13 outubro 2010

Fecho de Escolas


A propósito desta notícia seria bom esclarecer alguns pontos de vista. Ao contrário do que defendem os serviços centralizados do ME, a criação de mega-agrupamentos não determina a melhoria do ensino nem a tão socialista igualdade de oportunidades (utilizando o argumento da internet, há estudos interessantes como este). Pelo contrário, a concentração de crianças pode gerar fenómenos de Bulling ou outros que anteriormente estariam controlados. Creio que as crianças em idades precoces necessitam de enquandramento. Não falo de protecção, mas de acompanhamento. Por estes motivos, concordo em absoluto com a posição do Presidente da Junta e discordo da posição da Câmara. Se as coisas correrem mal, então quem criou estas políticas deve ser responsabilizado; caso corra bem, devemos conotar com uma mera sorte. Porquê? Porque o fecho das escolas não é suportado por estudos objectivos quanto à sua utilidade, as decisões são tomadas de acordo com agendas eleitorais e as pessoas não são consultadas. Não se pode fazer uma manif pequenina…? Claro que não! Já agora, o que pensa a oposição camarária?

António Daniel

08 outubro 2010

Algumas Ideias


A Juventude de Fafe escolheu 100 Ideias para o desenvolvimento concelhio. Enumeramos aqui algumas delas. O documento completo pode ser descarregado em http://www.wix.com/juventudecmf/fafe

JUVENTUDE
- Envolver jovens não organizados no Conselho Municipal da Juventude;
- Orçamento Participativo no município de Fafe;
- Face à necessidade de verbas para as associações, a Câmara deverá financiar as mesmas em função de um plano de actividades comprovado;
- Realização de uma Semana da Juventude;
- Criação da casa da Juventude.

DESPORTO
- Polidesportivos em todas as freguesias;
- Circuitos de Manutenção com aparelhos de Ginásio;
- Rentabilização da Pista de Cicloturismo e Corredor Verde (Parques de Lazer, Bebedouros, Pontos de Informação);
- Construção de mais campos de Ténis.

EDUCAÇÃO
- Alterar a metodologia de ensino, apostando em metodologias mais activas e participativas;
- Criar um gabinete coordenador dos Espaços Jovem na Câmara;
- Desenvolvimento de workshops inovadores;
- Investir nas actividades de Educação Não Formal.

EMANCIPAÇÃO JOVEM
- Feira de emprego e formação profissional anual;
- Promoção de oferta de habitação a preços acessíveis;
- Incentivo à não deslocalização dos jovens das freguesias de naturalidade;
- Criação de benefícios para jovens que comprem habitação;
- Incentivo ao restauro de habitações antigas.

TURISMO
- Festival Gastronómico Minhoto;
- Criação de um Museu de Arte contemporânea;
- Criação de um Museu Etnográfico;
- Festival de Verão Na Barragem de Queimadela;
- Criação de Roteiros Turísticos.

AMBIENTE E URBANISMO
- Requalificação e conservação urbanística;
- Identidade urbanística (carta arquitectónica e urbanística);
- Descentralização do trânsito do centro da cidade (centro urbano pedonal, novas praças e avenidas, circular urbana).

SAÚDE
- Disponibilizar mais métodos contraceptivos gratuitos;
- Maior fiscalização nos bares e discotecas, supermercados (verificação da idade, quer para consumir quer para entrar);
- Apoio à participação dos casos de violência doméstica.

CULTURA
- Criar site de divulgação de actividades culturais;
- Reutilização de um espaço (Teatro-Cinema ou Casa da Cultura) para encontros culturais, tertúlias, cafés concerto, etc;
- Apostar nos serviços educativos e promover formação através de workshops nas diferentes áreas artísticas;
- Promover novos eventos culturais que envolvam a população na sua organização;
- Reavaliar e estruturar os eventos já existentes, promovendo a inovação.

DIVERSIDADE CULTUAL E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
- Divulgar a cultura Fafense a nível internacional;
- Abertura de espaços de cultura e lazer.(Cinemas, Shopping, Desporto, Centros Jovens etc…);
- Criação de feiras culturais para atrair novas culturas e fomentar o multiculturalismo (feiras medievais , culturais , rurais , artísticas , rupestres, etc.…);

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
- Formação do movimento Associativo no sentido de ver aumentada a cooperação internacional;
- Criação de Protocolos para cooperação Internacional entre a Câmara Municipal de Fafe e entidades juvenis;
- Cooperação local com a Capital Europeia da Cultura (Guimarães: 2012) e a Capital Europeia da Juventude (Braga: 2012).

