01 março 2012

Março Recheado

Em Destaque:
III Jornadas Literárias de Fafe
"As Palavras e o Tempo"
Dias 9 a 24
Toda a programação em:
http://www.jornadasliterariasdefafe.com/

Música:
"Os Lábios"
Cine Teatro de Fafe
Dia 10

"Santos e Pecadores"
Pavilhão Multiusos de Fafe
Dia 31

Desporto:
"Taça de Portugal em Basquetebol"
Pavilhão Multiusos de Fafe
Dias 15 a 18

"Fafe World Rally Sprint"
Troço Fafe/Lameirinha
Dia 24

27 fevereiro 2012

Laços Eternos

Aquando da altura de se criarem laços, nessa ponte área de empatia e de bonomia, importante é apostar nas pessoas e na possibilidade de se juntarem afectos! Quando há um primeiro contacto, uma abordagem iniciativa, a primeira pedra filosofal é a imagem. Aparência é o alicerce de uma construção mental, de um retrato robot, desde logo apreendido na memória das gentes. Será e é para ver e ser vista como a capa que protege o corpo, o embrulho que encerra a prenda. A aparência trabalhasse e controlasse e a breve prazo é profundamente válida.
Neste ponto, uma relação superficial está criada! Tal como na ciência exacta que alguém ousou chamar de matemática, 2 mais 2 são quatro, e boa aparência com boa imagem, formam um casamento feliz.
Depois, com o tempo, esse irmão gémeo inseparável na vida de qualquer pessoa, a aparência vai se esbatendo em grau de preponderância. Ela parece que já não chega, que falta algo mais, um passo em frente, uma construção sustentada ou um sonho enriquecido.
Então, o comportamento e a atitude começam a ser tidos em conta. Um gesto, uma palavra, algo que saiu e não se cria, aos poucos ou de forma célere, tais são as circunstâncias da vida, as afinidades intelectuais podem vir ao de cima e dai criar-se uma amizade. Essa relação perfeita, duradoira e com a possibilidade de se tornar imutável. Ter um amigo é um verdadeiro tesouro, um terceiro pulmão, um segundo coração, um querer polvilhado de felicidade.
Mas tal como numa maratona, a meta quando está ao alcance de forma quase inconsciente até faz com que o cansaço repouse de uma forma um tanto ao quanto natural. Ulteriormente a algum tempo, deparamos nos com a diferença, a subtil dissemelhança entre amizade e amor. Esse sentimento tão definido quando indefinido, esse pulsar de uma não razão feito que é na sua essência uma nobreza compactada de um altruísmo desmedido.
Poderia ser esta uma breve resenha da condição humana, esse caminho do Homem enquanto age deixando de ser escravo das necessidades para finalmente ser livre. As condições humanas variam de acordo com o lugar e o momento histórico onde nos inserimos. Nesse sentido todos somos condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros. Pois são também condicionados pelo próprio movimento de condicionar.
Daí a importância da confiança! Esse fio condutor que faz com que nos importemos com o inicio e o fim mas não com o processo de chegada. Quando se deixa de analisar se um facto é ou não verdadeiro e se entrega essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente a considera como aprovada em plenitude. Viver e saber viver com abrangência e veracidade são a chave que abre o portão da qualidade de vida humana.
Poderá ser este o nosso juízo em relação ao nosso Concelho! Com responsabilidade, abrangência, convicção e sensibilidade, devemos cada um de nós sermos actores principais do nosso destino, por uma cidadania activa!

