02 agosto 2011

Fafe Dá o Tiro de Partida

A notícia tinha sido dada em primeira mão pelo presidente da Câmara Municipal, José Ribeiro, em plena Volta a Portugal 2010, com Fafe a ser a cidade eleita para ver largar a caravana da maior competição velocipédica do calendário nacional no próximo dia 4 de Agosto de 2011.
No ano passado, a cidade de Fafe cumpriu 10 anos consecutivos de Volta a Portugal. O líder da autarquia destaca o papel preponderante da passagem do evento pela sua cidade, uma aposta para continuar, pelo menos até final do seu mandato. 'Pela minha parte, como estou no último mandato, só respondo pelos próximos três anos. Outros responderão a seguir. Lembro, porém, que foi a minha Presidência que trouxe a Volta de novo a Fafe, onde não passava há muitos anos. O início da Volta em Fafe marca um percurso de grande investimento ao longo de todo este tempo', lembra José Ribeiro, destacando que 'a chegada dos ciclistas é sempre um momento de festa e de grande entusiasmo para a população, mas também de enorme carinho para com os atletas e suas equipas. Começar em Fafe a Volta a Portugal, penso que é um sinal de reconhecimento pelo que fizemos ao longo dos anos, é colocar a nossa terra definitivamente no coração da Volta.'
De todas as mais-valias oferecidas pelo evento, o presidente da câmara realça naturalmente o 'lado desportivo', sem esquecer que 'a Volta é um grande evento e atrai muitos aficionados e desportistas, dando igualmente enorme satisfação aos residentes que gostam do ciclismo e onde temos tradições. Do lado promocional, é obvio que a cobertura e divulgação da RTP é uma mais-valia que, só por si, justifica o investimento que Fafe faz'.
A passagem da Volta a Portugal pela cidade de Fafe acaba então por ser o ponto alto de uma forte aposta da autarquia em matérias de âmbito desportivo, complementando da melhor forma um leque variado de outras iniciativas.'Fafe é uma terra com tradição no ciclismo. Já tivemos fafenses em lugares de destaque nesta modalidade. Hoje continuamos a ter muitos aficionados e praticantes, alguns amadores, outros na área do cicloturismo, mas também em competição, sobretudo no BTT – downhill. A nossa terra tem um dos melhores percursos do país para Downhill.'
Dia 3 de Agosto são feitas as apresentações das equipas. A competição vai começar, como habitualmente, com um contrarrelógio individual. O Prólogo será realizado no centro de Fafe na tarde de 4 de agosto e a distância, muito curta desta vez, é de apenas 2,2 Km, mas servirá, após a cronometragem rigorosa dos milésimos de segundo, para atribuir a primeira liderança.

In www.volta-portugal.com

27 julho 2011

Ser Solidário

O programa “Ser Solidário”, visa ocupar os jovens do concelho com actividades de carácter ocupacional e didáctico, possibilitando ainda um primeiro contacto com a realidade profissional, uma valorização da responsabilidade pessoal e compromisso com a sociedade, fomentando ainda o espírito de equipa e organização, recebendo os jovens pelo desempenho das suas funções durante os oito meses de vigência do programa, ou seja um ano lectivo, uma bolsa mensal de 200€.
Trata-se de um programa dinamizado pelo Município de Fafe específico para jovens que não concluíram o 12.º ano, deixando no máximo três disciplinas em atraso e matriculado para a sua conclusão, e para jovens que não tenham conseguido ingressar no Ensino Superior.
Todos os interessados em aderir ao programa “Ser Solidário” em 2011/2012, podem fazer a sua inscrição no Serviço Social do Município, de 1 a 15 de setembro, munidos de toda a sua documentação identificativa e o IRS do agregado familiar que integram.
O prazo de candidatura para as Instituições é o mesmo, devendo a mesma ser efetuada através de ofício dirigido ao Presidente do Município.

