30 setembro 2013

Os Resultados para a Câmara Municipal


PS - 35,15% (11.028 votos) - 4 vereadores
IPF - 35,10% (11.008 votos) - 3 vereadores
PSD - 21,33% (6.688 votos) - 2 vereadores
CDU - 2,96% (928 votos)
CDS - 1,35% (423 votos)

Em Branco - 2,59% (813 votos)
Nulos - 1,52 % (478 votos)

Votantes: 31.366
Inscritos: 50.880

Abstenção: 38,36%

Fonte: http://www.autarquicas2013.pt/resultados-eleicoes-2013

25 setembro 2013

O Programa dos "Independentes por Fafe"

Foto: Programa Eleitoral INDEPENDENTES POR FAFE
Saibam as nossas propostas para os próximo 4 anos!
http://www.ipfafe.com/programa.php

O programa desta força política tem uma extensão considerável, permitindo adivinhar que a sua execução só seja possível nos próximos 8 ou mais anos, como já havia acontecido com outros programas políticos. Compreendo que tal possa significar uma espécie de estratégia a longo prazo, mas descura um pormenor que, para mim, é importante: quais as reais prioridades? Seria conveniente que tal fosse esclarecido.

Apesar de tudo, é o programa mais completo que li, abrange um conjunto de intenções mas também finalidades. As acções necessárias para tais finalidades estão bem explícitas e de fácil leitura. Sinceramente, executei uma leitura transversal, procurando, aqui e ali, aspectos dignos de realce. Muitas iniciativas estão presentes em outros programas, diferenciando-se pelos meios que pretendem utilizar. Uma ideia subjaz, a necessidade de recuperação de uma mística perdida. Dão o exemplo da necessidade da inclusão de «Fafe» no organismo de saúde ACES. É interessante esta ideia. A auditoria financeira da autarquia é um ponto assente assim como a prioridade dada a empresas de Fafe na execução de obras camarárias. A educação merece especial relevo, e fazem bem. As medidas apresentadas são pertinentes, quer na necessária reabilitação dos espaços, quer na valorização do factor humano através de várias parcerias .

chamou-me a atenção a possibilidade de permitirem horários sem limite para a hotelaria em zonas que não sejam habitacionais. Interessante e original medida, sem dúvida. Definitivamente o Castro de S. Ovídio parece estar no centro dos interesses dos futuros inquilinos  da Câmara. Também os Independentes apresentam esta intenção, acrescentando, porém, a ideia do centro interpretativo.

A alteração das políticas de atribuição de subsídios às colectividades desportivas também me parece positivo.

Há contudo um aspecto menos positivo que se prende com as alterações que pretendem para o projecto do Parque da Cidade. Esperaria aqui um pouco mais de realismo.

António Daniel

24 setembro 2013

O Debate de Ontem

Fotografia gentilmente cedida por Pedro Gonçalves (não te importas, pois não?)

Ideias gerais:
1º Parabéns aos promotores do debate a aos que tornaram possível a transmissão via internet.
2º Boa prestação dos moderadores, bem melhores do que há quatro anos. Tornaram possível um ambiente de clarificação de ideias e debate civilizado.
3º Fafe ganhou, mostrou-se que é possível um debate civilizado, sem argumentos ad hominem.

Os candidatos:
- Eugénio Marinho: acutilante, versátil, surpreendeu-me pela positiva. Ainda possui um lado emocional que poderá funcionar como uma «faca de dois gumes». Funciona como catalizador das vontades, mostra uma vertente de risco interessante. Mas também pode ser interpretado como demasiado voluntarista.
- Leonor Castro: Como há quatro anos, continua a ser a minha preferida (salvo seja!). Tem um verbo fácil, é dinâmica, sabe do que fala e transmite seriedade. A dinâmica com que afirma as suas posições denota firmeza e carácter. É uma excelente candidata. Uma mulher com talento e... a mais elegante. Gostei da sua postura feminina e dominadora (ainda não estou apaixonado). 
- Manuela Nogueira: Como ela própria sublinhou, não é política, é uma técnica. Demonstrou pouca leveza argumentativa e pouco «à vontade». Nota-se que foi uma candidatura de recurso. À medida que o debate evoluiu, melhorou consideravelmente. Bom pronúncio.
- Raul Cunha: A situação do candidato do PS não é confortável. Face ao período medíocre de 4 anos de domínio PS e perante as diatribes dos dirigentes socialistas, é muito difícil a situação de Raul Cunha. Por um lado poderia mostrar uma ruptura em relação ao passado, por outro quer mostrar-se como um homem de uma certa continuidade. Não gostava de estar na sua pele. 