João Castro

23 fevereiro 2012

A Reforma Administrativa em Fafe

Este é, sem dúvida, um tema delicado e controverso não só em Fafe, como em todo o país. Recentemente, a necessidade de elaboração de um projecto de grupo universitário fez-me compreender que, em Fafe, estamos longe de uma solução no que diz respeito à reforma administrativa. Sobretudo se tivermos em conta que o Partido Socialista, actualmente no poder, não concorda com esta reestruturação do território.
O projecto de grupo referido incluía um estudo do território relativo ao concelho de Fafe, seguido de uma proposta de reforma administrativa. Partindo da opinião do Engenheiro Miguel Summavielle (cujo parecer sobre este tema já foi, de resto, emitido no Blog Montelongo), a proposta final de reestruturação do território do concelho encontrada remete para sete agregações:
- Agrela, Serafão, Monte, Vila Cova, Freitas e Travassós
- Gontim, Aboim, Felgueiras, Queimadela, Pedraído, Várzea Cova, Ribeiros e Moreira de Rei
- Passos, Vinhós, Revelhe e Estorãos
- Golães, Fornelos, Medelo, Fafe, Cepães e Antime
- Arões S. Romão e Arões St.ª Cristina
- S. Gens, Quinchães, Seidões, Ardegão e Arnozela
- Fareja, Armil, Silvares (S. Clemente), Silvares (S. Martinho) e Regadas
Teríamos desta forma uma diminuição do número de freguesias em cerca de 81%, valor bastante significativo, sobretudo se tivermos em conta o propósito da reforma administrativa. Na base desta proposta estão critérios “ligados ao urbanismo e à realidade actual das unidades ocupadas pelas pessoas no terreno”, bem como “a dimensão relativa das freguesias dentro do próprio concelho e aquilo que é a estrutura da malha urbana existente”. Estes são critérios enunciados pelo Engenheiro Miguel Summavielle, que acabámos por inevitavelmente adoptar, uma vez que a sua proposta de reforma administrativa esteve na base daquele que foi o resultado do projecto em questão. A estes critérios acrescentámos o do equilíbrio entre a população total das freguesias, sua área e densidade populacional, bem como a proximidade geográfica e alguns factores históricos.
A reforma administrativa deveria seguir, na minha opinião, uma análise local, evitando pareceres vindos da parte do Estado (aquilo que provavelmente acontecerá se não se chegar a acordo a nível concelhio), sob o risco de uma proposta menos personalizada e adequada à realidade de Fafe e às suas populações.

Sofia Rodrigues

17 fevereiro 2012

Nostalgia De Uma Vila Que Me Adotou

Corria o ano de 1980, quando em 18 de maio cheguei a Fafe, mais precisamente ao lugar de Santo Ovídio. Integrado numa equipa técnica da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, acabei por ficar ligado a Fafe, onde durante cinco anos consecutivos participei nas campanhas de escavação do povoado castrejo de Santo Ovídio.
Quis o “destino” que por cá encontrasse companheira, consumando o enlace na “acrópole” do povoado, na capela barroca de Santo Ovídio.
Na época, Fafe era uma vila pacata, como tantas outras do interior minhoto, tinha um ambiente sossegado, à exceção das quartas-feiras com o bulício da feira semanal; tinha linha férrea de ligação via Guimarães, esquadra da PSP, posto da EDP e um Centro de Artesanato; tinha um Teatro-cinema “moribundo” onde ainda assisti a várias fitas, aproveitando o intervalo para queimar pouco mais de dois tostões de tabaco sem ter de sair da sala.
Pouco depois surgiu o Estúdio Fénix, a sala de cinema, espetáculos e outros eventos da Vila; tinha o Rali de Portugal que deu a Fafe uma visibilidade internacional. Realizavam-se duas grandes Festas Culturais: a do livro e do Artesanato. No Zé da Menina degustei a genuína vitela à moda de Fafe e no verão, o Jardim do Calvário era concorrido, talvez pela existência de um bar junto ao coreto.
Lembro-me dos corsos carnavalescos organizados pelo Grupo Nun’ Álvares que povoavam o centro cívico com centenas de foliões e milhares de populares.
As tradicionais corridas de Maio faziam-se em plena praça 25 de Abril, e o povo delirava com as peripécias da emblemática prova.
Não havia grandes superfícies comerciais, nem “chinesices”, o comércio, agora designado tradicional, era uma feira contínua onde os produtos eram expostos, bem à vista, no exterior das lojas.
Os automóveis escasseavam a contrastar com o movimento de transeuntes. Na guarda em ferro da Arcada, dezenas de homens “controlavam” o centro da Vila, enquanto “lavavam roupa suja”, qual “lavadouro transvestido”.
Existiam tascos, cafés, casas de pasto e pensões que viram a forte concorrência dos “snacks” furtar-lhes a clientela… na época, alguns fechavam cedo, depois das quatro da madrugada...
As Festas do Concelho e as Feiras Francas ocupavam o espaço central da Vila que fervilhava ao receber o negócio ambulante e os milhares de fafenses e forasteiros, que ainda não tinham de pagar para ver.
Fafe da primeira metade dos anos 80 do século passado era uma Vila plácida mas encantadora, era a “Sala de Visitas do Minho” onde a sua “justiça” era um mito espalhado pelo mundo, que lhe conferia popularidade.
Os fafenses da Vila de antanho eram bairristas, gostavam e defendiam as suas tradições, o seu património, a memória coletiva deste rincão que um dia soube acolher-me, ocupando um lugar muito especial neste meu peito que continuará exposto às “balas” em defesa dos valores genuínos da Cultura desta Terra, cada vez mais descaracterizada, aparentemente rendida a uma globalização cujos interesses económicos vão, gradualmente, destruindo as nossas raízes em proveito de um desenvolvimento cada vez mais contestado, onde o cidadão comum é o “elo mais fraco”.

