29 abril 2011

Rallye Serras de Fafe 2011

A Catedral dos Ralis em Portugal irá receber neste fim-de-semana a caravana dos Campeonatos de Portugal de Ralis, Regional Ralis Nordeste e ainda a Taça Nacional de Ralis. O Rali Serras de Fafe arranca Sábado à tarde com a realização de uma dupla passagem pelos troços de Ruivães e Luílhas. À noite o centro da cidade é palco de uma Super Especial. Por fim no Domingo os concorrentes efectuam uma dupla passagem por Montim e Lameirinha, totalizando aproximadamente 250 quilómetros.

26 abril 2011

Tesourinho Deprimente

É verdade que o desporto em Fafe enriquece com a instalação de relvados sintéticos ao invés dos pelados mas havia necessidade de exaltar o ego gastando uns milhares em alguns placards que de úteis para a sociedade têm pouco? Um regozijo desnecessário. Fica aqui a minha observação.

Luís Peixoto

19 abril 2011

"Portugal-Brasil: Paisagens e Fafenses"

Fafe oferece, através do seu Museu das Migrações e das Comunidades, no dia 21 de Abril, uma exposição que evoca o Brasil e a chegada dos portugueses às terras de Vera Cruz.
Integrada na programação anual do Museu das Migrações e das Comunidades, a mostra assinala o Dia da Comunidade Luso Brasileira (22 de Abril), data do encontro da expedição dos portugueses com a terra e as gentes além-mar, que se vai manter ao longo dos séculos.
Esta celebração foi criada em 1967 pelos dois governos - Portugal e Brasil -, foi instituída pelo senador brasileiro Vasconcelos Torres e devia ser comemorado nos dois países, já que é nesse dia que se celebra o “achamento do Brasil”.
A exposição “Portugal-Brasil: Paisagens brasilianas e Fafenses Brasileiros de Torna-Viagem”, integra um conjunto de retratos da autoria do artista plástico Luís Gonzaga, que — destaca a nota do museu — “nos situa a ligação de Fafe ao Brasil, em particular pela memória dos faf enses que emigraram para o Brasil durante o século XIX e inícios do século XX, e que no seu regresso edificaram a então Villa de Fafe - os fafenses “Brasileiros de Torna-Viagem”.
Estarão patentes ao público, pela primeira vez à luz desta ligação ao Brasil, a colecção das telas do acervo do Município que representam os “ilustres emigrantes brasileiros”, que, desde o início do século XIX edificaram palácios, casas apa-laçadas e palacetes, abriram ruas e praças redesenhando a “cidade”. Os princípios e ideais de liberdade e de auxílio mútuo evaram-nos à construção de edificações de cariz social - o Hospital de S. José (1858), o Asilo para a Infância Desvalida (1877) e o Asilo dos Inválidos (1906), a Escola de Conde Ferreira (1866) a Escola Deolinda Leite (1892), a Igreja Nova de S. José (1895) a Confraria de S. José ou da Misericórdia administradora do Hospital (1860). Construíram ainda o exótico jardim romântico do Calvário (1892), imitando as metrópoles de além-mar.

13 abril 2011

Miguel, Rui, Jaime e Carlos

São quatro nomes que pouco dizem, comuns a muitos nomes próprios. Mas se lhe juntarmos os apelidos, dizem muito para Fafe. Todos eles tiveram em comum serem professores e todos eles fizeram muito por Fafe. O Miguel Monteiro deixa saudades. A mim particularmente. Um grande homem que, contra ventos e marés, rumou a um lugar de destaque na vida fafense. Promoveu uma ideia de Fafe, construiu memórias eternas e deixou-nos um legado que devemos orgulharmo-nos. A Jaime Bonifácio Silva, o único com trajectória política, devemos a transformação das ideias desportivas. Foi dos que - juntamente com outros, é certo – formou a modalidade de Andebol em Fafe, que muitas alegrias nos deu. Rui Adérito foi interventivo. Educou várias gerações e foi, acima de tudo, respeitado porque se deu ao respeito. Também muitas vezes incompreendido, promoveu novas formas de políticas ambientais, gerou movimentos nessa linha e galvanizou novas mentalidades. Foi pena ter-nos deixado cedo. Finalmente, Carlos Afonso. Através das redes sociais, nomeadamente nas várias postagens de Pompeu no Facebook, tive conhecimento do grande empreendedor cultural que tornou possível as «Jornadas Literárias».
Além de professores, têm mais um pormenor em comum: não são originários de Fafe. Só há um nome que sempre vi como um referencial cultural e que nunca foi devidamente aproveitado: Isabel Pinto Bastos. Talvez por ser de Fafe.

António Daniel

04 abril 2011

Indicador de Desenvolvimento Económico e Social

Nas minhas leituras de fim-de-semana, num artigo sobre o concelho de Alvaiázere (ali designado por Cavacolândia), deparei-me com uma referência a um estudo sobre o desenvolvimento económico e social dos concelhos deste país, referido pelo autor da peça para justificar a sua apreciação negativa sobre esse pedaço de Portugal. Tentava o jornalista justificar a votação maciça em Cavaco Silva, utilizando, entre outros argumentos, o deficitário desenvolvimento do concelho, pouco atractivo e com uma população envelhecida e pouco letrada. Naturalmente curioso, fiz uma pesquisa na net e lá encontrei o estudo efectuado por José R. Pires - Prof. Catedrático da Universidade da Beira Interior e Responsável do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social e Nuno Miguel Simões - Técnico Superior Economista, publicado em 2009. Este estudo analisa 50 factores e indicadores de condições económicas, sócias e materiais, constantes do Anuário Estatístico do INE (dados de 2006) e cria um ranking, por comparação, para os concelhos de Portugal Continental (278). Fafe está num calamitoso 222º lugar, tendo descido 58 posições desde a última publicação, ou seja, 2007 (dados de 2004). O valor numérico deste Indicador Concelhio de Qualidade de Vida – 54,4948 (Guimarães ocupa o lugar 112, com 66,1351) deve-nos obrigar a reflectir sobre a importância que damos à qualidade de vida no nosso concelho. Deve-nos levar a questionar os investimentos que o Município tem feito e, fundamentalmente, os que se prepara para fazer. Será que é mais importante endividar o concelho com Parcerias Público Privadas para executar um conjunto de obras de importância relativa ou, em alternativa, apostar nas infra-estruturas básicas (água e saneamento) e ambiente/recreio? Deixo-vos a questão. Reflictam!

Miguel Summavielle

01 abril 2011

Dinheiros

Todos sabemos que as Câmaras Municipais são instituições que, apesar do muito trabalho feito, são gastadoras. A Câmara de Fafe prepara-se para isto. É muito dinheiro e muito tempo. A duração é de vinte e cinco anos. Não haveria possibilidades de gastar menos reconvertendo equipamentos já existentes? Por exemplo, não seria possível fazer um alargamento da piscina actual ou simplesmente construir uma exterior aproveitando os campos de ténis? Não seria possível construir campos de ténis no Parque da Cidade juntamente com outras estruturas pouco dispendiosas? Há necessidade de grandes obras de requalificação das praças mencionadas, sabendo que, por exemplo, o hospital irá ser transferido? Ou não vai ser? O que irá acontecer aos projectos já aprovados do Hospital e da Escola. Face ao esperado desinvestimento central e à alternância do poder, qual o desenlace? Os próximos anos para Fafe, assim como para o resto do país, não serão brilhantes. Não diria que será uma oportunidade única para a oposição fazer valer as suas propostas, mas não andarei longe.

António Daniel