a Promoção Cultural
O dia inaugural de «Guimarães Capital Europeia da Cultura» mostrou aspectos interessantes relativamente ao modo como se promove, como se vive e se assiste à cultura, pormenores que deveremos atentar quando pretendemos organizar eventos em cidades pequenas, como Fafe.A promoção: não querendo entrar em pormenores quanto à publicitação a nível nacional da iniciativa, a Capital Europeia da Cultura mostrou que, como em tudo, o desenvolvimento cultural faz-se pela procura de identidade. Obviamente que em Guimarães é fácil, em virtude da identificação da cidade com as suas gentes, mas não deixa de ser curiosa a paixão (simbolizada pelo coração) identitária e o orgulho associado. De onde provém este orgulho? Na afirmação da qualidade. A cultura, que começa a ser uma inegável indústria, pelo seu modo expressivo e reivindicativo, só é realizável se aberta a todos e todos merecem o melhor. Por este motivo, não basta «encher chouriços» para mostrar que se faz, é necessário acrescentar a preocupação pelas pessoas, dando-lhes, não o que querem, mas o que merecem.
Como se vive: Vive-se na rua. Os espaços fechados, apesar de serem imprescindíveis em certas realizações, podem inverter a democraticidade. O espaço aberto, desde que comportando actividades proporcionais ao espaço disponível, resulta num compromisso por todos e não por alguns, o que ajuda a fomentar o objectivo mais óbvio do efeito catártico da cultura: tornar-nos melhores.
Como se assiste: Indissociável do modo como se vive, está a predisposição das pessoas por acolherem a diferença. Nunca como agora, se anseia pelo diferente. Na falência do comum, urge pensar o diferente. Não existe melhor veículo, na medida em que abre mundos possíveis, do que a concretização do pensamento nos seus mais variados meios. Daí que, ao apresentar a diferença, os promotores culturais desenvolvem o chamado bem comum, condição fundamental para as pessoas acolherem aquilo que realmente merecem.
Eu sei que Pompeu está atento.
António Daniel
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