Jesus Martinho

14 fevereiro 2012

Dia de S.Valentim

A Biblioteca Municipal de Fafe assinalou esta terça-feira, 14 de Fevereiro, o Dia de S. Valentim, mais conhecido como “Dia dos Namorados”.
O átrio de entrada esteve engalanado com balões vermelhos e brancos, alguns em forma de coração, os quais se estenderam a outros espaços, como as salas de leitura e o espaço polivalente. Também no átrio, esteve patente uma exposição de livros sobre a temática do amor, de autores portugueses e estrangeiros.
Em todo o espaço, foram colocados e pendurados cartões vermelhos com poemas de autores locais, como Artur Coimbra, Pompeu Martins, Acácio Almeida, Nuno Pinto Bastos, João Ricardo Lopes, José Salgado Leite, Ruy Monte, Maria Aurora Guimarães e Ana Martins, entre outros, alguns dos quais alunos de escolas da cidade.
Ao longo do dia, os leitores da Biblioteca foram obsequiados com balões e cartões com os referidos poemas de poetas locais, que poderam assim levar para casa e oferecer aos namorados.

10 fevereiro 2012

A Capital Europeia da Cultura e a Promoção Cultural

O dia inaugural de «Guimarães Capital Europeia da Cultura» mostrou aspectos interessantes relativamente ao modo como se promove, como se vive e se assiste à cultura, pormenores que deveremos atentar quando pretendemos organizar eventos em cidades pequenas, como Fafe.
A promoção: não querendo entrar em pormenores quanto à publicitação a nível nacional da iniciativa, a Capital Europeia da Cultura mostrou que, como em tudo, o desenvolvimento cultural faz-se pela procura de identidade. Obviamente que em Guimarães é fácil, em virtude da identificação da cidade com as suas gentes, mas não deixa de ser curiosa a paixão (simbolizada pelo coração) identitária e o orgulho associado. De onde provém este orgulho? Na afirmação da qualidade. A cultura, que começa a ser uma inegável indústria, pelo seu modo expressivo e reivindicativo, só é realizável se aberta a todos e todos merecem o melhor. Por este motivo, não basta «encher chouriços» para mostrar que se faz, é necessário acrescentar a preocupação pelas pessoas, dando-lhes, não o que querem, mas o que merecem.
Como se vive: Vive-se na rua. Os espaços fechados, apesar de serem imprescindíveis em certas realizações, podem inverter a democraticidade. O espaço aberto, desde que comportando actividades proporcionais ao espaço disponível, resulta num compromisso por todos e não por alguns, o que ajuda a fomentar o objectivo mais óbvio do efeito catártico da cultura: tornar-nos melhores.
Como se assiste: Indissociável do modo como se vive, está a predisposição das pessoas por acolherem a diferença. Nunca como agora, se anseia pelo diferente. Na falência do comum, urge pensar o diferente. Não existe melhor veículo, na medida em que abre mundos possíveis, do que a concretização do pensamento nos seus mais variados meios. Daí que, ao apresentar a diferença, os promotores culturais desenvolvem o chamado bem comum, condição fundamental para as pessoas acolherem aquilo que realmente merecem.
Eu sei que Pompeu está atento.

