10 janeiro 2012

Uma Nova Política para o Centro

“O lixo e o barulho resultantes da animação nocturna da cidade são um bom problema porque um mau problema era as ruas estarem desertas e abandonadas”.


Tenho muita dificuldade em classificar o que é um político de direita ou de esquerda, sobretudo no caso português onde, nos últimos anos, sempre imperaram as forças políticas do bloco central. Se, originalmente, de direita eram os conservadores e os liberalistas económicos, a esquerda sempre esteve mais ligada ao socialismo e ao liberalismo social. Porém, hoje em dia, as diferenças esbateram-se. É perfeitamente normal encontrarmos alguém de direita a defender posições de esquerda e vice-versa. Possivelmente, quem lê a frase acima transcrita, talvez a enquadre mais numa posição ideológica de esquerda, dita, porventura, por algum bloquista ou comunista. Porém, não é esse o caso!
A frase foi proferida por Rui Rio, autarca da cidade do Porto (e de “direita”!!) a propósito da contestação que moradores e alguns comerciantes têm encabeçado, reclamando contra a poluição sonora e ambiental da “nova” baixa portuense. Paralelamente, jamais imaginaria que José Ribeiro, presidente da Câmara de Fafe (e de “esquerda”!!) alguma vez a proferisse. Porque, com todo o respeito que tenho pelo actual autarca fafense, neste âmbito, as suas posições são mais conservadoras. Rui Rio, olhando para os benefícios resultantes da “movida” da baixa que ajudou a implementar sabe que a cidade do Porto tem beneficiado do actual panorama, com comprovados ganhos no turismo e na “economia da noite”.
De forma a revitalizar uma área deprimida da cidade, Rui Rio optou por entregar a tarefa de redesenhar a baixa a Siza Vieira e, depois, corajosamente, impulsionou o negócio da noite na mesma, voltando a transformar esta num polo aglutinador de jovens e turistas. Este movimento fez com que a baixa portuense voltasse a ser frequentada por mais gente e que surgissem novas dinâmicas e formas de negócio. Mesmo que esta opção possa provocar conflitos particulares, o político apontou um caminho e levou-o à prática e, atualmente, é opinião generalizada que a baixa portuense está melhor.
Em Fafe, o nosso centro foi sendo requalificado ao longo dos anos mas, nem por isso as melhorias económicas fizeram-se sentir. Está mais bonito porventura, mas continua com a mesma falta de dinamismo. Aliado a isso, perderam-se muitas outras coisas. Velhos negócios tradicionais deram lugar a bancos, lojas de chineses, lojas de ouro ou pastelarias e casas de grande valor histórico foram substituídas por edifícios arquitetonicamente medíocres; Durante o dia, ainda goza de algum movimento fruto da concentração de algum comércio e serviços mas, durante a noite, mesmo ao fim de semana, o centro de Fafe é deserto.
Na minha opinião, temos um centro subaproveitado mas com enorme potencial. É, por isso, com grande satisfação que vejo o renascer do clube fafense em zona tão nobre mas não podemos esperar que a iniciativa privada, por si só, resolva o problema da desertificação do nosso centro urbano. Parece-me essencial que os políticos que foram eleitos pelos fafenses definam, de uma forma clara, o que pretendem para o nosso centro. Manter tudo como está ou mudar de modelo? Parece-me que a atual situação não agrada a ninguém mas as mudanças requerem políticas ousadas e corajosas (para isso é que votamos em políticos e não em gestores…).
Existem, naturalmente, inúmeras ideias para revitalizar o nosso centro que poderão ser discutidas mas nenhuma será tão eficaz como a aglutinação do negócio da noite na zona envolvente à praça 25 de Abril. Porque, a meu ver, as ruas desertas e abandonadas do nosso centro no fim-de-semana à noite em nada dignificam a nossa cidade e, muito menos, quem tem responsabilidade política para inverter a atual situação. A manutenção do atual paradigma apenas dá razão a quem tem criticado esta autarquia (de esquerda!) de conservadorismo (próprio da direita…) e imobilismo político.