23 julho 2011

O Intelectual e o Político

Daniel Bastos, de quem sou «amigo» numa rede social, publicou no seu mural a referência a uma entrevista concedida ao Povo de Fafe. Não conheço pessoalmente Daniel Bastos, como começo a desconhecer muitas das personalidades que vão promovendo Fafe, mas reconheço-lhe dinamismo suficiente para o considerar o futuro vereador da Cultura, caso, obviamente, o PS continue a ser hegemónico em Fafe. Esta entrevista demarca muito bem o modus operandi intelectual do político. Se no plano intelectual Daniel Bastos acrescenta o rigor da análise das fontes à objectividade histórica, no plano político já não será bem assim.
Nesta entrevista esconde-se o político. Com um discurso «redondo», parece lá tudo caber. Quando afirma que é do PS por defender «uma ética republicana, inspiradora de valores solidários fraternais» aplica uma fórmula muito comum nos políticos: dizer tudo para nada dizer. Um elemento PSD pode muito bem defender tal máxima, assim como o mais ortodoxo do Comité Central. Aliás, sabemos que na primeira República pouca ou nenhuma foi a execução destes ideários. É certo que os podemos encontrar desde a Geração de 70, mas também é evidente que tudo isso não passou disso mesmo. A certa altura Daniel Bastos afirma que a Juventude Socialista é uma escola de cidadania. Ora, há que esclarecer muito bem este conceito. Pelos seus estudos pós-graduados em filosofia é importante que antes de aplicar um conceito o saiba caracterizar muito bem. Creio mesmo que a forma produtiva de pastorícia predominante nos partidos políticos é um exemplo de má cidadania. Na Pólis a Ágora é um espaço que exige um desprendimento e distanciamento face ao poder, onde os ideais racionais, e não propriamente dito republicanos, devem imperar. Não é o que faz Bastos. Numa pergunta feita pelo autor da entrevista (que parece ser Dr. tal como Daniel Bastos o é) sobre o defunto governo, responde de uma forma redonda, não demonstrando qualquer distanciamento crítico e mostrando como é que os jotas devem responder a uma pergunta: procurando uma forma de nos sentirmos surpreendidos com aquilo que já estávamos à espera. Efectivamente, a resposta dada poderia ser fornecida por qualquer pessoa do aparelho, pelo menos por aqueles que frequentam as tais escolas de cidadania.
Termina a entrevista, depois de inúmeros Drs, dizendo que apoia Seguro. Curiosamente Seguro sempre foi um crítico de Sócrates, pelo menos por detrás das cortinas de Ferro. Temos aqui um potencial vereador.

António Daniel

18 julho 2011

Uma Arquitectura a Preservar!

Qualquer cidadão, sem formação técnica ou alguma qualificação no domínio da arquitectura, consegue identificar, com facilidade, os erros urbanísticos cometidos na nossa cidade. Ao passearmos no centro, qualquer leigo repara na singularidade de um “Royal Center” ou nos novos edifícios “modernistas” ao lado da Câmara Municipal. Estranha que uma torre que dizem ser um centro comercial ladeie com exemplares térreos de casas brasileiras. Edifícios de elevado valor municipal foram, lamentavelmente, destruídos com a conivência de políticos pouco visionários. Os novos ventos da modernidade trazidos após 25 de Abril originaram uma lamentável devastação de edifícios de valor histórico inquestionável. Embora este fenómeno tenha atingido grande parte das urbes deste país, no caso de Fafe esta situação assume particular gravidade.
Recordar a inépcia com que se abateram exemplares únicos de arquitectura brasileira é olhar para um passado sem retorno, é olhar para um património e para uma marca identitária que valorizaria Fafe, valorizaria as sucessivas gerações de fafenses e promoveria mais turismo e outra economia urbana. (Custa mesmo a perceber que responsáveis do turismo tivemos ao longo dos tempos que nunca levantaram, nem levantam, qualquer celeuma perante o lapidar do nosso património cultural e arquitectónico...)
Sem termos a história ou a monumentalidade de uma cidade como Guimarães, poderíamos hoje ter a identidade da “Cidade dos Brasileiros” em vez de nos andarmos a equivocar com o “Amor de Cidade” ou uma suposta “Sala de Visitas” que tão bem recebe mas tão mal trata o seu património.
Uma das formas de prevenir erros futuros no planeamento urbanístico de Fafe é olhar para as asneiras do passado para que as mesmas não se repitam. Por isso, é errado pensar que o modo como construímos e planeamos uma cidade esteja reservado, apenas, a supostos técnicos na área e às autoridades políticas e autárquicas. Pensar a cidade de Fafe, pensar o espaço urbano, requer a intervenção de todos os fafenses que se preocupam com a qualificação e a organização de Fafe. Actualmente, temos uma sociedade mais esclarecida, outra educação patrimonial e consciências mais despertas. Apontamos o dedo mais facilmente à incompetência técnica, à demagogia política e conhecemos melhor o mercado da especulação imobiliária e sua ligação com a corrupção, o tráfico de influências ou o financiamento partidário.
Por isso, a salvaguarda deste património compete-nos a nós! Que saibamos, todos, honrar a memória, o trabalho e o exemplo de Miguel Monteiro na preservação desta nossa arquitectura ímpar.