António Daniel

07 fevereiro 2012

Cine Teatro FEVEREIRO

EM DESTAQUE: Áurea
Dia 25, 21:30H, Preço 10 Eur

Áurea nasceu a 7 de Setembro em Santiago do Cacém. Foi considerada a revelação do ano em Portugal no ano passado. Já deu mais de 70 concertos, incluindo nos coliseus do Porto e Lisboa, onde gravou o seu 2º album "Aurea ao vivo no coliseu dos recreios". É conhecida por cantar descalça. O álbum de estreia homónimo foi lançado a 27 de Setembro de 2010,tendo já atingido o primeiro lugar da tabela em Portugal, destronando o álbum ao vivo de Pearl Jam, Live on Ten Legs.
Aurea recebeu o Globo de Ouro de "Melhor Intérprete Individual" e foi anunciado a 19 de setembro de 2011 que Aurea estava nomeada para os prémios MTV Europe Music Awards, na categoria "Best Portuguese Act", tendo ganho o referido prémio. De entre as suas influências estão nomes como Aretha Franklin, Joss Stone, John Mayer, Amy Winehouse, James Morrison e ainda Zero 7.

02 fevereiro 2012

Estúdio Fénix: O Fim Anunciado

Não me lembro da última vez que fui ao Estúdio Fénix. Teria sido há cinco, seis, sete ou mais anos... não sei! Não guardo grandes recordações da última fase de vida daquela sala. Mais cedo ou mais tarde anunciava-se o fim que agora se confirma! Mas as recordações permanecem! Por lá fizeram-se grandes amizades, namoricos e relações que ainda hoje perduram. No escuro da sala trocavam-se cumplicidades, mãos entrelaçadas e gestos de paixão adolescentes. Nos intervalos, no bar dos bombeiros, compravam-se rebuçados para ir saboreando ao longo do filme. O Estúdio Fénix era uma porta de entrada para outras realidades que chegavam muito lentamente a Fafe. A bravura do Stallone no Assalto Infernal ou os grandes planos do Spielgberg no Jurassic Park eram um pretexto mais que justificável para juntar os amigos da escola em sessões de tarde ou nas primeiras saídas noturnas. Lá se comemoravam as festas da escola, o final do ano escolar e, por tantas razões, o estúdio fénix irá ser lembrado pelos melhores motivos. E, como fazem falta a Fafe esses locais simbólicos... O estúdio Fénix vai marcar uma geração como marcou o cinema outra geração no cine teatro. Muito haveria a dizer sobre esta sala. Muitas histórias ficarão para ser contadas mais tarde. O Estúdio Fénix vai desaparecer! O seu espaço simbólico ficará guardado, para sempre, na memória coletiva de Fafe.

Rui Silva

30 janeiro 2012

WRC Fafe Rally Sprint


Realizado no quadro do Vodafone Rally de Portugal 2012, esta exibição dos principais carros e pilotos presentes na quarta prova do Mundial da presente temporada assumirá a forma de um rally sprint, estando sujeito a todas as rigorosas medidas de segurança que incidem na actualidade sobre as provas do campeonato do Mundo da especialidade.
Conscientes de que o WRC Fafe Rally Sprint irá provocar, muito provavelmente, uma enorme afluência de público ao troço da Lameirinha, mas esperando que a evolução no comportamento por parte dos espectadores portugueses, reconhecida ao longo das últimas edições do Vodafone Rally de Portugal pelas equipas participantes e pelas autoridades desportivas, seja também uma realidade nas estradas de Fafe, os organizadores criaram locais específicos para os espectadores poderem seguir, em posição privilegiada e com toda a segurança, a evolução dos pilotos.
Deste modo, serão instaladas 4 Zonas Espectáculo (ZE), escolhidas em função da sua espectacularidade, visibilidade, segurança e, ainda, facilidade de acesso:
ZE1 – Monte Marco
ZE2 – Salto da Pereira
ZE 3 – Confurco
ZE 4 – Salto da Pedra Sentada
Cada uma destas quatro ZE será suficientemente ampla para acolher vários milhares de espectadores e, no caso da ZE1 de Pereira, será mesmo possível observar a passagem dos concorrentes segundo vários ângulos. Refira-se que, no caso de uma ZE "esgotar" a lotação, o respectivo acesso será cortado, pelo que o público será reencaminhado para as outras zonas espectáculo.
A presença de espectadores fora destas zonas espectáculo não será autorizada, sendo igualmente interdita a deslocação pela pista ou pelas respectivas bermas. Do mesmo modo, não será possível mudar de uma ZE para outra, pelo que deverá escolher com antecedência a zona pretendida e fixar-se nela, de forma a contribuir para uma segurança absoluta ao longo do evento.
Os acessos recomendados às quatro ZE serão divulgados em breve, o mesmo acontecendo com o programa da prova.
O WRC Fafe Rally Sprint foi concebido para ser um espectáculo destinado a entusiasmar o público, na expectativa de que o seu comportamento seja um exemplo de atitude cívica irrepreensível, de forma a não colocar minimamente em risco a completa realização deste evento e de futuras edições. Nunca se esqueça que a segurança de todos começa em si!

