25 fevereiro 2011

Fafe na Bolsa de Turismo de Lisboa

Fafe está presente na Bolsa de Turismo de Lisboa 2011 que abriu portas no dia 23 de Fevereiro e se prolonga até ao dia 27. Fafe está integrado, com um espaço próprio, na Região de Turismo Porto e Norte de Portugal que este ano é o Destino Nacional Convidado na Bolsa de Turismo de Lisboa.
Hoje o concelho de Fafe teve a sua apresentação oficial, com a presença do Vereador do sector, Eng. Vítor Moreira e outros agentes turísticos do concelho, tais como o complexo Turístico de Rilhadas, Aldeia do Pontido, Vinhos Norte e outros.
Os grandes espaços com potencial turístico do concelho (espaços rurais, unidades hoteleiras, Percursos Pedestres, Arquitetura dos brasileiros, etc.) serão apresentados em filme realizado para o efeito e explicados ao pormenor.
Pela primeira vez, a BTL abrirá também ao público em geral na Quarta-feira o espaço de turismo gastronómico onde estarão representadas as regiões do Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Porto e Norte e Serra da Estrela.
A “vitela assada à moda de Fafe” será igualmente a rainha do espaço gastronómico, sendo confecionada no local e servida aos convidados, para além de uma prova de Vinhos Verdes para o público em geral. De salientar que os produtos para a sua confecção (vitela, batatas, cebolas, alhos e outros condimentos) foram adquiridos no mercado fafense e levados para Lisboa.

22 fevereiro 2011

Albino Guimarães

(Sócio Nº1 da AD Fafe)

21 fevereiro 2011

Cine Teatro - Reacções de Eugénio Marinho

Eugénio Marinho escreveu no seu mural do Facebook: «Na pouca vergonha desta Câmara Municipal que faz concertos para os amigos à nossa custa. São da raça do Sócrates. É só fumaça e pagode com o dinheiro do povo, a quem tudo querem extorquir.» (Sic)
Particularmente não aprecio o Facebook como difusor de opiniões. É um canal interessante de divulgação a partir de links mas como objecto de argumentação, não produz nada se significativo. Tal é de fácil análise pelas reacções a esta frase de Eugénio Marinho. Se algumas colocam a razoabilidade acima de qualquer outra coisa, outras, na senda do emocionalmente incorrecto, promovem um conjunto de ideias que acabam por não o ser. É fácil medir a razoabilidade. Rawls diz: «as pessoas razoáveis são aquelas que estão prontas a propor certos princípios como justos termos de cooperação e a agir diligentemente de acordo com eles, dada a garantia de que as outras por certo o farão igualmente». Por outras palavras, faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti.
Apesar de tudo, exige-se a quem de direito que reaja e esta acusação, caso contrário poder-se-ia ser pouco razoável. A razoabilidade exige a reciprocidade.
Percebo a intenção subjacente à programação do Cine-teatro, assim como a formação de um conceito para o edifício, como percebo que haja aqui e ali um conjunto de convidados a quem sejam reservados lugares. Mas não façamos disso regra para não cairmos no absurdo da aristocracia cultural e dos favorecimentos que repudiam, como vem acontecendo no nosso país.

António Daniel

18 fevereiro 2011

Rede de Criação e Dinamização Cultural

O Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso, juntamente com a Associação Artística Vimaranense e os municípios de Vizela, Vila Verde, Fafe, Montalegre, Boticas, Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Terras de Bouro e Amares continuam à espera de uma resposta quanto ao seu projecto apresentado para participar na Capital Europeia da Cultura (CEC) 2012.
O projecto comum destas entidades, denominado ‘Rede de Criação e Dinamização Cultural para a CEC 2012’, que agrega vontades políticas diversas e associações locais, foi apresentado há mais de um ano, mas ainda não obteve qualquer resposta por parte da Fundação Cidade de Guimarães.
“Fizémos um trabalho importantíssimo em termos regionais que foi juntar de alguma forma vários municípios para desenvolver projectos para dar apoio à CEC”, aponta Moncho Rodrigues, director do Centro de Criatividade.
Neste projecto apresentado à CEC “a nossa grande preocupação foi ter não só espectáculos para a programação cultural, mas incluir, também, a componente da formação de públicos e de jovens”.
“O financiamento da CEC facilitaria a concretização no terreno destas propostas culturais”, indicou o responsável.