Pedro Fernandes

03 janeiro 2012

Hoje Lembrei-me do Sr. Ilídio

O som ecoava por toda a rua. Marcava a cadência do levantar. Criava uma imagem de Kentucky no canto da boca ao mesmo tempo que a martelada no sapato marcava a sinfonia matinal. Parecia que toda a rua se deixava levar pela musicalidade do momento. Seis da manhã. Outro som se intrometia. Pelo toque do líquido nas latrinas de metal, todos se preparavam para o leite. Ainda hoje oiço o som. Mas era a tosse do Sr. Ilídio que se sobrepunha.
Antigo jogador de futebol, como seria fácil de constatar pelo arqueamento das pernas, Ilídio tinha aquele sorriso que motivava uma graça mas também uma ternura de um tipo que sempre relembramos. Depressa inventou uma locomoção para o triciclo que me movia da Travessa da Rua do Maia até ao Assento. Sempre com o seu Kentucky no canto da boca, empurrava-me com um pau bifurcado na ponta que permitia, simultaneamente, o emprego da força adequada à relação peso-potência e à insinuante deslocação pelo paralelepípedo.
De regresso à sua oficina, Ilídio procedia ao batimento generoso de um sapateiro afamado porque sabia que um sapato depois de ir ao sapateiro renasce na sua dignidade. Melhor, adquire outra dignidade.
O problema existencial residia no engarrafamento.
O engarrafamento do vinho era festivo. As garrafas, predispostas para a ocasião, engalanavam-se para receber o chumbo que as purificava dos resíduos anteriores. Lá estava o pipo e a respectiva bicha. O tal problema residia na iniciática inspiração do conteúdo do pipo para depois introduzir na garrafa para aonde o vinho descia feliz. O meu pai, zeloso pela tarefa desempenhada, cumpria com profissionalismo, facilmente constatável pelas garrafas que ia somando; Sr. Ilídio, desejoso de afogar o sabor do Kentucky, não enchia qualquer garrafa apesar do vinho seguir feliz.
Na ingenuidade de um miúdo, para quem o mundo inteiro era aquele, sentia-me feliz pela presença do Sr. Ilídio. Contudo, sabia uma coisa acerca do Sr. Ilídio: a felicidade e a infelicidade não faziam parte do seu léxico existencial. Era, simplesmente, a vida.

António Daniel

28 dezembro 2011

Cine Teatro JANEIRO

EM DESTAQUE: The Gift
Dia 27, 21:30H, Preço: 10Eur

Nascidos em 1994, os The Gift deram o seu primeiro concerto em nome próprio no Mosteiro de Alcobaça, em Julho de 95. Até Maio de 97 os The Gift empenharam-se a 100% na preparação do seu primeiro registo discográfico, tendo como ambição mostrar a sonoridade da banda aos media e às editoras. Deste esforço nasceu “Digital Atmosphere”.
Ainda nesse ano, os The Gift partiram para a estrada, percorrendo cerca de 630 auditórios e editando no final da digressão um vídeo com os concertos do Centro Cultural de Belém e do Cine-teatro de Alcobaça. Ganham, em 2005, na categoria de "Best Portuguese Act", o MTV Europe Music Awards, prémios entregues esse ano em Portugal. Este reconhecimento é obtido através do seu álbum duplo «AM-FM». A 30 de Outubro de 2006 lançam o álbum ao vivo e DVD «Fácil de Entender», cujo nome é o de uma canção cantada em Português e faixa escondida do álbum «AM-FM» que foi apresentada no decorrer da AM-FM Tour.
Em 2007 ganham o Globo de Ouro (SIC/Caras) de Melhor Grupo com o álbum editado no ano transacto «Fácil de Entender».
Em 2009, Nuno Gonçalves é convidado a regravar Amália Rodrigues, nascendo Amália Hoje, produzindo algo de inovador que ficará marcado para a história cultural de Portugal com participação da Sónia Tavares, Fernando Ribeiro dos Moonspell e Paulo Praça dos Plaza. É anunciado o lançamento do novo álbum, Explode, em Fevereiro de 2011. Para apresentar as novas canções a banda programou para Março deste ano, uma série de três concertos no Tivoli, Lisboa, e um em Madrid, em Maio. Fafe integra a digressão “Primavera/Explode – Mil cores possíveis”, onde o espectáculo inclui temas novos gravados recentemente numa jornada de 10 dias no Centro Cultural de Belém e os mais recentes do último disco Explode.