05 outubro 2010

Orçamento Participativo


“A penalização por não participares na política é acabares por ser governado pelos teus inferiores”, Platão

Nunca esta frase teve tanta actualidade. Portugal está transformado num manto de retalhos e de desigualdades sociais. A descrença, o medo e desnorte está instalado no nosso consciente colectivo. O estado do país é o reflexo da incompetência com que fomos governados durante anos a fio por políticos e gestores incompetentes, incapazes e alheados do cidadão e da realidade social. A minha geração que já emigra, mesmo com altas qualificações, que vai viver pior que a geração dos seus pais e outras que se seguem vão pagar bem caro o endividamento nacional e local. Por isso, é com natural receio que aguardo as políticas de futuro que nos esperam. Aguardo para saber, no caso concreto de Fafe, o que esperar das parcerias publico-privadas e dos investimentos que foram delineados pelo executivo municipal. É bom que estas questões sejam devidamente discutidas para que, futuramente, não estejamos a pagar por investimentos que se tornam, em muitos casos, autênticos desperdícios de dinheiro público.
Talvez esteja na altura de lançarmos a questão dos orçamentos participativos, ou seja, os orçamentos que são votados e propostos pelos cidadãos. Poucas cidades aderiram a este novo modelo de governação em Portugal, isto porque a abertura política dos nossos governantes é reduzida. Já por essa Europa fora, este modelo tem sido implementado em muitas cidades, inclusive muitas com a dimensão da nossa. O facto de as pessoas serem convidadas a discutir, a participar e a decidir investimentos implica uma mudança que nem todos estão preparados. Mas é um caminho e um caminho que convém começar a trilhar, seja por políticos, seja por cidadãos que ainda têm uma certa relutância em participar e em assumir as suas ideias.
Um dos bons exemplos desta participação é da cidade de Lisboa. No primeiro ano em que foi implementado o Orçamento Participativo numerosos ciclistas conseguiram que se fizesse aprovar a construção de várias ciclovias. No segundo ano, os defensores dos animais conseguiram a construção de um canil municipal.
Os decisores devem, por isso, fomentar essa participação e os cidadãos têm o dever de agir. Essa participação pode ser iniciada nos orçamentos participativos mas não só. Em Fafe, recentemente o projecto “Juventude 2010 – 100 anos, 100 ideias para Participar”, promovida pelo Pelouro da Juventude foi um bom prenúncio das iniciativas que se querem para o futuro em que o papel dos cidadãos é de vital importância para a auscultação das políticas públicas. Embora a adesão não tenha sido a melhor e, aqui também lamento o facto das juventudes partidárias contrárias ao poder vigente só participarem quando esse trabalho convenha mais ao partido do que ao concelho, aguardo com expectativa a divulgação dos resultados mas não posso deixar de felicitar o grande mentor desta iniciativa, o Vereador Pompeu Martins. O caminho passa, pois, por alargar o campo de decisão aos cidadãos. As pessoas não se podem alhear de participar. Caso contrário, seremos sempre meros espectadores.

Pedro Fernandes

01 outubro 2010

Cine Teatro OUTUBRO

EM DESTAQUE: "Trabalhadores do Comércio"
Dia 16, 21:30h, Preço 5 Eur
Toda a programação em http://teatrocinefafe.blogspot.com

27 setembro 2010

O Padre que tenta meter Medo com o Inferno... Já Não Cola!!