In www.correiodominho.pt

15 fevereiro 2011

Não Há Como Escapar ao Tema



Não há como escapar ao tema… a música dos Deolinda, “Sou da geração sem remuneração/e não me incomoda esta condição. / Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar, /já é uma sorte eu poder estagiar. /Que parva que eu sou! /E fico a pensar,/que mundo tão parvo/onde para ser escravo é preciso estudar”.
Como já anteriormente escrevi os portugueses, tornaram-se umas coisinhas amestradas, não sei bem à espera do que?
Historicamente sempre tivemos uma sociedade dicotómica, claramente marcada de oposições, que é exemplo: Monárquicos/republicanos; fascistas/comunistas; direita/esquerda; conservadores/progressistas.
Contudo ultimamente temos assistido ao ampliar desta visão bifurcada da sociedade, onde é cada vez mais claro o acumular de tensões entre os contendentes.
Hoje é notória a guerra geracional que se instalou no país, entre os mais velhos, instalados e protegidos pelos direitos adquiridos, e pelos tachos que entretanto foram sabiamente amealhando em clara oposição com os mais novos, precários, com mais formação e dinamismo, e cujos direitos sociais “o estado” faz um manguito, e cujo futuro é deveras insatisfatório.
Temos ainda um pouco mais secundário, a oposição entre os funcionários públicos, e trabalhadores do sector privado.
Por tudo isto esta na hora de acabar com privilégios instalados… está na hora de acabar com o saque de que o país esta a ser alvo…. É hora de ressuscitar as velhas músicas de intervenção, e com elas os ideais de Abril, e de a outrora apelidada de geração rasca acordar para a vida e mostrar a nossa crescente indignação.

Rui Freitas

09 fevereiro 2011

Concertos Intimistas

Fafe quer colocar Cine Teatro na rota da música nacional.
A Câmara Municipal de Fafe vai apostar em concertos intimistas para colocar o Cine-Teatro na rota nacional das artes e espectáculo. A nova aposta pretende trazer à cidade os grandes nomes da música portuguesa, colocando-os em diálogo com a juventude.
A Câmara Municipal de Fafe investiu cerca de 7 milhões de euros na recuperação e reabilitação do Teatro-Cinema da cidade e agora quer emprestar-lhe um novo impulso. Para o efeito, o Pelouro da Cultura apresentou, ontem, o conceito “Concertos Intimistas”, que pretende trazer a Fafe os grandes nomes da música nacional e colocar a cidade na agenda nacional das artes e espectáculo. A nova aposta consubstancia «um investimento na promoção desta sala, porque é um bom sítio para concertos acústicos mais pequenos», sustentou o vereador da Cultura Pompeu Martins.
No cartaz para 2011 estão Tim, Sérgio Godinho, Teresa Salgueiro, Rita Red Shoes e Carminho.

06 fevereiro 2011

Pompeu Miguel Martins

Creio que com Pompeu troquei meia dúzia de palavras. Ainda agora o conheço, apesar do contrário talvez não se verificar. Por isso, em relação a Pompeu possuo o distanciamento que me legitima a escrever o que vou escrever.
Sempre considerei Pompeu como um quadro de extrema importância para Fafe, apesar de o considerar demasiado PS, com todos os seus inconvenientes (como é demonstrativo o convite a Almeida Santos para falar da República). Esta minha ideia não se baseava nas suas performances poéticas, pois sou demasiado provinciano para tal apreciação, mas no sentimento que parece transparecer: gosta efectivamente de Fafe. É, aliás, dos poucos, políticos ou não, que o vai demonstrando. Não desmerecendo outros intervenientes, Pompeu revela amor por esta terra e consegue transportar consigo toda a geometria poética de Fafe. O modo como no seu blogue escreve sobre os meandrosos caminhos do destino das gentes de Fafe é revelador de como faz política cultural. Parece querer ultrapassar a ideia de que a cultura é fazer exposições e criar dinâmicas isotéricas. Aproveitando os recursos disponíveis – materiais e humanos -, vai conseguindo diversificar as manifestações, cria ambientes intimistas de grande importância, como é o caso das tertúlias e começa a promover a ideia da cultura como criadora de identidades. Muito há a fazer, como Jesus Martinho vem corajosamente revelando, mas o modo entusiástico como informa as iniciativas municipais, o interessante recurso que faz das redes sociais e a postura inovadora com que se coloca na política cultural, torna-o num potencial candidato a Presidente da Câmara. Mais um pesadelo para o PSD nos próximos anos.
Será que me vou arrepender de escrever isto? Se estiver errado, paciência.