Tive imensa pena que Parcídio não estivesse presente. Deve ter as suas razões, mas seria importante a sua participação. Poderia enriquecer o debate com a sua assertividade e com as suas ideias.

Podem dizer que estes debates de pouco valem. Possivelmente têm razão. Mas para mim, valeu. Foi um momento de democracia e de civilidade. Parabéns a todos.

António Daniel

23 setembro 2013

O Programa Autárquico da CDU


O programa eleitoral a CDU não deve ser descurado. Se nítida preocupação social, o programa desenvolve um conjunto de ideias interessantes, desde o apoio social a pessoas carenciadas, com ênfase dada ao nível da habitação, até à educação. É aqui que a CDU se destaca dos restantes concorrentes. À semelhança do que acontece com o programa eleitoral do PSD, a CDU apresenta como preocupação o tema da educação, mas vai um pouco mais além na medida em que apresenta possibilidades de intervenção. Destaco o ensino para adultos e o melhoramento dos espaços escolares. Relativamente à saúde, apresenta a defesa do hospital de Fafe dentro do sistema público, mas não aborda a forte possibilidade do hospital transitar para a Santa Casa. Por um lado, compreendo, pois não pretende transmitir uma ideia que não é apoiada pela generalidade dos eleitores, mas por outro lado, seria bom que se começasse a pensar no que poderá efectivamente acontecer, tentado destacar os possíveis protocolos que poderão ser celebrizados com a Santa Casa. O ambiente também merece lugar de destaque. O tratamento de resíduos industriais e a promoção de recolha selectiva são valores que qualquer cidade deve defender, assim como a despoluição e repovoamento dos cursos de água do Concelho.

O programa peca por não atribuir grande importância ao urbanismo e por não o ligar à questão ambiental. Parece não haver uma palavra para o parque da cidade, pelo menos no que respeita à concordância ou discordância da proposta conhecida do actual executivo autárquico, e à necessidade de incrementar parques urbanos. Também relativamente ao património o programa é pobre, constituído por alusões genéricas.

É um programa nitidamente de esquerda. Coloca o apoio social, nas suas mais variadas valências, como objectivo primordial da execução autárquica.

António Daniel

18 setembro 2013

Opinião: O Programa Eleitoral do PSD.


A corajosa e saudável iniciativa do PSD em colocar disponível o seu programa eleitoral exige da parte de todos uma tomada de posição e uma visão crítica construtiva.
Em primeiro lugar, não pondo em causa a capacidade de trabalho (característica propagandeada a nível nacional como se fosse quase da exclusividade dos decisores laranjas ) dos candidatos, parece-me ser um programa a executar muito para além dos quatro anos. Seria de bom tom que esclarecessem esse aspecto sob pena de padecer de algo falacioso.

Gostei das ideias acerca do Castro e dos museus. Seria uma mais valia (utilizando um termo marxista) para Fafe. Devidamente publicitado, o espaço seria certamente um novo motivo de visita à nossa cidade. Relativamente ao Castro de S. Ovídio, embora seja omisso nas formas de execução, só o simples facto de haver intenção já é positivo. Para a posteridade fica a ideia de deslocar o museu do automóvel para a zona norte do Concelho, como foi dito pelo candidato pelo PSD no debate realizado no Teatro-Cinema. Referia-se a quê? Aboim, Lagoa, Felgueiras?
 