In http://www.lusomotores.com/content/view/12162/1/

26 janeiro 2012

Debates e Racionalidades

Nas últimas horas assistimos nas redes sociais a uma troca de galhardetes entre Artur Coimbra no seu blog e Eugénio Marinho no Facebook. Em primeiro lugar, quero deixar claro que, para mim, a polémica é imprescindível. A partir dela poderemos fixar intenções, crenças e desejos. Mais ainda, parece-me importante que cada vez mais o carácter polemista dos responsáveis por Fafe se faça sentir no éter das redes sociais para assim abranger um maior universo de pessoas. Fafe só terá a ganhar.
Como desconheço o comentário que Eugénio Marinho pretensamente publicou no blog de Artur Coimbra, quero deixar a minha opinião sobre o dito artigo. Em primeiro lugar, sendo um blog pessoal, o seu autor é livre de opinar como deseje. Contudo, não pode fugir à responsabilidade de ser lido. E creio que disso, Artur Coimbra tem plena consciência. O seu principal argumento baseia-se num processo de intenções:
A lista à qual está afecto, fez um bom trabalho.
Se fez um bom trabalho, então não se justifica a apresentação de uma alternativa, a não ser que haja alguma jogada.
Logo, há uma jogada política.
Ora, se me parece justa a primeira premissa, quanto à segunda encontro uma ideia que me é estranha como cidadão que procura ser esclarecido e, acima de tudo, que gosta do debate democrático. A essência da democracia está na possibilidade das pessoas estarem erradas, isto é, apesar de alguém estar a fazer um bom trabalho, não significa que não apareça alguém com melhores ideias. Onde está o problema?
Caso haja qualquer «jogada» de cariz partidário, então começo a desconfiar que o pessoal afecto ao PSD está a ter alucinações. Espero que não.


António Daniel

22 janeiro 2012

Um País Adiado


Era uma vez um país cheio de História, polvilhado de gentes de grande superação, mas que teimava em permanecer no marasmo e em adiar o mérito que lhe pertence. Estes poderiam ser um pouco mais ou menos, os vocábulos inerentes, aquele que é o estado do nosso país. Portugal anda triste! Isso nota-se no calcorrear das pessoas, olhando às vezes no vazio e teimando em pensar em algo que já não existe. É urgente, uma revolução de mentalidades! Basta o chico espertismo, basta o adiar das nossas potencialidades. A corrupção é um enxame que tem de ser combatido sem trégua.
Nós temos tudo. Um povo simplesmente fantástico e pronto a dar a volta às situações difíceis, recursos naturais e uma geografia simpática. Que se acabem as vitórias morais, as vicissitudes do destino ou os agravos do Fado tão Português.Nós somos tão bons ou melhores que qualquer outro povo do Mundo. Há que lavar a cara, andar na rua de cabeça erguida, olhos no futuro com trabalho, com alma e sem ter receio de reclamar, de lutar, de erguer barreiras contra a pandemia que se instalou, de que no nosso país o caminho mais fácil é sempre o melhor! Que não sejamos mais um país adiado! Não permitamos isso, e se nos disseram que não, que não é assim, que não valemos nada, respondamos com indiferença e prossigamos em frente, rumo ao nosso rumo e à nossa página da História! Sim Portugal, nós vamos conseguir!!!!