Há muito pouco tempo, um sacerdote católico, que de ilustre nem a camisa que vestia, desesperado com o seu povo, resolveu lançar uns açoites ‘aos pobres de espírito’ que ainda acreditam na doutrina de Cristo e eu estava lá!
As primeiras palavras foram desastrosas, a parte economicista falou mais alto e o senhor abade lá teve de dizer ao povinho que estavam a dar pouco dinheiro, ‘até apareceu um envelope com 7 euros, ora vejam lá, que nem dá para ir comer ao restaurante’ – exclamava o padre todo indignado. Obviamente não disse nada, afinal eu era apenas mais um pobre pecador e ficava muito mal dizer ‘fosse o que fosse’, mas se o dissesse então é que diriam de mim ‘nem parece um doutor’, isto porque não acompanho com as manias do importantismo da doutorice provinciana.
O que me apetecia mesmo era dizer: Ó chefe, coma em casa que eu também como!
Contudo, a festa não acabava por aqui, o prior não andava preocupado com os jantares, simplesmente, andava também a contar os tostões, porque as suas visitas a um hotel já eram frequentes e, lá está, as investidas são caras.
Eis que surge a confusão, toda a gente já sabe e inicia a caça às bruxas, quem disse mal do senhor padre vai para o Inferno! Querem difamar o homem! Coitadinho! E este, na homilia, voltava a insistir: «na religião muçulmana quem disser mal do seu líder é condenado».
De facto, até parece perceber alguma coisa de religião, mas não da católica, porque nessa já não é assim. Claro, ‘os pobres e pecadores’ temiam ser apontados em cima do altar, até porque o senhor prior em vez de dar umas chicotadas nas costas andava a ligar para as pessoas a ameaçar que lhes punha um processo em tribunal. A nossa dúvida era só uma: como é que sabia que esta ou aquela pessoa disse mal dele? A resposta é simples: os lacaios se não gostavam de um vizinho iam acusar ao padre, mesmo que não fosse verdade.
Ora vejam bem, voltamos ao tempo da PIDE. Os padres voltam a ser santos e nunca cometem pecados e quem os difamar a si ou aos seus protegidos, que bebem todos do mesmo copo, está tramado…
É claro que eu sou católico, mas não acredito nestas seitas em volta do catolicismo. Mas, apesar deste mau exemplo, ainda acredito em bons padres.
Fora isto, tudo bem!
(Qualquer semelhança com alguma realidade é pura coincidência!)

Pedro Sousa

20 setembro 2010

Literacia e Iliteracia


Aconteceu ler quase em simultâneo dois textos. Um do presente blogue, que mostrava um trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina de Área de Projecto da turma 12º M da Escola Secundária e um outro texto que, embora não se refira directamente a Fafe, difunde uma realidade não muito diferente. Ambos os textos se referem à mesma problemática: a educação. Não me estou a referir, obviamente, a questões cívicas mas ao ensino, ao conhecimento. Se o post do blogue que dá conta do trabalho desenvolvido pelas alunas Sofia Rodrigues, Rita Marinho, Cidália Cunha, Joana Gonçalves e Patrícia Silva, nos enche de orgulho, o outro texto remete-nos para uma realidade que está aí ao «virar da esquina». Por muita responsabilidade que os executivos camarários possuam, pouco podem fazer quando existe uma óbvia resistência ao conhecimento. Contudo, podem aligeirar as assimetrias. Se exceptuarmos uma percentagem mínima de pessoas, a grande maioria da população de Fafe possui habilitações muito abaixo da média nacional. O «chico-espertismo» é um valor predominante face ao que realmente seria necessário: o rasgo do conhecimento. O conhecimento abre horizontes. Não torna as pessoas melhores, o intelectualismo moral não se justifica, mas difunde uma perspectiva englobante que pode muito bem fomentar melhores soluções para o nosso atraso. Não falo de conhecimento superficial, falo em literacia científica. A Câmara Municipal, juntamente com as escolas do Concelho, pode e deve fazer mais. A cultura também é ciência e a ciência é cultura.

António Daniel

P.S. - http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Celorico%20de%20Basto&Option=Interior&content_id=1603879

15 setembro 2010

Foi em Serafão !!