No que respeita ao posicionamento económico, a sugestão da criação de um organismo incubador de empresas é positivo, apesar de não ser explícito como irá ser feito, qual a orgânica e os modelos de execução e, principalmente, quais as parcerias que irão ser encetadas. Na medida em que há muitas formas de aplicar a ideia, desde a passividade completa (estar à espera que as empresas caiam do céu) até uma promoção agressiva das condições do Concelho, também merecia uma explicação mais cabal a forma como se fará a atracção de empresas cuja produção se considere em crescendo económico. Este aspecto, apesar de ter uma enorme importância, não é simples e carece de discussão mais exaustiva. Tenho perfeita consciência que todos os pontos apresentados pela candidatura nesta área não devem ser avaliados isoladamente, mas, talvez por isso, fosse necessário um debate sério. É-me fácil dizer que irei apoiar os comerciantes. Torna-se mais difícil dizer como e este «como» faz toda a diferença porque é aí que as divergências de ponto de vista poderão surgir.

É na parte da «cidade» que a inexequibilidade das medidas me parece mais óbvia. Pretende-se muitas obras, algumas delas pertinentes, outras nem por isso. Um aspecto positivo é a requalificação da zona da Vila Nova. É um espaço muito esquecido em Fafe que, apesar de ter sido uma edificação que prometia muito, foi prostrada à indiferença. Aliás, Pedro Gonçalves, nos seus itinerários pedonais, deu a devida ênfase a esta zona. Já não percebo a intervenção da Av. do Brasil. Não sei muito bem o que pretendem. É uma bonita avenida devidamente ornamentada por vegetação. O que querem lá fazer? Não é explicado. O parque de estacionamento na zona do Hospital é uma boa ideia, apesar de considerar uma obra cara. Não me parece possível construí-lo. Aliás, a zona da Feira-Velha não é considerada, apesar de pessoalmente considerar uma área de urgente intervenção.

A construção de piscinas e polidesportivos já me cheira a propaganda tipo «menezes». Espero que não passe de mera coincidência.

O que não percebi foi a construção de um auditório municipal. Para quê? Onde seria construído? Também a ideia de tornar o teatro-cinema auto-sustentável é por si só muito difícil de executar. Nem tudo dá lucro e em Fafe as pessoas habituaram-se ao acesso quase gratuito à cultura, perfeitamente justificável pelo carácter pedagógico de tal medida. Se pretenderem implementar um sistema que permita o auto-sustento, dificilmente alcançarão níveis de adesão razoáveis. Poderei estar enganado. O que ficamos a saber é que não se realizarão mais concertos a 10 euros de artistas de renome nacional.

A educação. Os tecnocratas que imperam no meio político adoptaram o orgástico termo «excelência». Confesso que é uma posição muito subjectiva, mas não gosto! O que é isto de premiar a excelência? Está implícita a ideia da meritocracia? Bem, o mérito tem muito que se lhe diga. A educação é um problema em Fafe, ou melhor, sempre foi. Nunca foram devidamente apresentadas razões plausíveis para tal situação. É um tema que permanentemente se omite, também não sei por que razão. É bom que as candidaturas o discutam, sem freio. Mas o PSD não tem grande apetência para tal. A não ser que a Paula Costa tenha excelentes ideias.

Por último, necessitava de uma maior clarificação a simbiose pretendida entre a defesa do ensino público e o apoio a instituições privadas. Se por um lado é possível, por outro não é assim tão possível. Esta questão deixaria para outra altura.

António Daniel

Atenção, muita atenção!



Pardelhas, Fafe. Festa de São Pedro. A Internet ainda estava no cu dos americanos, parece impossível mas não havia Facebook nem Twitter, o telemóvel trabalhava a manivela e só se deslocava da mesinha de cabeceira para a cama, se o fio deixasse, e o e-mail chamava-se telegrama. A comunicação era boca a boca, como a respiração, as redes sociais iam num pé e vinham noutro. Mandavam-se recados, levavam-se "repostas" - assim se dizia, e eu gostava, na minha terra. Era a idade das trevas com automóveis e motorizadas.
Mas havia altifalantes, e urgências são urgências. A meio do "Carrapito da Dona Aurora", que estava a correr tão bem, alguém corta o pio aos do Conjunto António Mafra, sopra asmaticamente no velho microfone Philips, "um, dois, um, dois, experiência", e, desassossegando a aldeia inteira, grita na maior das aflições:
- Atenção, muita atenção! Ó Silva, trazei-me cá o martelo, caralho...