23 dezembro 2011

Feliz Natal !!

A todos os colaboradores, leitores e amigos deste Blog, votos de um Feliz Natal e de um ano novo repleto de alegrias pessoais e profissionais.

18 dezembro 2011

Provável Aumento de Incêndios no Vale do Ave

Um estudo anunciado pela Associação de Municípios do Vale do Ave indicou que a subida da temperatura esperada para os próximos anos na região do Rio Ave pode originar um aumento do número de incêndios verificado na região.
O estudo foi realizado ao abrigo do projeto ADAPTACLIMA enquadrado no programa de prevenção de riscos naturais, SUDOE, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
O ADPTACLIMA aponta para uma subida de temperatura entre 0.2 e 0.5 graus célsius o que, aponta o estudo, levará a um aumento no número de incêndios sentidos na região do Ave e consequentemente ao aumento da área ardida.
Este aumento de área ardida originará uma "desvalorização da paisagem" o que terá "impacto negativo no turismo".
O estudo aponta ainda como consequências do aumento da temperatura o "alargamento da época de fogos" que terá também impacto na erosão dos solos, que vai também aumentar, influenciando a biodiversidade da floresta da região do Ave.
Segundo o estudo agora revelado, as mudanças climáticas ao longo das últimas décadas já tiveram impacto na floresta do Vale do Ave ao nível do crescimento do número de incêndios registados na região.
Este estudo aponta que em 1980 ocorreram na região do Vale do Ave 500 incêndios, número que aumentou para 2594 no ano de 2009.
No início da década de 80 a área ardida atingia os mil hectares enquanto que em 2009 foram 4 mil os hectares de área ardida.
O SUDOE é um programa de cooperação territorial do espaço Sudoeste europeu que tem por objetivos elaborar cenários de previsão sobre os efeitos das alterações climáticas e avaliar os impactos destas nos sectores económicos destas regiões.

In www.rtp.pt

14 dezembro 2011

Concertos de Natal

Formada em 2002, a Orquestra Juvenil da Banda de Golães realizou as suas primeiras apresentações públicas na"Quadra Natalícia"do mesmo ano numa série de concertos realizados em algumas freguesias de Fafe. Como resultado do trabalho desenvolvido na formação de jovens músicos, foram galardoados em 2003 com o prémio revelação pelos dois semanários fafenses.
A Orquestra Juvenil irá levar a cabo nesta época festiva um conjunto de concertos de Natal. O primeiro concerto realizou-se sábado dia 10 de Dezembro pelas 10.00h nas instalações do Centro Social de S. Vicente de Paços, segue-se no dia 18 de Dezembro pelas 15.00h o concerto de Natal na Igreja Paroquial de Golães, por ultimo dia 8 de Janeiro pelas 15.00h na Igreja Paroquial de S. Gens. A direcção artística da orquestra Juvenil está a cargo do Prof. Tiago Ferreira que é também o seu maestro, cargo que ocupa desde 2001. Os jovens que compõem a Orquestra Juvenil da Banda de Golães são exemplo de trabalho, dedicação, amor à música e à sua banda filarmónica e desejam a todos os associados e simpatizantes uma quadra natalícia cheia de felicidade.