Fafe é amável. Em tempos, queixava-me da sua monotonia. Contudo, agora descobri o encanto deste município que de monótono – afinal - nada tem. Daqui advém a sua amabilidade e fascínio. É um lugar facilmente retratável num daqueles romances em que a cada página há um novo acontecimento que, apesar de não alterar o rumo da história – que é invariavelmente a mesma -, lhe dá aquele pique de intensidade e de (des)interesse. Às vezes, parece que a intensidade se esvai e a última página – a do desfecho – se aproxima, mas não! Vem sempre uma novidade e o livro não tem fim. Começo, sinceramente, a ficar farto deste livro. Gostava que neste romance a tolice pudesse ser proibida ou considerada crime, tanto me dá.
Não gosto muito de o fazer, mas vejo-me forçado a relatar uma situação que me é “próxima”. Tento ser imparcial e distanciar-me. Reconheço que pode parecer que não o faço. De tão gritante considerar o assunto e de tanto me moer as entranhas, tenho real dificuldade em fazê-lo.
Passo a contar a história digna de livro de contos.
Ainda era eu uma criança, bem pequena por sinal, quando me recordo de uma das pessoas que mais admiro ainda hoje, o meu querido avô, ter adquirido - na sua aldeia - um espaço, onde queria permanecer quando os seus dias se acabassem. Então – para não mentir – não sei bem como se passou, em pormenor, na época. Sei que, na aldeia, havia um sítio que aprendi a designar por jazigo de família. Quem me ensinou não me recordo ao certo, mas nos dias de romaria, ou de finados, foi ali que fui ensinado a avivar na memória os meus antepassados.
Entretanto, como a todos, ao meu avô os dias acabaram.
Há tempos, apesar de não prezar essa forma de me recordar das pessoas que considero sempre presentes, dirigi-me (e ainda bem) ao local que o meu avô tinha reservado para si. Ao lá estar, por momentos, voltei a ter o pensamento de criança, de quando o meu avô me ensinava coisas novas, que dele faziam o ser mais inteligente no planeta. Porquê? Ainda imbuído nesse infantil raciocínio, julguei que tivesse escolhido o melhor local da aldeia para repousar… Creio que o meu avô escolheu um terreno normal, ou até nem escolheu, tendo-se limitado a um que lhe tenham atribuído. Porém, alguém após a sua morte decidiu que ali era o melhor ponto da freguesia para pôr outra pessoa a descansar. Então? Um excelentíssimo senhor resolveu que – ao contrário do que mandam as leis da matéria, sim há leis! – o meu avô poderia ter um vizinho germinado. Deixou construir-se, há poucos meses, uma bela capela a “colada” à campa rasa que alberga os meus familiares. (O lugar deve mesmo ser óptimo para o descanso final. Julgava, até então, esta espécie de terrenos todos iguais.)
Pensava eu, nesse tempo (poucos meses atrás) “Bem, se não está de acordo com a lei, vai ser demolido tal edifício e deixarão que o sol brilhe sobre o «melhor» terreno da freguesia”. Surpresa minha, tal não aconteceu.
Resolução quererá o leitor saber depois de tanta parra com pouca uva.
A junta de freguesia, que prefiro classificar de inábil, para não utilizar a demais adjectivação que a brilhante Língua Portuguesa nos empresta, soluciona o problema: o meu avô que ali jaz por direito (comprou um terreno, é direito privado), junto de outros familiares, vai por decisão de um executivo (nem sei se é assim que se lhe chama), que de executivo nada tem aos meus olhos, ser transferido para outro terreno que ele não comprou e não edificou e onde não sei se ele se “sentirá” bem. Se foi ali que ele construiu a sua última morada, porque haverá de ir descansar para outro talhão?
A Junta de Freguesia decidiu que assumirá os custos de uma nova edificação - similar à original - para o meu avô, noutra rua, que mais não fez do que estar, na morte, como na vida, descansado ao seu canto.
O que encontro de mais caricato nesta situação é que, quem apenas suas obrigações cumpriu, não pode imaginar-se no direito de usufruir do que é seu – o seu canto. Contudo, quem depois chegou e as leis infringiu (sim, a obra foi embargada, apesar de ter continuado), ficará nesse local, com a opulência da sua nobre moradia sobre a rasa campa de meu avô (que já lá estava, há mais de uma dezena de anos).
Resumindo, estava tudo bem, quem levou com um vizinho “ilegal” é corrido, ficando o vizinho no seu sítio “ilegal”. A Freguesia (note-se: todos nós!, contribuintes) oferece-se a pagar um novo jazigo ao meu avô. Então, um qualquer indivíduo prevarica e o sector público não só encobre todas as ilegalidades (desde a construção fora de medidas, a continuação de uma obra embargada, etc), como ainda suporta os custos de deslocalização de quem estava bem e passou a estar sufocado por um vizinho desrespeitador. Caso para dizer, o crime compensa (e dá prejuízo ao estado).
Pela memória do meu avô, pela vontade de preservar na memória o que de melhor me transmitiu (o respeito), não consigo deixar de homenagear – respeitosamente - o sujeito que esta situação gerou. Escrevi este texto pois era a única forma que tinha de deixar ao senhor Presidente da Junta de Freguesia - cuja homenagem nem ouso aprofundar dada a imperfeição dos pretéritos que me ocorrem - o meu agradecimento público por ser mau autarca, por lesar (desnecessariamente) o estado em uns milhares de euros e por não ter em consideração os meus antepassados.
Se aos meus não respeita, suspeito que também não respeitará os demais, por isso auguro que se redima à sua original vida que não a de condutor dos destinos da freguesia onde barbaridades afins será capaz de cometer.

João Coimbra

Ps: No fundo, isto não o deve preocupar. Não voto na sua freguesia, por isso não se importune com a minha fugaz reclamação…
Haja paciência!