Hernâni Von Doellinger

13 setembro 2013

Desemprego


Não há imagem mais deprimente do que esta . Pessoas, trabalhadoras, a maioria, se não a totalidade, com o salário mínimo, que diariamente fazem o melhor que podem, ficarem sem o seu sustento.

Desconheço as razões desta nova falência (julgo que se trata disso),  mas assusta-me esta voragem darwinista. Possivelmente não haverá outras alternativas, se as há estão sendo postas em causa pelos sucessivos calculismos que posicionam as pessoas numa mera lógica de oferta e procura.

Talvez a vida seja assim mesmo. Neste caso, a empresa por factores mais extrínsecos do que intrínsecos, foi forçada a despedir trabalhadores. Posso até dizer que o empresário actualmente possui um dinamismo e uma clarividência económica sem precedentes. Mas nem sempre foi assim. As prioridades passaram muitas vezes pela demonstração fálica do que empresarial. Padecemos com isso.

Se a vida é assim mesmo, então é uma grande puta.

António Daniel

11 setembro 2013

Festival «Harmos Plural»



Os maiores talentos da música do futuro vão passar pelos concelhos de Guimarães, Fafe, Famalicão, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Vizela entre os dias 18 e 28 de Setembro. O festival "Harmos Plural" reúne alunos das melhores escolas de arte do mundo e apresenta o que de melhor se produz na áreas da arte sonora e da música experimental, mas também do jazz, world music e cruzamentos multidisciplinares.

Oficinas Criativas


O Projecto Fafe Cidade das Artes abre novas inscrições para Oficinas Criativas nas áreas do teatro.
Mais uma oportunidade para que todos possam ter um espaço onde exercitar a criatividade. As inscrições paras as oficinas de Teatro, Máscaras e Adereços, Costura Criativa e Figurinos já se encontram abertas na biblioteca. Podem ser encontradas mais informações no facebook na página "Fafe Cidade das Artes".

10 setembro 2013

Prognósticos... Antes do Fim do Jogo


29 de setembro. Dez da noite. Nas sedes de campanha e nas sedes partidárias, multiplicam-se as reações aos resultados das eleições autárquicas. Eis uma projeção do que os portugueses vão ouvir daqui a três semanas.

1. O PSD vai dizer que o resultado eleitoral é uma vitória. Perdeu algumas presidências de câmara mas conseguiu, a custo, manter a presidência da Associação Nacional de Municípios, sendo o partido com mais presidentes de câmara no país. Vai dizer que as eleições eram locais, mas não vai deixar de tirar ilações nacionais, dizendo que num contexto muito difícil para os partidos da maioria (esquecendo que em muitos casos foram esses partidos que se colocaram em apuros), enfrentando circunstâncias adversas, o resultado pode abrir boas expectativas para as legislativas de 2015.

2. O PS vai dizer que o resultado eleitoral é uma vitória. Ganhou algumas presidências de Câmara, não conseguiu roubar a presidência da ANMP ao PSD mas, feitas as contas, como a fasquia colocada (ser o partido mais votado a nível nacional) foi atingida, os socialistas vão clamar vitória e dizer que nesta noite se abre o caminho para um novo ciclo eleitoral. Claro que o PS vai lembrar as circunstâncias adversas em que estas eleições decorreram para o partido: Há um Presidente de direita, um Parlamento dominado pela direita, um Governo de Direita, até um presidente da Comissão Europeia de direita. António Costa vai ter um resultado eleitoral em Lisboa superior ao score nacional do PS, e as especulações sobre o futuro do PS vão voltar.

3. O CDS vai dizer que o seu resultado eleitoral é uma vitória. O dirigente que Portas escolher para falar aos portugueses vai lembrar as circunstâncias adversas em que as autárquicas decorreram. Vai lembrar como o seu partido está empenhado em tirar Portugal do protetorado da troika. E vai sublinhar que a implantação autárquica dos populares saiu reforçada neste escrutínio, com mais vereadores eleitos e uma larga presença em governos autárquicos pelo país (coligado com o PSD).