António Daniel

03 fevereiro 2011

Fafe recebe Final da Taça de Basquetebol


O sorteio da Final 8 da 57.ª edição da Taça de Portugal, previsto para esta tarde nas instalações da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), foi adiado para o próximo dia 15.
O Cine Teatro de Fafe é, também, o novo palco do evento, mantendo-se as horas (15 h) do início da tiragem do nome dos clubes para a definição das partidas.
A prova decorrerá em Fafe, nos dias 10, 11, 12 e 13 de Março, com as participações de Ovarense, Porto, CAB Madeira, Penafiel, V. Guimarães, Ginásio e Académica, todos da Liga, e Eléctrico, da Proliga.
A organização está a cargo de FPB, Associação de Basquetebol de Braga e Kebrostress.

In www.abola.pt

01 fevereiro 2011

Base - Contratos Públicos Online


Existe na Internet um portal dedicado aos contratos públicos. Base é o portal dos Contratos Públicos e aqui, é comunicada a informação sobre todos os contratos celebrados ao abrigo do Código dos Contratos Públicos.
É um espaço de diálogo com os intervenientes num contrato público, mas também com o cidadão. Entre variada informação sobre Fafe, podemos saber que o Transporte de 1750 idosos à Quinta da Malafaia custou 9.600 Eur, a renovação do piso do Pavilhão Municipal custou 56.535 Eur ou a execução do Boletim Municipal 6.360 Eur. A vinda de Jacinta ao Cine Teatro custou 7.320 Eur, o teatro "Os Maias na Trindade" 7.500 Eur, Rodrigo Leão 11.500 Eur, entre muitos outros. Podemos consultar 161 contratos de Fafe em http://www.base.gov.pt/Paginas/Default.aspx

27 janeiro 2011

Cine Teatro FEVEREIRO

EM DESTAQUE: Tim (Acústico)
Dia 19, 21:30h, Preço: 10 Eur
Toda a Programação em http://teatrocinefafe.blogspot.com

25 janeiro 2011

Tertúlia Fafense

Hoje, Terça-feira, dia 25 de Janeiro, pelas 21.30, no auditório da Biblioteca Municipal, começará uma nova iniciativa do Pelouro da Cultura da Câmara de Fafe: a Tertúlia Fafense.
É um espaço informal de diálogo, formação e informação.
O tema desta 1ª tertúlia é: o Voluntariado, sendo o convidado Bernardino Silva – Coordenador na Região Norte da OIKOS – Organização Não Governamental para o Desenvolvimento.
Nas tertúlias, que vão continuar com uma periodicidade mensal, haverá ainda lugar a indicações sobre livros, música, quadros e filmes alusivos a cada uma das temáticas tratadas.
Pretende-se com a iniciativa uma conversa informal, aberta a todos os que nela queiram participar, em torno de histórias e experiências, de anseios e gestos, de testemunhos, enfim, proporcionar um agradável serão entre amigos sobre a temática escolhida para cada mês.
Cada tertúlia abre com uma intervenção de um convidado que possua reconhecida experiência na temática central. A Tertúlia Fafense pretende ser um ponto de encontro entre pessoas, face a face, em directo, retomando o contacto e um veículo de divulgação cultural, livre, plural, com contributos de várias épocas, de vários estilos, mas sempre com gente por dentro. Um espaço de partilha e de reflexão. Um espaço que visa criar laços, trazendo o universo de cada um e,com
isso,tornar maior o universo de todos.