11 setembro 2010

Arcada


Qualquer aldeia, vila ou cidade possui em si, para encontrar e ser encontrada, um marco arquitectónico, uma valência maior, uma força marcante do seu espaço. Fafe está muito ligada à Arcada, o seu centro, o seu coração e o seu significado. Com o passar do tempo, qual ser humano em varias operações, sofreu as suas obras de restauro, modificação e adaptação a uma população que ia crescendo mas tinha sempre em mente manter a sua raiz bem marcada.
Quando nos visitam, apresentamos sempre a Arcada como se fosse uma bela sala de estar! Sejam as casas brasileiras, seja o ladrilhado do chão, é aqui que damos ao visitante um pouco do melhor que a cidade pode oferecer. Nesses metros quadrados traçam um retrato robô da outrora Montelongo e levam nas suas mentes a ideia real e a qual queremos transmitir. Uma cidade nova, acolhedora e que se desenvolva! Que a Arcada continue a ser um bom espelho e que a preservemos e mantenhamos sempre a identidade cultural. Fafe somos nós!

João Castro

08 setembro 2010

Projecto "Juventude 2010"


O Município de Fafe convida todos os interessados a assistir à sessão final do Projecto "Juventude 2010: 100 anos, 100 ideias para participar”, a ter lugar no Salão Nobre da Câmara
Municipal de Fafe pelas 09h00 no dia 11 de Setembro (Sábado). Este projecto insere-se no
programa de comemorações do centenário da implantação da República em Portugal, realçando a necessidade de auscultação dos anseios dos jovens no âmbito de uma planificação participada de
políticas municipais de juventude, e conta com a presença da bolsa de formadores do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), a mais experiente equipa em Portugal no sector.

Para mais informações: www.wix.com/juventudecmf/fafe

06 setembro 2010

Cine Teatro SETEMBRO

EM DESTAQUE: "Lena D`Água" - Viagem Musical aos Anos 80, Os maiores êxitos da cantora acompanhada pelo guitarrista Tahina.
Dia 25, 21:30h, Preço: 5 Eur
Toda a programação em http://teatrocinefafe.blogspot.com

03 setembro 2010

Respeito !!


Tenho uma solicitação de amizade de uma página Facebook titulada "Costinha Fafe" que vou recusar.
Para quem não sabe, o Costinha é uma pessoa especial, figura emblemática das ruas de Fafe, igual a tantos outros de outras tantas terras portuguesas, que noutros tempos caía na categoria dos loucos da terra e que agora, muito mais justamente, apelidamos de pessoas com deficiência, embora as mais recentes abordagens recusem esta designação optando pela diferença. Pessoa diferente portanto!
Diferente pelo menos ao ponto de não conseguir dominar as ferramentas necessárias ao registo e à manutenção de uma página pessoal no Facebook. Incapaz de compreender as subtilezas da vida moderna, analfabeto e certamente, muito seguramente, ignorante do funcionamento, e da utilidade pessoal, destas e outras redes sociais com plataforma na internet.
Sei que tudo é, quase tudo, permitido na rede, mas exijo para mim e para com quem me relaciono um respeito profundo pelo ser humano. Senão bloqueio e denuncio!
Também aqui há que haver sanções ao mau comportamento, ao desvio e ao desrespeito pelos outros. E é isso que nesta construção não cabe o respeito que o Costinha nos merece. Não faço a mínima ideia de quem foi a originalidade desta página, nem a motivação que o(s) anima, que até pode ser perfeitamente benévola, de simpatia pela pessoa em causa, mas lembro ao arquitecto de tal página que o Costinha, tal como todos nós, é detentor de pleno direitos relativos à integridade da sua imagem, personalidade e identidade. Tudo aspectos que são violados pela página em questão!
Deixo aqui um apelo ao autor de tal mau gosto, ponha-lhe um fim em nome dos princípios que enunciei, e que são garantidos legalmente para mim, para si e para os seus, como quero que sejam para o Costinha.