João Castro

17 janeiro 2012

Blogs do Ano 2011

O Blog Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogs com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. É organizado em duas fases de apuramento, a primeira aberta a todos os que queiram participar e a segunda constituída pelos 5 mais votados de cada categoria.
A votação decorre até 21 de Janeiro e o BLOG MONTELONGO é um dos blogs seleccionados na secção Locais/Regionais. Para votar, sigam o seguinte endereço:
http://aventar.eu/blogs-do-ano-2011/

13 janeiro 2012

Termómetro 2012



Está à porta a edição de 2012 do Festival Termómetro, que vai decorrer, na primeira fase, em cinco espaços das cidades do Porto e de Lisboa. Foram 25 os projectos musicais seleccionados, e, segundo Fernando Alvim, o mentor e director do festival, esta é a edição com mais potencial de toda a história do festival.
Durante o mês de Janeiro decorrem as eliminatórias do Festival Termómetro, onde serão seleccionados os finalistas que, a 4 de Fevereiro, vão participar na final do Festival na sala 114, no Porto.
O presidente do júri será Henrique Amaro, da Antena 3, tendo o projecto vencedor a oportunidade de editar um CD com 4 temas originais, gravar um videoclip, realizar uma sessão fotográfica profissional e ganhar uma viagem para todos os elementos a Londres. Valter Lobo, jovem músico fafense, actua hoje à noite na 1ª eliminatória do Festival no Espaço Maus Hábitos, no Porto.

João Coimbra

10 janeiro 2012

Uma Nova Política para o Centro

“O lixo e o barulho resultantes da animação nocturna da cidade são um bom problema porque um mau problema era as ruas estarem desertas e abandonadas”.


Tenho muita dificuldade em classificar o que é um político de direita ou de esquerda, sobretudo no caso português onde, nos últimos anos, sempre imperaram as forças políticas do bloco central. Se, originalmente, de direita eram os conservadores e os liberalistas económicos, a esquerda sempre esteve mais ligada ao socialismo e ao liberalismo social. Porém, hoje em dia, as diferenças esbateram-se. É perfeitamente normal encontrarmos alguém de direita a defender posições de esquerda e vice-versa. Possivelmente, quem lê a frase acima transcrita, talvez a enquadre mais numa posição ideológica de esquerda, dita, porventura, por algum bloquista ou comunista. Porém, não é esse o caso!
A frase foi proferida por Rui Rio, autarca da cidade do Porto (e de “direita”!!) a propósito da contestação que moradores e alguns comerciantes têm encabeçado, reclamando contra a poluição sonora e ambiental da “nova” baixa portuense. Paralelamente, jamais imaginaria que José Ribeiro, presidente da Câmara de Fafe (e de “esquerda”!!) alguma vez a proferisse. Porque, com todo o respeito que tenho pelo actual autarca fafense, neste âmbito, as suas posições são mais conservadoras. Rui Rio, olhando para os benefícios resultantes da “movida” da baixa que ajudou a implementar sabe que a cidade do Porto tem beneficiado do actual panorama, com comprovados ganhos no turismo e na “economia da noite”.
De forma a revitalizar uma área deprimida da cidade, Rui Rio optou por entregar a tarefa de redesenhar a baixa a Siza Vieira e, depois, corajosamente, impulsionou o negócio da noite na mesma, voltando a transformar esta num polo aglutinador de jovens e turistas. Este movimento fez com que a baixa portuense voltasse a ser frequentada por mais gente e que surgissem novas dinâmicas e formas de negócio. Mesmo que esta opção possa provocar conflitos particulares, o político apontou um caminho e levou-o à prática e, atualmente, é opinião generalizada que a baixa portuense está melhor.
Em Fafe, o nosso centro foi sendo requalificado ao longo dos anos mas, nem por isso as melhorias económicas fizeram-se sentir. Está mais bonito porventura, mas continua com a mesma falta de dinamismo. Aliado a isso, perderam-se muitas outras coisas. Velhos negócios tradicionais deram lugar a bancos, lojas de chineses, lojas de ouro ou pastelarias e casas de grande valor histórico foram substituídas por edifícios arquitetonicamente medíocres; Durante o dia, ainda goza de algum movimento fruto da concentração de algum comércio e serviços mas, durante a noite, mesmo ao fim de semana, o centro de Fafe é deserto.
Na minha opinião, temos um centro subaproveitado mas com enorme potencial. É, por isso, com grande satisfação que vejo o renascer do clube fafense em zona tão nobre mas não podemos esperar que a iniciativa privada, por si só, resolva o problema da desertificação do nosso centro urbano. Parece-me essencial que os políticos que foram eleitos pelos fafenses definam, de uma forma clara, o que pretendem para o nosso centro. Manter tudo como está ou mudar de modelo? Parece-me que a atual situação não agrada a ninguém mas as mudanças requerem políticas ousadas e corajosas (para isso é que votamos em políticos e não em gestores…).
Existem, naturalmente, inúmeras ideias para revitalizar o nosso centro que poderão ser discutidas mas nenhuma será tão eficaz como a aglutinação do negócio da noite na zona envolvente à praça 25 de Abril. Porque, a meu ver, as ruas desertas e abandonadas do nosso centro no fim-de-semana à noite em nada dignificam a nossa cidade e, muito menos, quem tem responsabilidade política para inverter a atual situação. A manutenção do atual paradigma apenas dá razão a quem tem criticado esta autarquia (de esquerda!) de conservadorismo (próprio da direita…) e imobilismo político.