23 janeiro 2011

Eleições PRESIDENCIAIS - O Resultado em Fafe

Cavaco Silva - 54,29% (12408 Votos)
Manuel Alegre - 25,65% (5862 Votos)
Fernando Nobre - 10,50% (2401 Votos)
Francisco Lopes - 4,53% (1036 Votos)
José Coelho - 3,98% (909 Votos)
Defensor Moura - 1,05% (241 Votos)
_____________________________
Abstenção: 52,56% (26661 não votaram)
Nulos: 1,07% (257 votos)
Brancos: 3,93% (946 votos)
Fonte: www.rtp.pt

20 janeiro 2011

Fafe - Estudos de História Contemporânea

No próximo sábado (22 de Janeiro) vou lançar às 21h30 no Teatro-Cinema de Fafe um livro dedicado à História Contemporânea do concelho de Fafe, cuja apresentação estará a cargo da Dra. Iva Delgado, Presidente da Fundação Humberto Delgado, e autora do prefácio da obra.
Na obra “Fafe – Estudos de História Contemporânea”, que tem a chancela da Editora Labirinto, abordo ao longo de quase 400 páginas numa perspectiva política, económica e social a transição da Monarquia para a República em Fafe, a História da I República no concelho de Fafe, a participação de soldados locais na I Guerra Mundial, o impacto das Eleições Presidenciais de 1949 e 1958 em Fafe, o período do Estado Novo no concelho de Fafe, a transição para o regime democrático, a formação dos partidos políticos em Fafe, e as primeiras eleições autárquicas democráticas concelhias.
Este livro pretende assim ser um contributo para a análise e compreensão da história do séc. XX em Fafe. Neste sentido, gostava de contar contigo na sessão de lançamento, que será antecedida por um prelúdio musical pelo compositor e intérprete Nelson de Quinhones.

Daniel Bastos

P.S. - É com particular satisfação que vimos novos valores como o Daniel Bastos a despontar na história e investigação local. Um trabalho que merece uma atenção cuidada por quem se dedica ao estudo da nossa história recente. Daniel Bastos está de parabéns e esperamos que seja o primeiro de muitos livros do nosso Colaborador.

13 janeiro 2011

Parcerias Público-Privadas

O país está mergulhado em dívidas! No período económico conturbado e incerto em que nos encontramos, os investimentos públicos tendem a decrescer, o que é normal.
Neste tempo que se aconselha à prudência e ao rigor nos investimentos, Fafe prepara-se para lançar concursos para a concessão de parcerias público-privadas de modo a construir, a curto prazo, diversos equipamentos onde se incluem um estádio, uma piscina, parques de estacionamento e a requalificação da feira e do mercado.
Embora sem conhecer com detalhe os números envolvidos, tenho legítimas preocupações relativamente a esta opção de investimento, apesar da autarquia fafense ainda dispôr de uma margem confortável de endividamento.
Ainda recentemente, o Diário Económico avançava que a despesa acumulada de Portugal com as parcerias publico-privadas nas diversas áreas, desde a saúde, à segurança, ao sector rodoviário e ferroviário ascende a 48 mil milhões de Euros, equivalente a 4512 Euros por contribuinte.
Temo, no fundo, que os equipamentos a construir fiquem demasiado dispendiosos para os contribuintes fafenses a médio/longo prazo. Com as parcerias, Fafe irá, certamente, endividar-se durante décadas e a nossa capacidade de investimento decresce.
Talvez esteja enganado e esta opção foi amplamente debatida pelo executivo, analisados todos os prós e contras e é a melhor solução de investimento, mesmo que o interesse público e a prioridade dos mesmos seja discutível.
Mas, e se a opção for muito penalizadora para o erário público? Quem assumirá as responsabilidades? Valerá a pena sobrecarregar as futuras gerações com mais dívidas e limitar a nossa capacidade de investimento futuro?!

