06 junho 2011

Eleições Legislativas - O Resultado em Fafe

PS - 40, 09% (11939 votos)

PSD - 37,04% (11031 votos)

PP - 7,94% (2364 votos)

CDU - 4,09% (1217 votos)

BE - 3,30% (984 votos)

PCTP/MRPP - 0,97% (288 votos)

PAN - 0,47% (140 votos)

PND - 0,40% (118 votos)

PTP - 0,37% (109 votos)

MPT - 0,34% (101 votos)

MEP - 0,30% (89 votos)

PPM - 0,25% (73 votos)

PNR - 0,22% (66 votos)

POUS - 0,21% (62 votos)

PPV - 0,17% (51 votos)

PDA - 0,10% (30 votos)

______________________________________________

Abstenção - 41, 21% ( 20879 não votantes em 50659 registados)

Nulos - 1,10% (327 votos)

Brancos - 2,66% (791 votos)



02 junho 2011

Em Redor do Associativismo

Se exceptuarmos “meia dúzia” de associações, em Fafe o associativismo está muito ligado ao desporto e, mais concretamente ao futebol, daí que não se possa considerar uma surpresa a atribuição de apoios técnicos e financeiros a associações que mobilizam centenas de jovens para a prática desportiva. A recente introdução dos relvados sintéticos veio levantar velhas questões. Sem querer desvalorizar este tipo de apoio, parece-me mais importante a construção de polidesportivos em muitas freguesias (uma excelente medida da autarquia) para tornar a prática desportiva acessível a todos, não só aos habituais desportistas. Parece-me essencial, sobretudo, dotar todo o concelho, sobretudo a cidade, de polidesportivos, de aparelhos para ginástica para a terceira idade, de espaços radicais, fomentando o bem-estar e o lazer e, dando a oportunidade das pessoas praticarem desporto livremente, sem terem de pagar por isso. Simultaneamente, iriam desviar muitos jovens de outros vícios… Sou a favor de fomentar hábitos de vida mais saudáveis primeiramente em quem não os tem e só depois incentivar a construção de infra-estruturas, ao nível das associações. Na minha opinião, os relvados sintéticos não generalizam, nem fomentam assim tanto a prática desportiva na população fafense. Primeiro porque não serão públicos, nem gratuitos, nem estarão à livre disposição da população. Mas, embora discuta a prioridade dos investimentos, não discuto o benefício que os mesmos irão trazer às associações, sobretudo ao nível da formação de jovens desportistas. Por isso, não sou contra a construção deste tipo de equipamentos. E, se em Fafe, (como em todo o país) não existe dificuldade em encontrar dezenas de associações desportivas com futebol implementadas em quase todas as freguesias do concelho, já existe maior dificuldade em encontrar associações que verdadeiramente, sejam capazes de diversificar mais a oferta desportiva ou apostar fortemente na dinamização cultural e artística. Para contrariar este estado de coisas, é necessário, também, fomentar nas associações, mesmo naquelas de cariz mais desportivo, a criação de departamentos culturais e artísticos. E, embora as associações gozem de liberdade para realizar e dirigir as suas actividades, aqui, o poder político deve ter uma palavra a dizer. Porque é muito mais útil canalizar dinheiros públicos em associações que fomentem novas formas artísticas, que inovem, criem dinâmicas, diversifiquem actividades e fomentem a prática de outros desportos, mesmo que sejam ainda pequenas. O associativismo em Fafe vive dos apoios, sobretudo públicos, que recebe. E, sobretudo nesta matéria, tem que haver uma linha de actuação clara e uma estratégia que permita, no essencial, diversificar e globalizar o desporto na população fafense e fomentar a adopção de novos hábitos culturais, levando as pessoas a procurar, cada vez mais, a cultura e os espaços e ambientes culturais. Mudar hábitos e rotinas pré-estabelecidas não é uma tarefa fácil. Levar as pessoas à cultura é mais difícil do que levar a cultura às pessoas. Existem associações (Grupo Nun Alvares, a Sociedade Recreio Cepanense, os Restauradores da Granja, entre outras) que já dedicam grande espaço às actividades culturais, sem descurar a componente desportiva, mas ainda são uma excepção à regra no actual contexto associativo concelhio.

Pedro Fernandes

30 maio 2011

Cine Teatro JUNHO

EM DESTAQUE: Tereza Salgueiro
Dia 18, 21:30h, Preço: 10 Eur

Os ingressos para os espectáculos no Teatro-Cinema de Fafe, durante o Mês de Junho, já se encontram à venda no Posto de Turismo de Fafe.