Pedro Fernandes

03 janeiro 2012

Hoje Lembrei-me do Sr. Ilídio

O som ecoava por toda a rua. Marcava a cadência do levantar. Criava uma imagem de Kentucky no canto da boca ao mesmo tempo que a martelada no sapato marcava a sinfonia matinal. Parecia que toda a rua se deixava levar pela musicalidade do momento. Seis da manhã. Outro som se intrometia. Pelo toque do líquido nas latrinas de metal, todos se preparavam para o leite. Ainda hoje oiço o som. Mas era a tosse do Sr. Ilídio que se sobrepunha.
Antigo jogador de futebol, como seria fácil de constatar pelo arqueamento das pernas, Ilídio tinha aquele sorriso que motivava uma graça mas também uma ternura de um tipo que sempre relembramos. Depressa inventou uma locomoção para o triciclo que me movia da Travessa da Rua do Maia até ao Assento. Sempre com o seu Kentucky no canto da boca, empurrava-me com um pau bifurcado na ponta que permitia, simultaneamente, o emprego da força adequada à relação peso-potência e à insinuante deslocação pelo paralelepípedo.
De regresso à sua oficina, Ilídio procedia ao batimento generoso de um sapateiro afamado porque sabia que um sapato depois de ir ao sapateiro renasce na sua dignidade. Melhor, adquire outra dignidade.
O problema existencial residia no engarrafamento.
O engarrafamento do vinho era festivo. As garrafas, predispostas para a ocasião, engalanavam-se para receber o chumbo que as purificava dos resíduos anteriores. Lá estava o pipo e a respectiva bicha. O tal problema residia na iniciática inspiração do conteúdo do pipo para depois introduzir na garrafa para aonde o vinho descia feliz. O meu pai, zeloso pela tarefa desempenhada, cumpria com profissionalismo, facilmente constatável pelas garrafas que ia somando; Sr. Ilídio, desejoso de afogar o sabor do Kentucky, não enchia qualquer garrafa apesar do vinho seguir feliz.
Na ingenuidade de um miúdo, para quem o mundo inteiro era aquele, sentia-me feliz pela presença do Sr. Ilídio. Contudo, sabia uma coisa acerca do Sr. Ilídio: a felicidade e a infelicidade não faziam parte do seu léxico existencial. Era, simplesmente, a vida.