Pedro Fernandes

10 janeiro 2011

Contrato Programa com o Cineclube de Fafe

A C.M. de Fafe aprovou o contrato programa a assinar com o Cineclube de Fafe, cujo valor ascende aos 18 mil euros anuais.
Mediante o protocolo a ser assinado em breve, o Cineclube, presidido por João Artur Pinto, promoverá ciclos temáticos de cinema, exibirá cinema alternativo em sessões quinzenais.
Promoverá ainda a exibição de cinema regularmente ao fim-de-semana para um público mais abrangente com filmes do circuito comercial, para além de promover a animação de Verão e ciclos para os mais jovens.
Promoverá ainda as Jornadas de Cinema e audiovisuais, trazendo ao concelho várias personalidades do mundo cinematográfico, portugueses e estrangeiros, fomentando a vários níveis o intercâmbio de linguagens e a formação em torno do cinema e do audiovisual, centrando este evento na temática: Cinema e Património.
Promoverá igualmente uma vertente competitiva com o “FFF - Fafe Filmes Fest” que deverá mostrar os trabalhos na área do cinema/Vídeo, cuja temática seja o património do concelho de Fafe, nas suas vertentes natural, construído ou imaterial.

In www.correiodominho.com

07 janeiro 2011

O Flagelo do Desemprego e a Criação de um Centro de Memória

Para início desta minha colaboração neste espaço de reflexão e debate ideológico sobre a nossa cidade de Fafe, ousei pegar na temática do desemprego na nossa sociedade. Bem sei que não é uma problemática exclusiva do nosso concelho, ainda mais quando a mesma incluída no contexto geral do Vale do Ave, se apresenta com verdadeiros traços de tragédia Grega. Contudo julguei (mal ou bem só os leitores me julgarão), extremamente redundante confinar-me somente às estatísticas, como todos sabemos, a ponta do icebergue. Se acontecer como julgo, que todo este processo nada mais seja que o começo do lento definhar da indústria têxtil, que desde à décadas é o motor, não só do nosso concelho mas também dos concelhos limítrofes, não deveríamos, já pensar numa espécie de “Centro de Memória e História do Trabalho da Indústria Têxtil no Vale do Ave”? O flagelo do desemprego e a criação de um centro de Memória
É um chavão, bem sei, mas bastará para isso recorrer a nossa memória, e para o modo como olhamos, para as imagens pictóricas da grande depressão de 1930, para facilmente verificarmos da actualidade da temática e do surto e flagelo social que o desemprego representa na nossa sociedade, bem como das suas possibilidades históricas dos registos actuais servirem para a posterioridade como registos históricos, ainda mais quando contados na primeira pessoa.
Deste modo o concelho constitui um espaço intensamente marcado pelos tempos áureos da indústria têxtil no Vale do Ave e evocar a história deste têxtil é assim, ir ao encontro das vivências de homens e de mulheres que desde há muito tempo, mas de forma mais intensa no último século, moldaram as suas vidas de trabalho pelos ritmos das máquinas de fiação e tecelagem.
Numa era globalizante, nesta conjuntura social, política, económica e cultural e defronte das dubiedades e mutações estruturais que actualmente afrontam o mundo globalizado, estamos na iminência de toda uma possibilidade de perda de memoria e de esquecimento colectivo no qual é fácil cair, fruto de uma era e de uma sociedade tecnológica globalizante e materialista no qual como nunca antes na nossa história, em que novos problemas tem lesado a estabilidade do conceito de identidade, o que segundo alguns autores leva a “multiplicidades de identidades” ou a “negociação de identidades”. É por isso crucial combater com todas as armas possíveis ao nosso alcance a perda de identidade regional e por sua vez a nacional. Cujo projecto de edificação de um centro de Memória e História do Trabalho da Indústria Têxtil no Vale do Ave, ligado à manutenção e preservação do passado industrial da região, faz todo o sentido.
A preservação histórica deveria passar assim a ser um projecto importante para instituições ligadas à história e a região em si: (caso da Universidade do Minho e os municípios, estes, tanto a nível individual como colectivo), o qual deveria contemplar os registos físicos do passado, bem como os registos das memórias das pessoas que vivenciaram esses momentos importantes, os quais se estão a dissipar no tempo a cada dia que passa.
É por isso fundamental que se tenha a noção global da importância da preservação e divulgação de uma história que se confunde com a da região envolvente, e que no fundo é a nosso história, e cabe-nos a nós a sua preservação.