Pedro Fernandes

08 julho 2011

Para Onde os Fafenses vão Levar a AD Fafe?

Participei no jantar de comemoração do 53º aniversário da AD Fafe. Fi-lo na qualidade de sócio e vogal da direcção que estava a 3 dias de terminar o mandato.
Saí daquele jantar completamente desiludido e a pensar no estado a que as pessoas de Fafe estão a deixar chegar o nosso clube. Creio que a sala não tinha 30 pessoas. A maior parte eram directores e convidados de honra.
Mas vamos por partes:
Este ano há 47 sócios que completam 25 anos de filiação clubista e, por esse facto, o clube agraciou-os com o emblema de prata e o diploma correspondente de Sócio de Mérito. Tiveram os serviços do clube a diligência de entregar em mãos os convites a essas 47 pessoas. Foi triste olhar para aquela sala e ver que dessa quase meia centena de associados, apenas 8 compareceram. Sim, apenas 8 tiveram a dignidade de dizer presente para receber uma oferta que muito custa ao clube mas que a entrega com todo o prazer. É certo que alguns destes sócios tinham razões plausíveis para falhar ao jantar mas acredito que a maioria não foi por “falta de vontade”. Como disse o presidente da Câmara Municipal de Fafe durante o seu discurso, esses sócios demonstraram uma grande falta de respeito pelo clube e não tiveram a dignidade de receber o emblema de prata e o diploma.
A certa altura, o sócio nº6, que tem 53 anos de filiação ao clube, confessava-me: “O Fafe não merece o que os sócios lhe estão a fazer. Este clube representa muitas gerações de fafenses que com ele tiveram grandes alegrias”. Eu acrescento: “São os fafenses que vão deixar morrer o nosso clube”.
Outros sinais me levaram a questionar o que estará por trás de tanto afastamento. Como é possível que o jornal com mais tiragem no concelho, simplesmente tenha ignorado a festa? Ninguém do Correio de Fafe lá apareceu. Ao que nós chegamos! Valha-nos que apareceu o sempre voluntarioso João Carlos Lopes que, a título gracioso, é hoje o grande informador desportivo do concelho. Também esteve presente o Povo de Fafe já que o seu director é também presidente da AG da AD Fafe.
Ultimamente, graças ao advento das redes sociais, têm aparecido muitos fafenses com “juras de amor eterno” ao clube, carregados de novas ideias e, aparentemente, cheios de vontade de trabalhar em prol de um único objectivo. Sou da opinião que quantos mais melhor. Mas imaginem que os mais de mil “amigos” da AD Fafe no facebook oficial do clube e outros que são “amigos” do Grupo AD Fafe se faziam sócios da colectividade. Isso sim, seria uma prova de amor ao clube. Só assim conseguiremos ultrapassar as dificuldades..
Ser sócio da AD Fafe, pelo preço mínimo, significa, hoje, menos do que um maço de tabaco por mês. Por 4 euros mensais (sócio superior) ou 6 euros (sócio bancada) podem contribuir para o engrandecimento da colectividade.
Sinceramente, não gostaria de ver mais um aniversário da AD Fafe com tão pouca gente como esteve neste 53º.
A época desportiva do futebol está prestes a começar, o clube passa por dificuldades e precisa de gente que o apoie. O Fafe não precisa de adeptos que se lembram que o clube existe quando vão à 2ª feira ao jornal para ver se ganhou ou perdeu. Precisa de adeptos que sejam sócios e participem de forma activa na vida do clube.
A AD Fafe está a definhar e acho que está na hora de ajudarmos a inverter esta tendência. A culpa do fracasso do clube não será de A ou de B, será de todos os fafenses que dizem gostar do clube e nada fazem por ele. A mim, modéstia à parte, não me pesa nada na consciência.