24 maio 2011

Uma Equipa de Primeira!


AC Fafe de regresso à 1ª Divisão Nacional depois de uma temporada em grande nível.

20 maio 2011

Rali em Fafe: Uma Identidade Perdida!

Fafe é uma das catedrais dos ralis em Portugal e uma zona única para a prática da modalidade. Se alguém, um dia, dono de um significativo lote de terras, se lembrasse de criar uma espécie de 'empreendimento' com condições excelentes para a prática de ralis, não precisava de um qualquer "Hermann Tilke" dos ralis para lhe desenhar os troços. Já existem, foi a Natureza que os criou e situam-se nas Serras de Fafe.
Diga-se o que se disser, é realmente uma pena que uma zona destas não possa receber a fina flor dos ralis mundiais, mas isso são contas doutro rosário, que não veem para o caso agora. A verdade é que quem já acompanhou, um dia, alguma especial do Rally de Portugal no Salto de Pereira, na descida do Confurco, no Salto da Pedra Sentada, em Luilhas, Lagoa, etc., conhece exatamente a força da ligação do público com Fafe.
Muitos por lá passaram muitas horas ao frio gélido da noite minhota, à chuva, como por exemplo em 2001. Poucos saberão que nesta jovem cidade do Minho, por lá já andaram povos como os Lusitanos e os Romanos, que deixaram marcas consideráveis, mas boa percentagem de todos os que já tiveram oportunidade de visitar as terras de Fafe, terá sido devido aos ralis. De que outra forma seria possível à maioria conhecer a palavra Confurco, aquela fabulosa descida no troço de Fafe, seguida da passagem no asfalto, um espetáculo que sempre foi presenciado por muitos milhares de pessoas, que nos dois lados das encostas tinham uma visão única do bailado dos carros no "desce e sobe".
Um pouco mais à frente, no Salto da Pedra Sentada, nos anos oitenta era absolutamente impressionante o facto de haver centenas de pessoas que escolhiam a estrada para ver surgir os carros no topo do salto. Nunca aqui ter havido um acidente realmente grave é quase um milagre. Até o pobre espetador que, em 1996, completamente distraído com um helicóptero que pairava sobre si, se esqueceu que caminhava em plena estrada, sendo atropelado pelo Renault Clio de Pedro Azeredo, que bem tentou travar e evitar o espetador, sem sucesso. Ironicamente, o próprio helicóptero que tentava avisar o espetador do perigo, foi o mesmo que não lhe permitiu ouvir o barulho do motor do Clio aproximar-se. A tragédia esteve perto, mas não aconteceu.
A coreografia da fuga, apesar de perigosa, há de ficar para sempre na história visual dos ralis, especialmente quando se quiser mostrar a algum pretendente a adepto, o porquê de tantos serem apaixonados pela modalidade. Na berma da estrada, nas diversas plateias, que os troços da zona proporcionam, muitos milhares testemunhavam o perigo e o espetáculo.
Como é lógico, a ligação do público ao Rali de Portugal e a Fafe desvaneceu-se muito depois de 2001. Para muitos, foi como ver a namorada fugir com um alemão. Os anos de ausência, a mudança de "residência" para palcos diferentes deixaram pouco para fazer paralelismos, e criou distância para a grande massa de adeptos.
O ano passado, durante o Porto Road Show, o ACP voltou a piscar o olho ao público do Norte chegando-se mesmo a falar de um possível "Road Show" em Fafe. Nessa altura logo ouvimos alguém comentar: "Era a p...da loucura!"
Já lá vai uma década sem Mundial, mas os troços de Fafe hão de permanecer na mente dos adeptos por muitos e bons anos, até que um dia alguém se lembre que o WRC, em Portugal, nasceu e viveu muito tempo em locais como Sintra, Fafe e Arganil, ligação essa que há de perdurar na memória e no coração dos adeptos.