Rui Freitas

03 janeiro 2011

"Municipal"

Movido por mero preconceito ou simplesmente mania, não patológica, sempre desconsiderei a atribuição do nome Municipal para designar instalações, edifícios ou outras estruturas similares. Não quero que com isto se entenda qualquer forma de despeito face à importância das autarquias. Simplesmente dá-me urticária por vincular a uma provinciana ideia. É por todos conhecidas as designações de Tivoli, Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural de Vila Flor, Coliseu, Teatro Circo de Braga, Politeama, Rivoli, Casa Fernando Pessoa, enfim, um número considerável de casas que, apesar de circunscritas a um espaço possuem uma referência universal. Nas terras de menor dimensão, isso não acontece. Fafe não foge à regra. É a Casa Municipal de Cultura, é a Biblioteca Municipal, o auditório Municipal, os mictórios municipais, a Câmara Municipal (esta dou de barato), o Largo Municipal, o Estádio Municipal, o Museu Municipal… Convenhamos que causa otites e afasia visual tanta municipalidade. Quando orgulhosamente vemos nos meios de comunicação quaisquer referências a um espectáculo em Fafe, rapidamente perdemos o simbolismo da coisa, pois o «municipal» vem sempre atrás.
Creio que os responsáveis pela cultura em Fafe, quando não acabrunhados pelo municipal, têm qualidade, pelos menos pelo que me é dado a verificar. Por este motivo, sabem que uma casa de espectáculos ganha se o seu valor místico perdurar e amadurecer. Esse valor místico é directamente proporcional ao domínio universal do nome que um espaço possui. Assim, o Cine-Teatro possui todas as condições para ser apelidado de outra forma, pelo menos para se individualizar e enriquecer. Quantos cine-teatros existem por aí fora? Centro Cultural Vila Flor existe só um. Será que o Blogue Montelongo não gostaria de fazer uma prospecção pública de designações para o Cine-teatro, para o estádio, para a Casa da Cultura… Quando falamos com alguém dizemos «fui ao Vila Flor, fui ver Tivoli…» para referenciar uma casa que está para além da sua situação geográfica, ocupando um lugar no éter simbólico.

António Daniel

22 dezembro 2010

Balanço


O BlogMontelongo tem-se afirmado, cada vez mais, no contexto da Blogosfera fafense. Espaço de opinião livre, plural e, sobretudo independente que, desde 2006, quebra barreiras e leva a cabo uma nova forma de intervir civicamente em Fafe. O que já se conseguiu foi bom. Melhoramos a informação e a crítica sobre Fafe, criamos redes, demos força a alguns e incentivamos outros blogues a nascer. Mesmo que tivessemos finalizado hoje o nosso trabalho, ficaríamos satisfeitos. Não nos move interesses pessoais, muito menos políticos. Move-nos a vontade de tornar Fafe um concelho melhor. Os colaboradores que escolhemos são o garante de que o futuro deste espaço está assegurado. Foi, sobretudo, quando alargamos o espaço de opinião e análise no blogue que consolidamos a nossa posição. A força deste Blogue são as posições divergentes, são as opiniões livres e a visão de quem escreve. Foram endereçados convites a diferentes personalidades de diferentes áreas. Ficamos sem resposta a muitos!! Outros, que acederam ao nosso convite e, mesmo que ainda não tenham enviado um texto, serão pessoas que vão, certamente, acrescentar mais qualidade a este espaço. Esperamos por esses e por todos os cidadãos que querem, através da sua opinião, fazerem-se ouvir. Regressaremos em 2011 com a mesma linha de orientação. Um blogue que é feito por todos e para todos!

A todos os nossos leitores, comentadores e, em especial, aos nossos colaboradores desejamos um Feliz Natal e um Excelente 2011!!

20 dezembro 2010