Carlos Rui Ribeiro Abreu
Sócio nº 1240

04 julho 2011

Censos

A edição do Expresso de 2 de Julho mostra um mapa de oscilação demográfica a partir do Censos de Março último. Fafe encontra-se agrupado nos concelhos que perderam entre 2 a 10 % da população. São dados que merecem uma reflexão.
1. Fafe é o único Concelho do litoral minhoto que perde população. Há, inclusive, concelhos mais interiores que obtiveram melhores resultados (Celorico de Basto ); assim como há outros concelhos com as mesmas características de Fafe que alcançaram níveis superiores.
2. 2 a 10% corresponde objectivamente a uma população que oscila entre os mil e cinco mil pessoas.
3. Braga é o «eucalipto» do Minho, seca tudo à sua volta.
Será natural apresentar como principal justificação uma diminuição da natalidade. É um facto que os índices de fecundidade têm decrescido em todo o país, nomeadamente no interior, assim como tem aumentado a população idosa. Mas este dado não explica tudo. Numa fase concorrencial entre cidades, Fafe saiu a perder. Não consegue promover investimentos que captem jovens quadros para o seu interior, possui um conjunto de infraestruturas de lazer, de educação e saúde, factores que mais determinam a escolha de uma cidade para viver, com óbvio atraso na sua consecução. Nos próximos anos não vislumbro grandes melhorias. Convenhamos que não será também interessante captar pessoas «para dormirem cá».
Quanto a Braga, é outra conversa.
Pompeu Martins, por que não uma tertúlia menos soft e mais hard?

António Daniel

28 junho 2011

Deolinda

"Os Deolinda são um daqueles raros casos, na música nacional, de embalagem completa: quando surgiram com Canção ao Lado , há dois anos, não foi complicado a qualquer ouvido com o mínimo de simpatia por pop acústica, fado e/ou música popular portuguesa apaixonar-se por canções cheias de graça como "Fado Toninho", "Fon-Fon-Fon" ou o hino em que se tornou "Movimento Perpétuo Associativo". O laçarote na tal embalagem foi a imagem do grupo, entre o lisboeta castiço e o cartoonesco urbano, traduzido nas inspiradas ilustrações de João Fazenda. Canção ao Lado foi o sucesso que se sabe mas Dois Selos e um Carimbo , garantem o casal Ana Bacalhau (voz) e José Pedro Leitão (contrabaixo) e os seus primos Luís José Martins e Pedro da Silva Martins (os guitarristas irmãos), não teve parto complicado. O truque foi seguir a pista deixada, em Canção ao Lado , pelas mais bucólicas e instrospectivas "Clandestino" ou "Não Sei Falar de Amor", conservando o humor mas evitando aprofundar a veia caricatural. Algures entre o fado e a marcha de santos populares, "A Problemática Colocação de um Mastro", por exemplo, é uma crítica à insegura megalomania portuguesa, mas nunca cai na anedota fácil.
Cada vez mais ampla e segura, a voz de Ana Bacalhau é grande protagonista, mas não a vedeta, de Dois Selos e um Carimbo , quer nos habituais e aperfeiçoados agudos de "Se Uma Onda Invertesse a Marcha" e "Um Contra o Outro", quer nos graves da viciante "Não Tenho Mais Razões". A figura tutelar de Teresa Salgueiro é evocada com rigor e frequência, mas há mais do que os Madredeus de maior placidez em Dois Selos e um Carimbo : "Ignaras Vedetas" e "Fado Notário" remetem para a doçura de certa música mediterrânica; o fado está mais perto do que nunca em "Canção da Tal Guitarra", e o belo trabalho das guitarras tanto lembra pormenores do folclore português como uma noção mais globalizada de world music, onde cabem a América Latina ou o Mali.
Menos jovial e mais reflectido do que Canção Ao Lado , Dois Selos e Um Carimbo revela-se um disco sério, mas não sisudo, abençoado pela sensibilidade de quatro músicos que continuam a respeitar a sua própria natureza, simples e detalhada, escolhendo não atafulhá-la de instrumentos ou acessórios supérfluos. Temos banda!"