António Daniel

28 dezembro 2011

Cine Teatro JANEIRO

EM DESTAQUE: The Gift
Dia 27, 21:30H, Preço: 10Eur

Nascidos em 1994, os The Gift deram o seu primeiro concerto em nome próprio no Mosteiro de Alcobaça, em Julho de 95. Até Maio de 97 os The Gift empenharam-se a 100% na preparação do seu primeiro registo discográfico, tendo como ambição mostrar a sonoridade da banda aos media e às editoras. Deste esforço nasceu “Digital Atmosphere”.
Ainda nesse ano, os The Gift partiram para a estrada, percorrendo cerca de 630 auditórios e editando no final da digressão um vídeo com os concertos do Centro Cultural de Belém e do Cine-teatro de Alcobaça. Ganham, em 2005, na categoria de "Best Portuguese Act", o MTV Europe Music Awards, prémios entregues esse ano em Portugal. Este reconhecimento é obtido através do seu álbum duplo «AM-FM». A 30 de Outubro de 2006 lançam o álbum ao vivo e DVD «Fácil de Entender», cujo nome é o de uma canção cantada em Português e faixa escondida do álbum «AM-FM» que foi apresentada no decorrer da AM-FM Tour.
Em 2007 ganham o Globo de Ouro (SIC/Caras) de Melhor Grupo com o álbum editado no ano transacto «Fácil de Entender».
Em 2009, Nuno Gonçalves é convidado a regravar Amália Rodrigues, nascendo Amália Hoje, produzindo algo de inovador que ficará marcado para a história cultural de Portugal com participação da Sónia Tavares, Fernando Ribeiro dos Moonspell e Paulo Praça dos Plaza. É anunciado o lançamento do novo álbum, Explode, em Fevereiro de 2011. Para apresentar as novas canções a banda programou para Março deste ano, uma série de três concertos no Tivoli, Lisboa, e um em Madrid, em Maio. Fafe integra a digressão “Primavera/Explode – Mil cores possíveis”, onde o espectáculo inclui temas novos gravados recentemente numa jornada de 10 dias no Centro Cultural de Belém e os mais recentes do último disco Explode.

23 dezembro 2011

Feliz Natal !!

A todos os colaboradores, leitores e amigos deste Blog, votos de um Feliz Natal e de um ano novo repleto de alegrias pessoais e profissionais.

18 dezembro 2011

Provável Aumento de Incêndios no Vale do Ave

Um estudo anunciado pela Associação de Municípios do Vale do Ave indicou que a subida da temperatura esperada para os próximos anos na região do Rio Ave pode originar um aumento do número de incêndios verificado na região.
O estudo foi realizado ao abrigo do projeto ADAPTACLIMA enquadrado no programa de prevenção de riscos naturais, SUDOE, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
O ADPTACLIMA aponta para uma subida de temperatura entre 0.2 e 0.5 graus célsius o que, aponta o estudo, levará a um aumento no número de incêndios sentidos na região do Ave e consequentemente ao aumento da área ardida.
Este aumento de área ardida originará uma "desvalorização da paisagem" o que terá "impacto negativo no turismo".
O estudo aponta ainda como consequências do aumento da temperatura o "alargamento da época de fogos" que terá também impacto na erosão dos solos, que vai também aumentar, influenciando a biodiversidade da floresta da região do Ave.
Segundo o estudo agora revelado, as mudanças climáticas ao longo das últimas décadas já tiveram impacto na floresta do Vale do Ave ao nível do crescimento do número de incêndios registados na região.
Este estudo aponta que em 1980 ocorreram na região do Vale do Ave 500 incêndios, número que aumentou para 2594 no ano de 2009.
No início da década de 80 a área ardida atingia os mil hectares enquanto que em 2009 foram 4 mil os hectares de área ardida.
O SUDOE é um programa de cooperação territorial do espaço Sudoeste europeu que tem por objetivos elaborar cenários de previsão sobre os efeitos das alterações climáticas e avaliar os impactos destas nos sectores económicos destas regiões.

In www.rtp.pt

14 dezembro 2011

Concertos de Natal

Formada em 2002, a Orquestra Juvenil da Banda de Golães realizou as suas primeiras apresentações públicas na"Quadra Natalícia"do mesmo ano numa série de concertos realizados em algumas freguesias de Fafe. Como resultado do trabalho desenvolvido na formação de jovens músicos, foram galardoados em 2003 com o prémio revelação pelos dois semanários fafenses.
A Orquestra Juvenil irá levar a cabo nesta época festiva um conjunto de concertos de Natal. O primeiro concerto realizou-se sábado dia 10 de Dezembro pelas 10.00h nas instalações do Centro Social de S. Vicente de Paços, segue-se no dia 18 de Dezembro pelas 15.00h o concerto de Natal na Igreja Paroquial de Golães, por ultimo dia 8 de Janeiro pelas 15.00h na Igreja Paroquial de S. Gens. A direcção artística da orquestra Juvenil está a cargo do Prof. Tiago Ferreira que é também o seu maestro, cargo que ocupa desde 2001. Os jovens que compõem a Orquestra Juvenil da Banda de Golães são exemplo de trabalho, dedicação, amor à música e à sua banda filarmónica e desejam a todos os associados e simpatizantes uma quadra natalícia cheia de felicidade.

Filomena Magalhães