In http://www.autosport.aeiou.pt

17 maio 2011

Feiras Francas 2011 - A Campanha começa Aqui !!











































































José Sócrates, Miguel Macedo, Laurentino Dias, Telmo Correia, António José Seguro, Paulo Portas, Clara Marques Mendes, Agostinho Lopes, entre outros, marcaram presença nas Feiras Francas de Fafe deste ano. A campanha para as Legislativas já decorre e a Expo Rural ganhou outra projecção com a presença dos candidatos a Deputados. Não faltaram as bandeirinhas, os jotas, a mobilização, os aplausos, os comícios, os abraços e os beijinhos. É curioso ver a política e o mundo rural lado a lado quando foi precisamente graças às sucessivas gerações de políticas erradas que o mundo rural está ao abandono e a consequente produção nacional em declíneo. E pouco se fala nas Feiras Francas deste ano...

14 maio 2011

Vale a Pena Recuperar o Passado!


Teresa Salgueiro, numa produção fotográfica em Aboim, realizada para a TAP.

10 maio 2011

Avé Maria

Era habitual… Maio, Mês Mariano, rádio sintonizado em AM na RR. Palavras ditas e cantadas em unísssono, velas acesas que derretiam a cera (a cera a escorrer pelo fálico corpo). Na Igreja, palavras mansas próprias de quem está em estado de levitação, de quem maneja o rebanho. O Cónego. E nós todos: Avé… pelas intermináveis calendas do terço, descontávamos os rosários como um prisioneiro desconta a vida, vida essa que morava lá fora sobre a terra de Maio com o seu tempo indefinido. Contudo, até ao fim do mês de Maio repetia-se, sob uma voz sonâmbula, as passagens mais terríveis do Livro. Pecado, soava a dor no peito, diabo encarnava uma figura sem rosto mas medonha, para no fim tudo repousar no seu lugar natural, na Luz. A minha luz era, porém, a testosterona. Pela primeira vez pensei: é ela. A Carina correspondia a um desejo imberbe, a uma tentação que, curiosamente, se tornou divina. Perante a divindade, o complexo hormonal amolece, perde vigor, promovendo uma paixão que nos aprisiona porque transforma o objectum numa espécie de divindade oculta. No fundo simbolizava a Eva, a tentação agridoce.
Tudo era terrível, o luto, o peso evangélico, o pecado. Até que pensei: quando for grande quero ser padre. Claro que isto aconteceu muito antes de querer ser Bombeiro. O Bombeiro correspondia a uma adolescência do sonho, promovia o vigor, a luta. Em contrapartida, o padre simbolizava o poder. A gesticulação harmoniosa de dar a bênção com aqueles dedos médio e indicador sobrepondo-se aos outros dedos (O domínio, a segurança do dogma, a protecção fatalista, se Deus quiser…). É o período infantil do sonho.
Há ingenuidades que marcam.

António Daniel

05 maio 2011

O "Mário da Junta"


Não costumo deslocar-me a serviços públicos em Fafe. Dado que já lá não resido há algum tempo, é noutros locais que trato das minhas "papeladas". (Assim como já não voto em Fafe... )No passado mês de Abril acompanhei uma amiga à Junta de Freguesia. Até aqui tudo normal. Enquanto ela aguardava pela sua vez para ser atendida, fiquei à entrada a fumar um cigarro. (Que mau vício este, eu sei...)
A meu lado, estava o Presidente da Junta e mais alguma plebe que o ouvia entusiasticamente. Nesse tempo em que acendi o cigarro, fumei e apaguei-o, ouvi (eu e toda a gente que se encontrava na junta) um manancial de histórias e historietas sobre o panorama político e social fafense ao melhor estilo queirosiano. Aliás, num certo sentido, o nosso presidente da junta fez-me lembrar a personagem Rufino de "Os Maias"...
Os restantes "clientes" da junta, num certo momento, até pareciam alhear-se das suas questões a serem resolvidas dado o entusiasmo e a vitalidade da voz do nosso presidente.
Não me importa a veracidade ou não dos factos narrados pela personagem principal desta história. Importa-me sim, constatar que quando fui em Abril à Junta de Freguesia de Fafe a coisa assemelhou-se a um lavar de roupa suja. O que deveria ser um espaço público em que as pessoas se deslocavam para resolver os seus assuntos e ponto final comparo-o, neste momento, a um espaço em que o Zé Povinho vai ouvir o presidente para depois contar as novidades ao vizinho, contando um conto e acrescentando um ponto...
Este presidente da Junta não sabe o que é ética política. Não sabe comportar-se como um presidente da junta que, ainda por cima, é pago por muitos daqueles de que crítica copiosamente nas suas tertulias populares. Acho vergonhoso ter-me sentido assim num espaço público ouvindo histórias de gente da nossa praça contadas à boca de um responsável político e responsável público. Bem, foram só dez minutos... no dia seguinte, já tinha então regressado à normalidade do trabalho e de uma vida fora de Fafe.
No final ainda perguntei à minha amiga: "Ouviste aquilo?" Ao que ela me respondeu: "Acreditas que quase não ouvia o funcionário que me atendeu..." Sintomático... e no dia seguinte, a plebe junta-se para mais tertúlias no Mercado do Peixe... Viva Fafe!!!

