A alternância democrática veio colocar a nu a fragilidade das opções que o Dr. José Ribeiro assumiu em exercício de funções. Acreditou nos seus correligionários políticos e não terá Posto da GNR, Escola Secundária ou Hospital.No que diz respeito ao Hospital de Fafe, apesar das constantes chamadas de atenção de toda a oposição, aceitou o projecto de encerramento das urgências e foi concordando com o esvaziamento das suas valências.
Quando o Governo de Sócrates propôs o encerramento da urgência do Hospital de S. José, o Dr. José Ribeiro aceitou a decisão e saiu, inclusivamente, em defesa da mesma, arguindo que o Hospital não prestava os serviços com a qualidade necessária e que estava subjugado a interesses corporativos.
Foi com muito custo (e depois de um abaixo-assinado mobilizador) que lá se conseguiu que as urgências não encerrassem, não sem antes assistir a uma mudança de opinião do nosso edil (o que demonstra, e ainda bem, que sabe reconhecer quando erra).
Com a criação do Centro Hospitalar do Alto do Ave (Guimarães e Fafe), temos assistido ao consecutivo encerramento das especialidades existentes na nossa unidade de saúde e à sua transferência para Guimarães. Tudo em nome da eficiência e melhoria da qualidade do serviço prestado.
Quando questionado sobre o assunto, o Sr. Presidente defendeu-se anunciando a construção de um novo Hospital - “Suspenda-se o PDM e adquiram-se os terrenos! Está o problema resolvido e, afinal, Fafe ficará melhor servido”.
Ora, afinal o Rei vai nu e o dinheiro que deveria permitir a construção do “nosso” Hospital irá cobrir um qualquer buraco na Madeira ou no BPN.
Pois é, agora é tarde demais. Os serviços já encerraram e não voltarão a abrir. Se queremos, vamos para Guimarães. Onde está, afinal, a observação dos princípios plasmados na constituição? Não teremos nós os mesmos direitos dos restantes Portugueses? Não pagamos os mesmos impostos?
Escrevo este texto porque durante a anterior e presente legislaturas, no cumprimento das minhas atribuições de deputado municipal, questionei, mais do que uma vez, o Sr. Presidente sobre o assunto.
Perguntei, no momento da apresentação do programa do novo Hospital, de onde viriam os fundos para a sua construção. Disseram que seria efectuada uma candidatura ao QREN e que o estado comparticiparia no montante restante…
Perguntei se não seria melhor lutar pelo Hospital que tínhamos até ter a certeza que um novo seria, de facto, construído. Responderam-me que era tudo uma questão de fé e a minha posição estava toldada pela descrença nas promessas do Governo…
Até os “Velhos do Restelo”, por vezes, têm razão!
Miguel Summavielle









Este é chão de emigrantes. Alguns voltaram ricos do Brasil, outros permaneceram lá fora, contrariados. Todos deixaram memórias, testemunhos extraordinários. Adicione-se a hospitalidade dos que ficaram, a natureza em volta e a gastronomia minhota, e aí temos. O lugar perfeito para dois dias de andanças com Tereza Salgueiro, que prepara o novo álbum enquanto ainda leva pelo mundo o espectáculo Voltarei à Minha Terra.