4. O PCP vai dizer que o resultado eleitoral foi uma grande vitória em circunstâncias particularmente adversas para o partido. Vai clamar vitória pelas câmaras recuperadas no Alentejo e não vai deixar de sublinhar o facto de praticamente todas as câmaras da Área Metropolitana de Lisboa a sul do Tejo estarem agora nas suas mãos. Jerónimo não vai perder a oportunidade para dizer que está na hora de uma mudança de política a nível nacional e que o reforço da votação na CDU significa que os portugueses querem o governo na rua.

5. O Bloco de Esquerda vai dizer que o resultado da noite eleitoral significa uma clara vitória, pois a implantação autárquica bloquista é cada vez mais nacional, e já não circunscrita às grandes áreas metropolitanas e áreas urbanas. O Bloco não tem presidências de Câmara mas conseguiu eleger mais vereadores que há quatro anos. Em circunstâncias muito adversas para o partido, estas eleições dão ânimo redobrado para o futuro. Enquanto isso, vai começar a questionar-se a liderança bicéfala de Semedo e Catarina.

6. Nunca como hoje tantas câmaras foram ganhas e vão ser geridas por listas independentes dos partidos políticos. Cerca de um milhão de portugueses vão viver em municípios (incluindo várias capitais de distrito) liderados por candidatos que não faziam parte de uma lista partidária. Vão seguir-se dias e semanas de debates inflamados sobre o significado deste resultado para o sistema político português e sobre o esgotamento dos partidos e sobre se estamos ou não a chegar ao fim de um regime. No final, os partidos vão ficar exatamente na mesma.

7. A abstenção eleitoral vai subir e muito se vai refletir sobre as suas causas e sobre como os portugueses estão cansados e desiludidos da vida política e sobre qual a melhor forma de voltar a atrair os cidadãos para a vida política. Os partidos prometem refletir sobre o tema mas, no final, nada de substancial vai mudar.

8. Vários dos chamados dinossauros autárquicos que mudaram de câmara nesta eleições, e para os quais o Tribunal Constitucional deu luz verde para avançarem, conseguiram vencer as eleições. Mas muitos deles vão ser derrotados nas urnas. Ser dinossauro autárquico não é um selo de vitória garantido, pelo contrário.

In http://expresso.sapo.pt/prognosticos-antes-do-fim-jogo=f829638#ixzz2eTJUhiFX
Martim Silva

08 setembro 2013

Dinâmica de Vitória?


O PSD em Fafe sempre se caracterizou por esta atitude. O seu genético optimismo foi muitas vezes substituído por uma espécie de arrogância que lhe fica mal (a eleição de Soares ao derrotar Freitas é um bom exemplo, assim como a reeleição de Eanes quando derrotou Soares Carneiro, apesar de toda a dinâmica de vitória das candidaturas apoiadas pelo PSD). Quando se afirma que o PSD está à frente das sondagens, exige o bom senso político que se diga que sondagens são essas, que critérios houve na sua construção, em suma, que ficha técnica a presidiu. Mas o bom senso político exige mais: exige humildade, apesar do necessário espírito vencedor que deve estar implícito nas declarações dos políticos.

O problema, parece-me, reside na necessidade do PSD ir buscar votos a outros partidos, nomeadamente aos desiludidos por tudo o que aconteceu com o PS de Fafe. Ora, o voto é decidido no momento, levando os eleitores a uma espécie de reacção. A reacção é epidérmica e, como tal, reflecte um sentido espontâneo e não sistemático. Isto é tão mais evidente quando o assunto é a guerra autárquica, quando as emoções pessoais, influenciadas pela proximidade, são decisivas. Estas dinâmicas de vitória têm, geralmente, o reverso da medalha. Nunca se esqueçam de Luís Marques Mendes e da sua derrota autárquica.

António Daniel

07 setembro 2013

As Autárquicas em Fotos

Raul Cunha ergue a bandeira de Fafe bem no alto...



As bandeiras de Parcídio evitam o rosa e o laranja...

 Eugénio Marinho toca para reunir as tropas...

01 setembro 2013

As Assembleias Não Pedem, Ordenam!

In Jornal Público, 01/09/2013
António Cândido de Oliveira