Texto de Lia Pereira no Jornal Blitz

P.S.- A não perder o concerto gratuito em Fafe no dia 9 de Julho integrado nas festividades concelhias em honra da Nossa Senhora de Antime.

20 junho 2011

2 Euros !!

Nem só de Tereza Salgueiro, UHF, Rodrigo Leão, Sean Riley, Tim, entre outros, vive a programação do Cine Teatro. Por 2 ou 3 Euros a Sala recebe, em todos os fins de semana, espectáculos que podem não ter sempre os grandes nomes da cultura portuguesa mas não deixam de ter qualidade, ainda para mais quando muitos deles são produzidos por gente da nossa terra. Por 2 Euros pode-se ajudar a cultura fafense e pode-se assistir a 90 minutos de teatro, a ouvir recitais de piano ou assistir a um musical. Pode-se fazer muitas outras coisas, até se pode criticar tudo de um forma gratuita na blogosfera... Não se pode é dizer que os espectáculos não são acessíveis a todos!!

15 junho 2011

A Capital Europeia da Cultura 2012

Integrado nas comemorações da Capital Europeia da Cultura no próximo ano, 2012 crianças ajudaram a fazer um logotipo humano em Guimarães. Dessas 2012 crianças, muitas eram de Fafe! Ainda se sabe pouco sobre a programação e não sabemos se a nossa cidade irá ficar com algum acontecimento integrado neste evento que vai ajudar ao desenvolvimento da cultura de Guimarães e da própria região. Muitos fafenses irão assistir a espectáculos em Guimarães no próximo ano e fazer com que este evento se torne um marco para a região. As escolas de Fafe ajudaram nesta cerimónia. Foi um gesto bonito. Será que a Fundação Cidade de Guimarães irá "retribuir" o gesto?!

13 junho 2011

1º Encontro dos Alunos da Secundária

Estão abertas as inscrições para o 1º Encontro/Jantar dos alunos dos anos 80/90 da escola secundária de Fafe a realizar no dia 09 de Julho de 2011. Podes inscrever-te até final do mês de Junho. Toda a informação em http://www.alunos8090.pt.vu/

06 junho 2011

Eleições Legislativas - O Resultado em Fafe

PS - 40, 09% (11939 votos)

PSD - 37,04% (11031 votos)

PP - 7,94% (2364 votos)

CDU - 4,09% (1217 votos)

BE - 3,30% (984 votos)

PCTP/MRPP - 0,97% (288 votos)

PAN - 0,47% (140 votos)

PND - 0,40% (118 votos)

PTP - 0,37% (109 votos)

MPT - 0,34% (101 votos)

MEP - 0,30% (89 votos)

PPM - 0,25% (73 votos)