Para consulta rápida, para se perceber do que estou a falar:

http://pt-pt.facebook.com/people/Costinha-Fafe/100001483511154

http://www.facebook.com/terms.php?ref=pf

Albino Costa

30 agosto 2010

A ADDAF e o Voluntariado em Fafe


Decorreu nos passados dias 14 e 15 de Agosto mais uma campanha de angariação de alimentos para animais, na qual a ADDAF, colaboradora (e verdadeira impulsionadora) do canil municipal, participou activamente, promovendo a iniciativa. Durante a campanha, foram ainda colocados, na parte exterior do Intermarché (local onde decorreu), animais do canil para adopção.
Como voluntária neste tipo de campanhas, ainda que recentemente, senti-me no dever (moral) de escrever sobre o assunto. De facto, as pessoas vão sendo generosas e os resultados não são de todo maus. Mas é também verdade que o respeito pelos voluntários é muito pouco. As pessoas que nós “chateamos” esquecem sobretudo que estamos ali por (e apenas por) amor, muito amor aos animais. Muitos voluntários abdicam do seu fim-de-semana para poderem estar ali, ainda que por umas horas, a fazer de “chato”. É penoso. Eu não gosto… Mas gosto muito de ajudar os animais e por isso levanto-me cedo ao Sábado ou ao Domingo e enfrento umas horitas a ouvir os outros dizerem que “há muitas criancinhas a morrer à fome e vocês aí a pedirem para os animais!”.
Minha gente, permitam-me, quando quiserem trocar de lugar é só dizer. É preciso um pouco mais de respeito pelos voluntários deste país. É efectivamente preciso ser-se voluntário para compreender!
Ainda assim, muito obrigado a todos os que ajudaram e àqueles que, ainda que não tenham ajudado, deram uma palavra simpática e se dignaram a simplesmente dizer que “não dá”. Uma palavrinha ainda às entidades municipais para que haja uma maior sensibilidade por esta causa. Tratar dos animais também é preciso! E fica sempre bem…

Sofia Rodrigues

P.S. - Quem estiver interessado pode ser sócio do canil por uns simbólicos 12Eur anuais. Podem salvar vidas, ainda que a ADDAF tenha já, com os seus poucos meios, evitado muitos abates! São pessoas a quem devemos tanto sem saber, porque tratam dos nossos animais e, afinal de contas, “limpam as ruas”! VOLUNTÁRIOS PRECISAM-SE. Visitem-nos em http://www.addaf.com

25 agosto 2010

Desporto no Multiusos


Nos próximos dias, o Pavilhão Multiusos recebe dois acontecimentos desportivos relevantes. Amanhã, joga-se um jogo de apuramento para o Campeonato de Europa de Basquetebol com a presença da Selecção Portuguesa. Sexta e Sábado realiza-se o primeiro Torneio de Futsal da Cidade de Fafe com a presença de equipas da 1ª divisão nacional, onde se destaca a presença do SL Benfica, actual Campeão Europeu da modalidade.

BASQUETEBOL - APURAMENTO PARA O CAMPEONATO DE EUROPA DE SENIORES

Quinta, dia 26 Agosto, 21:30h - Jogo Portugal / Geórgia

TORNEIO DE FUTSAL CIDADE DE FAFE

Sexta, dia 27 Agosto, 20:30h - Modicus / Fundação Jorge Antunes

Sexta, dia 27 Agosto, 22:15h - SL Benfica / Boavista

Sábado, dia 28 Agosto, 15:30h - 3º e 4º Lugares

Sábado, dia 28 Agosto, 17:30h - Final

23 agosto 2010

Fafe - A Sala de Visitas do Minho

Uma vídeo-reportagem sobre o nosso concelho em destaque no site MaisPortugal.Com

18 agosto 2010

A Língua e o Protocolo


Sempre que havia necessidade, desciam à vila as almas agrestes do alto do Concelho. Vinham nos seus carros de bois e com estes transportavam as agruras da realidade. Esta realidade, que actualmente gostamos de negar, marcava presença em todos os gestos e palavras. Sempre admirei esta gente. O esforço, a glória da luta face ao impiedoso tempo, fornecia-lhes legitimidade para o uso e abuso de certas palavras.
Normalmente o dizer «asneiras» cai mal. Não gostamos de ouvir um lisboeta burguês, normalmente migrante, a usar certos termos. «Foda-se» e «Caralho» é património nosso e só nas gentes que não negam a realidade fica bem o calão malcriado.
A minha Avó Florinda possuía defeitos e virtudes que a faziam uma Mulher. Uma das inúmeras virtudes, por profissionalismo mas também por ser uma idiossincrasia, consistia em receber bem essas gentes oriundas do alto do concelho. Nos idos anos 40 do século passado, refugiavam-se no Assento como primeiro poiso para a aventura na vila, geralmente para comércio de gado ou para resolução de outros problemas. Certo dia, uma mãe ciosa da sua tarefa, desconsolada pela frustrante aventura, dirigiu-se à minha avó dizendo que ao seu filho, com cerca de 7 anos, não fora possível «tirar a chapa» - vulgo radiografia – porque, nas suas responsáveis palavras, «o miúdo cagou-se». Como a prova é sempre exigida quando a realidade afecta, procurou a confirmação por parte do filho. Disse: «não foi filho, não te cagaste?» ao que o filho, educada e humildemente, como o protocolo exigia, respondeu: «caguei-me, sim, minha senhora».
Reparem na singela presença da postura educada e a correspondente realidade nua e crua. É o nosso protocolo.