Filomena Magalhães

09 dezembro 2011

Clube Fafense

A gestão de organizações é um desafio. A forma como certas pessoas fazem surgir uma entidade que se torna numa referência é algo que sempre me surpreendeu. É certo que a génese destas entidades, seja de que índole for, é resultado de uma visão corajosa da realidade e de uma tenacidade a toda a prova. Contudo, parece-me que mais difícil é o caminho da manutenção. Manter em alta as expectativas, manter um nome, preservar uma identidade é um desígnio de todos os que constroem as organizações.
Muita gente poderá dizer melhor do que eu, mas parece-me que o Clube Fafense foi uma referência na cidade, sem dúvida, por todo o simbolismo que possuía. Só que, convenhamos, esse simbolismo foi executado por um mix de elitismo (nada tenho contra) aliado a uma certa boémia glamorosa devidamente elaborada pelas pessoas que o frequentavam. Poucas histórias conheço do Clube fafense, mas a sua identidade foi construída durante décadas pelos momentos vividos pelas personagens únicas que o ocuparam e pela imagem que, intencionalmente ou não, fomentaram.
Quando soube da iniciativa de retomar as actividades do clube, a minha reacção foi de regozijo, quer pelo edifício (a sua dinamização certamente o vai rejuvenescer), quer por mais uma «alma» que servirá para Fafe recuperar a sua identidade. Contudo, o futuro não vai ser fácil.
Se o Clube funcionou com uma dinâmica própria em circunstâncias temporais muito precisas, pergunto-me como vai ser agora. A ambiguidade é nítida: Se, por um lado, os tempos que correm apelam a uma abertura de portas, por outro lado a dignidade e identidade do Clube só se tornará exequível caso mantenha algum mistério e seja selectivo nas suas admissões. Consequentemente, a tarefa de manter o clube reveste-se de uma grande dificuldade. Coragem e boa vontade são necessárias.

António Daniel

05 dezembro 2011

Entrevista ao Padre Pedro Marques

No último fim-de-semana, o jovem sacerdote Pedro Marques, há pouco na paróquia de St.ª Eulália, em Fafe, deu-nos a honra de uma entrevista, no âmbito de um trabalho para Jornalismo, unidade curricular do curso de Ciências da Comunicação. A entrevista debruçou-se sobre a relação dos jovens com a Igreja. Dado a extensão relativamente grande do texto, ficam aqui algumas das suas ideias principais.
“Uma paróquia que não se rejuvenesce, é uma paróquia que morre a prazo”
O Padre Pedro dá conta de uma mudança significativa na relação dos jovens com a Igreja – as gerações anteriores viam a Igreja numa perspectiva colectiva, de convívio com os outros; actualmente, os jovens vêem e precisam da Igreja de uma forma diferente. «Existem imensos factores a nível sociológico que explicam esta falta de interesse dos jovens pela prática religiosa nesta idade. Eles entendem a religião de uma maneira opressiva, castradora da liberdade – o que não corresponde à realidade.»
Este afastamento dos jovens traz, na opinião do sacerdote, consequências «devastadoras» para a paróquia. «Todos perdem». Quanto às formas de chamar a juventude à Igreja, é necessário criar «um espaço de diálogo, de liberdade, onde se possam sentir jovens e viver a sua fé de uma forma jovem e alegre. Esse espaço, nós queremos criá-lo cá em Fafe.»
Segundo Pedro Marques, a relação dos jovens com a religião é, pelo menos, mais «consciente», em comparação com as gerações anteriores. «Agora, as pessoas questionam-se minimamente; de uma forma geral, as pessoas andam mais esclarecidas e isso é bom; obriga a Igreja a esclarecer-se para o bem e para o mal». São raros os pais que obrigam os filhos a ir à Igreja. E para que exista uma relação de continuidade com a instituição, falta muitas vezes, na sua opinião, uma «experiência positiva».
A falta de padres é, na opinião do sacerdote, um dos mais sérios problemas da Igreja. «Antigamente, os padres chegavam para todas as reuniões, para todas as missas, e, actualmente, começam a não chegar. Deus continua a chamar, mas as pessoas têm medo de arriscar, porque a vida de sacerdote não é nada fácil, como também não o é a vida de casado.
No futuro, o padre gostaria que a relação entre esta camada da população e a Igreja fosse mais natural. «Acho que ao fim de dez anos de catequese, um jovem devia reclamar o seu espaço na Igreja».
Deixamos os comentários com os leitores.