PNR - 0,22% (66 votos)

POUS - 0,21% (62 votos)

PPV - 0,17% (51 votos)

PDA - 0,10% (30 votos)

______________________________________________

Abstenção - 41, 21% ( 20879 não votantes em 50659 registados)

Nulos - 1,10% (327 votos)

Brancos - 2,66% (791 votos)



02 junho 2011

Em Redor do Associativismo

Se exceptuarmos “meia dúzia” de associações, em Fafe o associativismo está muito ligado ao desporto e, mais concretamente ao futebol, daí que não se possa considerar uma surpresa a atribuição de apoios técnicos e financeiros a associações que mobilizam centenas de jovens para a prática desportiva. A recente introdução dos relvados sintéticos veio levantar velhas questões. Sem querer desvalorizar este tipo de apoio, parece-me mais importante a construção de polidesportivos em muitas freguesias (uma excelente medida da autarquia) para tornar a prática desportiva acessível a todos, não só aos habituais desportistas. Parece-me essencial, sobretudo, dotar todo o concelho, sobretudo a cidade, de polidesportivos, de aparelhos para ginástica para a terceira idade, de espaços radicais, fomentando o bem-estar e o lazer e, dando a oportunidade das pessoas praticarem desporto livremente, sem terem de pagar por isso. Simultaneamente, iriam desviar muitos jovens de outros vícios… Sou a favor de fomentar hábitos de vida mais saudáveis primeiramente em quem não os tem e só depois incentivar a construção de infra-estruturas, ao nível das associações. Na minha opinião, os relvados sintéticos não generalizam, nem fomentam assim tanto a prática desportiva na população fafense. Primeiro porque não serão públicos, nem gratuitos, nem estarão à livre disposição da população. Mas, embora discuta a prioridade dos investimentos, não discuto o benefício que os mesmos irão trazer às associações, sobretudo ao nível da formação de jovens desportistas. Por isso, não sou contra a construção deste tipo de equipamentos. E, se em Fafe, (como em todo o país) não existe dificuldade em encontrar dezenas de associações desportivas com futebol implementadas em quase todas as freguesias do concelho, já existe maior dificuldade em encontrar associações que verdadeiramente, sejam capazes de diversificar mais a oferta desportiva ou apostar fortemente na dinamização cultural e artística. Para contrariar este estado de coisas, é necessário, também, fomentar nas associações, mesmo naquelas de cariz mais desportivo, a criação de departamentos culturais e artísticos. E, embora as associações gozem de liberdade para realizar e dirigir as suas actividades, aqui, o poder político deve ter uma palavra a dizer. Porque é muito mais útil canalizar dinheiros públicos em associações que fomentem novas formas artísticas, que inovem, criem dinâmicas, diversifiquem actividades e fomentem a prática de outros desportos, mesmo que sejam ainda pequenas. O associativismo em Fafe vive dos apoios, sobretudo públicos, que recebe. E, sobretudo nesta matéria, tem que haver uma linha de actuação clara e uma estratégia que permita, no essencial, diversificar e globalizar o desporto na população fafense e fomentar a adopção de novos hábitos culturais, levando as pessoas a procurar, cada vez mais, a cultura e os espaços e ambientes culturais. Mudar hábitos e rotinas pré-estabelecidas não é uma tarefa fácil. Levar as pessoas à cultura é mais difícil do que levar a cultura às pessoas. Existem associações (Grupo Nun Alvares, a Sociedade Recreio Cepanense, os Restauradores da Granja, entre outras) que já dedicam grande espaço às actividades culturais, sem descurar a componente desportiva, mas ainda são uma excepção à regra no actual contexto associativo concelhio.

Pedro Fernandes

30 maio 2011

Cine Teatro JUNHO

EM DESTAQUE: Tereza Salgueiro
Dia 18, 21:30h, Preço: 10 Eur

Os ingressos para os espectáculos no Teatro-Cinema de Fafe, durante o Mês de Junho, já se encontram à venda no Posto de Turismo de Fafe.