António Daniel

16 agosto 2010

"A Minha Rua"


"A Minha Rua" permite a todos os cidadãos reportar as mais variadas situações relativas a espaços públicos, desde a iluminação, jardins, passando por veículos abandonados ou a recolha de electrodomésticos danificados. Com fotografia ou apenas em texto, todos os relatos são encaminhados para a Junta de Freguesia, que lhe dará conhecimento sobre o processo e eventual resolução do problema.
O município de Fafe também já aderiu a esta iniciativa e os cidadãos podem comunicar as mais variadas situações à Câmara Municipal ou à sua Junta de Freguesia através do seguinte endereço electrónico:

http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/aminharua/situationreport.aspx

11 agosto 2010

Uma Imagem a Rever


O nosso concelho não tem aparecido nas primeiras páginas da comunicação social pelos melhores motivos. Quando Fafe é notícia falamos na Ministra da Educação e nos “Ovos de Fafe”, no Bispo de Braga ou no Padre Lopes, nos Incêndios de Verão, em Tiroteio ou no Bruxo de Fafe...
As recentes polémicas em que nos envolvemos não fortaleceram a nossa imagem, antes pelo contrário. No caso do Padre Lopes e, apesar das duvidosas e manietadas reportagens televisivas, voltamos a dar uma imagem de um provincianismo e de uma fama de arruaceiros que tão cedo não nos livramos.
É muito importante mostrarmos o desagrado da população quando assim o entendermos mas também é de vital importância atentarmos à forma como o fazemos.
Hoje em dia, assume uma importância fulcral na sociedade e nas políticas públicas haver estratégias de comunicação que garantam não só uma informação e comunicação clara, como também a preservação de uma boa imagem.
Nesse aspecto, as nossas entidades mais representativas têm responsabilidades acrescidas. A imagem que, ainda hoje, as pessoas têm de Fafe não é a melhor e os epítetos “Sala de Visitas do Minho” ou o “Amor de Cidade” não promovem, isoladamente, uma ideia de cidade, nem tão pouco mudam a nossa “fama” de justiceiros. A estes chavões têm que estar associadas iniciativas verdadeiramente originais e diferenciadoras. Já aqui foi dito neste espaço que o futuro pertence a cidades criativas e capazes de inovar. Capazes de se diferenciarem, capazes de captarem novos públicos e de qualidade...
Estamos a ano e meio de termos uma cidade vizinha como Capital Europeia da Cultura. O grande impacto que terá na cidade de Guimarães este acontecimento ao receber artistas de grande nível europeu e mundial, espectáculos únicos, o envolvimento das pessoas, a promoção de uma região e de um destino turístico será benéfica para todos, inclusive para municípios limítrofes como Fafe.
Talvez seja uma boa oportunidade de promovermos o nosso concelho, de potencializarmos o nosso turismo rural, a nossa gastronomia, a nossa natureza e daí retirarmos ideias e, quem sabe, recebermos alguns espectáculos integrados nesse acontecimento. No entanto, para isso, talvez seja preciso investir seriamente numa nova política de comunicação aliada a um investimento em algo inovador que fortaleça a nossa imagem de um concelho rural mas moderno e criativo.
Parece-me que a imagem que promovemos de Fafe não é a melhor e há que mudar isso, caso pretendamos crescer, tanto turisticamente, como culturalmente.

Pedro Fernandes

08 agosto 2010

Programa da RTP emite em Fafe


O programa Verão Total, que preenche as manhãs da RTP 1 durante o período estival, vai ser emitido a partir da cidade de Fafe, no próximo dia 10 de Agosto (terça-feira), entre as 10h00 e as 13h00.
O programa, que terá como palco a Praça 25 de Abril, no coração da cidade, é apresentado por Tânia Ribas de Oliveira e Hélder Reis.
Como é usual neste tipo de emissões, durante três horas Fafe vai ser motivo de entrevistas e reportagens, nas suas potencialidades e realizações, nas áreas das actividades típicas, do empreendedorismo, das curiosidades, do turismo e da gastronomia, do artesanato, do associativismo musical, entre outras, a que não faltará, obviamente, a intervenção do Presidente da Câmara para enquadrar a actividade municipal.
A organização do programa gostaria que o maior número de fafenses participasse na emissão, a partir do centro da cidade.