Sofia Rodrigues e Joana Gonçalves

30 novembro 2011

Cine Teatro DEZEMBRO

EM DESTAQUE: Carminho
Dia 9, 21:30H, Preço 10Eur

Nasceu Carmo Rebelo de Andrade, em Lisboa. Estreou-se a cantar em público, aos doze anos, no Coliseu. A partir daí começou a cantar regularmente na Taverna do Embuçado, em Alfama.
Depois de uma viagem à volta do mundo que durou um ano e em que participou em acções humanitárias na Índia, Camboja, Peru e Timor, conseguiu olhar de fora para dentro e descobriu que a sua verdadeira vocação era mesmo o fado. Cantou na Casa da Música, na Festa do Fado, no espectáculo comemorativo dos 45 anos de carreira de Carlos do Carmo, na Expo de Saragoça e na recriação de «Amália à L'Olympia». Para trás, nesta história, ficou a participação, entre outros, no disco «Fado - Ontem, Hoje e Sempre», no filme «Fados», de Carlos Saura, e concertos na Argentina, Suiça e Malta. Recebeu o Prémio «Revelação Feminina» da Fundação Amália Rodrigues.
Em 2009 editou o seu primeiro álbum “Fado”, considerado “a maior revelação do fado da última década”, pela revista Time, alcançando rapidamente o galardão de ouro e dando início a uma digressão nacional e internacional.
Vista como um símbolo da sua geração, tornou-se, em 2011, a Embaixadora portuguesa do programa “Youth on the Move”, a convite da Comissão Europeia.
2011 é também o ano de um arranque seguro de uma carreira internacional que a leva ao palco principal da Womex (World Music Expo), na Dinamarca, e a espectáculos em diversos palcos europeus.
É com grande expectativa que se aguarda o lançamento do seu segundo álbum, previsto para Janeiro, com edição assegurada em Espanha e no Reino Unido.

27 novembro 2011

Plano e Orçamento Municipal 2012

As Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2012 foram aprovadas, por maioria, na mais recente reunião da Câmara Municipal de Fafe, contando apenas com o voto contra da vereadora do PSD, Fernanda Castro. As grandes opções para o próximo ano são influenciadas obviamente pela situação de crise que se vive no país, que coloca tudo em questão, sobretudo, como refere o Presidente da Câmara, José Ribeiro, “quando não desistimos do firme e inalterável propósito de prosseguir na sustentabilidade económico-financeira do nosso Município, na trajetória de reduzir despesa e de reduzir endividamento, não deixando de fazer o que é absolutamente necessário fazer-se”.
O Plano e Orçamento do Município para o próximo ano mantém a entrega aos cidadãos de Fafe de 2% do seu IRS; as taxas do IMI, não adotando as máximas fixadas pelo Governo, bem como os preços e as taxas dos serviços municipais, sem aumentos no atual mandato; reforça as transferências para as juntas de freguesia em mais de 2%, atualizando os fogos pelos censos de 2011; reforça as verbas para os protocolos com as juntas de freguesia para os serviços de transporte, refeições e prolongamento de horário; e prevê, como tem sido habitual, uma significativa verba de 500 000 euros para Protocolos de Investimento, a realizar logo que conhecido o resultado da reorganização administrativa em curso.
O documento dá absoluta prioridade aos investimentos cujo financiamento está assegurado pelo QREN ou que pode ser suscetível de vir a sê-lo, “já que não podem desperdiçar-se os 85% do seu valor. Ninguém nos perdoaria outra opção!”. Está nesse caso, a eventualidade da aprovação da candidatura da requalificação da Feira Semanal.
Neste contexto, as principais opções e investimentos para 2012 são a requalificação do Palacete do Ex-Grémio para o Arquivo Municipal (1 100 000 euros); a construção do Centro Educativo Montelongo (1 220 000 euros); construção do Quartel da GNR (1 500 000 euros); aquisição comparticipada e financiada pelo INH de habitação social (3 847 855 euros); reforço do investimento no abastecimento de água e rede de saneamento do concelho (1 550 000 euros) e aquisição do património da REFER (572 759).