Rui Silva

03 maio 2011

Cine Teatro MAIO

EM DESTAQUE: Portugal Acústico
Dia 28, 21:30h, Preço: 5 Eur

Os ingressos para os espectáculos no Teatro-Cinema de Fafe, durante o Mês de Maio, já se encontram à venda no Posto de Turismo de Fafe.

29 abril 2011

Rallye Serras de Fafe 2011

A Catedral dos Ralis em Portugal irá receber neste fim-de-semana a caravana dos Campeonatos de Portugal de Ralis, Regional Ralis Nordeste e ainda a Taça Nacional de Ralis. O Rali Serras de Fafe arranca Sábado à tarde com a realização de uma dupla passagem pelos troços de Ruivães e Luílhas. À noite o centro da cidade é palco de uma Super Especial. Por fim no Domingo os concorrentes efectuam uma dupla passagem por Montim e Lameirinha, totalizando aproximadamente 250 quilómetros.

26 abril 2011

Tesourinho Deprimente

É verdade que o desporto em Fafe enriquece com a instalação de relvados sintéticos ao invés dos pelados mas havia necessidade de exaltar o ego gastando uns milhares em alguns placards que de úteis para a sociedade têm pouco? Um regozijo desnecessário. Fica aqui a minha observação.

Luís Peixoto

19 abril 2011

"Portugal-Brasil: Paisagens e Fafenses"

Fafe oferece, através do seu Museu das Migrações e das Comunidades, no dia 21 de Abril, uma exposição que evoca o Brasil e a chegada dos portugueses às terras de Vera Cruz.
Integrada na programação anual do Museu das Migrações e das Comunidades, a mostra assinala o Dia da Comunidade Luso Brasileira (22 de Abril), data do encontro da expedição dos portugueses com a terra e as gentes além-mar, que se vai manter ao longo dos séculos.
Esta celebração foi criada em 1967 pelos dois governos - Portugal e Brasil -, foi instituída pelo senador brasileiro Vasconcelos Torres e devia ser comemorado nos dois países, já que é nesse dia que se celebra o “achamento do Brasil”.
A exposição “Portugal-Brasil: Paisagens brasilianas e Fafenses Brasileiros de Torna-Viagem”, integra um conjunto de retratos da autoria do artista plástico Luís Gonzaga, que — destaca a nota do museu — “nos situa a ligação de Fafe ao Brasil, em particular pela memória dos faf enses que emigraram para o Brasil durante o século XIX e inícios do século XX, e que no seu regresso edificaram a então Villa de Fafe - os fafenses “Brasileiros de Torna-Viagem”.
Estarão patentes ao público, pela primeira vez à luz desta ligação ao Brasil, a colecção das telas do acervo do Município que representam os “ilustres emigrantes brasileiros”, que, desde o início do século XIX edificaram palácios, casas apa-laçadas e palacetes, abriram ruas e praças redesenhando a “cidade”. Os princípios e ideais de liberdade e de auxílio mútuo evaram-nos à construção de edificações de cariz social - o Hospital de S. José (1858), o Asilo para a Infância Desvalida (1877) e o Asilo dos Inválidos (1906), a Escola de Conde Ferreira (1866) a Escola Deolinda Leite (1892), a Igreja Nova de S. José (1895) a Confraria de S. José ou da Misericórdia administradora do Hospital (1860). Construíram ainda o exótico jardim romântico do Calvário (1892), imitando as metrópoles de além-mar.