04 agosto 2010

Pensando Bem...


Mais vezes que o possa parecer, tenho o hábito de utilizar o que de mais elementar nos distingue como seres humanos: a cabeça. Fi-lo, a respeito da “Gente da Minha Terra”. Parei para reflectir acerca de Fafe dos últimos tempos.
Então? Correu e corre toda a imprensa nacional a grandiosa notícia de que o reverendo Pároco de Santa Eulália de Fafe está em senda de retirada (por vontade doutrem) e os paroquianos em rota de colisão com o bispo que tal ordenou.
Nada me pode entristecer mais! (de momento note-se, porque a capacidade de me surpreender não se esgota nesta terra). Não pela saída do Padre em si. Mais padre menos padre, tanto me dá. Apesar de ter em abundante consideração o abade em questão, choca-me que a população da terra que considero minha, apenas se junte para tentar impedir a saída de um padre.
Fico incrédulo com uma notícia que sugere que foram recolhidas 6700 assinaturas pela não saída de um Padre desta cidade. Utilizando matemática similar: uma petição com este número de assinaturas, teria sido suficiente para levar a plenário da Assembleia da República assuntos como o do Serviço de Urgência de Fafe, que teria dado outra imagem que não a de uma fiel aceitação de tal medida encapotada por todos os quadrantes políticos ao abrigo saiba-se lá bem do quê. Não consigo deixar de que um assunto deste género e este tipo de incongruência me cause um enorme prurido. Avivo na minha memória o fim do comboio, da PT e EDP, a alteração do Serviço de Urgência, a construção da via rápida Fafe-Guimarães com apenas uma faixa de rodagem para cada sentido, fecho da maternidade, fecho da esquadra da polícia,entre outras afins. Porém, o padre é mais importante…
A ilação que retiro é que Fafe se contenta com piores serviços de saúde, piores serviços públicos, falta de assistência pública, em geral. Sossega-me que quando as pessoas estiverem para ser assaltadas ou gravemente doentes, neste concelho, terão a bondade de se dirigir a uma qualquer igreja, já que – aparentemente – funciona algo do género Loja do Cidadão, em que tudo se resolve. Fafenses com problemas, desde falhas na electricidade, filhos para nascer, tumores para tratar, contas para pagar ou com desavenças com os vizinhos, querem dirigir-se à paróquia da respectiva freguesia, ao que parece.
Reconheço que o Senhor Padre é uma figura de referência na freguesia, e não só. Empertiga-me, revolta-me a incoerência dos mesmos “crentes” (pelo menos nos dias de festa) que agora vistos na “manif”, há meia dúzia de anos, enxovalhavam, ainda que em cochicho – assumir em público é transgressão eclesiástica -, o mesmo Padre de mercenário, e outros nomes afins nada abonatórios. O sinal de construção de uma nova igreja numa época de deflação do número de praticantes (e ainda mais da economia nacional), acompanhada de um panfleto que percorreu todas as caixas de correio com uma frase do género “exijo às famílias 200euros” (não literal, mas em sinonímia) não foi de bom-tom, nem pacífico. Também, se esquecem situações como a de um tal inquérito, que interpreto como uma vontade ávida da igreja fafense se juntar à Direcção Geral de Impostos ou ao Instituto Nacional de Estatística, de tal profundidade económica era a informação requerida. Contudo, agora já tudo passou e os mesmos são todos muito amigos. Esta situação está-se – para mim – a assemelhar a uma daquelas típicas do festival da morte, em que após esta somos todos boas pessoas. Nesta situação, ninguém faleceu, pelo que a congruência opinativa se deveria manter. É injustificável que muitos dos críticos e não praticantes do “culto” se revejam em manifestações e demais formas de apoio quando, há não muito tempo, acusavam “disto e daquilo”. Situação que de tão hilariante só pode dar para rir.
Em suma, trata-se de uma questão de inversão de prioridades nestas gentes – e, bem pior, de falta de lógica e coerência - que não percebo, mas também reconheço que não me vou esforçar para perceber….
Urge utilizar o que de mais santo deus nos deu. O desuso crónico dos neurónios – este sim – um pecado.

João Coimbra

Ps: Não sou entendido de igrejas nem afins, mas ainda julgava que o culto da adoração da Igreja Católica era a Deus e não a um mortal, mas isto são contas de um rosário que não é o meu.

01 agosto 2010

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