In www.cm-fafe.pt

24 novembro 2011

A "Capital" da Juventude no Seu Melhor...

"Vila de Fafe" é um erro que ofende todos os fafenses! Não que seja um problema ser vila mas porque ainda há quem desconheça que já fomos elevados a cidade há mais de 25 anos!!

22 novembro 2011

Escola Industrial de Fafe

No passado Sábado, dia 19 de Novembro, a Associação dos Antigos Professores, Alunos e Funcionários da Escola Industrial de Fafe realizou o seu Magusto anual, nas instalações da Escola Secundária de Fafe. Aurora Barros, ex-aluna e Professora da extinta Escola, é a Presidente e também o rosto mais visível da Associação e foi mais uma vez a anfitriã do evento que contou com a presença de muitos que em tempos difíceis da história do nosso país tiveram o privilégio de ter frequentado aquele estabelecimento de ensino. O convívio contou com a participação do Rancho Folclórico de Regadas, que veio aumentar ainda mais o espírito de alegria, partilha e amizade entre os participantes .
Em 2009, durante as comemorações do 50º Aniversario da Escola, Marcelo Rebelo de Sousa foi o convidado de honra. Na sua intervenção no Teatro Cinema disse constar das suas memórias o esforço que o presidente à frente dos destinos da Câmara de Fafe, na época, exerceu junto de seu pai, que na altura exercia um cargo no governo de Lisboa, para que o projecto da referida escola que tardava em chegar, não fosse desviado para outro destino.

Filomena Magalhães

17 novembro 2011

Regresso

A próxima edição do Rali de Portugal tem início num dos locais mais míticos do antigo Rali de Portugal, mais concretamente em Fafe, para uma espécie de "Road Show", à semelhança do evento que teve lugar há dois anos na Avenida dos Aliados, no Porto.
Os contornos deste «regresso ao passado» do Rali de Portugal deverão ser dados a conhecer ao pormenor pelo ACP na apresentação da próxima edição da prova, o que deverá acontecer nos próximos dias.
O Vodafone Rally de Portugal 2012 já tem data confirmada, entre os dias 29 de Março a 1 de Abril do próximo ano.

In http://www.autoportal.iol.pt

16 novembro 2011

Sugestão de Leitura - "A Herança Arquitectónica e Urbana da Cidade de Fafe"


O livro resulta do trabalho académico de final de curso do arquitecto fafense António Póvoas.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe.
Trata-se de um trabalho de investigação baseado na recolha e análise de várias matérias e testemunhos que contextualizam a evolução da cidade desde a sua fundação medieval, até ao presente. Será proposta uma interpretação relativa ao crescimento urbano e demográfico, em que serão abordados alguns aspectos da influência do surto emigratório para o Brasil, bem como o modo de vida do português "brasileiro". Ilustrar-se-á como esse êxodo se veio a repercutir subsequentemente nos aspectos económicos e culturais da sociedade de Fafe, muito devido ao seu carácter interventivo e filantrópico, veículo fundamental no desenvolvimento da urbe.
O livro pode ser adquirido através da "Kairos - Produções Culturais".

11 novembro 2011

Breves Apontamentos


1. O jogo do pau é uma das marcas identitárias do nosso concelho. Existem associações que se dedicam a essa prática com bastante afinco mas o jogo do pau ainda não tem uma abrangência assim tão significativa. Recentemente, fiquei surpreendido ao reparar que um ginásio da nossa capital tem o jogo do pau como uma das modalidades de aprendizagem, ao lado de muitos outros desportos de combate. O jogo do pau é “nosso” mas não me admirava nada que daqui a uns tempos começássemos a ver outras colectividades a pegar naquilo que é “nosso”, a inovar e a desenvolver o mesmo. Este exemplo transportou-me para outras realidades e fez-me lembrar algumas colectividades de bombos fafenses. Com todo o respeito que tenho por todos mas, enquanto nós andamos sempre a ouvir o mesmo bater dos “Amigos da Borga” e semelhantes, existem outros que pegam naquilo que é tradicional, inovam e desenvolvem, criando novos espectáculos e garantindo outra projecção à “arte do tambor”. Estou-me a lembrar, por exemplo, dos Toca Rufar ou dos Sond´Art. Nós temos a arte mas paramos no tempo. Outros pegam na “nossa” arte, desenvolvem-na e inovam, criam dinâmicas e formam os mais jovens. Essa é a grande diferença! Talvez possamos fazer o mesmo com o jogo do pau…