24 maio 2011

Uma Equipa de Primeira!


AC Fafe de regresso à 1ª Divisão Nacional depois de uma temporada em grande nível.

20 maio 2011

Rali em Fafe: Uma Identidade Perdida!

Fafe é uma das catedrais dos ralis em Portugal e uma zona única para a prática da modalidade. Se alguém, um dia, dono de um significativo lote de terras, se lembrasse de criar uma espécie de 'empreendimento' com condições excelentes para a prática de ralis, não precisava de um qualquer "Hermann Tilke" dos ralis para lhe desenhar os troços. Já existem, foi a Natureza que os criou e situam-se nas Serras de Fafe.
Diga-se o que se disser, é realmente uma pena que uma zona destas não possa receber a fina flor dos ralis mundiais, mas isso são contas doutro rosário, que não veem para o caso agora. A verdade é que quem já acompanhou, um dia, alguma especial do Rally de Portugal no Salto de Pereira, na descida do Confurco, no Salto da Pedra Sentada, em Luilhas, Lagoa, etc., conhece exatamente a força da ligação do público com Fafe.
Muitos por lá passaram muitas horas ao frio gélido da noite minhota, à chuva, como por exemplo em 2001. Poucos saberão que nesta jovem cidade do Minho, por lá já andaram povos como os Lusitanos e os Romanos, que deixaram marcas consideráveis, mas boa percentagem de todos os que já tiveram oportunidade de visitar as terras de Fafe, terá sido devido aos ralis. De que outra forma seria possível à maioria conhecer a palavra Confurco, aquela fabulosa descida no troço de Fafe, seguida da passagem no asfalto, um espetáculo que sempre foi presenciado por muitos milhares de pessoas, que nos dois lados das encostas tinham uma visão única do bailado dos carros no "desce e sobe".
Um pouco mais à frente, no Salto da Pedra Sentada, nos anos oitenta era absolutamente impressionante o facto de haver centenas de pessoas que escolhiam a estrada para ver surgir os carros no topo do salto. Nunca aqui ter havido um acidente realmente grave é quase um milagre. Até o pobre espetador que, em 1996, completamente distraído com um helicóptero que pairava sobre si, se esqueceu que caminhava em plena estrada, sendo atropelado pelo Renault Clio de Pedro Azeredo, que bem tentou travar e evitar o espetador, sem sucesso. Ironicamente, o próprio helicóptero que tentava avisar o espetador do perigo, foi o mesmo que não lhe permitiu ouvir o barulho do motor do Clio aproximar-se. A tragédia esteve perto, mas não aconteceu.
A coreografia da fuga, apesar de perigosa, há de ficar para sempre na história visual dos ralis, especialmente quando se quiser mostrar a algum pretendente a adepto, o porquê de tantos serem apaixonados pela modalidade. Na berma da estrada, nas diversas plateias, que os troços da zona proporcionam, muitos milhares testemunhavam o perigo e o espetáculo.
Como é lógico, a ligação do público ao Rali de Portugal e a Fafe desvaneceu-se muito depois de 2001. Para muitos, foi como ver a namorada fugir com um alemão. Os anos de ausência, a mudança de "residência" para palcos diferentes deixaram pouco para fazer paralelismos, e criou distância para a grande massa de adeptos.
O ano passado, durante o Porto Road Show, o ACP voltou a piscar o olho ao público do Norte chegando-se mesmo a falar de um possível "Road Show" em Fafe. Nessa altura logo ouvimos alguém comentar: "Era a p...da loucura!"
Já lá vai uma década sem Mundial, mas os troços de Fafe hão de permanecer na mente dos adeptos por muitos e bons anos, até que um dia alguém se lembre que o WRC, em Portugal, nasceu e viveu muito tempo em locais como Sintra, Fafe e Arganil, ligação essa que há de perdurar na memória e no coração dos adeptos.

In http://www.autosport.aeiou.pt