EM DESTAQUE: Tereza SalgueiroDia 18, 21:30h, Preço: 10 Eur
Os ingressos para os espectáculos no Teatro-Cinema de Fafe, durante o Mês de Junho, já se encontram à venda no Posto de Turismo de Fafe.
Fafe é uma das catedrais dos ralis em Portugal e uma zona única para a prática da modalidade. Se alguém, um dia, dono de um significativo lote de terras, se lembrasse de criar uma espécie de 'empreendimento' com condições excelentes para a prática de ralis, não precisava de um qualquer "Hermann Tilke" dos ralis para lhe desenhar os troços. Já existem, foi a Natureza que os criou e situam-se nas Serras de Fafe.






Era habitual… Maio, Mês Mariano, rádio sintonizado em AM na RR. Palavras ditas e cantadas em unísssono, velas acesas que derretiam a cera (a cera a escorrer pelo fálico corpo). Na Igreja, palavras mansas próprias de quem está em estado de levitação, de quem maneja o rebanho. O Cónego. E nós todos: Avé… pelas intermináveis calendas do terço, descontávamos os rosários como um prisioneiro desconta a vida, vida essa que morava lá fora sobre a terra de Maio com o seu tempo indefinido. Contudo, até ao fim do mês de Maio repetia-se, sob uma voz sonâmbula, as passagens mais terríveis do Livro. Pecado, soava a dor no peito, diabo encarnava uma figura sem rosto mas medonha, para no fim tudo repousar no seu lugar natural, na Luz. A minha luz era, porém, a testosterona. Pela primeira vez pensei: é ela. A Carina correspondia a um desejo imberbe, a uma tentação que, curiosamente, se tornou divina. Perante a divindade, o complexo hormonal amolece, perde vigor, promovendo uma paixão que nos aprisiona porque transforma o objectum numa espécie de divindade oculta. No fundo simbolizava a Eva, a tentação agridoce.
A Catedral dos Ralis em Portugal irá receber neste fim-de-semana a caravana dos Campeonatos de Portugal de Ralis, Regional Ralis Nordeste e ainda a Taça Nacional de Ralis. O Rali Serras de Fafe arranca Sábado à tarde com a realização de uma dupla passagem pelos troços de Ruivães e Luílhas. À noite o centro da cidade é palco de uma Super Especial. Por fim no Domingo os concorrentes efectuam uma dupla passagem por Montim e Lameirinha, totalizando aproximadamente 250 quilómetros.
Fafe oferece, através do seu Museu das Migrações e das Comunidades, no dia 21 de Abril, uma exposição que evoca o Brasil e a chegada dos portugueses às terras de Vera Cruz.
São quatro nomes que pouco dizem, comuns a muitos nomes próprios. Mas se lhe juntarmos os apelidos, dizem muito para Fafe. Todos eles tiveram em comum serem professores e todos eles fizeram muito por Fafe. O Miguel Monteiro deixa saudades. A mim particularmente. Um grande homem que, contra ventos e marés, rumou a um lugar de destaque na vida fafense. Promoveu uma ideia de Fafe, construiu memórias eternas e deixou-nos um legado que nos devemos orgulhar. A Jaime Bonifácio Silva, o único com trajectória política, devemos a transformação das ideias desportivas. Foi dos que - juntamente com outros, é certo – formou a modalidade de Andebol em Fafe, que muitas alegrias nos deu. Rui Adérito foi interventivo. Educou várias gerações e foi, acima de tudo, respeitado porque se deu ao respeito. Também muitas vezes incompreendido, promoveu novas formas de políticas ambientais, gerou movimentos nessa linha e galvanizou novas mentalidades. Foi pena ter-nos deixado cedo. Finalmente, Carlos Afonso. Através das redes sociais, nomeadamente nas várias postagens de Pompeu no Facebook, tive conhecimento do grande empreendedor cultural que tornou possível as «Jornadas Literárias».
Nas minhas leituras de fim-de-semana, num artigo sobre o concelho de Alvaiázere (ali designado por Cavacolândia), deparei-me com uma referência a um estudo sobre o desenvolvimento económico e social dos concelhos deste país, referido pelo autor da peça para justificar a sua apreciação negativa sobre esse pedaço de Portugal. Tentava o jornalista justificar a votação maciça em Cavaco Silva, utilizando, entre outros argumentos, o deficitário desenvolvimento do concelho, pouco atractivo e com uma população envelhecida e pouco letrada. Naturalmente curioso, fiz uma pesquisa na net e lá encontrei o estudo efectuado por José R. Pires - Prof. Catedrático da Universidade da Beira Interior e Responsável do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social e Nuno Miguel Simões - Técnico Superior Economista, publicado em 2009. Este estudo analisa 50 factores e indicadores de condições económicas, sócias e materiais, constantes do Anuário Estatístico do INE (dados de 2006) e cria um ranking, por comparação, para os concelhos de Portugal Continental (278). Fafe está num calamitoso 222º lugar, tendo descido 58 posições desde a última publicação, ou seja, 2007 (dados de 2004). O valor numérico deste Indicador Concelhio de Qualidade de Vida – 54,4948 (Guimarães ocupa o lugar 112, com 66,1351) deve-nos obrigar a reflectir sobre a importância que damos à qualidade de vida no nosso concelho. Deve-nos levar a questionar os investimentos que o Município tem feito e, fundamentalmente, os que se prepara para fazer. Será que é mais importante endividar o concelho com Parcerias Público Privadas para executar um conjunto de obras de importância relativa ou, em alternativa, apostar nas infra-estruturas básicas (água e saneamento) e ambiente/recreio? Deixo-vos a questão. Reflictam!
Todos sabemos que as Câmaras Municipais são instituições que, apesar do muito trabalho feito, são gastadoras. A Câmara de Fafe prepara-se para isto. É muito dinheiro e muito tempo. A duração é de vinte e cinco anos. Não haveria possibilidades de gastar menos reconvertendo equipamentos já existentes? Por exemplo, não seria possível fazer um alargamento da piscina actual ou simplesmente construir uma exterior aproveitando os campos de ténis? Não seria possível construir campos de ténis no Parque da Cidade juntamente com outras estruturas pouco dispendiosas? Há necessidade de grandes obras de requalificação das praças mencionadas, sabendo que, por exemplo, o hospital irá ser transferido? Ou não vai ser? O que irá acontecer aos projectos já aprovados do Hospital e da Escola. Face ao esperado desinvestimento central e à alternância do poder, qual o desenlace? Os próximos anos para Fafe, assim como para o resto do país, não serão brilhantes. Não diria que será uma oportunidade única para a oposição fazer valer as suas propostas, mas não andarei longe.
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