2. Até há bem pouco tempo nunca tinha pensado se valeria mais dar roupa que não precisasse e alimentos directamente a uma família desfavorecida ou a uma organização de solidariedade. Mas, quando um voluntário que já prestou serviço na Cruz Vermelha Portuguesa me disse que viu pessoas a colocarem nos carros particulares bens doados, comecei a pensar no assunto…

3. Este exemplo anterior fez-me recordar aquelas organizações pseudo elitistas fafenses do meu tempo que faziam grandes campanhas de solidariedade com festas nas discotecas para angariar dinheiro, com grande destaque nos jornais locais e depois iam gozar umas “merecidas” férias aos Açores depois de um extenuante trabalho de amor ao próximo…

Pedro Fernandes

08 novembro 2011

Leituras Políticas

A meio do mandato autárquico é altura de fazer uns pequenos ajustes à «movida» política, ou melhor, à sua ausência. As próximas eleições autárquicas em Fafe possuirão características únicas:
- Saída de José Ribeiro;
- Nomeação de um sucessor;
Se a saída parece consumada, com óbvias implicações positivas ou negativas, dependendo do ponto de vista, já a segunda não é linear, apesar de haver uma tendência. Contudo, poderão daí surgir divisões; divisões que se acentuarão caso o PS não obtenha uma percentagem muito convincente. Diria até mais, é um momento único para a oposição destronar o PS do poder. Por que razão?
Em virtude de múltiplos fatores, houve um conjunto de iniciativas que pura e simplesmente não sairão do papel ou, nas melhores das hipóteses, serão adiadas. Referimo-nos ao Hospital e à Escola Secundária e ao cadavérico parque da cidade (monte de terra com um simbolismo enorme…) com todas as melhorias daí decorrentes, quer ao nível humano, quer ao nível físico. Se tal acontecesse (a concretização destas infra-estruturas certamente seria um desígnio desejado por todos) o PS teria a eleição garantida com Antero Fernandes a tomar a dianteira por ser o rosto mais visível destas transformações em virtude do seu pelouro. Porém, infelizmente parece que tal não irá suceder. Resultado: teremos um sucessor fraco. Daí que se entenda a preocupação de José Ribeiro em pedir a audiência com o Ministro da Saúde.
Contudo, o tempo passa. Julgo que seria importante para a oposição delinear estratégias o mais cedo possível. Encontrar um rosto credível com alguma experiência é um objectivo que se vai tornando premente. Com a antecedência devida, tornaria possível uma identificação com o eleitorado e promovia uma ideia de mudança aliada à constante vigilância democrática com a indicação de alternativas credíveis para o Concelho. Contudo, aqui a oposição depara-se com um obstáculo: a comunicação. Neste momento só existe um meio de comunicação: O Povo de Fafe. Por tal motivo, creio que a única estratégia possível passará pelo contacto direto com os eleitores o que, convenhamos, necessita de tempo e disponibilidade para aproveitamento da singularidade destes tempos.
Escrevo isto com uma única preocupação: Fafe.