13 abril 2011

Miguel, Rui, Jaime e Carlos

São quatro nomes que pouco dizem, comuns a muitos nomes próprios. Mas se lhe juntarmos os apelidos, dizem muito para Fafe. Todos eles tiveram em comum serem professores e todos eles fizeram muito por Fafe. O Miguel Monteiro deixa saudades. A mim particularmente. Um grande homem que, contra ventos e marés, rumou a um lugar de destaque na vida fafense. Promoveu uma ideia de Fafe, construiu memórias eternas e deixou-nos um legado que nos devemos orgulhar. A Jaime Bonifácio Silva, o único com trajectória política, devemos a transformação das ideias desportivas. Foi dos que - juntamente com outros, é certo – formou a modalidade de Andebol em Fafe, que muitas alegrias nos deu. Rui Adérito foi interventivo. Educou várias gerações e foi, acima de tudo, respeitado porque se deu ao respeito. Também muitas vezes incompreendido, promoveu novas formas de políticas ambientais, gerou movimentos nessa linha e galvanizou novas mentalidades. Foi pena ter-nos deixado cedo. Finalmente, Carlos Afonso. Através das redes sociais, nomeadamente nas várias postagens de Pompeu no Facebook, tive conhecimento do grande empreendedor cultural que tornou possível as «Jornadas Literárias».
Além de professores, têm mais um pormenor em comum: não são originários de Fafe. Só há um nome que sempre vi como um referencial cultural e que nunca foi devidamente aproveitado: Isabel Pinto Bastos. Talvez por ser de Fafe.

António Daniel

04 abril 2011

Indicador de Desenvolvimento Económico e Social

Nas minhas leituras de fim-de-semana, num artigo sobre o concelho de Alvaiázere (ali designado por Cavacolândia), deparei-me com uma referência a um estudo sobre o desenvolvimento económico e social dos concelhos deste país, referido pelo autor da peça para justificar a sua apreciação negativa sobre esse pedaço de Portugal. Tentava o jornalista justificar a votação maciça em Cavaco Silva, utilizando, entre outros argumentos, o deficitário desenvolvimento do concelho, pouco atractivo e com uma população envelhecida e pouco letrada. Naturalmente curioso, fiz uma pesquisa na net e lá encontrei o estudo efectuado por José R. Pires - Prof. Catedrático da Universidade da Beira Interior e Responsável do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social e Nuno Miguel Simões - Técnico Superior Economista, publicado em 2009. Este estudo analisa 50 factores e indicadores de condições económicas, sócias e materiais, constantes do Anuário Estatístico do INE (dados de 2006) e cria um ranking, por comparação, para os concelhos de Portugal Continental (278). Fafe está num calamitoso 222º lugar, tendo descido 58 posições desde a última publicação, ou seja, 2007 (dados de 2004). O valor numérico deste Indicador Concelhio de Qualidade de Vida – 54,4948 (Guimarães ocupa o lugar 112, com 66,1351) deve-nos obrigar a reflectir sobre a importância que damos à qualidade de vida no nosso concelho. Deve-nos levar a questionar os investimentos que o Município tem feito e, fundamentalmente, os que se prepara para fazer. Será que é mais importante endividar o concelho com Parcerias Público Privadas para executar um conjunto de obras de importância relativa ou, em alternativa, apostar nas infra-estruturas básicas (água e saneamento) e ambiente/recreio? Deixo-vos a questão. Reflictam!

Miguel Summavielle

01 abril 2011

Dinheiros

Todos sabemos que as Câmaras Municipais são instituições que, apesar do muito trabalho feito, são gastadoras. A Câmara de Fafe prepara-se para isto. É muito dinheiro e muito tempo. A duração é de vinte e cinco anos. Não haveria possibilidades de gastar menos reconvertendo equipamentos já existentes? Por exemplo, não seria possível fazer um alargamento da piscina actual ou simplesmente construir uma exterior aproveitando os campos de ténis? Não seria possível construir campos de ténis no Parque da Cidade juntamente com outras estruturas pouco dispendiosas? Há necessidade de grandes obras de requalificação das praças mencionadas, sabendo que, por exemplo, o hospital irá ser transferido? Ou não vai ser? O que irá acontecer aos projectos já aprovados do Hospital e da Escola. Face ao esperado desinvestimento central e à alternância do poder, qual o desenlace? Os próximos anos para Fafe, assim como para o resto do país, não serão brilhantes. Não diria que será uma oportunidade única para a oposição fazer valer as suas propostas, mas não andarei longe.

António Daniel

30 março 2011

Cine Teatro ABRIL


EM DESTAQUE: Sérgio Godinho
Dia 16, 21:30h, Preço: 10 Eur

Os ingressos para os espectáculos no Teatro-Cinema de Fafe, durante o Mês de Abril, já se encontram à venda no Posto de Turismo de Fafe.