António Daniel

04 novembro 2011

Yin e Yang e as PPP´S

O Yang
A vitória do PSD nas últimas eleições legislativas parece querer significar que sempre serão suspensas as Parcerias Público-Privadas. Essa será a melhor notícia que nos poderiam dar e um novo alento para o nosso futuro.
Olhemos para o exemplo de Fafe: 40M€ em 7 empreitadas cuja importância é discutível e com programas de execução claramente a exceder o “estritamente necessário”. Esses 40M€ iriam colocar-nos em regime de restrição para os próximos 20 a 30 anos, sujeitos a um orçamento municipal que veria as suas verbas destináveis a investimentos reduzidas a pouco mais do que €5.000.000,00/ano. Todo o restante seria encaminhado para pagar as PPP’s.
Por isso, confirmando-se a notícia, deveríamos rejubilar e, quem sabe, até festejar.

O Yin
Anunciadas que foram as privatizações, percebemos que as Águas de Portugal se contarão entre as empresas alienadas em prol do indispensável aumento da receita do Estado.
Morrerá, pela forma, a Parceria Pública-Pública contratada entre o nosso Município e as Águas do Nordeste (empresa pertença das Águas de Portugal), extinguindo-se a fórmula expedita que o Dr. José Ribeiro havia encontrado para executar a tão prometida ampliação da rede municipal de saneamento.
Neste caso, infelizmente, não temos razões para festejar. Perde-se a possibilidade de candidatar algumas das obras aos fundos do QREN (possibilidade que as AdP tinham) o que permitiria fazer mais obra com menos dinheiro; e perdem-se as poupanças que sempre se conseguem com uma gestão integrada das redes públicas – esta PPP incluía mais de uma dezena de Municípios.
Resta-nos a esperança que o nosso Presidente canalize as verbas previstas para as PRIVADAS e as utilize na obra PÚBLICA. Pelo menos agora só depende de si próprio!

Miguel Summavielle

02 novembro 2011

O Rio do Matadouro

Assim fora designado o rio que serpenteava as margens da Ponte do Ranha. Ao lado do Matadouro, alheias aos gemidos fúnebres dos animais, as mulheres castigavam as mãos na rudeza da água que, por mais translúcida que fosse , parecia quente. Os sabões, comprados ao quilo na venda do Canedo, ainda com o papel tão característico a servir de invólucro, deslizavam na roupa com suavidade, contrastando com os preparativos da lavagem de mantas, carpetes, tapetes e afins. Sobre aquelas pedras de granito, esfregava-se com veemência, revelando a minhota em todo o seu esplendor. Pujante na atitude, com o verbo malicioso na ponta da língua, apontava o norte através da palavra para atenuar o esforço do manejamento das pesadas peças molhadas. Toda a sua beleza reinava naquele poder surpreendente onde a sonoridade permanente de uma pequena queda de água abafava as vozes mas revelava o corpo.
Destas ambiências comungavam os putos. Com um enquadramento maternal próprio da minhota, com marcação à zona, molhavam-se numa alegria estonteante, entre as gotículas a comungarem com o sol a beleza das cores. Assim começámos a admirar as nossas mães.
Todos aqueles habitantes da Ponte do Ranha tinham uma tendência desmedida por Parcídio Sumavielle: Colocou uma cobertura no tanque coletivo, tornando possível a lavagem no Inverno.
Como os tempos se alteram…

(homenagem à minha querida mãe)
António Daniel

28 outubro 2011

Cine Teatro NOVEMBRO

EM DESTAQUE: UHF
Dia 26, 22H, Preço 10Eur (camarotes); 15Eur (Plateia)

O mês de Novembro de 1978 é comummente considerado como a data do primeiro concerto a sério dos UHF. Trinta e três anos depois, a banda de Almada que esteve no arranque do movimento de renovação musical denominado rock português, regressa à sala do Teatro-Cinema de Fafe, depois de há um ano a ter esgotado.
Será um desfilar sonoro de canções do percurso do UHF, numa “viagem” que inclui temas do seu novo álbum (porquê?), entremeados com músicas conhecidas da banda, como “Cavalos de Corrida”, "Rua do Carmo",“Vejam bem” ou “Matas-me com o teu olhar”, que deliciam sempre os espectadores.
Este vai ser um concerto em formato acústico e será registado ao vivo para edição discográfica. Os parabéns aos UHF na sala de visitas fafense!!